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Atirador da Catedral de Campinas tinha 49 anos e vivia em cidade próxima

Segundo delegado que investiga tiroteio, Euler Fernando Grandolpho não tem antecedentes criminais. Ainda não há informações sobre os motivos do crime

O atirador que matou quatro pessoas e se suicidou na Catedral Metropolitana de Campinas (SP), no início da tarde desta terça-feira, 11, é Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos. A informação foi divulgada pelo delegado José Henrique Ventura, da Polícia Civil, que investiga o caso, em pronunciamento a jornalistas em frente à igreja.

Grandolpho foi identificado por meio de sua carteira de habilitação que, segundo o delegado Ventura, estava dentro de uma mochila encontrada na igreja. As vítimas fatais do ataque são Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Gonzaga, de 68 anos, Cristofer Gonçalves dos Santos, de 38 anos, e Eupídio Alves Coutinho, 51 anos.

Conforme o perfil de Euler Grandolpho no Facebook, ele nasceu em Campinas, mas vivia a cerca de 10 quilômetros dali, em Valinhos (SP). Na rede social, em que aparece de óculos escuros na única foto disponível, ele tem apenas oito amigos e duas postagens.

Ainda no Facebook, Grandolpho informava que estudou na Unip e no Colégio Técnico da Unicamp. Conforme José Henrique Ventura, o atirador era analista de sistemas e não tinha antecedentes criminais.

Euler Grandolpho também foi Auxiliar de Promotoria no Ministério Público de São Paulo entre dezembro de 2012 e julho de 2014.

Em um canal no YouTube, Grandolpho publicou um vídeo em que aparece praticando Counter-Strike, jogo de tiro em primeira pessoa. Em determinado momento do vídeo, postado em outubro de 2017, é possível notar que, àquela altura, o atirador da catedral havia jogado 350 horas de Counter-Strike.

A outro jogo do gênero, o Playerunknown’s Battlegrounds, Euler Grandolpho destinou outras 54 horas.

O delegado Ventura disse que a polícia vai até a casa do criminoso, em Valinhos, para iniciar a apuração sobre o que levou o atirador a cometer o atentado. Até o momento, diz ele, não há “nenhuma informação sobre motivação”.

‘Certa habilidade’ com a arma

Durante o ataque aos fieis, Euler Fernando Grandolpho recarregou uma vez a pistola, cujo pente tem capacidade para 11 balas. Depois da recarga, ele fez mais dez disparos e se suicidou com a última munição.

Segundo o major Adriano Augusto Leão, comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, ele só parou de atirar quando foi atingido por policiais que entraram na Catedral ao ouvirem os disparos. Ferido na lateral do corpo, na altura do abdômen, Grandolpho atirou contra a própria cabeça. “Caso a PM não tivesse agido como agiu, como ele ainda tinha 28 balas nos pentes, poderia ter havido uma tragédia maior”, disse o major.

Em pronunciamento a jornalistas em frente à Catedral Metropolitana de Campinas, Leão afirmou que “os policias observaram como ele (Euler) manuseava a arma, o que indicava certa habilidade, para aguardar as pessoas se abaixarem para agir”.