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Ações da Nossa Caixa sobem

Por Da Redação
21 nov 2008, 11h31

Com agência Reuters

As ações da Nossa Caixa disparam nesta sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), um dia depois do anúncio da aquisição da instituição paulista pelo Banco do Brasil. Por volta das 11h30, os títulos do banco valorizavam-se 18,86%, cotados a 60,98 reais. No mesmo horário, porém, os papéis do BB recuavam 5,25% e eram cotados a 12,62 reais.

Por volta das 12h10, o Ibovespa, principal indicador da Bovespa, caía 3,16%, atingindo 32.350,58 pontos. Já o dólar comercial subia 0,62%, negociado a 2,418 reais para a venda. A queda no mercado brasileiro é, em grande parte, um reflexo da performace da bolsa de Nova York na quinta-feira, que registrou baixa de 5%.

BB e Nossa Caixa – A compra da Nossa Caixa pode ser a primeira de uma série de aquisições planejadas pelo BB para tentar retomar a liderança do setor bancário do país em ativos. Com a transação, que deve gerar sinergias de 2 bilhões a 4 bilhões de reais ao BB em cinco anos e deve ser concluída até março de 2009, o gigante estatal eleva seus ativos em 12%, para 512,4 bilhões de reais, recuperando parte do terreno perdido para a união Itaú-Unibanco, com ativos de 575,1 bilhões de reais.

A aquisição em 18 prestações, a maior já feita pelo banco, ocorreu pouco mais de duas semanas depois que o BB perdeu a liderança. Apesar da briga por ganhos de escala no mercado brasileiro, o presidente do BB, Antonio Francisco Lima Neto, afirmou que a instituição continua de olho em aquisições, mas não a qualquer preço. “Estamos vendo oportunidades, mas não se deve buscar a liderança por se buscar, ela tem que fazer sentido econômico para o Banco do Brasil, sentido estratégico.”

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Mas é a posição de liquidez do banco paulista que o vice-presidente do BB Aldo Mendes, fez questão de frisar na apresentação à imprensa. Enquanto a operação dará ao BB um aumento de 6% na carteira de crédito, para 213,7 bilhões de reais, os depósitos totais crescem em 15%, a 264 bilhões de reais. Além disso, segundo Mendes, o total de recursos administrados de terceiros sobe 11%, para 271,5 bilhões, “o que seguramente deve fazer o BB voltar à liderança no ranking de fundos de investimento”.

Potencial – Mendes afirmou que o potencial de concessão de crédito do BB cresce com a Nossa Caixa. “Nós teremos ainda condição de assegurar o crédito em níveis mais fartos e mais baratos porque estamos entrando com a relação depósito-crédito mais favorável que os concorrentes”, afirmou. Segundo ele, enquanto a relação de crédito-depósitos de menor custo (que reúnem depósitos à vista, poupança e judiciais) da união BB-Nossa Caixa é de 135%, no Itaú e Unibanco a relação é de 372%.

“Nós ainda temos um potencial enorme ainda a ser explorado, a Nossa Caixa é um banco extremamente líquido e no momento atual liquidez é um valor quase que imensurável”, afirmou Mendes. Neto afirmou ainda que a liquidez do sistema financeiro nacional está retornando. “As medidas tomadas pelo governo para dar dinamismo ao sistema bancário nacional são muito boas. Vejo o sistema menos desestressado, a liquidez voltou a fluir de maneira interessante”, disse o presidente da instituição.

“Aumentou a competitividade entre os grandes bancos para fazer operações para os bancos pequenos, desestressou bastante. O mercado está bastante líquido e hoje estamos indo atrás dos bancos para comprar as carteiras deles”, disse Adézio Lima, vice-presidente do BB. Segundo os executivos do BB, a expectativa é que com a aquisição o banco aumentará a carteira de crédito em 2008 em 35% a 40% e para 2009 a previsão é de expansão de 20% a 25%.

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