Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

CPI ouve diretor exonerado que foi acusado de cobrar propina por vacina

Roberto Ferreira Dias deixou o Ministério da Saúde na semana passada

Por Gustavo Maia Atualizado em 7 jul 2021, 09h27 - Publicado em 7 jul 2021, 06h01

Acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti de cobrar 1 dólar em propina por dose de vacina da AstraZeneca, o ex-diretor de Logística Roberto Ferreira Dias será o alvo desta quarta-feira dos questionamentos de senadores da CPI da Pandemia.

Como mostrou o Radar nesta terça, Dias adotou medidas para se blindar de possíveis ameaças em Brasília, depois de ser sumariamente exonerado em resposta à entrevista de Dominguetti à Folha, na semana passada. Segundo aliados, ele foi ao sistema do Ministério da Saúde e tratou de reunir um arsenal de documentos e provas com teor explosivo para o governo.

Ao que tudo indica, o ex-diretor não deverá usar o material nesta quarta. Isso porque Dias despachou as provas que tem para um local seguro num conhecido paraíso turístico da Europa.

LEIA TAMBÉM: Um retrato da administração Jair Bolsonaro

Na edição de VEJA que está nas bancas, o Radar mostra que ele revelou a pessoas próximas ter documentos suficientes para incluir no escândalo outras figuras conhecidas da República, como o agora assessor de Bolsonaro no Planalto Eduardo Pazuello.

Roberto Dias também deverá ter que responder sobre seus padrinhos no Ministério da Saúde. Além do deputado federal Ricardo Barros e do senador Davi Alcolumbre, o ex-diretor de Logística tinha ótimas relações no governo com o ministro Onyx Lorenzoni.

Interlocutores de Onyx revelaram ao Radar que foi o ministro gaúcho que aproximou Dias de Alcolumbre. Ambos são do DEM. Oficialmente, foi o ex-deputado federal Abelardo Lupion, do mesmo partido, que assumiu a autoria da indicação, ainda no início do governo, na gestão do então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Continua após a publicidade
Publicidade