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STF começa julgamento com votos a favor da Copa América no Brasil

Cármen Lúcia, Marco Aurélio e Gilmar Mendes liberaram o campeonato. Lewandowski e Fachin fizeram o mesmo, mas também pediram medidas de segurança

Por Caíque Alencar Atualizado em 10 jun 2021, 14h49 - Publicado em 10 jun 2021, 10h29

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira, 10, três ações que tentam barrar a realização da Copa América no Brasil. O placar, por enquanto, está em 5 a 0 para que o torneio possa ser realizado. Já votaram a favor da competição a ministra Cármen Lúcia e os ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Gilmar Mendes.

A análise está sendo feita pelos integrantes da Corte no plenário virtual, no qual os ministros apenas depositam os seus votos em ambiente eletrônico sem a necessidade de fazer sustentação oral. Os votos terão de ser apresentados até as 23h59 desta quinta-feira.

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Das três ações que estão sendo julgadas, duas estão sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. Elas foram apresentadas pelo PSB e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). A terceira ação, apresentada pelo PT, tem como relator o ministro Ricardo Lewandowski.

Na ação da CNTM, a entidade pede a suspensão da realização da Copa América argumentando que há risco de aumento de casos de contaminação e de mortes pela Covid. O PSB, por sua vez, aponta como maior problema a movimentação nacional e internacional de jogadores, comissões técnicas, jornalistas e demais envolvidos da realização do evento esportivo. Já o PT defende que a decisão de sediar o torneio vai contra os esforços de parte da sociedade brasileira para conter a pandemia.

Dos ministros que já votaram, Lewandowski e Fachin, em pedidos semelhantes, solicitaram que fossem adotadas medidas para conter a Covid. Lewandowski se manifestou no sentido de que governo federal deve divulgar, no prazo de até 24 horas antes do início dos jogos, um plano de estratégias para a realização segura da Copa América. Já Fachin pediu que o presidente elabore e implemente, em 24 horas, um plano de mitigação de riscos.

O julgamento foi marcado para esta quinta-feira pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux, após pedido de Cármen Lúcia, que apontou “excepcional urgência e relevância do caso e da necessidade de sua célere conclusão”. A competição começa no domingo, 13.

 

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