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02/12/2013

às 11:07 \ Educação

O alto custo do ensino gratuito

O resultado do Enem colocou as escolas particulares no topo das melhores cariocas. Uma matéria do GLOBO de hoje mostra o custo elevado desse ensino de elite:

A lista das escolas cariocas com as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 assusta. Entre as dez primeiras do ranking, nove têm mensalidades acima de R$ 2 mil. A exceção é a nona colocada, a Escola Sesc de Ensino Médio, um projeto do Serviço Social do Comércio (Sesc), na qual o ensino é gratuito. No Colégio São Bento, que ocupa o topo da relação, os pais dos alunos do 3º ano do ensino médio terão que desembolsar R$ 2.807 por mês em 2014. Há instituições ainda mais caras, que não têm bom desempenho no exame — e parecem não dar muita importância a isso —, como a Escola Britânica, nas quais as mensalidades giram em torno de R$ 4,5 mil. Por trás destas pequenas fortunas, justificam os diretores dos colégios, estão instalações de alto nível, equipamentos de ponta, atividades extracurriculares, carga horária pesada e, principal ponto em comum entre elas, professores com remuneração acima da média.

Pagar bons salários e investir em tecnologia também faz a diferença: 

No São Bento, onde os alunos estudam em período integral (das 7h30m às 16h30m), com aulas de francês, inglês, espanhol, história da arte e música erudita, os professores do 3º ano ganham R$ 70 por hora de aula. A rede pH, que tem duas filiais entre as 20 escolas no Estado do Rio com as melhores notas no Enem — e mensalidades de até R$ 3 mil para estudantes da última série —, paga R$ 65 ao educador. Ou seja, se ele trabalha 40 horas semanais, recebe mais de R$ 10 mil mensais. São valores praticados por outras escolas deste universo e considerados altos no ensino médio. Para se ter ideia, professores da rede estadual do Rio ganham R$ 16,65 por hora de aula.

— Pagar bem a nossos professores é fundamental, porque mostra que reconhecemos a competência deles e garante a manutenção de uma equipe com os melhores profissionais — explica a supervisora pedagógica do São Bento, Maria Elisa Penna Firme Pedrosa.

[...]

A infraestrutura escolar também eleva os preços da educação nestas instituições privadas. As salas de aula no ensino médio do Santo Agostinho têm projetores e recursos multimídia com acesso à internet, para uso dos professores. Há laboratórios de física, química e biologia, além de informática. Com mensalidades de até R$ 2.304 e conhecido na cidade pelo ensino “puxado”, o colégio não tem proposta pedagógica baseada na preparação para o Enem, garantem seus coordenadores. Mesmo assim, suas duas unidades (Leblon e Novo Leblon, na Barra) estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugares no ranking do exame no Rio. De acordo com o coordenador de ensino médio, Evaldo José Palatinsk, 50% dos professores têm mestrado. A escola cuida para que seus docentes debatam semanalmente a atuação em sala de aula e aperfeiçoem a relação com os alunos.

Sim, não resta dúvidas de que uma boa escola custará mais. É preciso atrair os melhores professores, oferecer boas instalações e investir em tecnologia. Dito isso, o Santo Agostinho, onde estudei minha vida toda, não chega a ser uma Brastemp em termos de tecnologia; a tradição e o rigor na cobrança aos alunos é que se destacam mesmo.

A reportagem mostra que o ensino de elite vem com um preço. Quem pode duvidar? Mas como nos ensinava Bastiat, ainda no século 19, precisamos sempre focar naquilo que não se vê. Ou seja, se o ensino das melhores escolas é caro por um lado, o que dizer do ensino “gratuito” oferecido pelo estado?

Quando levamos em conta o custo de oportunidade, vemos que esse ensino é muito mais caro! Afinal, quanto custa ter alunos em escolas com “professores” que só se preocupam com política, doutrinação ideológica ou greves? Quanto custa manter alunos que após vários anos sequer aprenderam a ler ou calcular direito?

Para considerar esse custo de oportunidade total, outros fatores ainda precisam ser levados em conta. Por exemplo, uma escola municipal do Rio possui enorme terreno na praia de Ipanema! Algumas centenas de alunos estudam ali, em uma propriedade avaliada em milhões de dólares! Quanto custa para o governo manter essa escola, levando-se em conta a alternativa de vender tal terreno?

Ou seja, se o governo vendesse por vários milhões tal propriedade, poderia pagar ao menos uns R$ 6 mil por aluno, em vale-educação! Falta um estudo mais aprofundado sobre esse custo de oportunidade das escolas públicas no país. Quando pensamos por esta ótica, será que a mensalidade das melhores escolas particulares é tão cara assim? Ou será que não é muito mais caro o ensino “gratuito” ofertado pelo estado?

Educação é importante demais para ficar nas mãos do estado. Nem todos terão como pagar pelas melhores escolas. Mas sem dúvida muito mais gente teria acesso a escolas melhores se o governo se retirasse do setor como fornecedor de ensino, e em troca apenas oferecesse voucher para que os alunos mais carentes pudessem frequentar escolas particulares de melhor nível.

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35 Comentários

  1. Leonardo

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    02/12/2013 às 21:58

    No mais, acho que as pessoas só deveriam ser obrigadas a frequentar a escola até o nono ano do fundamental e, nesses 9 anos de ensino, só deveriam aprender português e matemática. Depois que fossem trabalhar ou fazer um curso profissionalizante.
    Esse modelo com ensino médio obrigatório dotado de 13 matérias é coisa para aristocrata, não se encaixa à realidade e interesses do pobre ou mesmo da classe média.

  2. Leonardo

    -

    02/12/2013 às 21:47

    A escola pública é um completo desperdício de recursos, e olha que sou professor do estado. Entretanto nenhuma escola é viável sem disciplina e muita cobrança, nem mesmo as particulares.

    O ensino no Brasil está definhando (também) porque cada vez mais o aluno é um ser sensível, que pode ser traumatizado por qualquer coisa, e cheio de razão. Desse jeito fica impossível ensinar, corrigir e transmitir valores.

  3. João Candido

    -

    02/12/2013 às 21:08

    Quanto a carta do professor citando os príncipios do socialismo de Marx gostaria de perguntá-lo em que lugar do planeta isto deu certo. Acho este negócio de ensino “público e gratuito” de uma demagogia exemplar principalmente no ensino universitário. Não há nada mais elitista que isto. Sou engenheiro formado a mais de 40 anos, egresso de Colégio Loyola (padres jesuítas), filho de pai médico ( já falecido ) e sou formado na UFMG, uma das melhores escolas do país. Estudei de graça e o motivo é que esta é uma escola de excelência e quem não passou no vestibular não tinha a menor condição de competir conosco. Todos os meus colegas, acho que sem excessão, podíamos pagar os estudos superiores. Quem não estudou em colégio privado pq não tinha condições de pagar desistiu de estudo superior, não passou no vestibular da federal ou passou em algum vestibular em escola privada estudando a noite e trabalhando durante o dia e sabe-se lá com que qualidade de ensino. Penso que ensino público e gratuito de boa qualidade deveria ser para primário e ensino médio. Aí não precisaríamos de cotas disso e daquilo. Nas universidades federais o ensino poderia ser pago por aqueles que podem pagar. Este era o meu caso!
    Mas vá falar em estudo superior pago em universidade federal que estes esquerdistas e “progressistas” ficam horrorizados. Enquanto isto a qualidade de estudo no país só cai e em país onde se paga pelo estudo superior, e caro, a qualidade só aumenta. Só a Universidade de Chicado possui 57 prêmios Nobel. Isto sem falar em Havard, Yale, Stanford e outras tantas. E são pagas! Mas se o estudante é pobre mas capaz, estuda através de bolsa. Mas quem pode paga bonitinho.

  4. Antonio

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    02/12/2013 às 19:13

    Rodrigo ! vc está tomando uma pequena parte pelo todo e o que vc diz apesar de alguma coisa fazer sentido o conjunto de sua fala é rídiculo e sem noção da complexidade da realidade brasileira e mundial para ver isso basta olhar a educação dos países mais desenvolvidos nesse setor vc verá que elas são justamente o contrário do vc propõe para o brasil.

  5. José Paulo

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    02/12/2013 às 18:41

    Luiz Fernando – 13:38 – Eu fiz isso, sai de 8 anos de serviço público para a atividade privada, na qual estou há 4 anos. Pouquíssimos vão ganhar mais no ramo privado do que na atividade pública, além de provavelmente ter que trabalhar muito mais horas por dia para conseguir renda que talvez valha a pena. Por isso, muita gente faz o caminho inverso ao meu, mas também cada vez mais surgem os que fazem como eu, mas geralmente são aqueles veteranos super especializados e com muitos “contatos”.
    Então, vale muito a pena, sim, partir para a carreira pública, pois quem manda no ramo privado quer ganhar muito mais do que no público e, associado com a taxa tributário escorchante, faz estourar na “ponta”, ou seja, os funcionários ou “parceiros”, como costuma ser comum para profissionais liberais.

  6. ZEBEDEU

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    02/12/2013 às 18:02

    No Recife, Pernambuco, o vereador André Régis, do PSDB, divulgou estudo que mostra ser o custo por aluno da rede pública municipal muito superior às mensalidades das melhores escolas privadas da cidade. Já o resultado do ensino público, todos conhecemos.

  7. Cleber Souza

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    02/12/2013 às 17:54

    Voce esqueceu de um detalhe Constantino. Tira o Estado da educacao, logicamente com reducao de imposto e menos burocracia para se abrir e gerir escolas tambem, e o custos vao cair drasticamente. Onde o governo entra os custos sobem e qualidade despenca. Nas condicoes que citei ate eu abriria uma escola. outro detalhe: Milton Friedman nos mostrou que a media do tuition para as faculdades americanas, entre 1869 e 1945, ficou nao mais do que $32 anuais!! Ou seja, por mais de 76 anos os custos de ensino superior nos EUA vinha caindo!!. Ai o governo decidiu entrar com fomento para ter mais americanos formados. Olhe os precos de hoje para se formar aqui nos EUA. Eh o que Peter Schiff diz:” As instituicoes ficam com o dinheiro e os alunos ficam com as dividas e sem o emprego…”

  8. Carlos

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    02/12/2013 às 16:07

    O problema do Brasil não é a gestão pública e sim a CORRUPÇÃO e IMPUNIDADE!!!

  9. Paulo Cesar

    -

    02/12/2013 às 15:56

    _ Professores são, via de regra, políticos fracassados. Não é por acaso que muitos se candidatam – e conseguem se eleger – por partidos de esquerda.
    _ Muito se fala atualmente da violência contra os professores em sala de aula mas eu fui testemunha de muitos casos envolvendo uma violência maior: o desprezo por parte dos professores referente aos alunos pobres. Quando um aluno era filho de algum figurão, médico, engenheiro ou político, o(a) professor(a) se desmanchava em explicações na carteira escolar em que o aluno estava sentado, coisa que não ocorria com o filho da lavadeira.
    _ O grande problema da classe média decadente é que ela não se identifica com o proletariado, antes se identifica com a burguesia. Os “pobres” são sempre os outros e na ganância desmedida de ficar rica, esta classe média não medirá esforços para votar em partidos de esquerda, desde que seus privilégios sejam mantidos.
    _ O governo já descobriu as fraquezas e ambições da classe média em ascensão que consegue comer dorso de frango todos os dias e deste modo acena com mais medidas assistencialistas, como a abominável cota racial para os concursos públicos. Os comunistas querem quebrar o orgulho dos afro-brasileiros oferecendo auxílio como se aqueles fossem incapazes de concorrer em igualdade de condições intelectuais com os descendentes de europeus. Alguém imaginaria Malcolm X aceitando as benesses de um governo branco?
    _ Ao contrário do articulista, sou favorável a manutenção do colégio público no bairro de Ipanema. A burguesia deve sim aprender a conviver com os pobres e quem sabe assim esses últimos aprendam a exigir direitos que lhes foram negados durante décadas, séculos em alguns casos e que em absoluto não estão sendo supridos pelo governo paternalista e demagógico do PT.
    _ Hoje em dia todo mundo estuda para se tornar funcionário público para trabalhar pouco sem se aprimorar profissionalmente enquanto esperam a aposentadoria chegar. Temos uma nação de vagabundos e parasitas sociais; as faculdades que não estão contaminadas pela doença esquerdista são ilhas de exceção em um mar de mediocridade.
    _ O PT precisa ser implodido por dentro, precisa ser desmascarado senão por seus quadros, pelo menos por aqueles que ajudaram a manter este governo espúrio no poder. Foi o que fez o Roberto Jefferson.
    _ Outro dia comprei um lápis “made in Vietnam”. A China se modernizou, a URSS acabou, só os doentes mentais da Coréia do Norte insistem em manter o comunismo como ordem do dia. Só existe um motivo pelo qual os partidos de esquerda no Brasil têm interesse na implantação de um estado socialista nessas terras: a roubalheira de dinheiro público, traduzida em comissões, propinas, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por conta dos detentores do poder e de seus asseclas.
    _ Obviamente que a corrupção, infelizmente, não é atributo exclusivo dos políticos de esquerda aqui no Brasil, o que comprova que honestidade e retidão vem de berço, é uma questão de educação e vergonha na cara que somente a escola – ou a cadeia – podem corrigir.
    _ Eu gostaria de ver escolas públicas em Ipanema, na Barra, no Recreio, em Higienópolis, nos Jardins, no Morumbi e na Savassi, onde professores realmente interessados em ensinar e educar estivessem presentes, mas o que temos ao menos no Rio de Janeiro são CIEPS com goteiras onde professores comunas fracassados moral, emocional e financeiramente fingem que dão aula entre um “baseado” e outro.
    _ Eu gostaria que pessoas inteligentes e honestas pudessem dirigir esse país, entregue a uma quadrilha de malfeitores e amparado em blogs tais como aquele do Paulo Nogueira, um palerma que cospiu no prato em que comeu e que agora lá na terra da rainha fica dando palpites idiotas tentando defender criminosos condenados, ou seja, um vendido escrevendo lorotas apoiado por pessoas com problemas existenciais.
    _ Finalizando, outro dia eu li um comentário da Míriam Leitão na net. Já me preparava para opinar quando lembrei daquele ditado, que não devemos jogar nossas pérolas ao porcos. Como leitão é um tipo de porco, desliguei o computador e fui jogar xadrex.

  10. Thauã

    -

    02/12/2013 às 15:45

    Pensei que fosse falar do Ensino Superior no brasil.
    Esse sim dá gosto! Basta olhar o top 10 das instituições de ensino na américa latina. Claro, se formos olhar o top10 mundo, veremos 10 escolas estadunidenses. Particulares. Ainda assim, sempre ganha brasileiro na competição SAE Aerodesign.

    Estudei minha vida toda em escola pública. E como tal, posso afirmar que TODAS as suas suspeitas sobre doutrinação estão corretas. Agora faço faculdade Pública. Entrei em primeiro lugar até, na FURG, uma universidade perdida no sul do RS. Fica perto da UFPel, acho que essa ofusca a Fundação Universitária de Rio Grande (É só o acrônimo, por que já existe uma Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que é excelente, por sinal).
    Deixa eu esquerdar pra valer agora. É o único ponto onde eu simpatizo com a esquerda. Do contrário, estaria basicamente cuspindo no prato que como.
    O truque está realmente em pagar bem os profissionais. Vejam vocês que estamos na tal “geração concurso público”, onde o salário e principalmente a estabilidade atraem, teóricamente, os melhores profissionais para as Federais. Não é a toa que realmente temos universidades públicas muito boas (pelo menos para engenharias e exatas, não posso falar nada do resto…. Mas tem um contraponto. Tem aqueles que prestam concurso, ficam dando uma aula de merda e “se encostam”, nas palavras de um amigo meu, formado esse ano na FURG que hoje faz mestrado no CTA.
    Em três anos de FURG, até agora não encontrei nenhum desses. Mas ainda tenho pelo menos dois anos pra ficar aqui, tudo pode acontecer. De todos os professores que já me deram aula, cerca de 35 (é esse pouco pois as cadeiras são anuais), consigo contar dois que não tem doutorado, sendo que um deles simplesmente fundou, no brasil, uma cadeira que hoje é obrigatória em todas as engenharias.
    Só que também existe um problema de transição entre o ensino médio e o superior para o aluno, o qual sofrí. Imaginem vocês que agora com o SISU, é possível que um aluno do Oiapoque seja aprovado aqui na FURG, que fica a 150Km do Chuí, o extremo sul do brasil. É um choque, primeiro por chegar numa terra desconhecida, agora sem mamãe pra fazer comida, limpar a casa, etc. Segundo pelo nível das matérias. Alguns professores meus foram obrigados a REVISAR conteúdos que deveriam estar na ponta da caneta no ensino médio!
    Então, quando dizem que não investem em educação, é uma meia verdade, porque chega a sobrar para o Superior, enquanto o Brasil investe cerca de 1/4 do que investem os EUA em seus alunos da rede pública. Imaginem como ficam os ensinos médio e fundamental.

  11. patricia m.

    -

    02/12/2013 às 15:38

    Luiz Fernando, viajou, a diarista em Sao Paulo ganha R$120 por JORNADA de trabalho, em geral ela fica quase que o dia inteiro na sua casa para ganhar isso. Ou seja, meu amigo, comparou alhos com bugalhos.

  12. emilio

    -

    02/12/2013 às 15:23

    Quanto custa cada aluno em escola pública? Acho que chega perto dos dois mil reais.

  13. strapasson

    -

    02/12/2013 às 15:09

    Olá. Estou comentando pela primeira vez neste espaço.
    O professor escreve em resposta a um questionamento de um aluno sobre Marx. Está no site da APP Sindicato do Paraná.
    Por isso a educação no Brasil está assim. É ou não lavagem cerebral? Como contra-argumentar? É o fim! Ao texto:

    10/10/2013

    Resposta de um Professor ao estudante de Itajaí

    Caro estudante, como o senhor deve saber, o filósofo Karl Marx foi quem escreveu também o capital e tudo o que ele representa, representou e continua representando na história da humanidade. No entanto, a disciplina que propôs o trabalho, poderia solicitar outros, além de Marx, mas também do filósofo e economista escocês Adam Smith e se aceitar sua recusa em fazer o trabalho solicitado, não resta outra alternativa ao docente em não atribuir nota em seu trabalho. O próximo trabalho a ser realizado pela classe poderia ser sobre Adam Smith. Aí eu lhe pergunto: Os estudantes que são adeptos ao socialismo e que repudiam o capitalismo teriam a mesma atitude que a sua? Dessa forma, acredito que todos os estudantes da classe que se recusarem em fazer um trabalho a ser apresentado ao professor terão dificuldades no aprendizado. Caro aluno, imagine você se um estudante de medicina, por não gostar de uma determinada doença, recusa-se a estudá-la, o que seria deste futuro profissional ao deparar-se com um paciente que esteja com tal doença em que ele se recusou a estudar? Certamente poderia por em risco a vida desde paciente.

    Quero falar sobre o compromisso de um estudante, e das atribuições de um professor, que por sinal é explorado pelo sistema capitalista, pois o professor, não gera riquezas materiais e sim contribui na evolução do conhecimento científico. O compromisso de um estudante é obter conhecimentos e preferencialmente quanto mais conhecimento ele adquirir, melhor será sua vida profissional. Quanto mais conhecimento terá, mais liberto será, mais democrático tornar-se-á. As atribuições do professor é para que os estudantes, e neste caso você está incluso, sejam contemplados na apropriação e construção do conhecimento. Quanto a “pressão psicológica” que vossa senhoria cita sobre os ideais liberais e democráticos, todos os povos, independente da ideologia, buscam a liberdade e sofrem “pressão psicológica”. Vejamos bem o que você diz em sua carta: “Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda a meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita”. Vejamos bem, em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos e principalmente o cinema são reflexos da cultura estadunidense e naquele país impera o ápice do capitalismo, logo, então, nosso país está impregnado da cultura estadunidense, que abomina toda e qualquer luta de qualquer pessoa que se declara de esquerda. Se é tão terrível assim escrever sobre Marx e sua ideologia e como você diz que temos um governo “comunista e autoritário” a ponto de “rasgar a Constituição”, lhe digo o seguinte:
    Se o governo brasileiro estivesse atualmente nesse ponto, os banqueiros não estariam lucrando tanto como estão. A Constituição Brasileira não teria completado 25 anos, em 05 de outubro de 2013. Pelo que parece, quem rasgou a Constituição brasileira foram outros governos, em períodos passados, como a exemplo dos militares e que com certeza naquele período que imperou o extremo do capitalismo em nosso país. A liberdade das pessoas não existia e muito menos a expressão de liberdade que vossa senhoria teve em escrever sua carta e poder publicá-la, como também estaria sofrendo repressões não só psicológicas, mas físicas também por ter se rebelado em não atender ao solicitado na realização do trabalho escolar. Ah sim! Vossa senhoria deixa claro que tem certos preconceitos com trabalhadores, quando fala da luta de classes. Demonstra preconceito ainda, quando diz da “crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc)”. Se temos hoje o funk é devido a liberdade de expressão, não só escrita como a verbal e a corporal, e isso é sintoma de DEMOCRACIA. Quanto aos mais velhos, nosso país está a cada instante investindo mais nessa faixa etária, pois hoje os da terceira idade estão vivendo mais, melhor, com direitos garantidos em Leis. Isso tudo não se tinha a pouco mais de duas décadas. Os valores morais que você apregoa vão evoluindo junto com a sociedade. Essa evolução se dá devido a liberdade que as pessoas possuem hoje. Se a revolução gramscista, leninista, marxista está para o estupro, então o que poderíamos dizer sobre a “revolução de 64” (golpe dos militares) fez com a população brasileira? Quando você cita sobre Paulo Freire, quero lhe dizer que sim, felizmente a educação em nosso país busca dia a dia se inspirar na teoria da libertação e na pedagógica do oprimido, pois todo o cidadão necessita conhecer, libertar-se, sair da opressão que o capitalismo impera sobre a exploração da força de trabalho, sobre o desprezo das classes sociais menos favorecidas e se em nosso país esses conhecimentos fossem transmitidos a pelo menos um século atrás, certamente, hoje, não precisaríamos de tantos programas sociais para evitar mortes de seres humanos por falta de alimentação, enquanto uma pequena parcela da população vive na extravagância do desperdício de alimentos.

    Agora quero lhe falar sobre as consequências físicas da ideologia neoliberal no mundo, as nações que sofreram e sofrem devido a exploração do mais-valia, principalmente os países do Oriente Médio, que além de serem explorados através da extração do petróleo, sofrem inúmeros ataques armamentistas dos Estados Unidos da América, que por sinal, é o maior fabricante de armas do mundo e bem sabemos que o tráfico de drogas que você mencionou através das FARC’s, financiam o tráfico de armas, favorecendo os interesses dos seus fabricantes. Caro estudante, você já deve saber da miséria no Haiti e outros países que sempre foram capitalistas. Do alto índice de desemprego na Espanha, da crise instalada pelo sistema capitalista nos Estados Unidos em 15 de setembro de 2008 e que até o momento atual inúmeros países neoliberais tem agravado a economia e afetado principalmente a população não só daqueles países mas em outros países que por força do capitalismo são dependentes economicamente, dentre tantas outras crises que aconteceram e que tiveram drásticas consequências para a humanidade. Mas gostaria aqui de falar sobre um caso específico, os Estados Unidos da América, que possui mais de 10% da população economicamente ativa desempregada, que muitas pessoas estão vivendo hoje na extrema miséria, que perderam seus bens, que dependem do lixo para sobreviverem, e que convivem diuturnamente amedrontados por supostas ameaças terroristas, que chega a levar inúmeras pessoas a praticarem massacres contra seres humanos, por conviverem num país onde as armas são livres para os “cidadãos de valores” como você menciona.

    Infelizmente, por consequência da “Revolução Verde” implantada após a segunda grande guerra mundial, muitas pessoas saíram do meio rural e incharam as cidades, criando problemas enormes de habitação, mobilidade urbana, renda, desemprego, e a falta de alimentos, pois os alimentos para serem produzidos, faz-se necessário a permanência de pessoas no meio rural, para fazer o cultivo. Por consequência dessa falta de pessoas no meio rural, temos hoje quase um bilhão de pessoas passando fome no mundo. Enquanto que nos grandes centros capitalistas, temos um crescente número de assassinatos, maus-tratos contra crianças, mulheres. E por que não falar dos campos de concentração instalados por Hitler durante a segunda guerra. Isso não foi obra do socialismo/comunismo, muito ao contrário, foi obra do capitalismo exacerbado. Lá também não escaparam pessoas idosas, mulheres, crianças. Ninguém era poupado. Famílias inteiras eram levadas até esses campos de concentração e mortas da pior maneira já praticada pelo ser humano possa passar. Lá também haviam os “vigias do nazismo”.

    Quanto aos roubos que mencionas que teriam ocorrido durante a vigência do socialismo em certos países, em função da fome generalizada, afirmo que o capitalismo em termos de produção da miséria, extrapola todos os limites de humanismo, pois além de produzir a fome, nada fazem para solucioná-la. A violência se generaliza a ponto dos presídios estarem mais lotados do que as próprias escolas. Veja bem, recentemente nos Estados Unidos, um senhor de aproximadamente 60 anos, assaltou um caixa de banco, e no assalto pediu somente um dólar. Ao sair da agência, sentou-se em frente ao prédio, esperando pela polícia para ser preso. Sabe por que tudo isto, caro estudante. É que ele não possuía dinheiro para ser atendido por um médico, visto que a medicina naquele país capitalista, é privatizada, ou seja, quem tem dinheiro é atendido, quem não tem fica a sorte da própria vida. Mas se por acaso for preso, é atendido pelo governo. Você não acha que a medicina deva ser um direito universal de atendimento?

    Bom, com isso, espero que minha resposta ao seu manifesto possa expor um pouco do por que a disciplina solicitou o trabalho sobre Marx, pois diante de um mundo capitalista que vivemos, cabe aos estudantes conhecer outras formas de ideologias além da capitalista que é a qual nós vivemos.
    Para encerrar, quero aqui colocar alguns princípios do socialismo escritos por Marx, já que você não fez o trabalho. Esses princípios podem começar a serem postos em prática, começando pelos países mais desenvolvidos.

    1. Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do
    Estado.
    2. Imposto fortemente progressivo.
    3. Abolição do direito de herança.
    4. Confiscação da propriedade de todas os emigrados e sediciosos.
    5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo.
    6. Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte.
    7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado,arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral.
    8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura.
    9. Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo;
    10. Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material, etc.

    Obrigado caro estudante, pela compreensão.

    José Claudio Rech
    jose@seed.pr.gov.br
    Professor de Geografia
    Col. Est. Humberto de Campos – Ens. Fund. Médio e Profissionalizante
    Santo Antonio do Sudoeste, Paraná, 09 de outubro de 2013.”

  14. Gustavo

    -

    02/12/2013 às 14:17

    Deveríamos ver qual o orçamento anual dedicado à educação no Brasil e a quantos alunos tal orçamento atende. Assim, teríamos o custo por aluno da rede pública no Brasil. Veríamos se este custo esta muito abaixo, acima ou igual ao destas escolas de elite. Existe um problema sério no Brasil, o dinheiro da educação não chega às escolas, perde-se no meio do caminho com burocracia, experiências inúteis, investimentos mal feitos etc. Quando será que o país esta pagando por mês para os seus estudantes? Será que não é uma cifra altíssima e mal utilizada? Acho que nem sabemos quanto cada aluno da rede pública custa ao Estado.

  15. Luiz Fernando

    -

    02/12/2013 às 13:38

    Porque um professor aceita receber R$ 16 por hora, enquanto outros pagam R$ 60/R$ 70 a hora, que diga-se de passagem é o que recebe uma diarista em São Paulo. Talvez porque por trás dos R$ 16 por hora existam muitas regalias, tais como licença prêmio, aposentadoria integral, estabilidade, assistência médica e uma fantástica rede de proteção corporativista, que aquele que recebe R$ 70 não tem acesso.
    Aqui no Brasil se coisa únicas tais como todos querem ser funcionário público, mas todo funcionário público reclama do salário e das condições de trabalho, porém nenhum funcionário público pede demissão e vai trabalhar na iniciativa privada.

  16. Guthierres

    -

    02/12/2013 às 13:18

    Não cara… que acho mais foda desculpem o termo, é que passe a observar que as oportunidades hoje no mercado para quem vai iniciar ou até mesmo quem ja terminou a faculdade sofre do mesmo jeito. quem vai iniciar o salario não da pra pagar a mensalidade… E quem ja finalizou procura emprego exemplo: O cara é analista de sistema so um EXEMPLO. a empresa quer pagar 2000,00 e se ganhar. Alem da falta de oportunidades pra quem não tem experiencia que acho isso o cúmulo desse pais, o cara é profissional, tem conhecimento, más é barrado por não ter experiencia , aí como essa merda vai pra frente, com que oportunidade ?

    Sem mais…

  17. André Staffa Neto

    -

    02/12/2013 às 13:14

    Acho que o texto deixou de abordar um ponto fundamental: essa “dinheirama”, que algumas poucas famílias conseguem arcar nesses escolas particulares “bem colocadas” no ENEM, equivale muitas vezes ao custo de um aluno do ensino público.
    Uma breve pesquisa na internet mostra alguns números interessantes, como o custo médio em São Paulo de R$ 3.700,00 mensais por aluno do ensino público, ou R$ 3.100,00 no caso do Rio de Janeiro.
    Mas essa comparação é injusta, são laranjas e bananas que não se comparam, como diria a Tia Maricota nas primeiras aulas de matemática. Estamos comparando média pública com “topo da pirâmide” do setor privado. Média pela média, o ensino público – ineficiente, demagógico, populista e perdulário – custa mais que o dobro que o ensino privado, e entrega metade dos resultados, quando muito!
    Lembro de uma notícia na Folha no início deste ano de 2013, que citou como fato paralelo ao tema noticiado o custo de uma creche na cidade de São Paulo (lembro porque me espantou) era R$ 2.400,00 por mês por criança, enquanto que a creche privada mais próxima de casa (bairro de classe média) cobrava pouco menos que R$ 900,00.
    Desagrada-me bastante ver as discussões sobre o tema tratando o ensino público como algo aceitável do ponto de vista custo-benefício, muitas vezes relativizando a baixa qualidade por conta de supostos baixos custos – quando na verdade temos exatamente o oposto! Um alto custo que entrega menos ainda!
    Creio que aqui não é o espaço para se discutir possíveis soluções. A única certeza que tenho é que nenhuma medida abrupta e radical trará uma melhoria significativa. A paulatina transferência da gestão das escolas públicas para a iniciativa privada, por meio de PPPs é um caminho de transição interessante – e transição não é solução, mas avança nessa direção. O completo afastamento da União dessa área, com delegação constitucional da competência para Estados e Município, é outra medida que avançaria positivamente na direção certa, na minha opinião.

  18. Bruno Sampaio

    -

    02/12/2013 às 13:12

    Um amigo meu, inteligente e culto, defende essa tese do voucher para o ensino.

  19. Siará Grande

    -

    02/12/2013 às 12:54

    Sem querer discutir o óbvio ululante, a escola particular é melhor porque tem dono, tem outra coisa mais séria: a insegurança das escolas de bairros. Professor tem de pisar mansinho e falar baixo, sobreviver é muito mais importante que ensinar.

  20. Hudson

    -

    02/12/2013 às 12:22

    Rodrigo, você não acha que é praticamente impossível que um governo brasileiro implante este esquema de voucher?

    Imagine que um governo liberal, instituído de poder, acabe com as secretarias de educação, demita os professores e, com o dinheiro economizado, distribua um voucher de 1K por aluno.

    De cara seria um suicídio político. Imagine o que os sindicatos e o nosso povo mediano, que jamais viveu ou soube de uma experiência similar, faria com os liberais…

    Outra pergunta: esta medida de cara não iria provocar um aumento de demanda tão absurdo, sem acompanhamento da oferta de escolas, que acabaria por elevar o preço das escolas a níveis estratosféricos, relegando os alunos a ficarem sem ensino?

    Não estou fazendo petralhice, é que realmente tenho estas dúvidas. Como lidar com os efeitos políticos, sociais e econômicos destas medidas? Vejo 4 grandes problemas nela em curto prazo:

    1 – aumento absurdo da mensalidade escolar
    2 – enorme desemprego da mão de obra pública
    3 – falta de vagas nas escolas particulares
    4 – resistência de sindicatos

    Sem dúvidas este procedimento seria algo a ser implantado a longuíssimo prazo, coisa de 50 anos ou mais, junto com toda uma mudança no pensamento e na educação do povo mediano.

  21. anon

    -

    02/12/2013 às 12:22

    Quanto custa em média (e por estado) um aluno do ensino público estadual? Existe correlação entre este custo e o desempenho no enem? Será que o enem é um bom ‘teste’?
    Apóio o uso de vouchers. Seria interessante fazer um experimento piloto em alguma cidade. SE os vouchers reduzirem o custo da educação (ou manter, no pior caso) e aumentarem o desempenho dos alunos, então poderia teríamos dados para justificar sua implementação em mais cidade e por fim em nível estadual (não é tão simples assim mas, em termos gerais, a lógica é essa).
    A maior barreira, ao meu ver, seria a falta de transparência para determinar quanto é gasto com cada estudante da rede pública…

  22. Bill

    -

    02/12/2013 às 12:20

    Se reconhecemos o Estado como incompetente e corrupto, porque deixamos ele educar as nossas crianças?

  23. Alexandre

    -

    02/12/2013 às 12:15

    Fala Rodrigo,
    concordo 100% contigo!
    Apesar de concordar, eu gostaria que voce respondesse um argumento da esquerda: eles dizem que o problema da educação no Brasil não é o fato de ser pública e sim o problema está no governo ser corrupto.
    Em outros países como a Finlandia o gasto por aluno é muito mais alto, a educação é pública e de ótima qualidade (uma das melhores do mundo).
    Como voce responde a um argumento desses?
    Obrigado

  24. karlos

    -

    02/12/2013 às 12:10

    Rodrigo a única coisa que eles querem é ganhar com a burocracia,o resto é ilusão esquerdista.

  25. Cris Fontana

    -

    02/12/2013 às 11:52

    Queridos ! SE , apenas SE o ensino fosse de qualidade nessas escolas ! Mas é muito ,muito ,muito aquém do mínimo aprendido no 1o mundo . Sim, é isso aí . E , qual é mesmo o critério para esse ranking ? O Enem ? ! ! Aquela provinha de doutrinação marxista gramscista ? ! Eu tenho que achar isso bom ? ! Olha , a dura e crua realidade é que se paga apenas pela “hotelaria” , o péssimo conteúdo é nacional , do Oiapoque ao Chuí , em toda e qualquer sala de aula deste país , porque está dentro da cachola das “profas” e nos livros-todos- escolares manipulados pelo cartel do MEC . O ensino instrutivo , edificante no Brasil acabou há 30 anos .

  26. Eduardo

    -

    02/12/2013 às 11:51

    A chave é muito trabalho.
    Só não sabemos exatamente o que é que vai funcionar.
    Umas das dicas parece ser re-estabelecer a meritocracia. Ter uma escola onde se ensina o clássico.
    São quarenta anos de construtivismo e de outros experimentos que fracassaram redondamente. Durante os dois mil anos anteriores o modelo clássico funcionou. Deveríamos retoma-lo.
    Outra condição importante é remover a doutrinação político partidária. Sem mais experimentos de um novo homem.
    Enquanto não conseguirem socializar a saciedade e o prazer orgásmico, não se pode continuar socializando a fome e a inveja. Simples assim.
    Os espaços para política e para outros interesses devem ser outros, diferentes e independentes da escola.
    Na escola apenas o aprendizado clássico.
    E os pais devem ser responsabilizados pela educação: ser civilizado, higiênico, cordato e adestrado para a vida em sociedade. Isso não é trabalho para professor.
    Finalmente, teríamos que criar esses espaços para a política fora da escola. Isso significa retomar os clubes onde os pais se associam e os filhos participam. Os pais escolhem e lá participam com os filhos da discussão política.
    É claro que vai dar muito trabalho.
    Mas é meu plano para meus filhos. É o que eu faço.

  27. Claudio

    -

    02/12/2013 às 11:51

    Desculpe, mas nos EUA apareceu essa ideia de VOUCHER ( que acho que foi de onde voce copiou a ideia) e nao funcionou muito bem. O que a educacao no Brasil precisa e de uma melhor formacao do corpo docente, mas mesmo assim vai ter sempre uma grande diferenca para as escolas particulares. Nao se pode comparar a “pressao” que os pais que pagam $2/3/4000.00 por mes aos alunos daqueles colegios com os pais dos alunos que saem das comunidades, ou melhor com o resto dos pais que nao podem pagar essa “dinheirama” pois se assim o fizerem, vao ter que ficar devendo o supermercado, a Cia de eletricidade, o IPTU ( e isso na melhor das hipoteses). Nao,nao pense em instalar um sistema de outro pais/cultura no Brasil. Pura e simplesmente nao daria certo.

  28. Julia

    -

    02/12/2013 às 11:44

    Seria bom saber o gasto total com educação pública e dividir pelo número de vagas. Teríamos assim um número inicial para balizar o custo por aluno.

  29. Victor Gabriel

    -

    02/12/2013 às 11:35

    Poderia citar alguns vídeos na internet sobre o real custo da escola pública.

    Um exemplo dos EUA.

    http://www.youtube.com/watch?v=gPoy3zkwRNY

    E tem mais, como as escolas particulares ajudam os pobres.

    http://www.youtube.com/watch?v=797Kp2-1NXc

  30. Leone Parise

    -

    02/12/2013 às 11:33

    Rodrigo,

    Teriam de acabar com o MEC, somente a distribuição de vouchers não adiantaria. O MEC dita o que deve ser ensinado encarecendo, e muito, o ensino no Brasil. Por que sociologia, história da arte são mais importantes que regras de trânsito ou direito constitucional?

    Deveriam existir escolas para diferentes tipo de aluno sob diferentes preços onde o ensino fosse totalmente heterogêneo. Escolas que capacitassem um aluno de 15 anos a realizar alguma tarefa e prepará-lo para o mercado de trabalho o quanto antes. Temos muita gente parada que, para começar a atuar, devem esperar terminar o ensino superior e acabam sendo fisgadas pelo proselitismo ideológico que circula nas universidades. Todo estudante socialista deixa de ser quando começar a ver a cor do dinheiro e vi isso demais nos corredores da UnB!

    No resto o texto está ótimo mas acho que o custo do ensino no Brasil é muito maior do que se imagina e não é mais investimento que irá resolver o problema.

  31. Luiz

    -

    02/12/2013 às 11:29

    Constantino, excelente artigo, mas gostaria de fazer uma pergunta: para termos um “benchmark” a respeito, quais os países desenvolvidos nos quais a Educação Pública foi abolida ou nunca existiu ?

  32. Renato Rocha

    -

    02/12/2013 às 11:25

    Soberbo texto Rodrigo, temo apenas não concordar inteiramente com ele. Enquanto uma escola numa praia de ipanema pode ser considerado luxo (e não conheço os pormenores desta escola) destaco duas coisas 1º o Estado deve estar presente em todos os lugares, dos mais pobres aos mais ricos. Retirar tal escola sem que haja outra nas imediações (ou um terreno nas imediações) pode simplesmente tornar um inferno a vida para os moradores da região que usem tal escola. 2º Pode ser que a escola em si não seja essencial mas o prédio em si sim por valor de patrimônio histórico. Devemos levar em conta sim o valor do patrimônio mas nem sempre apenas valor monetário deve ser nossa única medida das coisas. Até mais e parabéns pelos seus textos.

  33. Guilherme

    -

    02/12/2013 às 11:22

    Isso é o contrário do que exige o grande economista-comediante Duvivier: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2013/12/1379227-partido-novo-do-estado-minimo.shtml

  34. sem noção

    -

    02/12/2013 às 11:21

    Bom dia… Esse “ranking” deve ser levado em conta mesmo??? Dá pra confiar em alguma avaliação feita pelo governo??? Já em relação à escola em Ipanema, é melhor que não seja vendido o terreno, senão o dinheiro é capaz de ir parar em algum bolso PTralha e a situação piora… Sem escola e sem dinheiro…Abraços!!!!

 

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