13/08/2011
às 14:00 \ Vasto MundoEstarrecedor, não perca: o tamanho da dívida dos Estados Unidos, mostrado em pilhas gigantescas de notas de 100 dólares
Amigos, é impressionante e altamente revelador da gravidade da situação o conjunto de infográficos mostrando, quase fisicamente, o tamanho colossal da dívida pública dos Estados Unidos montado pelo economista, e administrador de empresas e consultor Denilson Forato, de Santo André (SP).
Colaboração preciosa do leitor e amigo do blog José Carlos Bolognese. Mantenho o texto de Forato, tal como escreveu quando montou os infográficos com base em datos e imagens do site usdebt.kleptocracy.us e outros que menciona.
Confira:
Vai abaixo um infográfico para tentar te ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do Bolsa-Família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história deste planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.
Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.
100 dólares: a nota de dinheiro mais conhecida do mundo.
10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra
1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.
100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.
1 bilhão de dólares, agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados.

1 TRILHÃO de dólares. Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares
1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares diários desde o dia 1 do ano em que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas “apenas” cerca de 700 bilhões.
Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de 1,7 trilhão de dólares, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do Estado em movimento.

Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.
Se o governo americano não resolver o déficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o Natal deste ano, 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.

114,5 trilhões de dólares: empilhados, os montes de notas de 100 dólares seriam tão largos e muito mais altos do que as Torres Gêmeas destruídas em 2001
115,5 trilhões de dólares é o endividamento dos EUA sem lastro, que fica a descoberto, sem garantias. Representa o valor necessário para o país financiar previdência social, serviços médicos e remédios, seguro-desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de 2 bilhõezinhos de dólares por semana!
Tags: bilhão de dólares, campo de futebol, despesas militares, dívida pública americana, Estado, Estátua da Liberdade, máquina estatal, milhão de dólares, pensões, previdência social, seguro-desemprego, serviços médicos, trilhão de dólares






































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7 Comentários
Razumikhin
-22/08/2011 às 12:00
E, a dívida total brasileira..?
j. bastos
-16/08/2011 às 10:48
E em termos de peso?
Simples: 1 milhão de dolares pesam 9 Kgs.
150 trilhões pesarão 1.350.000 toneladas ou Um
bilhão,trezentos e cinquenta milhões de Kgs.
EM NOTAS DE US$ 100,00.
Kleyner Arley
-15/08/2011 às 11:15
Contrariando o leitor Paulo Bento: A grana dos ricos estadunidenses não é dinheiro produtivo, mas eminentemente especulativo. Os conservadores choram para não se taxar os ricos mas são incrivelmente ágeis para se cortar programas sociais.
Leonardo Carvalho
-14/08/2011 às 13:25
O que vemos é que o Presidente Obama nada fez para resolver esse problema, que só aumentou com a criação dos seus programas sociais ( exemplo é o seu programa de saúde) e não dá para colocar a culpa no Tea Party ou no Partido Republicano, a turma do Partido Democrata é famosa na defesa da gastança irresponsavel do dinheiro do contribuinte americano. (ou “estatudinense” como dizem os camaradas de esquerda).
José Figueredo
-14/08/2011 às 11:25
Caro Setti,de “ECONOMIA” eu só entendo da minha agigantada maratona mensal para manter as minhas contas em dia.Essa montanha de dinheiro,em foco,não daria para fabricar um País?comprar terras,erguer edificios,pontes,estradas,fábricas e tudo o mais necessários para uma convivência humana harmoniosa e feliz.Ah! no Brasil,com este vicio insano de superfaturamento,este dinheirão não daria nem para o esquento.hehehe.Rir-se para não derramar lágrimas de dececpeção,desespero,desesperança.Este declinio acentuado dos EUAS já havia sido profetizado pelos idos anos de setenta,oitenta,sei-lá noventa.Acho que já davam mostra de desequilíbrio na gastança e ostentação,consumo desenfreado e irresponsável.Será que este filme não passou por aqui recentemente?
Paulo Bento Bandarra
-13/08/2011 às 16:03
Pô, cara palida, e a nossa? Podia ilustrar. Em vez da PEC 300 ilegal e imoral, podia mostrar a nossa irresponsabilidade. Em precatórios apenas o RGS deve 7 bilhões. E deve e não pretende pagar…
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A cada eleição os candidatos prometem cada vez mais para os eleitores, mas responsabilidade mesmo que é bom, nada. Fora o buraco negro da corrupção, o sumidouro que destrói a república e enriquece partidos e crápulas.
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Por isto, Setti, eu não concordo contigo quando defende Obama que quer taxar os ricos. É dar mais dinheiro produtivo para o governo esbulhar e destruir. É ir para a vala mais rápido. É agigantar ainda mais o Estado gastador.
Pedro Luiz Moreira Lima
-13/08/2011 às 14:12
O que vem a provar – Tamanho só,não satisfaz.
Pedro Luiz