Blogs e Colunistas

turismo

18/02/2015

às 14:30 \ Vasto Mundo

Turistas chineses com péssimo comportamento no exterior têm manual de bom comportamento para não envergonhar o país

Turistas polícia  (Foto: Weibo)

A polícia da Tailândia a bordo do jato da Air Asia: prendendo turistas chineses baderneiros — um chegou a ameaçar explodir uma bomba (Foto: Weibo)

Alguns passageiros temeram que terroristas estivessem sequestrando o Airbus A-320 da Air Asia que fazia um voo charter do Aeroporto Don Mueang, em Bangkok, para Nanquim, na China, tal a confusão a bordo — até porque, a certa altura, um cidadão chinês, no meio de uma briga de socos e pontapés com outros passageiros e parte da tripulação, ameaçou explodir uma bomba.

A namorada do rapaz não agiu de forma mais calma: disse, com a maior tranquilidade, que iria abrir a janela de emergência em pleno voo, algo que provocaria a sucção de passageiros para fora e poderia derrubar o Airbus. Com os nervos ainda mal acalmados graças ao empenho da tripulação, o comandante do aparelho anunciou que regressaria a Bangkok — o que fez, com a Polícia da Tailândia esperando os baderneiros já no finger de desembarque para entrar a bordo e prendê-los.

O stress foi tão grande que comissárias de bordo, encerrada a confusão, desataram a chorar.

uristas aeromoça  singaporeseen

Encerrado o episódio de arruaça no jato da Air Asia, algumas aeromoças desataram no choro, tanto foi o stress sofrido (Foto: singaporesee.com)

O episódio não é de agora, é de meses atrás, mas foi marcante porque as notícias a respeito circularam intensamente em toda a Ásia, a começar pela própria imprensa oficial chinesa. O jornal em língua inglesa China Daily dedicou-lhe um editorial, no qual perguntava: “O que estavam pensando essas pessoas ao agredir a comissária? Não perceberam que estavam pondo em risco a segurança do voo?”. No mesmo texto, anunciava “severo castigo” para o casal.

O caso é um a mais a expor um aspecto pouco edificante de algo muito positivo — o avassalador processo de crescimento da China que levou centenas de milhões de cidadãos a um poder aquisitivo que os permite viajar com facilidade, e em massa, ao exterior.

O problema é que um número considerável deles não fez acompanhar o tamanho da conta bancária com o apropriado nível de educação, e se comporta mal em países estrangeiros, a ponto de preocupar o governo. Falar aos berros ou gargalhar em museus onde o silêncio é cultuado, comer com maus modos em restaurantes, roubar talheres, ser inconvenientes em shows, embriagar-se além de conta em cassinos… Há episódios quase inacreditáveis, como o de uma senhora que tentava abrir a saída de emergência antes da decolagem de seu voo porque estava “muito calor” a bordo, ou de crianças e até adultos que usaram outras áreas do avião que não os banheiros para suas urgências.

O vandalismo em obra de 3.500 anos em Luxor, no Egito: “Ding Minhao” esteve aqui, escreveu o adolescente chinês. Os pais foram à TV pedir desculpas (Foto: ibtime.com)

Tudo isso vem sendo registrado sem a censura usual pela imprensa chinesa, de forma que o vice-primeiro-ministro Wang Yang, irritado, chegou a fazer um discurso advertindo que essa minoria que não sabe se portar adequadamente está “arranhando” a imagem internacional da China. “Eles falam alto em público”, reclamou Yang, “e chegam a rabiscar seus nomes em atrações turísticas”, exemplificou.

Em seguida, citou o adolescente que, há alguns anos — num episódio que os chineses não esquecem, pois se transformou em motivo nacional de vergonha — inscreveu seu nome e danificou uma peça de arte de 3.500 anos no Templo de Luxor, no Egito.

Wang Yang não é pouca coisa — é um dos 25 membros do Politburo do Partido Comunista da China, o pequeno grupo que realmente manda neste país colossal de 1,3 bilhão de habitantes.

A relíquia danificada com a inscrição em chinês “Ding Minhao esteve aqui” explodiu nas mídias sociais chinesas em 2013 a partir de sua postagem no Weibo, o equivalente chinês ao Twitter, que tem dezenas de milhões de seguidores. A coisa chegou a um ponto que os pais do adolescente foram à TV desculpar-se por supostamente não lhe terem propiciado suficiente educação.

Episódios desse tipo levaram a Autoridade Nacional Chinesa de Turismo a editar e distribuir milhões de exemplares de um Guia de Viagem e Turismo Civilizados, com 64 páginas advertindo os viajantes a evitar atitudes como sair à rua com os cabelos desalinhados ou o rosto sem lavar, e em público evitar deitar-se ou tirar sapatos e meias.

china turistas charge

A legenda desta ilustração do “Guia” não poderia ser mais explícita: “Não cuspa secreções ou chicletes nem jogue lixo no chão, nem urine ou evacue onde lhe der na telha. Não tussa, espirre ou mexa no nariz ou nos dentes na frente de outras pessoas”

O livreto dedica parte importante ao uso de banheiros — não vou entrar em mais detalhes aqui –, enfatizando, por exemplo, a necessidade de sempre dar descarga.

Mas a preocupação das autoridades atinge vários outros setores. Inclui, por exemplo, etiqueta a ser seguida em restaurante (não comer de boca aberta, não palitar os dentes nem sugá-los como forma de limpeza etc) e em espetáculos, como teatro ou shows (“respeite os artistas… se um deles cometer um erro, você deve perdoá-lo e não assobiar ou vaiar”, o uso de piscina em hotéis (“não cuspa em piscina de hotéis, e absolutamente nunca faça xixi nelas”) e até a postura adequada ao fazer mergulhos (“em qualquer lugar do mundo em que você vá mergulhar, não deve em hipótese alguma apossar-se de qualquer elemento da fauna ou flora marinha”).

Quem achar exagerada a preocupação do governo chinês com o tema deve levar em conta que o turismo de cidadãos da China no exterior cresce a taxas alucinantes, superior a 10% ao ano, tendo atingido, em 2014, cerca de 100 milhões de pessoas.

Um manual como o chinês não faria mal se fosse editado em outros países, se é que vocês me entendem.

Share

08/02/2015

às 15:00 \ Vasto Mundo

A vida em Cuba: falta de produtos básicos, salários miseráveis, casas apodrecendo — e vigilância constante sobre as pessoas

(Foto: Mises.org.br)

Em Havana, os cidadãos cubanos são observados por câmeras a todo momento para que não façam nada que possa melhorar suas condições de vida. Boa parte das casas está em decomposição, caindo aos pedaços  (Foto: Mises.org.br)

RUM COM COCA-COLA — RELATOS DE UMA VIAGEM A CUBA

Artigo de Paulo Moura*

Em 1924, Trotsky e Stalin divergiram sobre os destinos da Revolução Russa. Trotsky defendia a necessidade de implantar o socialismo em todo o mundo. Stalin defendia a viabilidade do socialismo num só país.

A Rússia vivia as dificuldades dos primeiros anos da revolução. Para estimular a economia, Lenin defendeu “dar um passo atrás para, depois, dar dois passos à frente”. A Nova Política Econômica (NEP) restabeleceu a livre inciativa e a pequena propriedade para estimular o crescimento da economia para, depois, “avançar” com a estatização total.

Com o fim da URSS, que importava açúcar a preços superiores aos de mercado (hoje, Cuba importa açúcar), os cubanos enfrentaram tempos difíceis. O regime rendeu-se à “NEP” de forma envergonhada. Por isso, a escassez reina. Charutos, rum e turismo é o que Cuba vende. E agora, acabou-se o petróleo venezuelano grátis. A esperança vem dos EUA.

O Estado emprega 7 milhões de “oficiales” num país de 11 milhões de habitantes. Mesmo nas empresas mistas (51% do governo e 49% do investidor), os funcionários são públicos. O salário, em pesos, dura uma semana para compras nos armazéns do Estado.

Um cubano precisa de vinte e cinco pesos para comprar um CUC (peso conversível equivalente ao Euro). Os trabalhadores do tabaco recebem parte do salário em folhas de fumo. Fabricam charutos piratas para vender aos turistas alegando serem produto de cooperativas. Agricultores e pescadores desviam produtos para vender em CUCs no mercado paralelo.

Uma obra exequível em um ano de trabalho consome até cinco anos sob essas condições. Todos fazem corpo mole e precisam sair às ruas a partir das 14h para trabalhos autônomos pagos em CUCs, caso contrário falta o que comer. Quem não consegue passa fome e pede comida, roupas e sabonete aos turistas.

Os serviços aos turistas são os mais rentáveis. Ao sair dos hotéis, você é abordado por pessoas que indicam restaurantes. Esse serviço é pago em comida pelos donos dos “paladares” (restaurantes familiares, antes clandestinos e agora legalizados). O nome tem origem numa novela, na qual o personagem de Regina Duarte tinha um restaurante chamado “Paladar”.

Os táxis são “ótimo” negócio. Há táxis “rentados” ao Estado e táxis privados. Quem arrenda o carro paga vinte e sete CUCs por dia ao governo. Mas o governo proíbe o taxista privado de fazer ponto. Se for flagrado (há câmeras por toda Havana) “parqueado” em frente aos hotéis, o taxista paga quinhentos CUCs de multa. “Esses caras dão um passo adiante e dois para trás”, ironizou nosso taxista, lembrando Lenin.

O governo cobra dez por cento ao ano de imposto desses capitalistas. Não há taxímetro ou caixa registradora nos restaurantes, pequenos mercados, bancas de artesanato ou salões de beleza. O leão socialista define uma média do que imagina ser o faturamento do pagador de impostos. Se for “subdeclarante”, o empreendedor cubano conhecerá suas garras. Todos pagam um pouco mais do que a média oficial.

Não se veem cubanos obesos em Havana. O povo está acostumado a comer pouco e a passar muitas horas sem comer. Pagamos almoço a um taxista. Arroz, feijão, salada; peixe, frango ou porco e um refrigerante. Carne de vaca não há. Um legítimo PF por quinze CUCs. “Com essa refeição posso passar três dias sem almoçar”, disse ele.

Nos resorts de Varadero há cubanos “bem nutridos”. Os funcionários fazem as refeições nos hotéis. Maquiagem, roupas e calçados de melhor qualidade doados pelos turistas fazem a diferença visual entre cubanos de Havana e Varadero. Cubanos de Havana não podem se mudar para Varadero para comer e vestir melhor. O governo não deixa. Somente moradores próximos podem trabalhar nos hotéis.

O povo cubano vive amontoado em casas em decomposição. Três gerações sob o mesmo teto. Caminhões pipa abastecem suas caixas d’água. Água também é produto escasso.

Os táxis são inacessíveis para quem não ganha em CUCs. Os cubanos vivem na rua e nas praças e só vão para casa dormir. Caminham muito pela cidade pois o transporte coletivo é precário, escasso e lotado. Em Havana, são ônibus velhos. Fora de Havana, o transporte faz-se em caçambas de caminhões com bancos de madeira e cobertos com lona.

*Paulo Moura, professor universitário, é cientista social, consultor de comunicação e marketing político em campanhas eleitorais e analista político e de pesquisas de opinião e de mercado

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

Share

17/07/2014

às 16:19 \ Política & Cia

SARDENBERG: Não, a Copa não salva o ano

Até agora, foi só festa. O Brasil ainda se lembra do que reivindicava antes da Copa? (Foto: J. F. Diorio/Estadão)

Até agora, foi só festa. O Brasil se lembra do que reivindicava antes da Copa? (Foto: J. F. Diorio/Estadão)

O QUE ERA MESMO?

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado no jornal O Globo

Do que a gente estava falando antes?

Isso, antes das férias de verão, esticadas pelo carnaval tardio, semana santa e antes da Copa — o que era mesmo?

Havia uma preocupação com a combinação entre crescimento e inflação. Esta parecia estar subindo em relação a 2013, quando já fora alta. E a economia parecia desacelerar.

Essa percepção piorou. De fato, os preços sobem mais que o esperado e o crescimento é mais fraco. Não, a Copa não salva o ano.

Claro que trouxe turistas e dinheiro — até mais que se calculava. Mas houve uma espécie de compensação: os negócios relativos à Copa bombaram: roupas e calçados esportivos, por exemplo, e, claro, hotéis e restaurantes. Os demais minguaram por causa do excesso de feriados e falsos dias úteis. Também por causa do espírito geral: com a festa, quase todo mundo distraído com jogos e movimentação de torcedores, era difícil se concentrar no trabalho.

Pessoal reunido na Feira Internacional de Moda em Calçados, nesta semana, em São Paulo, constatou: o primeiro semestre foi de férias, perdido. Companhias aéreas, que poderiam ser favorecidas, também sofreram com a compensação. A Tam, por exemplo, calcula que demanda de passageiros caiu 5% no período da Copa.

Ocorre que os “voos corporativos” — das pessoas que estão a trabalho, em eventos, reuniões, consultas, treinamento — simplesmente sumiram. Foram substituídos pelos turistas nacionais e estrangeiros, com forte aumento das viagens para as cidades da Copa. Mas não foi o suficiente. No balanço geral, deu uma pequena perda.

Foram criados empregos, mas temporários na maior parte. O fato de algumas obras não terem terminado até pode ajudar neste quesito: o pessoal continua trabalhando nelas. Com impacto limitado, porém. Antes da Copa, mesmo durante a construção de estádios, a geração de vagas formais continuou enfraquecida.

Tudo considerado, e como aconteceu em outros países, o efeito positivo do grande evento está mais na psicologia do povo. Fez-se uma grande festa. Ainda mais entre nós, dado o temor de que algo ruim pudesse ter acontecido. Foi alegria e alívio. Isso pode animar estrangeiros a voltarem para o turismo, mas vai depender lá na frente da cotação do dólar e dos preços por aqui.

Veremos.

Outra coisa que poderia ser positiva neste momento seria o fim das manifestações oportunistas, como greve nos transportes na véspera dos jogos. Não há mais instrumento de chantagem.

O problema é que se aproximam as eleições, outra oportunidade para reivindicações, justas ou não, democráticas ou não. Se as eleições se radicalizarem, preparem-se.

E assim chegamos à campanha eleitoral com um ambiente econômico pior do que no início deste ano. A população, na imensa maioria, se concentrou na Seleção e suspendeu a bronca com a inflação, a paradeira na criação de empregos e a má qualidade dos serviços públicos. Como se sentirá agora?

Reparem: foram 26 mil homens na segurança da final no Maracanã. Tudo em paz. Mas quantos estarão disponíveis numa próxima final Flamengo e Fluminense? Os trens e ônibus “expressos da Copa” andaram bem em quase todas as cidades, mas em dias feriados ou falsos úteis. Agora, voltam todos ao normal, que é não é bom.

Como a população voltará a esses temas? Difícil avaliar, ainda mais que o ambiente estará tomado pela campanha eleitoral no rádio e tevê, ou seja, pela capacidade (ou incapacidade) dos candidatos em fazer a cabeça e a mente dos eleitores.

E nem ganhamos a Copa.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

Share

12/06/2014

às 0:00 \ Disseram

Teremos taxistas bilíngues

“Estudo todo sábado, das 11 às 14 horas. Eu ainda tenho dificuldade com a gramática, mas a gente só fala em inglês durante a aula. (…) Vou falando certo, vou falando errado, sempre aprendendo.”

Osvaldo dos Santos, taxista paulistano que está aprendendo inglês para auxiliar melhor os turistas durante a Copa do Mundo, em entrevista a ABRIL NA COPA, edição especial da revista PLACAR que circula este mês junto com várias revistas da Editora Abril

Share

24/05/2014

às 12:00 \ Disseram

As obras não têm a ver com a Copa?

“Não fazemos aeroporto para Copa e sim para o país.”

Dilma Rousseff, em resposta a críticas às obras inacabadas 20 dias antes da abertura do Mundial; alguns dias antes, a presidente afirmou que os aeroportos estavam preparados para receber os passageiros durante a Copa

Share

08/03/2014

às 16:00 \ Vasto Mundo

Os países mais (e os menos) visitados do mundo

Publicado no site de VEJA

OS PAÍSES MAIS (E MENOS) VISITADOS DO MUNDO

A revista americana Time divulgou nesta semana um ranking dos países mais populares do mundo em quantidade de visitantes, tomando como base o número de chegadas internacionais.

Sem surpresa, a França encabeça a lista, com mais de 80 milhões de visitantes anuais.

Os Estados Unidos vêm em seguida, com mais de 62 milhões de chegadas.

Já o Brasil aparece em 44º, com 5,67 milhões.

No fim da lista, na 165º posição, está Tuvalu, um arquipélago da Polinésia formado por atóis e recifes que tem apenas 12 habitantes. Em 2011, apenas 1200 pessoas visitaram essa nação minúscula.

Os números, que reúnem estatísticas disponíveis de 2011 e 2012, são da Organização Mundial de Turismo, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), e do Banco Mundial.

 

FRANÇA

França (Foto: Getty Images)

França (Foto: Getty Images)

Campeoníssimo, o país da Torre Eiffel, da comida extraordinária, dos grandes vinhos e de paisagens variadas e belíssimas, mantém há anos o posto de destino mais popular do mundo. Recebeu 83 milhões de visitantes em 2012, um número superior ao da população do país, de 65 milhões.

 

ESTADOS UNIDOS

Estados Unidos (Foto: Spencer Platt / Getty Images)

Estados Unidos (Foto: Spencer Platt / Getty Images)

A maior potência econômica do mundo é o segundo destino mais popular do mundo, tendo registrado 62,7 milhões de chegadas internacionais em 2012.

 

CHINA

China (Foto: Getty Images)

China (Foto: Getty Images)

A segunda maior potência do mundo registrou 57,7 milhões de chegadas internacionais em 2012. Os números são maiores ainda se considerados as regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong.

 

ESPANHA

Espanha (Foto: Getty Images)

Espanha (Foto: Getty Images)

Com crise e tudo, o multifacetado país ibérico, de cultura variada e riquíssima, é o segundo destino mais popular da Europa e o quarto do mundo, com 57,1 milhões de visitantes.

 

ITÁLIA

Itália (Foto: Getty Images)

Itália (Foto: Getty Images)

O país mediterrâneo de que descendem dezenas de milhões de pessoas nas Américas, repleto de história e cultura, paisagens extroardinárias, povo acolhedor e comida campeã é o terceiro destino europeu mais procurado e o quinto mais popular do mundo, com 46,3 milhões de visitantes.

 

TURQUIA

Turquia (Foto: Getty Images)

Turquia (Foto: Getty Images)

Dividia entre Europa e Ásia, a Turquia é o sexto destino mais procurado do mundo, com 35,7 milhões de visitantes em 2012.

 

ALEMANHA

Alemanha (Foto: Getty Images)

Alemanha (Foto: Getty Images)

Grande exportador de turistas, a Alemanha aparece também como grande destino, sendo o sétimo país mais visitado do mundo, com 30,4 milhões de turistas. Um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.

 

GRÃ-BRETANHA

Grã-Bretanha (Foto: Getty Images)

Grã-Bretanha (Foto: Getty Images)

A ilha europeia caiu uma posição no ranking de países mais visitados entre 2011 e 2012. Neste último ano, em oitavo lugar, registrou a chegada de 29,2 milhões de pessoas.

 

RÚSSIA

 

Rússia (Foto: Getty Images)

Rússia (Foto: Getty Images)

Maior país do mundo em extensão territorial, a Federação Russa é também o nono mais visitado, tendo registrado 25,7 milhões de chegadas em 2012.

 

MALÁSIA

Malásia (Foto: Getty Images)

Malásia (Foto: Getty Images)

O país do sudeste asiático é o décimo mais visitado do mundo. Em 2012 registrou 25 milhões de chegadas internacionais.

 

BRASIL

Brasil (Foto: Getty Images)

Brasil (Foto: Getty Images)

País continental com grande potencial turístico, o Brasil registrou 5,67 milhões de chegadas internacionais em 2012, aparecendo na frente dos seus vizinhos sul-americanos, mas bem atrás de outros países das Américas, como os EUA, Canadá e México, que receberam mais de 15 milhões de visitantes naquele ano. Em 2011, foi listado como 44º destino mais popular do mundo, segundo dados do Banco Mundial.

 

ILHAS SALOMÃO

Ilhas Salomão (Foto: Getty Images)

Ilhas Salomão (Foto: Getty Images)

Entre os países com dados estatísticos recentes, as Ilhas Salomão, um arquipélago na Melanésia com meio milhão de habitantes, é um dos destinos menos visitados do mundo, aparecendo na 161º posição. Em 2011, o país recebeu apenas 23 000 visitantes.

 

MOLDOVA

 

Moldova (Foto: Getty Images)

Moldova (Foto: Getty Images)

País mais pobre da Europa e espremido entre Romênia e a Ucrânia – com parte do território ocupado por tropas russas – essa ex-república soviética ocupa a 162º posição na lista de países mais visitados do mundo. Em 2011, só 11 000 visitantes se aventuraram no país.

 

KIRIBATI

Kiribati (Foto: Getty Images)

Kiribati (Foto: Getty Images)

Arquipélago do Oceano Pacífico com pouco mais de 100 000 habitantes, Kiribati ocupou a 163º posição entre os países mais visitados do mundo em 2011. Só houve registro de 5 300 chegadas internacionais no país.

 

ILHAS MARSHALL

Ilhas Marshall (Foto: Getty Images)

Ilhas Marshall (Foto: Getty Images)

Antiga colônia dos Estados Unidos, que serviu de área de testes para bombas nucleares nos anos 40 e 50, esse arquipélago da Micronésia conta com apenas 68 000 habitantes. Em 2011, somente 5 000 visitantes chegaram ao país, que ocupa a 164º lugar no ranking de destinos mais populares.

 

TUVALU

Tuvalu (Foto: Getty Images)

Tuvalu (Foto: Getty Images)

Belo arquipélago da Polinésia formado por atóis e recifes que tem apenas mil 10 habitantes e que corre o risco de desaparecer por causa das mudanças climáticas, Tuvalu ocupa o último lugar (165º) entre as nações com mais chegadas registradas em 2011, ano que conta com dados mais completos. Nesse ano, apenas 1 200 pessoas se deslocaram até essa minúscula nação.

 

LEIAM TAMBÉM:

UM ESPANTO: Os 10 lugares mais poluídos do mundo

Os 10 países com a melhor qualidade de ar e água. Dos 10, 8 são europeus

As cidades da América Latina com melhor qualidade de vida. Nenhuma delas, porém, está entre as 50 melhores do mundo para se viver

BELAS FOTOS: 15 maravilhas abandonadas mundo afora

VÍDEO DE ENCHER OS OLHOS: uma viagem pela exótica, pouco conhecida e belíssima Myanmar, a ex-Birmânia

Conheça os destinos de férias mais procurados pelos milionários

GRANDE AVENTURA: Canadense que viajou por mais de 190 países volta para casa após 23 anos e garante: “as pessoas são basicamente boas, não importa suas raças e culturas de origem”

Ótimas rodovias: por que, afinal, no Brasil todo não é assim?

Share

04/03/2014

às 20:00 \ Política & Cia

Custo total da Copa pode chegar a 30 bilhões de reais

Obras do entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre: um dos muitos pontos de preocupação com a Copa (Foro: Jornal do Comércio)

Obras do entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre: um dos muitos pontos de preocupação com a Copa (Foro: Jornal do Comércio)

Não entraram no cálculo total de 26 bi até agora despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da Fifa para todas as arenas. Em média, são 40 milhões de reais por estádio

Do site de VEJA

Vinte e seis bilhões de reais. Esse é o custo da Copa de 2014, de acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, documento que reúne todas as intervenções relacionadas com o Mundial a cargo do governo federal, dos governos estaduais e cidades-sede.

A lista tem de obras em estádios a projetos na área de turismo, passando por telecomunicações, portos e segurança, entre outros.

Esse valor, no entanto, está defasado: há estimativas de que, no final, a conta baterá nos 30 bilhões de reais.

Isso porque a última atualização da Matriz foi feita em setembro do ano passado. Desde então, houve apenas mais uma intervenção no documento, basicamente para a exclusão de obras que não ficarão prontas até a Copa.

Leiam também:
Brasil, 100 dias para a Copa do Mundo. Sem dias a perder​
Para 9 entre 10 torcedores, Copa deixará imagem negativa
Sedes rasgam os contratos – e arranham imagem da Copa

Assim, não entraram no cálculo total despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da FIFA para todas as arenas do Mundial. Em média, o custo vai ser 40 milhões de reais por estádio, a serem gastos com itens diversos, entre eles aluguel de tendas, aparelhos de raio-x e implantação do sistema de tecnologia de informação. Essa é uma das principais pendências na preparação para a Copa.

A 100 dias da abertura, a maior parte das cidades ainda não viabilizou a aquisição de materiais e equipamentos que compõem o aparato das temporárias. Pior: em alguns casos, ainda há discussão para definir quem vai pagar a conta. É o caso de São Paulo, palco da abertura.

Por contrato, as despesas seriam bancadas pelo Corinthians. O clube, porém, quer ajuda de parceiros privados ou do poder público (que já ajudou a conseguir patrocinadores para as arquibancadas provisórias). O problema é que o tempo está passando.

No caso do Itaquerão e de várias outras arenas, o atraso pode comprometer a qualidade de alguns sistemas e equipamentos que serão instalados, além de tornar os serviços mais caros. Há obras complexas por fazer, mas até intervenções simples estão atrasadas.

É o caso das obras no entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre. Basicamente, é preciso fazer a pavimentação das vias, pequenas, mas ainda não foi feita sequer a licitação – o primeiro edital não teve interessados.

Share

10/09/2013

às 18:20 \ Tema Livre

EM VÍDEO HD e time-lapse, no Rio de Janeiro até as favelas ficaram lindas — parecendo obras de arte coloridas. Imperdível

Vista extasiante do Rio de Janeiro

Vista extasiante do Rio de Janeiro

Dos 5,67 milhões de estrangeiros que visitaram o Brasil em 2012, 29,6% foram ao Rio de Janeiro, o destino campeão entre as cidades brasileiras — dez pontos à frente de Florianópolis.

Naturalmente, é porque o Rio é o Rio, a Cidade Maravilhosa, e com isso se disse tudo. Agora, estando com destaque no calendário da Copa do Mundo no ano que vem e sendo sede das Olimpíadas de 2016, os olhos do mundo estão voltados para a cidade que, a despeito dos problemas que todos conhecemos, continua encantadora.

Pensando nisso, um grande fabricante de eletrônicos encomendou ao cineasta de Los Angeles Joe Capra, da empresa Scientifantastic, imagens da cidade em time-lapse e HD. O vídeo que vocês verão, espetacular, é apenas o que sobrou das imagens entregues ao cliente.

O impressionado Capra aproveitou para incluir algumas cenas das Cataratas do Iguaçu, na fronteira do Paraná com a província argentina de Missiones — que, naturalmente, nada têm a ver com o Rio. Mas esse samba do crioulo doido geográfico funcionou e tornou o vídeo ainda mais belo.

Share

02/09/2013

às 15:21 \ Vasto Mundo

Explosão recorde de turismo dá um respiro à Espanha em crise econômica

Praias lotadas em Palma de Mallorca, nas paradisíacas Ilhas Baleares: 145 mil turistas por dia na Espanha (Foto: El Mundo)

As expectativas da Exceltur, o lobby que agrupa as empresas espanholas do setor de turismo, eram otimistas: a Espanha deveria receber 726 mil turistas mais do que no ano passado até o final da temporada de verão (31 de agosto). O número foi superado de longe: ainda sem contar agosto, o mês mais forte, o mês de férias por excelência dos europeus, visitaram o país quase 2 milhões de turistas mais do que em 2012, atingindo um número recorde de 30,2 milhões de viajantes em oito meses.

As previsões da Exceltur levavam em conta que o movimento no verão de países como a Espanha, Portugal, a França, a Itália e a Grécia seriam engordado pela fuga de visitantes do Egito sob os efeitos do golpe militar e da violência contra manifestantes, da Turquia em agitação política e da Tunísia em contínua instabilidade — três destinos no Mediterrâneo que absorvem milhões de europeus.

A Espanha teve seu melhor mês de junho de todos os tempos, com 6,3 milhões de turistas.

Como sempre ocorreu, o Reino Unido e a Alemanha continuam sendo os principais mercados para o turismo espanhol, somando mais de 40% dos viajantes. O maior de visitantes por região, porém, veio dos países nórdicos, cuja onda turística aumentou 26% em relação ao ano passado — e há 14 anos seguidos cresce ano a ano o fluxo vindo de Suécia, Dinamarca e Noruega.

O turismo é responsável por 10% do PIB espanhol e, no quadro da brutal crise por que passa a Espanha desde 2008, mantém-se como o único setor da economia que continua pujante. Em 2012, o país recebeu 57,9 milhões de turistas, 3% mais do que em 2011, com média de gastos per capita próximo a 1.000 euros — o que significou a entrada de algo como 56 bilhões de euros (pouco mais de 176 bilhões de reais) na economia.

A Espanha é o terceiro país mais visitado do mundo, em empate com a China e atrás da campeã França (83 milhões de turistas em 2012) e dos Estados Unidos (67 milhões).

Share

23/08/2013

às 16:45 \ Política & Cia

CVC quer se tornar a primeira empresa brasileira do setor de turismo a abrir o capital

Luiz Eduardo Falco: estreia do setor de turismo na bolsa de valores (Foto: Julio Bittencourt / Valor)

Luiz Eduardo Falco: estreia do setor de turismo na bolsa de valores (Foto: Julio Bittencourt / Valor)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

MOCHILA DE VALORES

Maior operadora de turismo do país, a CVC decidiu fazer sua oferta inicial de ações na Bolsa de Valores ainda neste ano.

Apesar do mau humor do mercado, a estratégia da empresa presidida por Luiz Eduardo Falco é aumentar o faturamento com a abertura de novas lojas e a criação de pacotes de fim de semana antes de partir para o IPO.

O setor de turismo, que movimenta 4% do PIB, ainda não tem nenhuma empresa de capital aberto.

Será também o primeiro grande teste no mercado de ações brasileiro do fundo americano Carlyle, dono de 60% da operadora.

Share
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados