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turismo

17/07/2014

às 16:19 \ Política & Cia

SARDENBERG: Não, a Copa não salva o ano

Até agora, foi só festa. O Brasil ainda se lembra do que reivindicava antes da Copa? (Foto: J. F. Diorio/Estadão)

Até agora, foi só festa. O Brasil se lembra do que reivindicava antes da Copa? (Foto: J. F. Diorio/Estadão)

O QUE ERA MESMO?

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado no jornal O Globo

Do que a gente estava falando antes?

Isso, antes das férias de verão, esticadas pelo carnaval tardio, semana santa e antes da Copa — o que era mesmo?

Havia uma preocupação com a combinação entre crescimento e inflação. Esta parecia estar subindo em relação a 2013, quando já fora alta. E a economia parecia desacelerar.

Essa percepção piorou. De fato, os preços sobem mais que o esperado e o crescimento é mais fraco. Não, a Copa não salva o ano.

Claro que trouxe turistas e dinheiro — até mais que se calculava. Mas houve uma espécie de compensação: os negócios relativos à Copa bombaram: roupas e calçados esportivos, por exemplo, e, claro, hotéis e restaurantes. Os demais minguaram por causa do excesso de feriados e falsos dias úteis. Também por causa do espírito geral: com a festa, quase todo mundo distraído com jogos e movimentação de torcedores, era difícil se concentrar no trabalho.

Pessoal reunido na Feira Internacional de Moda em Calçados, nesta semana, em São Paulo, constatou: o primeiro semestre foi de férias, perdido. Companhias aéreas, que poderiam ser favorecidas, também sofreram com a compensação. A Tam, por exemplo, calcula que demanda de passageiros caiu 5% no período da Copa.

Ocorre que os “voos corporativos” — das pessoas que estão a trabalho, em eventos, reuniões, consultas, treinamento — simplesmente sumiram. Foram substituídos pelos turistas nacionais e estrangeiros, com forte aumento das viagens para as cidades da Copa. Mas não foi o suficiente. No balanço geral, deu uma pequena perda.

Foram criados empregos, mas temporários na maior parte. O fato de algumas obras não terem terminado até pode ajudar neste quesito: o pessoal continua trabalhando nelas. Com impacto limitado, porém. Antes da Copa, mesmo durante a construção de estádios, a geração de vagas formais continuou enfraquecida.

Tudo considerado, e como aconteceu em outros países, o efeito positivo do grande evento está mais na psicologia do povo. Fez-se uma grande festa. Ainda mais entre nós, dado o temor de que algo ruim pudesse ter acontecido. Foi alegria e alívio. Isso pode animar estrangeiros a voltarem para o turismo, mas vai depender lá na frente da cotação do dólar e dos preços por aqui.

Veremos.

Outra coisa que poderia ser positiva neste momento seria o fim das manifestações oportunistas, como greve nos transportes na véspera dos jogos. Não há mais instrumento de chantagem.

O problema é que se aproximam as eleições, outra oportunidade para reivindicações, justas ou não, democráticas ou não. Se as eleições se radicalizarem, preparem-se.

E assim chegamos à campanha eleitoral com um ambiente econômico pior do que no início deste ano. A população, na imensa maioria, se concentrou na Seleção e suspendeu a bronca com a inflação, a paradeira na criação de empregos e a má qualidade dos serviços públicos. Como se sentirá agora?

Reparem: foram 26 mil homens na segurança da final no Maracanã. Tudo em paz. Mas quantos estarão disponíveis numa próxima final Flamengo e Fluminense? Os trens e ônibus “expressos da Copa” andaram bem em quase todas as cidades, mas em dias feriados ou falsos úteis. Agora, voltam todos ao normal, que é não é bom.

Como a população voltará a esses temas? Difícil avaliar, ainda mais que o ambiente estará tomado pela campanha eleitoral no rádio e tevê, ou seja, pela capacidade (ou incapacidade) dos candidatos em fazer a cabeça e a mente dos eleitores.

E nem ganhamos a Copa.

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12/06/2014

às 0:00 \ Disseram

Teremos taxistas bilíngues

“Estudo todo sábado, das 11 às 14 horas. Eu ainda tenho dificuldade com a gramática, mas a gente só fala em inglês durante a aula. (…) Vou falando certo, vou falando errado, sempre aprendendo.”

Osvaldo dos Santos, taxista paulistano que está aprendendo inglês para auxiliar melhor os turistas durante a Copa do Mundo, em entrevista a ABRIL NA COPA, edição especial da revista PLACAR que circula este mês junto com várias revistas da Editora Abril

24/05/2014

às 12:00 \ Disseram

As obras não têm a ver com a Copa?

“Não fazemos aeroporto para Copa e sim para o país.”

Dilma Rousseff, em resposta a críticas às obras inacabadas 20 dias antes da abertura do Mundial; alguns dias antes, a presidente afirmou que os aeroportos estavam preparados para receber os passageiros durante a Copa

08/03/2014

às 16:00 \ Vasto Mundo

Os países mais (e os menos) visitados do mundo

Publicado no site de VEJA

OS PAÍSES MAIS (E MENOS) VISITADOS DO MUNDO

A revista americana Time divulgou nesta semana um ranking dos países mais populares do mundo em quantidade de visitantes, tomando como base o número de chegadas internacionais.

Sem surpresa, a França encabeça a lista, com mais de 80 milhões de visitantes anuais.

Os Estados Unidos vêm em seguida, com mais de 62 milhões de chegadas.

Já o Brasil aparece em 44º, com 5,67 milhões.

No fim da lista, na 165º posição, está Tuvalu, um arquipélago da Polinésia formado por atóis e recifes que tem apenas 12 habitantes. Em 2011, apenas 1200 pessoas visitaram essa nação minúscula.

Os números, que reúnem estatísticas disponíveis de 2011 e 2012, são da Organização Mundial de Turismo, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), e do Banco Mundial.

 

FRANÇA

França (Foto: Getty Images)

França (Foto: Getty Images)

Campeoníssimo, o país da Torre Eiffel, da comida extraordinária, dos grandes vinhos e de paisagens variadas e belíssimas, mantém há anos o posto de destino mais popular do mundo. Recebeu 83 milhões de visitantes em 2012, um número superior ao da população do país, de 65 milhões.

 

ESTADOS UNIDOS

Estados Unidos (Foto: Spencer Platt / Getty Images)

Estados Unidos (Foto: Spencer Platt / Getty Images)

A maior potência econômica do mundo é o segundo destino mais popular do mundo, tendo registrado 62,7 milhões de chegadas internacionais em 2012.

 

CHINA

China (Foto: Getty Images)

China (Foto: Getty Images)

A segunda maior potência do mundo registrou 57,7 milhões de chegadas internacionais em 2012. Os números são maiores ainda se considerados as regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong.

 

ESPANHA

Espanha (Foto: Getty Images)

Espanha (Foto: Getty Images)

Com crise e tudo, o multifacetado país ibérico, de cultura variada e riquíssima, é o segundo destino mais popular da Europa e o quarto do mundo, com 57,1 milhões de visitantes.

 

ITÁLIA

Itália (Foto: Getty Images)

Itália (Foto: Getty Images)

O país mediterrâneo de que descendem dezenas de milhões de pessoas nas Américas, repleto de história e cultura, paisagens extroardinárias, povo acolhedor e comida campeã é o terceiro destino europeu mais procurado e o quinto mais popular do mundo, com 46,3 milhões de visitantes.

 

TURQUIA

Turquia (Foto: Getty Images)

Turquia (Foto: Getty Images)

Dividia entre Europa e Ásia, a Turquia é o sexto destino mais procurado do mundo, com 35,7 milhões de visitantes em 2012.

 

ALEMANHA

Alemanha (Foto: Getty Images)

Alemanha (Foto: Getty Images)

Grande exportador de turistas, a Alemanha aparece também como grande destino, sendo o sétimo país mais visitado do mundo, com 30,4 milhões de turistas. Um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.

 

GRÃ-BRETANHA

Grã-Bretanha (Foto: Getty Images)

Grã-Bretanha (Foto: Getty Images)

A ilha europeia caiu uma posição no ranking de países mais visitados entre 2011 e 2012. Neste último ano, em oitavo lugar, registrou a chegada de 29,2 milhões de pessoas.

 

RÚSSIA

 

Rússia (Foto: Getty Images)

Rússia (Foto: Getty Images)

Maior país do mundo em extensão territorial, a Federação Russa é também o nono mais visitado, tendo registrado 25,7 milhões de chegadas em 2012.

 

MALÁSIA

Malásia (Foto: Getty Images)

Malásia (Foto: Getty Images)

O país do sudeste asiático é o décimo mais visitado do mundo. Em 2012 registrou 25 milhões de chegadas internacionais.

 

BRASIL

Brasil (Foto: Getty Images)

Brasil (Foto: Getty Images)

País continental com grande potencial turístico, o Brasil registrou 5,67 milhões de chegadas internacionais em 2012, aparecendo na frente dos seus vizinhos sul-americanos, mas bem atrás de outros países das Américas, como os EUA, Canadá e México, que receberam mais de 15 milhões de visitantes naquele ano. Em 2011, foi listado como 44º destino mais popular do mundo, segundo dados do Banco Mundial.

 

ILHAS SALOMÃO

Ilhas Salomão (Foto: Getty Images)

Ilhas Salomão (Foto: Getty Images)

Entre os países com dados estatísticos recentes, as Ilhas Salomão, um arquipélago na Melanésia com meio milhão de habitantes, é um dos destinos menos visitados do mundo, aparecendo na 161º posição. Em 2011, o país recebeu apenas 23 000 visitantes.

 

MOLDOVA

 

Moldova (Foto: Getty Images)

Moldova (Foto: Getty Images)

País mais pobre da Europa e espremido entre Romênia e a Ucrânia – com parte do território ocupado por tropas russas – essa ex-república soviética ocupa a 162º posição na lista de países mais visitados do mundo. Em 2011, só 11 000 visitantes se aventuraram no país.

 

KIRIBATI

Kiribati (Foto: Getty Images)

Kiribati (Foto: Getty Images)

Arquipélago do Oceano Pacífico com pouco mais de 100 000 habitantes, Kiribati ocupou a 163º posição entre os países mais visitados do mundo em 2011. Só houve registro de 5 300 chegadas internacionais no país.

 

ILHAS MARSHALL

Ilhas Marshall (Foto: Getty Images)

Ilhas Marshall (Foto: Getty Images)

Antiga colônia dos Estados Unidos, que serviu de área de testes para bombas nucleares nos anos 40 e 50, esse arquipélago da Micronésia conta com apenas 68 000 habitantes. Em 2011, somente 5 000 visitantes chegaram ao país, que ocupa a 164º lugar no ranking de destinos mais populares.

 

TUVALU

Tuvalu (Foto: Getty Images)

Tuvalu (Foto: Getty Images)

Belo arquipélago da Polinésia formado por atóis e recifes que tem apenas mil 10 habitantes e que corre o risco de desaparecer por causa das mudanças climáticas, Tuvalu ocupa o último lugar (165º) entre as nações com mais chegadas registradas em 2011, ano que conta com dados mais completos. Nesse ano, apenas 1 200 pessoas se deslocaram até essa minúscula nação.

 

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04/03/2014

às 20:00 \ Política & Cia

Custo total da Copa pode chegar a 30 bilhões de reais

Obras do entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre: um dos muitos pontos de preocupação com a Copa (Foro: Jornal do Comércio)

Obras do entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre: um dos muitos pontos de preocupação com a Copa (Foro: Jornal do Comércio)

Não entraram no cálculo total de 26 bi até agora despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da Fifa para todas as arenas. Em média, são 40 milhões de reais por estádio

Do site de VEJA

Vinte e seis bilhões de reais. Esse é o custo da Copa de 2014, de acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, documento que reúne todas as intervenções relacionadas com o Mundial a cargo do governo federal, dos governos estaduais e cidades-sede.

A lista tem de obras em estádios a projetos na área de turismo, passando por telecomunicações, portos e segurança, entre outros.

Esse valor, no entanto, está defasado: há estimativas de que, no final, a conta baterá nos 30 bilhões de reais.

Isso porque a última atualização da Matriz foi feita em setembro do ano passado. Desde então, houve apenas mais uma intervenção no documento, basicamente para a exclusão de obras que não ficarão prontas até a Copa.

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Assim, não entraram no cálculo total despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da FIFA para todas as arenas do Mundial. Em média, o custo vai ser 40 milhões de reais por estádio, a serem gastos com itens diversos, entre eles aluguel de tendas, aparelhos de raio-x e implantação do sistema de tecnologia de informação. Essa é uma das principais pendências na preparação para a Copa.

A 100 dias da abertura, a maior parte das cidades ainda não viabilizou a aquisição de materiais e equipamentos que compõem o aparato das temporárias. Pior: em alguns casos, ainda há discussão para definir quem vai pagar a conta. É o caso de São Paulo, palco da abertura.

Por contrato, as despesas seriam bancadas pelo Corinthians. O clube, porém, quer ajuda de parceiros privados ou do poder público (que já ajudou a conseguir patrocinadores para as arquibancadas provisórias). O problema é que o tempo está passando.

No caso do Itaquerão e de várias outras arenas, o atraso pode comprometer a qualidade de alguns sistemas e equipamentos que serão instalados, além de tornar os serviços mais caros. Há obras complexas por fazer, mas até intervenções simples estão atrasadas.

É o caso das obras no entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre. Basicamente, é preciso fazer a pavimentação das vias, pequenas, mas ainda não foi feita sequer a licitação – o primeiro edital não teve interessados.

10/09/2013

às 18:20 \ Tema Livre

EM VÍDEO HD e time-lapse, no Rio de Janeiro até as favelas ficaram lindas — parecendo obras de arte coloridas. Imperdível

Vista extasiante do Rio de Janeiro

Vista extasiante do Rio de Janeiro

Dos 5,67 milhões de estrangeiros que visitaram o Brasil em 2012, 29,6% foram ao Rio de Janeiro, o destino campeão entre as cidades brasileiras — dez pontos à frente de Florianópolis.

Naturalmente, é porque o Rio é o Rio, a Cidade Maravilhosa, e com isso se disse tudo. Agora, estando com destaque no calendário da Copa do Mundo no ano que vem e sendo sede das Olimpíadas de 2016, os olhos do mundo estão voltados para a cidade que, a despeito dos problemas que todos conhecemos, continua encantadora.

Pensando nisso, um grande fabricante de eletrônicos encomendou ao cineasta de Los Angeles Joe Capra, da empresa Scientifantastic, imagens da cidade em time-lapse e HD. O vídeo que vocês verão, espetacular, é apenas o que sobrou das imagens entregues ao cliente.

O impressionado Capra aproveitou para incluir algumas cenas das Cataratas do Iguaçu, na fronteira do Paraná com a província argentina de Missiones — que, naturalmente, nada têm a ver com o Rio. Mas esse samba do crioulo doido geográfico funcionou e tornou o vídeo ainda mais belo.

02/09/2013

às 15:21 \ Vasto Mundo

Explosão recorde de turismo dá um respiro à Espanha em crise econômica

Praias lotadas em Palma de Mallorca, nas paradisíacas Ilhas Baleares: 145 mil turistas por dia na Espanha (Foto: El Mundo)

As expectativas da Exceltur, o lobby que agrupa as empresas espanholas do setor de turismo, eram otimistas: a Espanha deveria receber 726 mil turistas mais do que no ano passado até o final da temporada de verão (31 de agosto). O número foi superado de longe: ainda sem contar agosto, o mês mais forte, o mês de férias por excelência dos europeus, visitaram o país quase 2 milhões de turistas mais do que em 2012, atingindo um número recorde de 30,2 milhões de viajantes em oito meses.

As previsões da Exceltur levavam em conta que o movimento no verão de países como a Espanha, Portugal, a França, a Itália e a Grécia seriam engordado pela fuga de visitantes do Egito sob os efeitos do golpe militar e da violência contra manifestantes, da Turquia em agitação política e da Tunísia em contínua instabilidade — três destinos no Mediterrâneo que absorvem milhões de europeus.

A Espanha teve seu melhor mês de junho de todos os tempos, com 6,3 milhões de turistas.

Como sempre ocorreu, o Reino Unido e a Alemanha continuam sendo os principais mercados para o turismo espanhol, somando mais de 40% dos viajantes. O maior de visitantes por região, porém, veio dos países nórdicos, cuja onda turística aumentou 26% em relação ao ano passado — e há 14 anos seguidos cresce ano a ano o fluxo vindo de Suécia, Dinamarca e Noruega.

O turismo é responsável por 10% do PIB espanhol e, no quadro da brutal crise por que passa a Espanha desde 2008, mantém-se como o único setor da economia que continua pujante. Em 2012, o país recebeu 57,9 milhões de turistas, 3% mais do que em 2011, com média de gastos per capita próximo a 1.000 euros — o que significou a entrada de algo como 56 bilhões de euros (pouco mais de 176 bilhões de reais) na economia.

A Espanha é o terceiro país mais visitado do mundo, em empate com a China e atrás da campeã França (83 milhões de turistas em 2012) e dos Estados Unidos (67 milhões).

23/08/2013

às 16:45 \ Política & Cia

CVC quer se tornar a primeira empresa brasileira do setor de turismo a abrir o capital

Luiz Eduardo Falco: estreia do setor de turismo na bolsa de valores (Foto: Julio Bittencourt / Valor)

Luiz Eduardo Falco: estreia do setor de turismo na bolsa de valores (Foto: Julio Bittencourt / Valor)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

MOCHILA DE VALORES

Maior operadora de turismo do país, a CVC decidiu fazer sua oferta inicial de ações na Bolsa de Valores ainda neste ano.

Apesar do mau humor do mercado, a estratégia da empresa presidida por Luiz Eduardo Falco é aumentar o faturamento com a abertura de novas lojas e a criação de pacotes de fim de semana antes de partir para o IPO.

O setor de turismo, que movimenta 4% do PIB, ainda não tem nenhuma empresa de capital aberto.

Será também o primeiro grande teste no mercado de ações brasileiro do fundo americano Carlyle, dono de 60% da operadora.

22/06/2013

às 16:00 \ Tema Livre

VIDA BOA: Castelos, mansões e palacetes onde viveram famílias nobres viram hotéis de luxo. Até o palácio do sultão otomano

Casa do Czar, em São Petersburgo, na Rússia

Casa do Czar, em São Petersburgo, na Rússia -- agora, Hotel Four Seasons

Reportagem de Rachel Verano, publicada em edição impressa de VEJA Luxo

COMO UM REI

Castelos e palacetes que serviram de residência a famílias nobres abrem, em forma de hotéis, para plebeus materializarem nas férias os sonhos dignos de contos de fadas

 

NA CASA DO CZAR – São Petersburgo, na Rússia

Novíssimo Four Seasons, que está abrindo agora: restauro do palacete que serviu de residência a um dos integrantes da família imperial russa

Novíssimo Four Seasons, que está abrindo agora: restauro do palacete que serviu de residência a um dos integrantes da família imperial russa

O coração de São Petersburgo, a capital cultural da Rússia, a cerca de 700 quilômetros de Moscou, narra um importante trecho da história imperial do país. Estão concentradas na mesma região joias dos séculos XVIII e XIX, como o Palácio de Inverno, que abriga o Museu Hermitage (dono de um dos mais ricos acervos de arte ocidental do mundo), e a Catedral de Santo Isaac, o grande postal da cidade.

Em maio, outro edifício significativo do período abriu ao público suas portas, flanqueadas por duas estátuas seculares de mármore em forma de leão. A diferença é que agora é possível passar a noite dentro da nova atração. Trata-se do palacete erguido para servir de residência ao príncipe Alexey Lobanov-Rostovsky, escritor, colecionador de arte e figura próxima ao czar Alexander I, então líder do país.

Quarto do Four Seasons

Quarto do Four Seasons

O nobre Rostovsky contratou Auguste de Montferrand, o mesmo arquiteto francês que desenhava as primeiras linhas daquela que viria a ser a Catedral de Santo Isaac, logo em frente, para projetar o seu edifício de apartamentos. Mais tarde, entre 1827 e 1917, o palacete abrigou o Ministério da Guerra e, na era soviética, funcionou como albergue e escola.

Ícone da arquitetura clássica do fim do século XIX, o Lion Palace acaba de passar por uma longa reforma que trouxe de volta seus tempos de glória. O projeto de restauração seguiu à risca o que previam os desenhos de Montferrand – assim, detalhes originais vieram à tona, caso da grande escadaria de mármore, que havia passado algumas décadas ladeada por madeira em substituição à pedra.

Recém-inaugurado, o hotel, de 177 quartos, recriou a atmosfera da época em seu interior. Na decoração, predominam os tons pastel, antiguidades e objetos raros, caso da banheira da suíte presidencial, esculpida a mão em um monólito.

Tons pasteis dão uma atmosfera de época

Tons pasteis dão uma atmosfera de época

O salão de chá contará com um belo jardim de inverno com espécies raras de palmeira, hera e filodendro. O spa ocupará quatro andares. E por todo canto reinarão mordomias mil: de lençóis da grife italiana Rivolta Carmignani e amenities Hermès e Bulgari a pisos aquecidos na varanda das suítes. Para viver dias dignos dos grandes czares.

Four Seasons Hotel Lion Palace. I Voznesensky Prospekt, 1 (416) 441-4373, fourseasons.com/stpetersburg. Diárias a partir de 420 dólares

LAZER DE LORDE – Ballantrae, na Escócia

Castelo que pertenceu ao conde de Inchcape: modo de vida aristocrático do século XIX.

Castelo que pertenceu ao conde de Inchcape: modo de vida aristocrático do século XIX.

Nos idos de 1800, cavalgar era um dos meios de locomoção mais apreciados pelos nobres escoceses, assim como a caça e a falcoaria eram suas predileções nas horas vagas. Completamente restaurado ao longo de seis anos na década de 90, o antigo castelo vitoriano que pertenceu a James Hunter, lorde de Ayrshire, e posteriormente a James Lyle Mackay, primeiro conde de Inchcape, tornou possível os mesmos prazeres nos dias de hoje, ao lado de atividades, digamos, mais modernas (como o golfe e o tênis).

Erguida em 1870 no alto de um penhasco no sudoeste escocês, com vista para o mar, a propriedade de torres dignas de contos de fadas está recheada de antiguidades e cercada por 150 000 metros quadrados de belos jardins, que incluem uma rara coleção de rododendros.

Uma das suítes vitorianas

Uma das suítes vitorianas

É possível reservar o quarto que pertenceu ao conde, onde a sua história é recontada através de móveis originais – como a cama com seu próprio lustre de cristal – e entre papéis de parede Cole and Sons, tecidos Nina Campbell e amenities Penhaligon’s.

Glenapp Castle. Ballantrae, Ayrshire KA26 0NZ, 44 (1) 465 83-1212, glenappcastle.com. Diárias a partir de 430 euros

NAS SUÍTES DO SULTÃO – Istambul, na Turquia

Vista do Çiragan Palace, todo de mármore: às margens do Estreito de Bósforo

Vista do Çiragan Palace, todo de mármore: às margens do Estreito de Bósforo

A localização escolhida pelo sultão Abdulaziz, soberano do Império Otomano no fim do século XIX, para erguer sua residência foi estratégica: as margens europeias do Estreito de Bósforo (o canal que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara), com o continente asiático logo em frente.

O palacete, que custou, na época, o equivalente a 2,5 milhões de moedas de ouro, para satisfazer o califado nos mínimos detalhes, foi todo construído de mármore e cercado por portões colossais e belos jardins. Com a declaração da República nos anos 20, a mansão foi abandonada e, décadas mais tarde, reabriu como hotel.

Ali, as suítes estão entre as maiores da Europa e chegam a ter uma área de 458 metros quadrados. Recheado de obras de arte, móveis do século XIX e tradicionais hammams esculpidos a mão, o Çiragan Palace trouxe todas as mordomias dos velhos tempos para os dias de hoje – ainda que o complexo do hotel inclua um moderno edifício e uma piscina com vista infinita logo ao lado.

Çiraan Palace. Çiraan Caddesi, 32, 90 (212) 3264-646, kempinski.com/istanbul. Diárias a partir de 1 600 euros no palácio

RETIRO DA DINASTIA MING – Pequim, na China

Um dos endereços do Aman Resorts: complexo de palacetes em 290 hectares isolados por bosques de bambu

Um dos endereços do Aman Resorts: complexo de palacetes em 290 hectares isolados por bosques de bambu

No século XVIII, o imperador Qianlong mandou construir um complexo de palacetes numa área de 290 hectares a nordeste de Pequim, onde pudessem passar o verão. Às margens do Lago de Kunming e em meio a bosques de bambu, o clima era mais ameno e a vida mais tranquila (o agito se concentrava nos arredores da Cidade Proibida, a cerca de 15 quilômetros de distância).

No século seguinte, o Palácio de Verão, como ficou conhecido, foi a casa de uma das mulheres mais poderosas que a China já viu: Cixi, a imperatriz viúva. Os aposentos onde seus hóspedes eram acomodados enquanto aguardavam por audiências importantes foram transformados, nos últimos anos, em um dos mais exclusivos hotéis do país.

Uma das 33 suítes do Aman

Uma das 33 suítes do Aman

Ali, o restaurante, com móveis inspirados na dinastia Ming, serve receitas dos tempos do império e a biblioteca tem no acervo livros raros sobre o complexo, declarado patrimônio da humanidade em 1998. O Cigar Room está debruçado sobre um lago de flores de lótus, e o spa inclui tratamentos especializados na tradicional medicina chinesa.

Detalhe do banheiro

Detalhe do banheiro

Mas o melhor é que os seletos hóspedes dos dezoito quartos e 33 suítes têm acesso direto, por uma porta secreta, aos quintais do que é hoje uma das principais atrações turísticas da capital chinesa.

Aman at Summer Palace. 1 Gongmenqian Street, 86 (10) 5987-9999, amanresorts.com/amanatsummerpalace. Diárias a partir de 850 dólares

OCIDENTE À INDIANA – Hyderabad, na Índia

Palácio Falaknuma, de 1894: tentativa de reproduzir a pompa ocidental

Palácio Falaknuma, de 1894: tentativa de reproduzir a pompa ocidental

No período de dominação inglesa, entre meados do século XVIII e o XIX, nobres orientais e ocidentais não pouparam esforços para levar à Índia a pompa dos mais sofisticados salões europeus. O Palácio Falaknuma, feito de mármore italiano sobre uma colina 600 metros em Hyderabad, a capital da região de Andhra Pradesh, é um dos mais impressionantes exemplares.

Residência do nizam (equivalente a príncipe) Asaf Jah VI Mir Mahboob Ali Khan Siddiq, à época um dos homens mais ricos do planeta, a construção do arquiteto britânico William Mard Marret em forma de escorpião demorou uma década para ser concluída, em 1894. Antes de ela virar hotel, em 2010, descendentes da família real acompanharam as reformas para garantir que tudo saísse exatamente como era.

Escadaria de mármore italiano

Escadaria de mármore italiano

Hoje, os hóspedes podem circular pelos salões de festa com afrescos nas paredes e lustres de cristal veneziano e jantar na maior mesa do mundo, encomendada para os banquetes nababescos da corte, para exatos 101 comensais.

Taj Falaknuma Palace. Engine Bowli, 91 (40) 6629-8585, tajhotels.com. Diárias a partir de 360 dólares

 

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20/04/2013

às 17:00 \ Tema Livre

VÍDEO INTRIGANTE: a massagem feita por elefantes atrai turistas à Tailândia

Relaxa, esse animal tem só 3 toneladas!

Relaxa, esse animal tem só 3 toneladas!

Apesar de suas 3 toneladas, os magníficos elefantes indianos conseguem ser delicados, como se pode ver no vídeo abaixo. A massagem paquidérmica é cada vez mais uma modalidade que atrai os turistas que visitam a Tailândia, mais especificamente a cidade de Chiang Mai. (Os elefantes indianos são diferentes dos africanos sobretudo no tamanho das orelhas, muito menores do que as de seus primos de países como a África do Sul, a Tanzânia ou o Quênia).

Em Chiang Mai, além dos mais de 300 templos budistas e os muito parques floridos, a massagem feita por elefantes — que juram ser relaxante — é um dos chamarizes para os 100 mil visitantes anuais.

Quem oferece esse exótico serviço é o Maesa Elephant Camp, um parque conhecido por dispor ainda de várias atividades envolvendo elefantes, como pintura, futebol e jogo de dardos.

A massagem — ufff… — é feita com a supervisão de um treinador.

Confiram no vídeo:

 

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