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petróleo

07/09/2014

às 19:00 \ Vasto Mundo

Problemas de Primeiro Mundo: na Noruega, as ruas sofrem com o excesso de carros elétricos

(Foto: Pierre-Henry Deshayes/AFP)

Já que podem rodar nas faixas de ônibus, os carros elétricos atravancam o trânsito e prejudicam a eficiência do transporte público na Noruega (Foto: Pierre-Henry Deshayes/AFP)

Por Tamara Fisch

A questão pode parecer irônica, já que ocorre em um país cuja produção de petróleo é uma das maiores do mundo, mas é um fato: há tantos carros elétricos na Noruega que começa a existir um problema.

Para incentivar a compra de veículos não poluentes, a Noruega instituiu vários benefícios – entre eles, a isenção da maior parte dos impostos sobre a compra do carro, taxas baratas de licenciamento, zonas de estacionamento exclusivas e gratuitas, e permissão para trafegar em faixas reservadas para ônibus. Já estão espalhadas pelas cidades norueguesas milhares de estações onde se podem carregar os veículos sem custo algum.

O objetivo por trás da implantação dos benefícios era reduzir a liberação de gases estufa, já que o trânsito é responsável por 10% das emissões do país.

O governo, no entanto, aparentemente não contava que suas medidas pró-elétricos causasse a explosão nas vendas de que causou. E não se preparou para uma situação como a atual.

Os carros elétricos já são 85% dos veículos que trafegam em faixas de ônibus nos horários de pico, o que gera trânsito e torna o transporte público menos eficiente. Além disso, as isenções de impostos já custaram ao país 500 milhões de euros (quase 1,5 bilhão de reais).

Não é para menos. Este ano, os carros elétricos foram responsáveis por 13% das vendas de veículos no país. Hoje, rodam pelas estradas norueguesas mais de 30 mil exemplares dos veículos amigáveis ao meio ambiente, o que é um número surpreendente em um país de pouco mais de 5 milhões de habitantes. A Noruega já tem mais carros elétricos per capita do que qualquer outra nação.

O governo norueguês se comprometeu a manter os incentivos até 2017 ou até que haja 50 mil veículos elétricos nas ruas. No ritmo de crescimento das vendas, é possível que esse número seja atingido no início de 2015, e então as medidas terão de ser repensadas. Erna Solberg, primeira-ministra da Noruega, admitiu que existe a possibilidade de as vantagens serem reduzidas no futuro, mas garantiu que elas continuarão presentes.

06/08/2014

às 19:18 \ Política & Cia

NINGUÉM ENTENDEU NADA: Dilma se irrita (e se enrola) ao explicar relação do Planalto com farsa da CPI

Dilma Rousseff participa do encontro na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília  (Foto: Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA)

Dilma Rousseff participa do encontro na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (Foto: Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA)

Presidente se perde no dilmês ao tratar do tema: ‘Acho estarrecedor alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela’

Por Gabriel Castro e Laryssa Borges, de Brasília, para o site de VEJA

A presidente Dilma Rousseff ficou extremamente irritada nesta quarta-feira ao ser questionada sobre a participação do Planalto na farsa montada por governistas e pelo PT para impedir investigações na CPI da Petrobras no Senado – revelada por VEJA nesta semana.

Ao deixar a sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, a petista negou-se a esclarecer a ligação de servidores do Planalto com o caso: nesta quarta, o jornal Folha de S. Paulo informou que Luiz Azevedo, secretário-executivo das Relações Institucionais, ajudou a elaborar o plano de trabalho apresentado pela comissão em maio.

Já Paulo Argenta, outro assessor da pasta, foi um dos responsáveis pela preparação das questões antecipadas aos depoentes, como mostra vídeo obtido por VEJA.

Dilma também não explicou porque servidores do governo e da liderança governista no Senado participaram da formulação de um gabarito para depoentes. E foi além: ignorando o fato de que a elaboração das perguntas feitas em uma CPI seja tarefa exclusiva dos integrantes da comissão e do relator dos trabalhos, Dilma afirmou ser “estarrecedor o fato de que seja necessário alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela”.

Em um raciocínio confuso, a presidente-candidata disse que o setor de petróleo seria complexo demais para que pessoas de fora da área questionassem a Petrobras a respeito – e ainda ensaiou a tese de que apenas técnicos especializados em combustíveis teriam condições de elaborar perguntas à estatal.

– Vou te falar uma coisa. Acho extraordinário. Primeiro porque o Palácio do Planalto não é expert em petróleo e gás. O expert em petróleo e gás é a Petrobras. Eu queria saber se você pode me informar quem elabora perguntas sobre petróleo e gás para a oposição também. Muito obrigada.

Alguém entendeu? Pois ela continuou:

– Não é o Palácio do Planalto nem nenhuma sede de nenhum partido. Quem sabe das perguntas sobre petróleo e gás só tem um lugar. Pergunta só tem um lugar no Brasil. Eu diria vários lugares no Brasil: a Petrobras e todas as empresas de petróleo e gás”, disse, sem disfarçar o nervosismo – que tornou a fala da presidente ainda mais difícil de ser compreendida.

Leiam também: 

Gravações comprovam: CPI da Petrobras foi uma grande farsa
Farsa na CPI: oposição pede anulação de depoimentos e promete acionar PGR

“Você sabe que há uma simetria (sic) de informação entre nós, mortais, e o setor de petróleo. É um setor altamente oligopolizado, extremamente complexo tecnicamente. Acho estarrecedor que seja necessário alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela”, completou, sem esclarecer o episódio.

VEJA revelou nesta semana que governistas engendraram esquema para treinar os principais depoentes à comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas que seriam feita na CPI e indicando as respostas que deveriam ser dadas. Paulo Argenta; Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado; e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, formularam perguntas aos depoentes e atuaram para que as respostas, tal qual um gabarito de prova, fossem entregue às pessoas que falariam à comissão.

O kit de perguntas e respostas foi distribuído ao ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que causou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares à empresa. A atual presidente da companhia Graça Foster também recebeu as perguntas da CPI por meio do chefe do escritório da empresa em Brasília, José Eduardo Barrocas.

Até o momento a oposição identificou que o teatro na CPI da Petrobras pode ter envolvido os crimes de obstrução da Justiça, fraude, improbidade por uso de servidores para fins privados, falso testemunho de depoentes, advocacia administrativa e possível violação do sigilo funcional se servidores tiverem repassado documentos sigilosos da CPI para o Poder Executivo.

Sem deixar que questionamentos sobre a Petrobras fossem apresentados a ela, a presidente ainda se recusou a responder sobre os possíveis impactos da inclusão de Graça Foster entre os responsáveis por Pasadena, em decisão a ser tomada pelo TCU nesta quarta-feira. Graça, que era diretora de gás e energia quando se desenvolviam as negociações de Pasadena, deve ter seus bens declarados indisponíveis, a exemplo dos demais.

“Você já julgou, querida? Se você julgou, eu te agradeço por não fazer isso”, afirmou Dilma, interrompendo a pergunta. “Acho que se não houve julgamento não se gera constrangimento nenhum. Peço para você não me fazer uma pergunta sobre um julgamento de uma corte, que não foi feito. Não é correto”, disse.

06/07/2014

às 15:00 \ Política & Cia

Os 15 políticos mais ricos do mundo. (Atenção: esta lista não inclui políticos ladravazes do Brasil)

Sonia Gandhi, presidente do partido do congresso na Índia, com o rei e a rainha da Bélgica (Foto: Mark Renders / Getty Images)

Sonia Gandhi (centro), presidente do Partido do Congresso na Índia, com o ex-rei Albert e a ex-rainha Paola, da Bélgica, está na lista dos políticos mais ricos (Foto: Mark Renders / Getty Images)

Campeões-de-audiênciaOriginalmente publicado a 10 de fevereiro de 2014

Publicado por Guilherme Dearo, no site da revista Exame

OS 15 POLÍTICOS MAIS RICOS DO MUNDO

Veja quem são os bilionários da política e como eles ganharam as suas fortunas

Os salários de presidentes, governantes e demais representantes do povo não costumam ser uma fortuna – pelo menos se comparado com os ganhos de grandes empresários.

Muitos dos políticos até doam os seus salários e outros vivem humildemente – o caso, por exemplo, do presidente uruguaio José Mujica.

Isso não impede que haja muitos bilionários ocupando cargos representativos mundo afora. Investidores, donos de negócios privados, verdadeiros homens de negócios: uma fortuna construída antes (ou durante) a ocupção na vida pública.

Veja a seguir os 15 políticos mais ricos do mundo e como eles fizeram fortuna. O ranking exclui políticos bilionários que não estão ocupando algum cargo no momento, como Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro italiano, e Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York.

1. Abdullah Bin Abdul Aziz

Abdullah Bin Abdul Aziz, rei da Arábia Saudita (Foto: Courtney Kealy / Getty Images)

Abdullah Bin Abdul Aziz, rei da Arábia Saudita (Foto: Courtney Kealy / Getty Images)

Fortuna: US$ 21 bilhões

País de origem: Arábia Saudita

Cargo: rei.

Ele se tornou rei da Arábia Saudita em 2005, substituindo seu irmão Fahd.

Abdullah dispõe de 20% das reservas de petróleo do país, já que controla a empresa estatal Saudi Aramco.

Aliado do ex-presidente americano George W. Bush, Abdullah tem algumas extravagâncias, como possuir uma fazenda com mil cavalos nos estábulos.

2. Hassanal Bolkiah

Hassanal Bolkiah, sultão de Brunei (Foto: Christopher Furlong / Getty Images)

Hassanal Bolkiah, sultão de Brunei (Foto: Christopher Furlong / Getty Images)

Fortuna: US$ 20 bilhões.

País de origem: Brunei.

Cargo: sultão.

Bolkiah está à frente de Brunei desde 1967.

Ele construiu sua fortuna a partir de empresas de gás e petróleo.

O sultão tem uma coleção de 7 mil carros esportivos e sua residência oficial é um dos maiores palácios do mundo: 200 mil metros quadrados.

3. Sonia Gandhi

Sonia Gandhi, presidente do Partido do Congresso na Índia (Foto: Mark Renders / Getty Images)

Sonia Gandhi, presidente do Partido do Congresso na Índia (Foto: Mark Renders / Getty Images)

Fortuna: entre US$ 2 bilhões e US$ 19 bilhões.

País de origem: Índia, onde está radicada desde 1968, após casar-se com Rajiv Gandhi, filho da falecida primeira-ministra Indira Gandhi e, no futuro, ele próprio primeiro-ministro. Nasceu na Itália.

Cargo: presidente do governante Partido do Congresso.

Não se sabe ao certo quanto realmente tem Sonia Gandhi, mas sua fortuna é herança da família Gandhi [sem relação com o Mahatma Gandhi, herói da independência da Índia], que governou o país durante a maior parte do tempo após a independência do Reino Unido, em 1947.

O site que monitora as contas declaradas dos políticos indianos, porém, informa que o patrimônio de Sonia é de apenas 200 mil dólares.

4. Khalifa Bin Zayed Al Nahyan

Khalifa Bin Zayed Al Nahyan, Presidente e emir de Abu Dhabi (Foto: David Cannon / Getty Images)

Khalifa Bin Zayed Al Nahyan, presidente e emir de Abu Dhabi (Foto: David Cannon / Getty Images)

Fortuna: US$ 18 bilhões.

País de origem: Emirados Árabes Unidos.

Cargo: Presidente dos Emirados  e emir de um dos sete emirados que formam a entidade, Abu Dhabi.

Khalifa controla o Abu Dhabi Investment Authority, o maior fundo soberano do mundo.

Segundo a revista Forbes, ele também controla 97,8 bilhões de dólares em reservas de petróleo.

5. Vladimir Putin

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Foto: Carsten Koall / Getty Images)

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Foto: Carsten Koall / Getty Images)

Fortuna: entre US$ 180 mil e US$ 40 bilhões.

País de origem: Rússia.

Cargo: presidente.

Outro político com uma fortuna controversa – e acusado de corrupção.

O governo russo garante que ele possui apenas 180 mil dólares.

Mas o mais provável é que ele tenha até 40 bilhões. E não faltam afirmações de setores da oposição, garantindo que Putin vale mais de 70 bilhões de dólares.

6. Savitri Jindal

Savitri Jindal, Membro da Assembleia Legislativa em Haryana (Foto: Reprodução / IndiaTV)

Savitri Jindal, deputada estadual na Índia (Foto: Reprodução / IndiaTV)

Fortuna: US$ 13,2 bilhões.

País de origem: Índia.

Cargo: Deputada à Assembleia Legislativa do Estado de Haryana. no norte do país.

Ela se tornou uma das mulheres mais ricas da Índia ao comandar a O.P. Jindal, conglomerado de aço da família. Hoje, seu filho está à frente da empresa.

7. Zong Qinghou

Zong Qinghou, Membro do PC e do Conselho nacional do Povo Chinês (Foto: China Photos / Getty Images)

Zong Qinghou, Membro do PC e do Conselho nacional do Povo Chinês (Foto: China Photos / Getty Images)

Fortuna: US$ 10,8 bilhões.

País de origem: China.

Cargo: Membro do Partido Comunista Chinês e do Conselho Nacional do Povo.

Zong é presidente do império de bebidas Wahaha Group.

A CNN já o considerou um dos 15 empresários mais influentes da China.

8. Serge Dassault

Serge Dassault, senador na França (Foto: Franck Prevel / Getty Images)

Serge Dassault, senador e industrial francês, e a mulher, Nicole (Foto: Franck Prevel / Getty Images)

Fortuna: US$ 8 bilhões.

País de origem: França.

Cargo: senador.

É presidente do Groupe Dassault [aeronáutica, setor aeroespacial, armamentos] e dono do Le Figaro, um [prestigioso] jornal diário francês.

Seu pai, Marcel Dassault, é fundador da empresa de aviação que leva o nome da família.

9. Hans-Adam II

Hans-Adam II, príncipe de Liechtenstein (Foto: Sean Gallup / Getty Images)

Hans-Adam II, príncipe de Liechtenstein (Foto: Sean Gallup / Getty Images)

Fortuna: entre US$ 4 bilhões e US$ e US$ 7,6 bilhões.

País de origem: Liechtenstein.

Cargo: príncipe e chefe de Estado.

Ele é dono do grupo bancário LGT e um grande colecionar de arte, que expõe no Museu Liechtenstein.

Hans é considerado o monarca mais rico da Europa e comanda uma família que já tem 900 anos de história.

10. Wu Yajun

Wu Yajun, Membro do PC Chinês e do Conselho Nacional do Povo (Foto: Reprodução)

Wu Yajun, Membro do PC Chinês e do Conselho Nacional do Povo (Foto: Reprodução)

Fortuna: US$ 6,7 bilhões.

País de origem: China.

Cargo: Membro do PC Chinês e do Conselho Nacional do Povo.

Ex-jornalista, Wu é presidente do Longfor Properties, holding de um poderoso grupo de empresas, inclusive do setor financeiro, onde sua família tem 70% de participação.

Em 2011, ela foi considerada a mulher mais rica da China.

11. Suleiman Kerimov

Suleiman Kerimov, membro do Parlamento na Rússia (Foto: Reprodução)

Suleiman Kerimov, membro do Parlamento na Rússia (Foto: Reprodução)

Fortuna: US$ 5,5 bilhões

País de origem: Rússia

Cargo: membro do Parlamento

Kerimov é um grande investidor em bancos, mineradoras e imobiliárias. Recentemente, comprou participação na maior empresa de fertilizante da Rússia.

Ele possui três aviões e dois iates.

12. Mohammed Bin Rashid Al Maktoum

Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro, vice-presidente e monarca de Dubai (Foto: David Cannon / Getty Images)

Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro, vice-presidente e monarca de Dubai (Foto: David Cannon / Getty Images)

Fortuna: US$ 4,5 bilhões.

País de origem: Emirados Árabes Unidos.

Cargo: primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados, e emir de um deles, Dubai.

Mohammed começou sua carreira pública nos anos 1970. Ao mesmo tempo, começou a se envolver com empresas de aviação, turismo e petróleo.

Seu site pessoal o descreve como poeta e admirador de cavalos.

É dono da Darley Stud, uma das maiores empresas de criação de cavalos do mundo.

13. Sebastián Piñera

Sebastián Piñera, presidente do Chile (Foto: Sean Gallup / Getty Images)

Sebastián Piñera, presidente do Chile (Foto: Sean Gallup / Getty Images)

Fortuna: US$ 21 bilhões.

País de origem: Chile.

Cargo: presidente [seu mandato expira a 11 de março].

Ele fez fortuna criando companhias como a Las Américas Real State Company [setor imobiliário] e tem participações na [empresa aérea] Lan Chile e na rede de TV Chilevisión.

14. Lu Guanqiu

Lu Guanqiu, membro do PC chinês (Foto: Aly Song / Reuters)

Lu Guanqiu, membro do PC chinês (Foto: Aly Song / Reuters)

Fortuna: US$ 2,4 bilhões.

País de origem: China.

Cargo: Membro do PC chinês.

Ele é presidente do conglomerado Wanxiang Group, multinacional de componentes automotivos.

15. Andrei Molchanov

Andrei Molchanov, membro do Parlamento na Rússia (Foto: Reprodução)

Andrei Molchanov, membro do Parlamento na Rússia (Foto: Reprodução)

Fortuna: US$ 1,8 bilhão.

País de origem: Rússia.

Cargo: membro do Parlamento.

Ele é um dos maiores acionistas da LSR Group, uma das maiores empresas de construção do país.

29/06/2014

às 6:00 \ Disseram

O mercado não vota em ninguém

“Pelo que eu sei, esse tal de mercado nunca votou em você e nunca votou em mim.”

Lula, ex-presidento, em discurso para militantes do PT; durante o evento, ele criticou a cobertura que a imprensa fez da decisão do governo de contratar a Petrobras para produzir petróleo em quatro campos do pré-sal sem licitação

10/06/2014

às 18:45 \ Política & Cia

Brasil perdoa dívida de ditador africano que tem fortuna de bilhões de dólares, mansões na Europa, iates e coleção de carros de luxo

Mansão em Nice, na Côte d'Azur francesa: um dos 66 imóveis do ditador do Congo Brazzaville na Europa (Foto

Mansão em Nice, na Côte d’Azur francesa: um dos 66 imóveis do ditador do Congo Brazzaville na Europa (Foto: skirocket.net)

LUCROS NA ÁFRICA

Por José Casado, texto publicado no jornal O Globo

Numa tarde de quarta-feira de um ano atrás, 22 de maio, Dilma Rousseff pediu e o Senado concedeu, sem debate, perdão sobre 79% da dívida que o Congo-Brazzaville mantinha pendente com o Brasil há quatro décadas.

O débito somava US$ 353 milhões. O governo brasileiro renunciou a US$ 278 milhões. Aceitou receber US$ 68,8 milhões — em até 20 parcelas trimestrais até 2019 —, do país que é o quarto maior produtor de petróleo da África.

O perdão de Dilma foi o desfecho de uma operação iniciada em 2005 no Ministério da Fazenda, sob o comando de Antonio Palocci. O objetivo era abrir caminho para empreitadas privadas brasileiras no Congo-Brazzaville.

Cravado no coração africano, tem o tamanho de Goiás. É referência no mapa de produção de petróleo e se destaca na rota dos diamantes “de sangue” — sem origem —, moeda corrente no submundo de armas e do narcotráfico.

O ditador Denis Sassou-Nguesso e a esposa, sentados como que num trono: no poder, direta ou indiretamente, há 35 anos (Foto: AFP)

O ditador Denis Sassou-Nguesso e a esposa, sentados como que num trono: no poder, direta ou indiretamente, há 35 anos (Foto: AFP)

Seus quatro milhões de habitantes sobrevivem com renda per capita (US$ 2.700) semelhante à do Paraguai. O poder local está concentrado no clã de Denis Sassou Nguesso, de 71 anos, que se tornou um dos mais longevos cleptocratas africanos.

Ex-pobres, os Nguesso detêm bilionário patrimônio no qual constam 66 imóveis de luxo na França, em áreas nobres do eixo Paris-Provence-Riviera — segundo documentos de tribunais de Londres e Paris.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

26/05/2014

às 19:00 \ Vasto Mundo

VER PARA CRER: Angola imita a China e também cria cidade fantasma novinha em folha — cabem lá meio milhão de pessoas, mas não tem ninguém

 

Angola novinha em folha, e vazia, vazia (Foto: m.publico.pt)

A cidade de Kilamba, projetada para 500 mil habitantes: 3,5 bilhões de dólares de gastos, e praticamente sem moradores (Foto: m.publico.pt)

Publicado originalmente em 23 de agosto de 2012

Com a crise financeira, as atenções do mundo neste aspecto estão invariavelmente voltadas para as enormes dificuldades da Europa, o papel central jogado pela China ou se é firme e vai continuar a recuperação do gigante norte-americano.

Pouca, pouquíssima gente presta atenção em Angola, a ex-colônia que Portugal sugou durante cinco séculos, até 1975, e que desde sua independência até 2002 esteve envolta numa guerra civil que reduziu o país a escombros.

Pois bem, Angola, país de 1,2 milhão de quiômetros quadrados e 18 milhões de habitantes, está literalmente explodindo de crescimento. E a dinheirama proveniente do petróleo — é um dos 20 maiores produtores mundiais, com quase 2 milhões de barris diários — nem sempre está sendo bem gasta. Vejam o caso da cidade de Kilamba, a 30 quilômetros da capital, Luanda, construída para abrigar meio milhão de pessoas mas na qual só vivem… algumas centenas de habitantes!

Angola novinha em folha, e vazia, vazia (Foto: m.publico.pt)

Kilamba vista de outro ângulo: o preço dos apartamentos os torna inacessíveis à maioria esmagadora da população (Foto: m.publico.pt)

Posta em pé em menos de três anos com dinheiro público pelo governo corrupto do ditador José Eduardo dos Santos, foi programada para abrigar mais de 20 mil apartamentos, numa primeira fase, e cinco mil casas populares. Seus imóveis, porém, que custam entre 150 mil e 200 mil dólares, são inacessíveis para a esmagadora maioria da população, que vive com entre 2 e 3 dólares por dia.

Erguida pela estatal chinesa China International Trust and Investment Corporation a um custo de 3,5 bilhões de dólares, Kilamba é uma cidade fantasma — tais como tantas que existem na própria China, já mostradas pelo blog.

Em Angola, as ruas vazias

Ruas e avenidas, meio-fios, iluminação pública, sinais de trânsito — mas nada de movimento (Foto: bbc.com)

Com 750 edifícios já prontinhos, a maioria de oito andares, dotados de acesso à internet e ar condicionado, Kilamba possui 24 creches, nove escolas primárias, oito secundárias e cinquenta quilómetros de vias de acesso, ruas e avenidas — mas não tem gente. Nas ruas, praticamente não há carros, nem caminhões, nem ônibus.

Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos (Foto: Já Imagens)

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, lança a pedra fundamental das 5 mil casas “sociais” que pretende entregar em Kilanga (Foto: jaimagens.com)

A abundância de petróleo permite que o governo de José Eduardo dos Santos, ex-dirigente comunista transformado em entusiasta do capitalismo de Estado, possa apresentar números de crescimento rigorosamente espantosos: do ano 2000 – ainda com a guerra civil em curso – até o ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma inacreditável média de 11,52% anuais.

A partir de 2005, já sobre uma economia mais sólida e com o país parcialmente reconstruído, o PIB bateu por duas vezes o índice de 20%!!! O prognóstico para este ano, com boa parte do mundo desenvolvido em recessão ou estagnado, é de que cresça 8%.

A economia vai bem, o povo nem tanto, e a verdade dos fatos muito menos. O vídeo abaixo mostra uma Kilanga que não existe, repleta de gente feliz, com as escolas cheias de alunos etc etc. Segundo a BBC de Londres, os supostos moradores mostrados são atores contratados.

Vale a pena conferir:

LEIAM TAMBÉM:

Vídeo ESPANTOSO: na China, cidades inteiras, novinhas em folha, construídas para ninguém morar. Há 64 milhões de imóveis vazios, e centenas de milhões de pessoas sem ter onde morar

O paradoxo de haver 64 milhões de imóveis vazios na China

04/05/2014

às 17:30 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: eu não sou macaco não

De um eleitorado total de 135 milhões de pessoas, 80 milhões não votaram em Dilma -- e isso não é algo que se possa ignorar (Foto: Celso Junior / Reuters)

A presidenta abusou do populismo… (Foto: Celso Junior / Reuters)

Por Neil Ferreira

neil-ferreiraAntes Poste Escriptum:

1º de Maio:

apenas um dia

(só um dia !)

depois do dia 30 de abril, em que todo mundo produtivo

(todo mundo !)

Foi forçado a pagar o dízimo ao Lula

(o dinheiro do imposto que o otariado nacional pagou foi pro Lula, sim senhor, e seu quadrilheiros; se não foi, foi pro Delúbio; se não foi, fica sendo).

Miss Piggy anunciou em cadeia nacional de rádio e TV, um minúsculo desconto na tabela do IR, em descarada campanha eleitoral contra a lei, fora do prazo legal; todos nós ouvimos o silêncio cúmplice do TSE e o parvo silêncio da oposicinha.

Veja que sapiência da homa sapienta (se temos “presidenta” , temos “homa sapienta”): a cuja marcou o desconto só para daqui um ano, na próxima declaração; se ela não for reeleita, a conta fica para quem for eleito.

E, ishperrta, deu aumento pra Bolsa Família, este pra vigorar agora e começar a pagar os votos a serem comprados no feirão do “país dos mais de 80%”.

Até o Financial Times, sério, responsável e respeitado (dizem que frequenta todas as mesas de todos os presidentes de todos os países deste mundo e do Paraguai) disse que a Miss Piggy abusou do populismo.

Eu não sou macaco não

Neil yes nós temos banana Ferreira

O macaco tá certo; faz questão de não ter mais nada a ver com seus alegados descendentes, se é que algum dia teve. Não adianta uma campanha de propaganda enganosa dizer que “Somos todos macacos”; não somos. Eu não sou macaco não.

Os amigos da minha geração, ou até alguns mais novos, talvez se lembrem de uma marchinha que fez enorme sucesso em um dos nossos carnavais do passado: “Yes nós temos banana, Banana pra dar e vendeeeer…”

A dita cuja banana foi beneficiada por uma marqueteragem que atingiu nível mundial e recolocou Darwin e sua Teoria da Evolução na mídia: “Somos todos macacos”. Eu não sou macaco não.

Vamos e venhamos, o jogador Dani Alves, que fez um gesto dramático e bem humorado contra o racismo, ao comer a banana que atiraram nele num jogo de futebol, detonou reações favoráveis nos clubes de futebol, imprensa e redes sociais politicamente corretas, em todas as línguas e sotaques, só não lembro da China nem da Coréia do Norte, reino daquele gordinho gozado mas perigoso, ambas repúblicas populares do povo chinês e coreano, respectivamente.

Até Neymar Jr, que não dá ponto sem nó na costura da sua imagem, apareceu no mesmo dia com uma foto dele e do seu filho com um cacho de bananas. Não perdoa nem seu filho nas marqueteragens.

Haveria de plantão, como dizem que há todos os dias, prontos pra registrar seus mergulhos e expressões de dor de fratura exposta, na beira de serem inscritas candidatas ao “Oscar”, produtores(as), fotógrafos(as), iluminadores(as), figurinistas, maquiadores(as) e cacho de bananas disponível em Barcelona, onde é mergulhador titular da equipe olímpica de mergulhos ornamentais do Barcelona FC.

Pode me xingar de zelite (sou), direitista (não sei se isso ainda existe) e conservador (sou), caindo aos pedaços de tanto preconceito e merecendo apanhar até na cova do dente, como se diz na pequena e simpática cidade em que nasci.

Meu avô Alexandre e seu irmão, Tio Gué (de Miguel), deram seus nomes à Praça da Igreja, a principal da cidade. Isso não é vantagem porque doaram para a cidade e para a Igreja o terreno bem no centro e o largo foi construído em volta Igreja, ficou uma beleza.

Chamo em meu socorro outra musiquinha pra explicar o que preciso dizer e as palavras me faltam: “Pode me bater, Pode me prender” — aqui dou uma contribuiçãozinha pra melhorar a musiquinha — “ Pode me bater, Pode me prender, Mas macaco eu não sou não”.

Não somos todos macacos, não (Foto: Reprodução Instagram)

Não somos todos macacos, não (Foto: Reprodução Instagram)

De tanto repetir, você vai acabar acreditando que eu não sou macaco não. Disse Goebbels, guru do Duda Mendonça: “– Repita a mentira mil vezes e ela vira verdade”.

Mendonça repetiu zilhões de vezes a mentira “Lulinha paz e amor”, o maior estelionato político de todos os tempos,que virou verdade.

O “país dos mais de 80%” acreditou e votou. Você não queria Democracia? Pois Democracia é isso aí; foi com o voto que o puseram e aos Postes lá; será com o voto que os tiraremos de lá.

Meus ancestrais de milhões de anos atrás podem ter sido macacos, sou evolucionista e acredito no Darwin, mas hoje não sou mais, já fui promovido a um espécime piorado e destruidor do que há de mais rico e belo na natureza, o homo sapiens. A Amazônia está ficando careca, vítima da nossa sapiência.

Apelidado de “câncer da Terra” por alguma inteligência superior, quem sabe um alien, que Darwin não era mas dele recebeu o dom do saber e de ser um sábio da humanidade, que a Ciência e a História transformaram em imortal.

Vamos devagar com essa história de “homo”, que quando um sai do armário é tratado como “sapiens” e herói da raça pela mídia e pelos “entendidos” de grande parte da sociedade bem pensante e politicamente correta, que se juntam em multidões na Parada Gay de São Pulo, sejam eles praticantes, e/ou simpatizantes, e/ou “entendidos”.

Depois de tanto tempo, os macacos nada têm a ver com nosotros; e nem querem. Tanto quanto sei, são incapazes de produzir um macaco-Hitler e o holocausto; um macaco-Stálin e os milhões de mortos da grande fome da estatização das propriedades e da produção agrícolas; o macaco-Truman e as bombas atômicas despejadas sobre Hiroshima e Nagasaki; o macaco-Pol Pot, que destruiu o Camboja também com milhões de mortos; o macaco-Mao Tsé-tung, que já foi o farol da humanidade para os então jovens enxutos e cabeludos, hoje barrigudos e carecas esquerdopatas, que desfilavam gritando Maô Maô Maô, imitando o “sutaque” da turminha da Sorbona — é nóis us mano; nóis fala “Sorbone” mas é “Sorbona”, tá lá no Aurélio, pode conferir, sou mais o Aurélio do que uns e outros.

E nem um macaco-Tião Viana, que despachou 500 haitianos sem nada pra sobreviverem até mesmo com indignidade, serem despejados em São Paulo, como se fossem seu lixo humano.

Quando o macaco-Alckmin, esse sim um macaco de responsa que orgulharia seus ancestrais macacais, quis conversar sobre o assunto, certamente com o livrinho do macaco- Lenin dentro da algibeira, “Que fazer” — pra mim o macaco-Lenin não respondia e sim perguntava — o macaco Tião veio com as quatro patas em riste (macaco tem patas ou mãos ?, acho que tem mãos), ofendendo e xingando toda a macacada pólista de zelite preconceituosa, o absurdo dos absurdos: Sumpólo é a maior cidade nordestina do universo e todos os brasileiros nordestinos que aqui vivem e trabalham, nunca sofreram preconceito. Preconceituosa é a macaca- M(S)inistra dus Dereitos dus Mano, qui num levantô nem uma patinha em defesa da pobre macacada-haitiana.

Meu avô era árabe e nem por isso ainda sou quibe cru; chamava-se Scandara Haddad, lindo e forte nome sírio, nada a ver com Haddad, o mais recente poste do Lula, que o elegeu brefeito de Sum Baulo pelo “país dos mais de 80%”, que elegeu a Primeira Poste de todos, Miss Piggy, e que agora quer eleger governador de São Paulo mais um poste, Padilha. Todo cuidado é pouco.

Padilha só é flor que se cheire pra cumpanherada; foi aprovado Summa Cum Laude no vestiba da corrupa , cotista que é na Universidade Doleira do PhD Youssef.

Ministro Alexandre Padilha, com um golpe novinho para desvendar (Foto: Givaldo Barbosa / Ag. O Globo)

O “poste” Padilha: cotista na Universidade Doleira (Foto: Givaldo Barbosa / Ag. O Globo)

É dos que têm tudo pra ser aprovado logo na primeira chamada. É um daqueles postes que Lula quer enfiar na goela do Estado de São Paulo, pra ser mais um dos que ele falou com toda cara de pau: “De poste em poste vou iluminar o Brasil”; é bebé, mamá na gata ocê num qué né” (ouvido passagem na minha cidadezinha do interior e que se ajusta perfeitamente ao que quero expressar).

O poste Padilha não vai ser fincado em São Paulo se depender de mim e dos meus amigos, ativistas voluntários na internet; não são militantes pagos, da blogosfera chapa-branca suja e malcheirosa, sustentada pelo governo, descaradamente, com uma massa inaudita de anúncios do governo e das estatais.

Miss Piggy bateu recordes de dinheiro jogado fora, anunciando obras que não existem. Não sujo as mãos com petróleo das verdades veiculadas nesses anúncios impressos e comerciais de tv

Os federais já apontaram as ligações do Padilha com Youssef, em número suficiente e comprovado pela “Operação Lava-Jato”, pra tacar-lhe uma bela acusação pela pelo PGR, Procurador Geral da República, que também me parece ser cego, surdo e mudo.

Os macacos-macacos se recusariam a aceitar que o DNA da sua raça estivesse contaminado por semelhante indivíduo, como o macaco-Padilha.

Quanto mais passo os olhos pelas manchetes dos jornais, mais acho que os macacos-macacos se recusam a aceitar que parentes deles são é nóis; o macaco-macaco num é nóis não. Nisso empatamos, eu não sou macaco não e o macaco num é nóis não.

O macaco-Lula, guinchou (macaco guincha ? também não sei) com o mais macacal de todos os seus guinchos: — “O julgamento do mensalão foi 80% político e só 20% jurídico”.

Concordo: se fosse 100% jurídico ele também já estaria na Papuda, cujos pensionistas, do macaco-Dirceu pra baixo, o macaco-Lula disse que não são macacos da sua confiança; mas quem os pariu que os embale (hoje to bão de Vox populi Vox Dei, sorry periferia).

A Petrobras d’O Petróleo é Nosso (nosso nada, é deles), o Bando do Brasil (é bando mesmo), a Nossa Caixa Deles, o BNDESDeles, os Fundões de Pensões Deles afundados nos fundos das fossas que o digam.

Se você achou muito confuso o que o macaco aqui escreveu, o macaco aí está certo. Cito o macaco-Picasso:

“– Se o mundo é incompreensível, a minha pintura também pode ser”.

Mesma coisa com os meus escritos.

29/03/2014

às 18:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: Pequenos acionistas, grandes otários. E lá vai o Brasil descendo a ladeira

Neil Ferreira: "É a refinaria das Mãos Sujas; 'sujas do petróleo do Pré-Sal', emprestado de outro poço antigo, do tempo do FHC, marcando 'a nossa autossuficiência em petróleo'. Hoje, autossuficientes, importamos petróleo, gasolina e etanol" (Foto: Agência Brasil)

Neil Ferreira: “É a refinaria das Mãos Sujas; ‘sujas do petróleo do Pré-Sal’, emprestado de outro poço antigo, do tempo do FHC, marcando ‘a nossa autossuficiência em petróleo’. Hoje, autossuficientes, importamos petróleo, gasolina e etanol” (Foto: Agência Brasil)

Por Neil a Petrobras é deles Ferreira

Os grandes otários somos nós, pequenos possuidores do papel pintado que são as ações da Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Nossa Caixa (Deles) e mais um monte de estatais e do Brasil, rebaixados pela Standard & Poor’s.

Lá vai o Brasi descendo a ladeira.

Digressão:

Peço vários minutos de silêncio em respeito ao gênio de Nelson Rodrigues, torturado e assassinado quase diariamente pela Miss Piggy, a quem peço vênia para ter respeito à memória de tão importante autor que ela nunca deve ter lido.

Suas, do Rodrigues, deliciosas hipérboles beiravam os exageros operísticos da língua italiana.

O jornalista Ruy Castro escreveu uma biografia, O Anjo Pornográfico, que recomendo a quem é apaixonado por textos bem escritos, eu sou, tanto os do biógrafo como os do biografado.

Você encontra Nelson Rodrigues no teatro, no cinema, nos jornais, rádio e TV e, pobre dele, em citações constantes na boca da Miss Piggy. Ruy Castro, você encontra como colunista da Falha de S.Paulo.

Certa vez fui a um cinema em Roma ver um filme do Pasolini, 120 dias de Sodoma, proibido no Brasil. Pedi um bom lugar e o bilheteiro me disse:

Habiamo poltrona e poltronissima.

Perguntei a diferença:

– C`è la stessa roba [algo como "é a mesma droga], e completou com indiferença:

Poltronissima c`è piu (meu italiano acaba aqui) caro.

Fim da digressão:

Digo eu: como pode entender de futebol quem gasta 30 bilhões em 12 arenas da Copa, padrão Fifa, se somos incapazes de ter hospitais, escolas, estradas, aeroportos, saneamento também padrão Fifa ?

O ministro Marco Aurélio Mello é flamenguista roxo. Sei disso porque vi e ouvi seu celular tocar o hino do Flamengo a 200 decibéis a cada chamada, em diversas reuniões que fiz com ele, quando era ministro Presidente do TSE, que ao tomar posse pronunciou o histórico discurso denunciando o Brasil como o “país do faz de conta”.

Quando ia votar no Julgamento do Mensalão eu ficava gelado, não sabendo o que viria da sua cabeça. Eu, sabe-se, com toda isenção bisinidem, torcia pra que toda quadrilha mensaleira pegasse prisão perpétua, como punição pelo assalto aos cofres públicos, de antemão atacados com mãos amplas pela rataiada da corrupção.

Gosto dele como pessoa; como ministro do STF estranhei quando se dizia “maioria de um” no julgamento do Mensalão, rindo de situações tão sérias.

Miss Piggy deve também ser flamenguista doente pois nomeou a filha do ministro para um altíssimo cargo no Judiciário federal, o que, segundo a minha paranoia, dá pra sonhar com uma futura cadeira nepotista no STFF. “Passar açúcar nos beiços dos filhos adoça o bico dos pais”. 100% de acordo.

Aquele “fim da digressão” que falei lá atrás era propaganda enganosa, agora é que é mesmo o fim digressão:

Já escrevi um texto aqui publicado com o título “Bebo pra escrever. Escrevo pra esquecer”.

Nada é mais cabotino e com falta de respeito ao leitor do que um autor citar a si mesmo. Se não escrever não esqueço o que está e o que vem por aí. Vai piorar muito antes de melhorar um pouquinho.

Careta não dá pra encarar o que estão nos fazendo engolir. Papa Hemingwey só bebia seu bourbon depois que escrevia. Derrubava seis doses duplas a partir do meio-dia, quando encerrava sua jornada de trabalho, escrevendo em pé, à mão, numa prancheta.

Terminava um trecho com satisfação ou amassava e jogava no lixo as páginas por ele escritas e por ele recusadas. Escrevo com uma dose dupla de chá gelado ao meu lado.

Depois da minha temporada de UTI no Einstein, voltei pra casa com Resoluções Pós UTI e uma delas é trocar o café pelo chá.

Não que tenha alguma coisa conta o café. É que no Einstein só me davam chá, então acostumei, como o letrista francês Chiquê Buarquê du Holandá vota no Lula “porque está acostumado”.

De maus hábitos o chão do inferno está calçado.

Uma lenda urbana diz: os avestruzes enfiam a cabeça na areia quando percebem perigo iminente (é assim que estou).

O perigo iminente chegou em 1º de janeiro de 2003, quando a Petrobras passou para as mãos cumpanheras que veloz e vorazmente aparelharam a “Jóia da Coroa”, então a maior empresa brasileira e a 12º maior do mundo, hoje lá nas profundezas dos inexistentes poços do Pré Sal; fala-se em 22º lugar e descendo.

É a refinaria das Mãos Sujas; “sujas do petróleo do Pré Sal”, emprestado de outro poço antigo, do tempo do FHC, marcando “a nossa autossuficiência em petróleo”. Hoje, autossuficientes, importamos petróleo, gasolina e etanol.

Estou no time dos pequenos acionistas grandes otários, que caí no conto do vigário aplicado pelo governo, que nos convenceu a enfiar nossos fundos de garantia em ações da Petrobras e de outras estatais.

O ferro na boneca que levamos chega em torno de 50% de desvalorização, neste momento em que escrevo. Se você investiu 10, agora tem 5. Os pequenos acionistas também têm que engolir e digerir um prejuízo de 220 Bilhões de Dólares.

O grande acionista é o tesouro nacional, com 51%; esse tesouro não é o tesouro do Ali Babá, nem faz dinheiro, só gasta.

As maiores obras da Petrobras são o Porto de Cuba, a renovação da frota de ônibus de Havana, o metrô de Caracas, a doação à Bolívia de uma refinaria de petróleo de 1 Bilhão e 500 Milhões de dólares tomada por eles à força, a Estrada da Coca, que liga a região cocaleira à fronteira com o Brasil.

Descobriu-se que o PAC, de quem a Miss Piggy foi chamada de “Mãe”, entregou apenas 10,6% das obras prometidas.

E o exemplo de investimento foi a compra por aproximados 1 Bilhão e 200 Milhões de dólares da “refinaria” Pasadena, sucata que não vale quase nada.

A compra foi feita com a aprovação da Miss Piggy, então “presidenta” do Conselho.

Não estou inventando nem aumentando. É a isso, a Mãe de Todos os Postes, que o “país dos mais de 80%” nos ameaça de reeleger.

Um novo Ibope diz que sua popularidade caiu, mas as bolsas isso e aquilo estão aí pra serem redes pra que a madame não se estatele no chão. Continuo temendo que isso aí só vai parar nos 70% do PRI mexicano.

12/03/2014

às 18:31 \ Política & Cia

Governo precisa reconhecer problema de energia, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Foto: Paula Sholl / Agência PSDB)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Foto: Paula Sholl / Agência PSDB)

Publicado no site de VEJA

GOVERNO PRECISA RECONHECER PROBLEMA DE ENERGIA, DIZ FHC

Em evento sobre o Plano Real, ex-presidente afirmou que mudanças equivocadas no setor criaram situação ruim

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco, em evento sobre os 20 anos do Plano Real, em São Paulo, que o Brasil pode enfrentar o problema da energia e “tem que reconhecer que ele existe”.

“Na questão da energia, estamos mal porque fizemos mudanças equivocadas na lei de petróleo, na questão de energia elétrica, mudanças equivocadas que paralisaram a alternativa à nossa disposição, que era o álcool da cana”, disse FHC. “Estamos numa situação difícil. O governo tem que reconhecer isso e dizer ‘olha, nós vamos enfrentar’.”

O ex-presidente disse não ter condições técnicas de avaliar se já deveria ser feito algum tipo de racionamento. “Quando eu decretei (o racionamento), não tinha ligação das redes e nem as termoelétricas”, lembrou. De acordo com ele, o que pode acontecer é que o preço da energia fique mais caro.

Ele citou a medida do governo de São Paulo sobre incentivo à economia de água pelos consumidores como uma providência correta e, a respeito do governo federal, disse que houve um “descuido, inteiramente”, de programas para poupar o uso de energia.

 

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28/02/2014

às 14:00 \ Política & Cia

SARDENBERG: A pior petrolífera

"A Petrobras entrou com R$ 650 mil em patrocínios para o congresso nacional do MST - aquele em que os congressistas tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal -- por uma 'produção inclusiva e sustentável'"(Foto: Fernanda Calgaro)

“A Petrobras entrou com R$ 650 mil em patrocínios para o congresso nacional do MST – aquele em que os congressistas tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal — por uma ‘produção inclusiva e sustentável’”(Foto: Fernanda Calgaro)

Artigo publicado no jornal O Globo

A PIOR PETROLÍFERA

Carlos Alberto Sardenberg

O melhor negócio do mundo é uma companhia de petróleo bem administrada; o segundo, dizia Nelson Rockefeller, é uma petrolífera mal administrada. E o terceiro, acrescentou um gaiato brasileiro, é a Petrobras.

Seria a venezuelana PDVSA a quarta?

A gestão do negócio é um desastre. Na era chavista, num momento de alta demanda pelo óleo, a empresa conseguiu perder produção e reservas. Isso foi consequência de incapacidade gerencial, na medida em que os postos de comando da estatal foram preenchidos por políticos e militantes. Menos engenheiros, mais companheiros.

Mas como petróleo dá dinheiro mesmo com ofensas, o segundo grande desastre venezuelano foi na utilização das receitas da PDVSA. O que seria o certo? Investir primeiro na própria companhia, de modo a torná-la mais produtiva e mais rica – quando, então, pagaria mais dividendos e mais impostos para o caixa do governo. Com esse bom financiamento, o governo poderia fazer as políticas sociais que quisesse.

Chávez, porém, avançou no caixa da empresa. Convenhamos que era uma tentação irresistível para um político populista: todo mês, aquela montanha de dinheiro ali, dando sopa…. Precisa comprar fogão para distribuir nas favelas? Manda a PDVSA comprar. Quem precisa de petróleo e faz fogão barato? A China. Negócio fechado.

Para Cuba e outros amigos, a PDVSA passou a entregar petróleo quase de graça e, ainda assim, pago com o trabalho de médicos e agentes do serviço secreto. Verdade que os médicos também são muito mal remunerados e os agentes, muito úteis para reprimir protestos. Mas o óleo continua saindo barato para os amigos e caro para a PDVSA.

Com tudo isso, não espanta que um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo tenha conseguido ficar sem dólares . O caos econômico em que o chavismo meteu a Venezuela é o desastre da PDVSA em escala nacional.

"A Petrobras não é a PDVSA - qualquer um percebe isso. Mas olhando no detalhe, parece que tem muita gente do governo querendo imitar os companheiros venezuelanos"

“A Petrobras não é a PDVSA – qualquer um percebe isso. Mas olhando no detalhe, parece que tem muita gente do governo querendo imitar os companheiros venezuelanos”

A Petrobras não é a PDVSA – qualquer um percebe isso. Mas olhando no detalhe, parece que tem muita gente do governo querendo imitar os companheiros venezuelanos.

A estatal brasileira divulgou lucro em seu balanço na última terça. Ontem, as ações da companhia despencaram na bolsa. As ordinárias caíram abaixo dos R$ 13,00. Valiam mais de R$ 50 há apenas cinco anos.

Não é especulação de mercado. Reflete, por exemplo, a queda na produção nacional, embora existindo muito petróleo para ser explorado. Uma queda tão expressiva que se a produção subir 7% neste ano – conforme promessa da empresa – voltaria ao nível de 2010. Ou seja, a empresa está fazendo muito menos do que poderia. Por isso, vale menos. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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