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Golfo Pérsico

06/06/2012

às 12:30 \ Vasto Mundo

Fotos e vídeo: numa alegoria da crise da Espanha, será aposentada a nau capitânea da esquadra, o porta-aviões “Príncipe de Asturias”

 

O "Príncipe de Asturias", navio insígnia da frota da Espanha: logo na proa, uma de cada lado, as torretas com 12 canhões cada (Foto: Armada Española)

Ele é um veterano de combates duros — já esteve em missões nos Bálcãs e no Golfo Pérsico. É uma grande cidade guerreira flutuante, com seus 175 metros de comprimento, 17 mil toneladas, tripulação de 600 homens, um hospital, polícia, bombeiros e até uma capela, além de capacidade de armazenamento para permanecer um mês no mar sem receber víveres.

O porta-aviões Príncipe de Asturias, nau capitânea da Marinha da Espanha (Armada Española), navega com equipamentos que lhe permitem controlar o espaço aéreo num raio de 100 quilômetros, carregando 29 aeronaves, desde jatos de combate Harrier, de decolagem vertical, a helicópteros de ataque e resgate. Em missões, viaja sempre com escolta de fragatas e mais barcos anfíbios, navios de reabastecimento e, eventualmente, submarinos de apoio.

O "Príncipe de Asturias" navega com jatos de combate e helicópteros (Foto: Armada Española)

Como armamento próprio, o porta-aviões dispõe, na proa e na popa, de ambos os lados, de quatro torretas equipadas com 12 canhões antimísseis/antiaéreos capazes de disparar até 9 mil projéteis por minuto.

Numa eloquente metáfora sobre as dificuldades financeiras e econômicas que assolam a Espanha, todo esse complexo está prestes a ser desativado. O ministro da Defesa, Pedro Morenés, diz que o grande navio se aproxima do final de sua vida útil, além do que — e aqui está a principal razão — seu Ministério está “em uma situação limite”, após quatro anos de cortes orçamentários e de uma perda, apenas em 2012, de 30% do previsto.

Príncipe de Asturias foi projetado e construído num estaleiro da Galícia — não fosse a Espanha o país que ostentava, já no século XVI, a “Invencível Armada”, e que, nos anos finais do século anterior, havia financiado a expedição de Colombo às Américas. Um dado adicional para que a aposentadoria do porta-aviões golpeie o orgulho nacional espanhol.

Veja, no vídeo abaixo, o porta-aviões em meio a manobras com outros navios de guerra, aviões e helicópteros:

17/05/2012

às 20:16 \ Vasto Mundo

E agora? Será que os loucos que governam o Irã vão jogar uma bomba atômica no Google?

Soldado iraniano durante exercícios de guerra do Irã no Golfo... Pérsico? (Foto: Ali Mohammad / IIPA / AFP)

Amigos, vocês viram essa?

Está no site de VEJA.

“O Irã ameaçou nesta quinta-feira adotar medidas legais contra o Google se o buscador continuar a omitir em seus mapas e serviços geográficos o nome Golfo Pérsico, informou a televisão oficial em inglês, PressTV. Alguns países árabes chamam o acidente geográfico de Golfo Arábico ou simplesmente Golfo, o que o Irã considera uma forma de desconsiderar seus direitos históricos e políticos na região (a antiga Pérsia ocupava a área hoje denominada Irã).

Como resposta, o governo iraniano está realizando uma intensa campanha contra ‘denominações alternativas’ que omitem chamar de Pérsico o golfo que o país forma com o Iraque e a península Arábica. A chancelaria do Irã afirmou que o Google poderia sofrer ‘graves danos’ e enfrentar ‘ações legais’ se não usar a designação Golfo Pérsico, o que seria, para o país, ‘jogar com os sentimentos e as realidades da nação iraniana’.

“Jogar com as novas tecnologias em assuntos políticos é uma das novas medidas dos inimigos (o Ocidente e seus aliados) contra o Irã, que usam o Google como um brinquedo”, disse nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.”

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Ações legais, tudo bem — embora não seja o hábito do regime tirânico e desvairado dos loucos que governam o Irã.

O que me chamou a atenção foram os “graves danos” de que o Irã ameaça o Google.

O que será?

Vão jogar uma bomba atômica — essa que negam estar fabricando? Onde? Contra quem, para atingir o Google?

É, de fato a grande preocupação do Google não é estar na linha de frente da tecnologia nem ganhar a fortuna que ganha. É ser “inimigo” do Irã.

Além de loucos, os governantes do Irã são megalomaníacos.

25/03/2011

às 19:45 \ Vasto Mundo

O Barein fica no olho do furacão e ali é que mora o perigo: o reino é a sede da poderosa V Frota americana

Amigos desta coluna, é óbvio que as atenções do mundo estão hoje divididas entre a tragédia do Japão e a guera na Líbia, mas, aqui do meu canto, aconselharia a que prestemos muita, mas muita atenção mesmo ao pequeno reino do Barein, acomodado numa ilhota de 750 quilômetros quadrados flutuando no petróleo.

Espremido entre a Arábia Saudita e o emirado do Catar – e tendo, do outro lado do Golfo Pérsico, o Irã como vizinho –, o reino abriga uma população de l,2 milhão de habitantes, 70% deles muçulmanos xiitas, governados por uma monarquia absolutista e uma elite muçulmana sunita.

O Barein está pegando fogo há um mês, seguindo o rastilho que derrubou a ditadura na Tunísia, a seguir a do Egito e que está se estendendo, com maior ou menor vigor, pelo mundo árabe afora.

O detalhe nessa história é que a ilhota fica no olho do furacão — e é ali que mora o perigo.

Os porta-aviões nucleares "USS Enterprise" e "USS Carl Vinson" (acima) estão à frente da V Frota norte-americana em Barein, e a eles pode se juntar e o mais poderoso do mundo, o "USS Ronald Reagan" (foto de baixo)

Veja porque: exatamente no Barein, mais especificamente no porto de sua capital, Manama, em cujas ruas o governo do rei Hamad ibn Isa Al Khalifa vem mandando o Exército atirar nos manifestantes, é que fica fundeada a poderosa V Frota da Marinha dos Estados Unidos. Ali descansam entre missões nada menos do que dois porta-aviões atômicos, o USS Enterprise e o USS Carl Vinson, com suas respectivas escoltas – num total de 30 navios de guerra –, ao qual provavelmente se juntará em breve o mais moderno e poderoso porta-aviões do mundo, o USS Ronald Reagan.

De olho no Golfo Pérsico, no Mar Vermelho, no Irã, nos piratas…

Não sei se é possível existir um ponto mais estratégico e complicado, mesmo no complicado mundo de hoje: a V Frota e dezenas de milhares de fuzileiros navais patrulham o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, o Mar da Arábia, a costa oriental da África e precisam ficar atentos não apenas à mais movimentada rota de petroleiros do mundo, mas também ao Irã dos aiatolás apedrejadores de mulheres e sequiosos pela bomba atômica e, por fim, ao enxame de piratas que cada vez mais infestam boa parte da área.

Base naval americana no Barein

O reino do Barein, que recebe considerável ajuda americana em troca de seu alinhamento com Washington, não proporciona apenas a sede da V Frota, mas permite o pouso de aviões de guerra americanos em ação no Afeganistão, fornece informações sobre a movimentação de suspeitos de ligações com a rede terrorista Al Qaeda na região e, sendo um importante centro financeiro do Oriente Médio, colabora também no corte de suprimento de dinheiro destinado a organizações islâmicas próximas a grupos terroristas.

Além dos marujos e fuzileiros embarcados, mais de 4 mil militares americanos vivem em Barein.

 

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