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Europa

03/03/2013

às 15:00 \ Tema Livre

VÍDEOS DE FUTEBOL: Más arbitragens não são “privilégio” nosso; divirtam-se com três erros escandalosos de juízes europeus

Roy-Carroll

Vai que é tua, Roy Carroll: goleirão do Manchester United falhou e foi buscar a bola no meio do gol, mas o juiz não viu nada (Image: Reprodução SKY TV)

Por Daniel Setti

Não é nenhuma novidade que, em termos estruturais e cívicos – para não dizer também técnicos – , o futebol europeu está a anos-luz da bagunça e da barbárie que frequentemente dão as cartas no Brasil e na América do Sul. Isso inclui, entre dezenas de aspectos, um nível de arbitragem bem mais elevado do que o nosso.

O que não livra necessariamente a Europa da ocorrência de verdadeiras calamidades quando o assunto é apito.

Exemplos mundialmente conhecidos destas mancadas imperdoáveis não faltam, vide o clássico “gol fantasma” da Inglaterra contra a Alemanha na final da Copa de 1966, e a “resposta” no Mundial de 2010, quando um gol inglês claríssimo contra os germânicos não foi confirmado pelo juiz.

Mas os três vídeos abaixo, ironicamente também extraídos de partidas disputadas nas respeitadíssimas ligas inglesa e alemã, vão além, com erros inacreditavelmente grosseiros, daqueles que nem nas peladas mais hediondas da várzea acontecem.

As falhas são capitais, já que envolvem a anulação de um tento escandalosamente legal e a validação de dois “não-gols” incríveis. Mais do que comprovarem o ancestral provérbio de que “errar é humano”, atestam também que juiz ruim existe em qualquer parte. Divirtam-se.

Watford x Reading, Segunda Divisão Inglesa, setembro de 2008: o árbitro simplesmente “inventa”, sem que ninguém perceba, um gol do Reading em jogada de escanteio. A “explicação” do momento onde a pelota teria entrado, pelos pés de John Eustace, vem aos 25 segundos de vídeo:

MSV Duisburg x Eintracht Frankfurt, Segunda Divisão Alemã, janeiro de 2010: o chute de Christian Tiffert, do MSV, bate no travessão e quica a 1,5 metro à frente da linha. O “Professor” aponta para o centro do gramado, validando o gol:

Manchester United x Tottenham Hotspur, Primeira Divisão Inglesa, janeiro de 2005: antes que os leitores digam “ah, mas erros de segunda divisão não valem”, vamos a este vídeo. Após incrível bobeada – “o momento mais constrangedor de sua carreira”, como diz o narrador, o goleiro Roy Carroll, então do MU, corre desesperado atrás da bola e a busca no meio do caminho entre linha e rede. Como o chute de Pedro Mendes, do Tottenham, vinha do meio de campo, nem juiz e nem bandeirinha estavam próximos ao lance. O que explica, mas não justifica o fato de que ignoraram o tento.

26/12/2012

às 19:00 \ Tema Livre

Vídeo sen-sa-cio-nal: representação do tráfego aéreo no mundo — 24 horas em apenas 1 minuto e 11 segundos

Commercial-air-traffic

Representação do tráfego aéreo comercial internacional

Publicado originalmente em 6 de setembro de 2012.

Parecem milhares de abelhas luminosas movendo-se sobre a superfície da noite, mas o vídeo que vocês vão ver é uma observação ao longo de 24 horas — e condensada em apenas 1 minutos e 11 segundos — das rotas dos grandes aviões de carreira mundo afora, como vistas desde um satélite no espaço.

No vídeo, em velocidade multiplicada, a luz do dia faz seu movimento normal movendo-se do Oriente para o Ocidente, à medida que a Terra gira em torno de seu eixo. Pode-se observar o intenso o tráfego de aeronaves deixando a América Norte e em direção leste para chegar ao Reino Unido e ao restante da Europa pela manhã e, mais tarde, durante o dia, o movimento em sentido contrário.

Como é primavera no Hemisfério Norte, o sol não se põe por um longo tempo na região, e praticamente não se levanta no extremo sul do planeta.

O vídeo foi criado pela escola alemã de engenharia ZHAW Technorama.

 

08/12/2012

às 13:11 \ Disseram

Angela Merkel: “nós somos o motor do crescimento no continente”

“Enquanto outros países da Europa estão em recessão, nós somos o motor do crescimento no continente. Tudo isso não caiu do céu e devemos ficar orgulhosos.”

Angela Merkel, chanceler alemã, no congresso de seu partido, o CDU

23/09/2012

às 12:03 \ Livros & Filmes

Woody Allen, o cineasta mais associado a Nova York, também já filmou e/ou ambientou suas estórias em muitas partes do mundo. Vejam um divertido “mapa” das andanças do genial diretor

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Woody Allen em Roma durante as filmagens de "Para Roma, com Amor" (Foto: Tiziana Fabi - AFP)

Até iniciar a produção do excelente thriller Match Point (2005), filmado em Londres, Woody Allen raramente deixava sua amada Nova York para rodar seus cultuados longas-metragens.

Naquele momento de sua assustadoramente prolífica carreira de diretor, acumulava 34 filmes – agora já são 42, uma média de quase um por ano desde a estreia com O que Há, Tigresa? (1966; título original: What’s Up Tiger Lily) -, sendo 24 dos quais rodados e ambientados em Nova York. Sem contar os produzidos por ele em estúdios na Big Apple, mas que simulam outros lugares ou países como pano de fundo.

Fase europeia

No entanto, após descobrir que em solo europeu não apenas gastaria menos para filmar como também seria tratado a pão-de-ló – os prefeitos das principais cidades do Velho Continente, bem como dois de Israel, disputam a tapa o “direito” de oferecer locações ao cineasta -, Woody passou a expandir consideravelmente sua particular geografia.

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O cartaz de "Para Roma, com Amor"

Não por acaso o recém-lançado Para Roma com Amor (título original: To Rome With Love), com Roberto Benigni, Alec Baldwin e Penélope Cruz no elenco, se passa na Cidade Eterna.

Sete das oito películas criadas por ele desde Match Point não contam com Nova York como cenário – a exceção é Tudo Pode Dar Certo (2009; título original: Whatever Works). Trabalhou quatro vezes em Londres, uma em Barcelona e uma em Paris antes da experiência italiana.

Mapa

Tal tendência europeia do diretor de 76 anos chamou a atenção da revista especializada britânica em cinema Empire, que criou um curioso infográfico mapeando todas as locações usadas ou imaginadas por Woody em sua extensa e suculenta obra.

O quadro inclui países que ele não chegou a visitar para filmar – por exemplo a Alemanha do brilhante falso documentário Zelig (1983)  -, mas os quais utilizou para ambientar alguns longas.

Também não cita algumas locações “reais” não pertencentes aos roteiros – por exemplo: A Última Noite de Boris Grushenko (1975; título original: Love and Death, foi rodado nos EUA, na Hungria e na França, mas se passa na Rússia).

Abaixo, uma reprodução pequenina de “World of Woody” (“O Mundo de Woody”), o mapa. Para visualizá-lo em seu tamanho original, cliquem aqui.

 

22/09/2012

às 18:05 \ Vasto Mundo

Europa: vitória de “Frau” Merkel nos tribunais injeta novo ânimo no euro

PROST! -- Merkel saudou a vitória em que a corte alemã respaldou o fundo de resgate europeu: o começo do fim da crise? (Foto: Fabrízio Bensch / Reuters)

PROST! -- Merkel saudou a vitória em que a Corte Constitucional alemã respaldou o fundo de resgate europeu: o começo do fim da crise? (Foto: Fabrízio Bensch / Reuters)

Texto de Giuliano Guandalini, publicado na edição desta semana de VEJA

O EURO BRINDA FRAU MERKEL

A Alemanha se rende ao inevitável: como potência do continente, terá de liderar o resgate da moeda única e debelar a crise. Os mercados aplaudem

A Europa parece ter recuperado o bom-senso e a sobriedade. Nos últimos dias, uma série de decisões e iniciativas de seus líderes aplacou as ansiedades dos investidores (e de seus credores) internacionais, trazendo a esperança de que a crise de confiança sobre os países do euro tenha finalmente entrado no começo de seu fim.

Na semana passada, a Corte Constitucional alemã considerou legal o Mecanismo Europeu de Estabilidade, fundo de resgate para as economias em apuros na região. Uma petição, com 37 000 assinaturas, questionava a constitucionalidade do financiamento alemão desse fundo.

Mas os juizes deram um veredicto favorável. Novos aportes de recursos, no entanto, deverão ser avalizados pelo Parlamento. O mecanismo disporá de 700 bilhões de euros, dos quais 190 bilhões serão bancados pela Alemanha.

Sem a contribuição de seu maior patrocinador, o fundo não teria capital suficiente para aplacar a crise financeira. Por isso, tão logo a corte proferiu sua decisão, a chanceler Angela Merkel festejou: “Não saímos da crise, mas demos um grande passo. É um grande dia para a Alemanha e para a Europa. Demos um sinal veemente de nossa responsabilidade como a maior economia da Europa”".

O começo da futura integração bancária

Ainda na semana passada, a Comissão Europeia lançou as bases para unificar a supervisão do sistema financeiro, um primeiro passo rumo à integração bancária. Hoje, apesar de a moeda ser comum e de a autoridade monetária estar a cargo do Banco Central Europeu (BCE), boa parte da fiscalização e da regulamentação é feita localmente, em cada país, ocasionando assimetrias dentro do bloco.

Fundamental também para a recuperação da confiança no euro foi a determinação do BCE de comprar títulos públicos dos países que enfrentam dificuldades para se financiar com investidores privados. “Estamos preparados para fazer aquilo que for necessário para preservar o euro”, havia afirmado Mario Draghi, presidente do BCE, no fim de julho. “Acreditem em mim, será suficiente.”

A resolução do italiano, com o respaldo de Merkel, deu resultado: o euro recuperou valor e as bolsas subiram aos níveis mais altos em quatro anos.

Mais importante, diminuiu a percepção de risco em relação aos chamados países da periferia do euro. Até poucas semanas atrás, a taxa de juros cobrada pelos investidores para comprar títulos da Espanha e da Itália superava 8%, um índice considerado insustentável para as finanças desses países e bem acima da taxa cobrada da Alemanha (abaixo de 2%), embora os países compartilhem da mesma moeda.

Agora os juros dos títulos espanhóis e italianos, assim como os de Portugal e da Irlanda, estão em trajetória de queda. A taxa para a Itália caiu para menos de 5%. A Espanha, que tinha dificuldade para vender seus títulos, poderá talvez seguir de pé com as próprias pernas e deverá escapar da necessidade de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Contribuiu para a melhora dos humores, também, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter a sua taxa de juros próxima a zero até meados de 2015 e seguir aumentando a liquidez de dólares nos mercados mundiais.

A derrocada do euro teria efeitos inimaginávedis — prevaleceu o bom senso

É verdade que espanhóis e portugueses ainda sofrem com uma recessão profunda, para não falar da Grécia. Não há sinais de recuperação na atividade, e as taxas de desemprego seguem exasperadoras. Mas as especulações sobre o fim do euro cessaram. Os boatos e cenários catastrofistas vicejaram enquanto a Alemanha impunha barreiras ao socorro de seus parceiros no euro.

No fim, prevaleceu o pragmatismo — uma qualidade tão alemã quanto o puritanismo. A derrocada da moeda única teria efeitos inimagináveis sobre o sistema financeiro e os mercados. A Alemanha, como credora desses países, sofreria perdas consideráveis. Além disso, praticamente metade das exportações alemãs tem a Europa como destino. A saída foi ceder e agir para evitar um prolongamento da crise, ainda que exigindo, como garantia, um duro plano de ajuste financeiro na periferia do euro.

Muitos economistas seguem questionando a viabilidade do euro. Mas a criação da moeda única, para além de questões econômicas, foi motivada por razões políticas. Seu futuro, portanto, dependerá da determinação política de seus líderes de superar as barreiras atuais e as que surgirão à frente.

25/07/2012

às 15:45 \ Tema Livre

O grande árbitro de futebol Pierluigi Collina, hoje dirigente da Uefa, e uma estatística interessante: em 1.000 partidas na Europa, só um gol legítimo deixou de ser validado pelos auxiliares de atrás das metas

Collina, hoje, como chefe da arbitragem da Uefa... (Foto: colina rpt.pt)

Aquele que muitos consideram o melhor árbitro de futebol de todos os tempos, o italiano Pierluigi Collina — hoje um dos mandachuvas da Uefa, a entidade que dirige o futebol europeu –, aceitou de bom grado a decisão da Fifa de empregar tecnologia para, em lances de gol, conferir se a bola realmente entrou.

Mas Collina, ao mesmo tempo, em seu posto de Chief Refereeing Officer do Comitê de Arbitragem da Uefa (na prática, quem toma as principais decisões sobre arbitragens), apresentou uma estatística muito interessante: desde que começaram a atuar na Europa os juízes auxiliares que ficam atrás das duas metas justamente para certificar se a bola entrou, o lance do gol não validado da Ucrânia contra a Inglaterra na recente Eurocopa foi o primeiro erro em três anos e em 1.000 partidas disputadas.

... e, com sua figura inconfundível, nos tempos de árbitro respeitadíssimo (Foto: Reuters)

Até encerrar sua carreira, em 2005, Collina foi um legendário árbitro de futebol – seis vezes consecutivas eleito pela Fifa como o “melhor árbitro do ano”. Apitou um sem-número de partidas de alta importância nas principais competições de clubes e de seleções do mundo, inclusive a final da Copa de 2002 (Japão-Coreia do Sul), em que o Brasil de Felipão e Ronaldo Fenômeno derrotou a Alemanha por 2 a 0.

Com sua inconfundível figura – calvo, olhos azuis brilhantes, pele morena –,Pierluigi Collina, italiano, 52 anos, economista de formação, além de seu cargo no Comitê de Arbitragem da Uefa, detém outros postos nessa área nas federações de futebol da Itália e da Ucrânia.

Continua duro, enérgico – foi Collina quem mandou para casa, na recente Eurocopa 2012, o árbitro mais cotado para apitar a final da disputa entre seleções europeias, o húngaro Viktor Kassai, aquele que não viu o gol da Ucrânia contra a Inglaterra, apesar do zagueirão e capitão inglês Terry ter tirado claramente de dentro da meta um chute do ucraniano Devic desviado pelo goleiro Hart.

A honra de apitar a vitória da Espanha sobre a Itália na cobrança de pênalties coube ao português Pedro Proença.

LEIA TAMBÉM:

Tecnologia para ver se foi gol mesmo: tudo mundo falou nisso, mas vocês já viram como funciona?

01/06/2012

às 19:53 \ Vasto Mundo

Dois lados da mesma moeda da crise: enquanto a Espanha enfrenta brutal fuga de capitais, a Suíça ganha dinheiro até com sua dívida

Enquanto a Espanha sofre fuga de capitais, a Suíça emite papéis de sua dívida pública a juros negativos (Ilustração:tudosis.es)

Duas faces de uma mesma crise financeira: a Espanha — e a velha e inevitável Suíça.

Provavelmente os amigos do blog já leram ou viram que, na Espanha, o baque da crise da dívida pública aparece em números claríssimos nos dados sobre a balança de pagamentos divulgados pelo Banco de España (o Banco Central), segundo os quais o primeiro trimestre do ano registrou uma saída recorde de capitais do país de 97,090 bilhões de euros (242,7 bilhões de reais).

Só em março, 66,2 bilhões bateram asas diante da descrença na solvência espanhola. Os números, brutais para um país lutando para permanecer à tona, são os piores desde que o Banco de España começou a contabilizá-los na forma atual.

Só para comparar: no mesmo período de 2011, ingressaram na Espanha capitais no valor de 20,887 bilhões de euros (52,2 bilhões de reais).

A Espanha vem emitindo títulos para financiar sua dívida pública a taxas superiores a 6% ao ano — sufocantes, intoleráveis para um país europeu. Mesmo assim, para papéis de prazo relativamente curto (três anos). A Alemanha, país mais rico da Europa, se financia a taxas próximas de 0%.

Agora, a Suíça:

A enorme procura do franco suíço, tradicional moeda forte, como reserva para enfrentar esses tempos bicudos levou a Suíça a emitir dívida pública desde o ano passado – e, acreditem, a juros negativos!

Sim, a Suíça, que consegue ganhar dinheiro com praticamente tudo, conseguiu a extraordinária proeza de receber dinheiro por emitir dívida.

Esta semana, o BC suíço colocou no mercado títulos no valor de 688 milhões de francos (1,43 bilhão de reais) a juros negativos de 0,6% ao ano – ou seja, além de conseguir recursos com os papéis, receberá por eles, de seus portadores, 4,2 milhões de francos (8,75 milhões de reais) por ano.

18/05/2012

às 17:53 \ Vasto Mundo

Gabinete grego presta juramento diante de arcebispos e bispos, mostrando que a Grécia não é atrasada só na economia

O novo gabinete grego presta juramento diante de dignitários da Igreja Ortodoxa: nem parece um país da Europa, no século XXI (Foto: en.rian.ru)

Vejam a foto acima.

Posse do governo interino grego, liderado pelo magistrado Panagiotis Pikrammenos, 67 anos, presidente do Conselho de Estado.

Pikrammenos designado foi pelo presidente da República, Karolos Papoulias, para conduzir interinamente o país até as eleições gerais de 17 de junho – uma vez que do Parlamento surgido do pleito do dia 6 passado nenhum dos líderes designados conseguiu formar um governo.

E pergunto: tem cabimento? Todo um gabinete civil, leigo, prestando juramento ante o primaz da Igreja Ortodoxa Grega, Ieronymos II, arcebispo de Atenas e “de toda a Grécia”, e vários outros bispos e arcebispos?

É consequência do fato de a Constituição grega prever que a religião ortodoxa é a “prevalente” no país – um dos poucos países do Ocidente a ter uma religião praticamente oficial.

Parece um país europeu, em pleno século XXI?

A Grécia, portanto, como se vê, não é atrasada apenas na economia.

23/04/2012

às 18:48 \ Tema Livre

Vídeos e fotos: o incrível fabricante de roupas à prova de bala, “o Armani da roupa blindada”

Caballero com um casaco blindado em exposição em Guadalajara, no México: roupas aguentam até tiro de uma Magnum 45 (Foto: miguelcaballero.com)

As altas taxas de criminalidade e a incontrolável bandidagem da Colômbia de duas décadas atrás forneceram o click para o então estudante de desenho industrial e têxtil Miguel Caballero: e se ele pesquisasse algum tipo de tecido que substituísse os pesados e desconfortáveis coletes à prova de balas, um tormento que milhares de colombianos se impunham apesar das altas temperaturas do país?

Pois ali começou o sucesso daquele que é hoje chamado de “o Armani da roupa blindada”. Caballero consegue fabricar casacos – até de peles, para mulheres –, roupas de motoqueiro, jalecos, blazers e mesmo camisas polo que suportam o impacto de tiros. Conforme a roupa, aguentam o tranco de uma Magnum calibre 45, garante ele (e mostram os vídeos e testemunhos postados no site de sua empresa).

Os materiais e fibras que ele utiliza são segredos industriais.

Roupas à mostra na loja de Caballero na Cidade do México (Foto: NYT)

Com a notável diminuição da brutalidade criminosa obtida pela Colômbia em suas grandes cidades, a grande clientela de sua empresa passou a concentrar-se no México, imerso em virtual guerra civil entre o governo e os poderosos carteis de droga, que já resultou em 40 mil mortos nos últimos cinco anos. “As pessoas no México querem proteger-se cada vez mais”, diz Caballero. “Há milhares de automóveis blindados, muitos sequestros, altos níveis de criminalidade e o maior contingente de ricos do mundo”, exagera.

Exagero ou não, o fato é que Caballero – que também trabalha com blindagem tradicional, em veículos, coletes e apetrechos militares – ostenta uma luxuosa loja no bairro de Polanco, na Cidade do México, onde se aglomeram as grandes grifes internacionais, cujo movimento é tão grande que é necessário marcar hora para ser atendido. Os preços de suas roupas oscilam entre 500 e 5 mil dólares.

As roupas blindadas incluem linhas para homens e mulheres (Foto: manuelcaballero.com)

Ele estendeu seus negócios para outros países da América Latina, os Estados Unidos, a Europa, a África do Sul, a Índia e a China. E proclama que fazem parte de sua clientela o próprio presidente do México, Felipe Calderón, o ditador venezuelano Hugo Chávez (sempre roupas vermelhas), o rei Abdullah, da Jordânia, o ator de filmes-pancadaria norte-americano Steven Seagall e o ex-juiz de Direito espanhol Baltasar Garzón, que esteve durante anos na linha de frente da repressão aos terroristas bascos da organização ETA.

Bom conversador, Caballero não hesita em contar casos curiosos que viveu com sua empresa. Até a batina de um padre já chegou a blindar.

Vejam, neste vídeo, o próprio Caballero testando para uma TV da Finlândia a roupa vestida por um repórter:

Neste outro vídeo, o comercial de sua empresa que vai ao ar no México:

 

 

17/01/2012

às 19:33 \ Política & Cia

Carros híbridos e elétricos: o Toyota Prius chega no ano que vem, mas Brasil está na contramão — em vez de estimular, pune com imposto quem quer comprar

Toyota Prius: lá fora, 39 mil reais; no Brasil,130 mil

Publicado originalmente em 5 de outubro de 2011

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Uma excelente notícia a de que a fabricante de automóveis japonesa Toyota vai trazer para o Brasil no ano que vem o Toyota Prius, carro híbrido — que tem motor a combustão, mas cuja rodagem alimenta baterias elétricas com as quais ele também circula — mais bem sucedido do planeta. (Leia no site de VEJA).

Pena que o preço estará nas nuvens, por volta de 130 mil reais. Mas não é de estranhar.

Como não é de estranhar que o excelente Ford Fusion híbrido, lançado pela Ford no ano passado, tenha vendido até julho passado penas miseráveis dez unidades — afinal, o preço bate nos 140 mil reais.

Isso porque nós, amigos do blog, para variar, vamos na contramão mundial, como aquele soldado do batalhão que marcha com passo errado e e acha que só ele está certo: o governo, em vez de o governo incentivar os carros elétricos ou híbridos — – que, obviamente, poupam petróleo e poluem menos –, faz o contrário: taxa-os pesadamente.

A reportagem do site de VEJA informa que “estudam-se” incentivos a esses veículos. Mas não se tem notícia das conclusões de um grupo de estudos criado em 2009, durante o lulalato, para analisar a questão e propor políticas. O grupo tinha à frente um representante do Ministério da Fazenda, manteve audiências com diversos setores da indústria automobilística brasileira a respeito de veículos híbridos ou movidos a eletricidade e enviou técnicos ao exterior para ver como é tratada a questão nos países mais industrializados.

O antecessor de Dilma estava para anunciar um plano de ação para esses veículos em maio de 2010, mas cancelou o ato e nunca mais se falou no assunto. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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