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Dilma Rousseff

01/10/2014

às 16:30 \ Política & Cia

ELEIÇÃO EM MINAS: ESCANDALOSO!!!! Deputado Durval Ângelo, do PT, diz claramente que foram os “petistas dos Correios” que levaram Dilma e Pimentel a liderar as pesquisas

Vídeos que falam por si literalmente não precisam de nenhum comentário para acompanhá-los.

Mas cabe a pergunta: QUANDO ALGUÉM — MINISTÉRIO PÚBLICO, PARTIDOS POLÍTICOS, ADVERSÁRIOS, QUEM SEJA — VAI PEDIR A IMPUGNAÇÃO DAS CANDIDATURAS DE DILMA E FERNANDO PIMENTEL EM MINAS???

01/10/2014

às 15:35 \ Política & Cia

ELEIÇÕES SP: O debate que você não viu: homofobia, mensalão e a reação das famílias dos candidatos

Os candidatos ao governo de São Paulo: Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro da esquerda para a direita,  Paulo Skaf (PMDB), segundo da direita para a esquerda, e Alexandre Padilha (PT), último da direita (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Os candidatos ao governo de São Paulo no debate da TV Globo: Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro da esquerda para a direita, Paulo Skaf (PMDB), segundo da direita para a esquerda, e Alexandre Padilha (PT), último da direita (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Por Bruna Fasano e Andressa Lelli, de São Paulo, para VEJA.com

Mensalão – Alexandre Padilha (PT) e Laércio Benko (PHS) travaram o bate-boca mais quente do debate. Apoiador de Marina Silva, o nanico questionou Padilha sobre os ataques do PT à presidenciável do PSB e disse que muitos petistas mudaram de lado: “Muitos estão por trás das grades”, disse, referindo-se aos condenados no escândalo do mensalão. A ala tucana na plateia caiu em risadas. Padilha cobrou respeito: “Por mais de dez anos passei pelas áreas mais complexas e nunca fui acusado de nada. Marina é quem muda de posição a cada dia.”

Sofá de casa – Todos os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes levaram a família para assistir ao debate promovido na TV Globo, o último no primeiro turno. O campeão de acompanhantes foi Paulo Skaf (PMDB), que levou quatro filhos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, levou a esposa, Lu Alckmin, dois filhos e as duas noras. Postaram selfies e fotos no Instagram.

Cegonha – Mulher de Alexandre Padilha, a jornalista Thássia Alves deixou o estúdio duas vezes para ir ao banheiro durante o debate. Thássia está grávida de quatro meses do primeiro filho do casal e diz que fará o pré-natal e o parto pelo SUS.

Não foi desta vez – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que acompanha o debate no estúdio, reconheceu que a eleição para o governo do Estado de São Paulo está morna. “Eu tenho impressão de que as pessoas começaram a prestar atenção na eleição estadual agora, que estava muito apagada. Os problemas estaduais são muito graves”, afirmou. O candidato do partido de Haddad, Padilha, ainda não conseguiu sair da casa dos 9% das intenções de voto. Faltam apenas quatro dias para as eleições.

Meu bem, volto já – Haddad deixou o estúdio da TV Globo no fim do segundo bloco e não foi mais visto. O relógio marcava 23h45.

Asseclas – Tanto petistas quando tucanos reuniram também as principais lideranças dos partidos para o debate. Na plateia, na primeira fila, torcendo por Padilha, estava o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy e presidente estadual do PT, Emídio de Souza. No lado oposto, os apoiadores de Alckmin: o deputado José Aníbal e o presidente estadual dos PSDB, Duarte Nogueira.

Guarda-roupa – O petista Alexandre Padilha e o tucano Geraldo Alckmin sincronizaram a escolha do visual. Ambos vestiram terno escuro, camisa branca e gravata vermelha.

Sincronizados – Apenas um minuto de diferença separou a chegada de Skaf e de Alckmin. O carro blindado do peemedebista cruzou os portões da emissora às 21h36. O de Alckmin, às 21h37.

Repeteco – Na troca de perguntas entre Gilberto Natalini (PV) e Gilberto Maringoni (PSOL), o verde ironizou a formação da dupla, que se repetiu quase em todos os debates anteriores: ”Ah, que bom! Vou perguntar para o meu xará”.

Bateu no Aerotrem – O nanico Gilberto Maringoni (PSOL) usou parte do tempo de uma resposta sobre Transportes para criticar a fala homofóbica do candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB), durante debate da TV Record no domingo. Visivelmente constrangido e sem saber como abordar o assunto, o verde Gilberto Natalini, a quem caberia a réplica, preferiu não entrar na questão e voltou a discutir a mobilidade urbana.

Futuro – O candidato do PHS, vereador Laércio Benko, perguntou a Skaf sua opinião sobre reeleição. O peemedebista deu a entender que, se reeleito, o governador Geraldo Alckmin não completaria seu mandato, já de olho nas eleições presidenciais de 2018. Mas saiu pela tangente, uma vez que seu partido, o PMDB, apoia a reeleição de Dilma. Na réplica, Benko escorregou e disse: “sou contra a eleição de deputados”.

Conectado – O marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha de Skaf, acompanhou todo o debate sem tirar os olhos do celular. Ele conversava com várias pessoas ao mesmo tempo pelo WhatsApp.

01/10/2014

às 0:00 \ Disseram

Um Nobel para Dilma

“Ela merece o Prêmio Nobel da Economia, pois conseguiu arrebentar tudo ao mesmo tempo. Isso é muito difícil de fazer em economia.”

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, falando sobre a presidente Dilma Rousseff

30/09/2014

às 21:20 \ Política & Cia

Datafolha mostra que Aécio volta a estar na disputa — agora, só depende dele chegar ao 2º turno. Vejam os caminhos que ele pode trilhar

Aécio Neves durante caminhada em Madureira, no Rio:  (Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil/Fotos Públicas)

Aécio Neves durante caminhada em Madureira, no Rio: (Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil/Fotos Públicas)

Subindo dois pontos no levantamento divulgado hoje pelo Instituto Datafolha, enquanto Marina Silva (PSB) cai dois pontos, o presidenciável tucano Aécio Neves dá sinais fortes de que ainda pode estar no segundo turno.

Aécio sobe aos poucos, mas vem subindo nos últimos quatro levantamentos, enquanto Marina caiu em cada um desses quatro.

Marina ainda está à frente e deve ser respeitada, mas seu pouco tempo na TV, os ataques pesados que vem recebendo da presidente Dilma e seu programa na TV, mais as críticas de Aécio estão mostrando seu efeito.

Tudo indica que o tucano cresceu porque começou a demonstrar o que boa parte de seus partidários queriam desde o início da campanha — firmeza e indignação diante dos despautérios do lulopetismo e da incompetência do governo Dilma.

Sua possível chegada a um segundo turno com Dilma, que prossegue sendo a candidata que tem o maior índice de rejeição — fator crucial em uma disputa –, vai depender principalmente dele mesmo.

Sua atuação, para tanto, precisaria se desenrolar em quatro frentes diferentes:

1. Continuar trabalhando duro em Minas, como fez nos últimos dias, para reverter a vantagem de Dilma em seu Estado natal, bem como a possibilidade — terrível para o tucano — de que o petista Fernando Pimentel derrote ainda no primeiro turno o candidato do PSDB a governador, Pimenta da Veiga. Incursões a várias regiões do Estado nesses dias finais, discursos veementes, apelo a símbolos fortes — como foi o batismo dos filhos gêmeos Júlia e Bernardo na mesma igreja em que ele próprio foi batizado, como ocorrera com o avô, o presidente Tancredo Neves.

Não custa lembrar que, em Minas, o candidato a senador pelo PSDB, o ex-governador Antonio Anastasia — figura fundamental para os dois governos de Aécio no Estado como secretário de Planejamento e Gestão  –, lidera disparado as intenções de voto, exibindo sempre mais de 40% em qualquer pesquisa. Se Anastasia conseguiu, é sinal de que Pimenta, embora um candidato “pesado”, pode diminuir a diferença que o separa de Pimentel e chegar com ele ao segundo turno.

Anastasia indica também o índice que o próprio Aécio poderia/deveria alcançar em seu Estado.

2. Fazer uma última e forte incursão em São Paulo, com seu colossal contingente de 32 milhões de eleitores — que, dos 22% do total de eleitores do país que representou no pleito anterior, em 2010, subiu quase meio ponto, passando para 22,4%. “Colar” mais ainda do que tem feito no governador Geraldo Alckmin, que ostenta vantagem espetacular sobre seus adversários e está praticamente eleito no primeiro turno.

3. Bater mais forte no governo Dilma e no lulopetismo: Aécio só aumentará suas chances se conseguir convencer parte dos cerca de 8 milhões de brasileiros indecisos e mesmo parte do eleitorado de Marina de que é ele, e não a candidata do PSB, o anti-PT nestas eleições.

4. Ter um desempenho firme e convincente no mais importante debate do primeiro turno, o da Globo: por ser o último antes das eleições, ser levado a efeito menos de 72 horas antes de começar a votação e realizar-se na emissora líder, de longe, de audiência no país, o debate da Globo é fundamental. Aécio precisa brilhar se quiser ter chances no dia 5.

30/09/2014

às 18:00 \ Disseram

Aviso

“Pode ir se preparando que o segundo turno será comigo.”

Aécio Neves, candidato tucano à Presidência, dirigindo-se à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) durante intervalo do debate na Record, no último domingo

30/09/2014

às 16:49 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Globo deixará cadeira vazia para candidato que não comparecer ao último debate da campanha, depois de amanhã

(Foto: Wilton Junior/Agência Estado)

Os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) olham para a cadeira vazia reservada para o então presidente Lula (PT), candidato à reeleição, em debate da Globo em setembro de 2006 (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)

A presidente Dilma Rousseff acabou não comparecendo a uma das entrevistas mais importantes realizadas pelas principais emissoras de TV do país com os presidenciáveis — a do Jornal da Globo, comandada pelo âncora Willliam Waack.

Nada indica que faltará ao importante debate final da campanha, depois de amanhã, na Globo — mais importante por ser na líder disparada de audiência no país e por ser o debate mais próximo ao dia das eleições, o próximo domingo.

De todo modo, o Palácio do Planalto já está ciente de que a Globo, caso Dilma ou outro candidato não compareça, deixará vazio seu lugar e sua cadeira, seguindo um procedimento padrão que a emissora adota desde há algum tempo.

No debate final do primeiro turno de 2006, por exemplo, fez assim com a cadeira e o lugar de Lula, então presidente da República, que se recusou a comparecer ao debate com Geraldo Alckmin (PSDB), Cristovam Buarque (PDT) e Heloísa Helena (PSOL).

Lula, justamente Lula, que cansou de criticar seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, por não comparecer a debates em uma das duas campanhas em que derrotou o PT nas urnas.

30/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Com a rejeição ao PT em São Paulo, o partido teme perder lugares na bancada da Câmara dos Deputados. Se for assim, a situação se complica para alguns que querem a Presidência da Casa, como Arlindo Chinaglia

(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A dificuldade do PT em eleger deputados federais por São Paulo diminui as chances de Arlindo Chinaglia conquistar a presidência da Câmara no ano que vem (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

FUTURO INCERTO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

O péssimo desempenho de Alexandre Padilha na disputa pelo governo de São Paulo não preocupa apenas a presidente Dilma Rousseff, que está atrás de Marina Silva no maior colégio eleitoral do país. O PT paulista aposta que o número de deputados federais petistas eleitos por SP cairá de dezesseis para dez.

Além de enfraquecer o grupo político que comanda o partido e já testemunhou a cassação e a renúncia dos mensaleiros José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, essa redução na bancada dificultará o plano do PT de retomar a presidência da Câmara em 2015, posto que é cobiçado, entre outros, por Arlindo Chinaglia.

30/09/2014

às 6:00 \ Disseram

É inaceitável dizer o óbvio

“É inaceitável. Como ele diz uma coisa dessas?!”

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, ao criticar as declarações do coordenador da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) e prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, sobre a relação entre a dificuldade dos candidatos petistas de conquistar o eleitorado paulista e o escândalo do mensalão

29/09/2014

às 19:45 \ Política & Cia

Guinada à esquerda de Dilma assusta investidores. Bolsa desaba e dólar dispara

(Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Quanto maior a ascensão de Dilma nas pesquisas, maior a queda da economia (Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Para analistas ouvidos pelo site de VEJA, discurso eleitoral da presidente evidencia guinada à esquerda e guerra declarada ao setor privado

Por Ana Clara Costa, para VEJA.com

Enquanto o eleitor parece cada vez mais inclinado a oferecer à presidente Dilma Rousseff a oportunidade de um novo mandato, investidores sinalizam exatamente o oposto.

Um forte movimento de venda de ações fez com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, recuasse 4,52% nesta segunda-feira, a maior queda em três anos.

O dólar também disparou, chegando a ser cotado a 2,47 reais — seu maior valor desde 2008, período agudo da crise financeira internacional. A moeda americana perdeu força no final do pregão e fechou a 2,45 reais. As ações das empresas estatais lideraram as baixas: Petrobras caiu 11,4%, enquanto o Banco do Brasil recuou 9%. As ações da própria BM&FBovespa recuavam 8,3% no mesmo período.

Não é de hoje que o mercado financeiro tem reagido de forma pessimista à possibilidade de reeleição da candidata petista. Desde março deste ano, as ações (em especial as da Petrobras) têm oscilado ao sabor das pesquisas eleitorais. Depois da trágica morte do peessebista Eduardo Campos, em agosto, e da ascensão de Marina Silva ao posto de presidenciável, as chances de reeleição de Dilma haviam diminuído — o que trouxe certo alívio para a bolsa e o dólar.

Leia também:
O futuro incerto da Petrobras após doze anos de PT
Mercado vê em Marina chance maior de derrubar Dilma

Contudo, a melhora da atual presidente nas pesquisas, que apontam sua vitória no segundo turno ante ambos os concorrentes, Aécio Neves e Marina, fez com que um movimento de venda de ações se aprofundasse na bolsa. O Ibovespa chegou a cair quase 6% na abertura, com os papéis da Petrobras recuando 10%.

Em ambos os casos, a queda é muito mais profunda do que o que foi assistido no início de 2014, quando as primeiras pesquisas começaram a ser divulgadas criando alta volatilidade na bolsa.

O que mudou de lá pra cá, segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, é que aumentou (e muito) a aversão que o mercado nutria em relação à candidata. “Muitos têm opinião pior do que antes sobre a provável política econômica num segundo governo Dilma. Eles perceberam uma inflexão à esquerda em seu discurso, especialmente na questão envolvendo a independência do Banco Central”, afirma o economista Tony Volpon, do Nomura.

A presidente Dilma encampou o discurso de que ter um BC autônomo significaria “entregar o país a banqueiros”. Ela também questionou a necessidade de se cumprir o superávit primário, que é a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida, e reafirmou seu compromisso com subsídios à indústria num momento em que o próprio setor industrial pede maior abertura econômica.

Leia também:
Reinaldo Azevedo: Dilma e os mercados: não existe petista grátis!
Rodrigo Constantino: Escutem o alerta dos investidores, eleitores!

Segundo o analista Felipe Miranda, da Empiricus, antes da morte de Campos, os investidores tinham dúvida se um novo governo Dilma atravessaria uma curva de aprendizado, admitindo erros e retomando um caminho mais ortodoxo.

“Hoje, resta pouca dúvida de que um segundo mandato representaria mais do mesmo, com algum recrudescimento, pois a guerra contra o setor privado, num momento em que precisamos retomar os investimentos, está declarada em caráter explícito”, afirma Miranda, autor do livro O Fim do Brasil, lançado na semana passada pela editora Escrituras.

Um movimento de queda foi percebido nesta segunda-feira em todos os mercados emergentes, porém, nenhum na mesma intensidade que o Brasil. Nos Estados Unidos, o S&P recuou 0,2% e o Dow Jones, 0,25%.

“É um movimento global que pode ser visto na Coreia do Sul, Taiwan, índia, Turquia, África do Sul e Israel. Isso porque acredita-se que a economia americana não está se recuperando no ritmo acelerado que antes se achava”, avalia o economista-chefe da Gradual, André Perfeito.

29/09/2014

às 15:30 \ Política & Cia

DEBATE DA TV RECORD: Corrupção na Petrobras esquenta o clima entre Aécio e Dilma

Na reta final da campanha, os presidenciáveis participaram na noite deste domingo (28), do debate promovido pela Rede Record e com transmissão ao vivo para todo o Brasil. Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSol), Marina Silva (PSB), Everaldo Pereira (PSC) (Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Na reta final da campanha, os presidenciáveis participaram na noite deste domingo (28) do debate promovido pela Rede Record. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se confrontaram (Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Na reta final da campanha, Dilma e Aécio travaram embates diretos em clima de tensão; em queda nas pesquisas, Marina esteve mais apagada

Por Talita Fernandes e Mariana Zylberkan, para VEJA.com

A uma semana das eleições, os três principais candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), protagonizaram o mais tenso debate na televisão até agora, promovido pela TV Record, com embates diretos e os escândalos de corrupção na Petrobras no centro das discussões.

Visivelmente irritada, Dilma pediu direito de resposta quatro vezes e reclamou que estava impedida de rebater ataques laterais dos adversários. A emissora acatou somente uma queixa.

A petista tentou usar seus trinta segundos extras dizer que demitiu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que revelou em delação premiada um esquema de propina e desvios da estatal para políticos e partidos – inclusive a campanha de Dilma em 2010, conforme revelou a edição de VEJA desta semana. Dilma, entretanto, não conseguiu completar seu raciocínio porque estourou o tempo.

Numa tática arriscada, a própria presidente-candidata tentou virar o jogo e levar a Petrobras para o debate: ao questionar Aécio Neves, citou um discurso de 1997 no qual o então deputado disse que a privatização da estatal petroleira ”estava no radar” do governo Fernando Henrique Cardoso.

A pergunta resultou num tiro no pé. Na resposta, o tucano disparou:

– Não vou privatizá-la, vou reestatizá-la, tirá-la das mãos do grupo que aí está. O coordenador de campanha do PT pediu recursos para sua campanha nesse esquema e não vejo em você uma reação de indignação.

A partir daí, a maioria dos candidatos aproveitou para manter o tema no centro do debate.

Pastor Everaldo, do PSC, lembrou que a campanha de Dilma acionou a Justiça Eleitoral contra uma peça de propaganda de seu partido que apontava a corrupção na Petrobras. E até o folclórico Levy Fidelix, do nanico PRTB, abriu mão de falar do seu Aerotrem para alfinetar a presidente-candidata: “Já tivemos alguns escândalos recentes, como o mensalão e outros. Ao que tudo indica, o Youssef (o doleiro Alberto Youssef) vem com novos escândalos”.

Dilma ainda tentou voltar ao tema da corrupção num embate direto com Aécio ao afirmar que “deu autonomia para a Polícia Federal prender Paulo Roberto Costa”.

Aécio devolveu, constrangendo a rival:

– A senhora não tem que autorizar a Polícia Federal a prender ninguém porque isso é uma prerrogativa constitucional [da PF].

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