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Dilma Rousseff

02/09/2014

às 6:00 \ Disseram

O inimigo maior é o PT

“O PSB tem afinidades muito antigas conosco, desde o tempo do Eduardo Campos. O inimigo maior a ser batido é o PT. Tanto pode dar Aécio apoiando a Marina quanto o contrário.”

José Agripino Maia, senador e coordenador da campanha tucana à Presidência, ao afirmar que espera uma parceria entre o PSDB e o PSB em um possível segundo turno

02/09/2014

às 0:41 \ Política & Cia

CONFIRMADO: DILMA NÃO PARTICIPARÁ, HOJE, DA SÉRIE DE ENTREVISTAS DE PRESIDENCIÁVEIS NO “JORNAL DA GLOBO”. Perguntas que seriam feita a ela vão ser lidas no ar

(Foto: O Globo)

Dilma: apesar de uma expectativa de que voltaria atrás de sua decisão de não conceder entrevista à Globo, o Palácio do Planalto confirmou e a presidente será a única candidata a não comparecer (Foto: O Globo)

 

Depois de aceitar ser entrevistada pelo Jornal Nacional no dia 18 passado, tal como ocorreu com seus principais adversários, a presidente Dilma Rousseff comunicou sexta-feira à Rede Globo que não participará da sequência de entrevistas com candidatos à Presidência que será realizada pelo Jornal da Globo. Por sorteio, Dilma deveria ser entrevistada hoje, terça-feira.

A série começou nesta segunda, com Marina Silva (PSB). Amanhã, será a vez de Aécio Neves (PSDB). O Pastor Everaldo (PSC) ficou de fora por não haver atingido 3% das intenções de voto no mais recente levantamento, do Datafolha, segundo critério divulgado com antecedência pela Globo para fazer os convites a candidatos.

Não por acaso, a decisão tinha sido adotada e comunicada no mesmo dia em que o instituto Datafolha mostrou a presidente petista empatada com Marina Silva (PSB) em intenções de voto para o primeiro turno das eleições, a 5 de outubro, e sendo derrotada por ampla margem — dez pontos — em uma projeção de segundo turno, que se realizará a 26 do mesmo mês.

Dilma não explicou as razões de não se apresentar diante de um entrevistador experiente e firme como o âncora William Waack que, junto com Christiane Pelajo, sua companheira de bancada, fazem as entrevistas. O porta-voz da presidente, Thomas Traumann, simplesmente comunicou que Dilma não iria.

Mesmo assim, havia expectativas na Globo de que a presidente voltaria atrás. Ontem, porém, pouco antes do início do debate do SBT, veio a decisão final da candidata do PT: será a única entre os candidatos convidados a não comparecer.

Como procedimento padrão da Globo, os jornalistas William Waack e Cristiane Pelajo lerão no ar as perguntas que fariam a Dilma.

 

01/09/2014

às 19:59 \ Política & Cia

Nervosa, atrapalhando-se com as palavras, consultando textos e precisando ler para responder, Dilma vai mal no debate do SBT

Dilma questiona Marina:   (Foto: Reprodução SBT)

Dilma questiona Marina: logo de cara, a presidente se confundiu com as regras do debate e admitiu “nervosismo” (Foto: Reprodução SBT)

Questionada e pressionada por todos os demais seis candidatos à Presidência no debate recém-encerrado pelo SBT, a presidente Dilma Rousseff (PT), aspirante à reeleição, teve uma atuação fraca e sai como a grande perdedora.

Nervosa, algo que admitiu logo no início do programa ao mostrar desconhecimento das regras do debate, Dilma repetiu sucessivamente cantilenas de realizações que ninguém vê, de melhorias que não se identificam e de feitos que só constam do mundo dos sonhos, como a contenção da inflação e o crescimento econômico.

Atrapalhando-se, como sempre, com as palavras, a presidente não deixou uma só vez de consultar textos feitos por sua assessoria ao endereçar perguntas, comentar respostas ou oferecer tréplica. Quando tentou improvisar, tropeçava nas frases e, num universo — o da imagem — em que o que se vê é mais importante do aquilo que se ouve, naufragou.

Eduardo Jorge debate com Aécio

Eduardo Jorge debate com Aécio: nanicos acabaram dando ao candidato tucano o espaço que Dilma e Marina, espertamente, recusaram (Foto: Reprodução SBT)

Aécio Neves (PSDB), desta feita, criticou com mais dureza o governo do que no debate anterior, o da Band, assinalando sempre que possível que a gestão Dilma “fracassou”, afirmando que nenhuma das supostas providências anti-corrupção que a presidente disse ter adotado funcionou e, entre outros pontos, lembrando que há um importante ex-diretor da Petrobras preso. Deixou, porém, de bater em pontos fracos do governo lulopetista, como, entre muitos outros, sua incompreensível aliança com o regime de Cuba.

Marina Silva (PSB), sem perder a postura de Gandhi que costuma adotar, acabou sendo mais direta e clara nas críticas, falando do descontrole da inflação, da paralisia na economia e dos “péssimos serviços prestados à população”, e teve um de seus melhores momentos fustigando Dilma ao assinalar:

– Quando as coisas vão bem, os louros vão para seu governo. Quando vão mal, a culpa é da crise externa ou até da natureza.

Em outro bom momento, Marina disse que é incapaz de reconhecer os erros de seu governo, e sentenciou:

– Se não se reconhecem os erros, não há como repará-los.

Dilma e Marina, em uma tática correta do ponto de vista de seus interesses eleitorais, ignoraram Aécio, que, porém, teve oportunidade de dar seus recados graças a perguntas ou indicação para comentar provenientes dos candidatos nanicos, dos quais, como sempre, o mais patético foi o candidato profissional Levy Fidelix (PRTB), já em sua 10ª campanha eleitoral, todas sem o mais remoto sinal de qualquer repercussão no eleitorado.

O debate, iniciado às 17h45, durou 1 hora e 49 minutos. Foi transmitido pelo SBT e pelos coorganizadores — o portal UOL, o site do jornal Folha de S. Paulo e a rádio Jovem Pan.

LEIAM TAMBÉM:

Empatadas, Dilma e Marina polarizam 2º debate na TV

01/09/2014

às 15:06 \ Política & Cia

HOJE É DIA QUENTE NA CAMPANHA ELEITORAL: Debate de presidenciáveis no SBT,às 17h45, e entrevista de Marina Silva no “Jornal da Globo”

Carlos Nascimento será o mediador do debate transmitido pelo SBT, provido conjuntamente também pelo UOL, a "Folha de S. Paulo" e a rário Jovem Pan (Foto: Gazeta do Povo)

Carlos Nascimento será o mediador do debate transmitido pelo SBT, provido conjuntamente também pelo UOL, a “Folha de S. Paulo” e a rário Jovem Pan (Foto: Gazeta do Povo)

A campanha eleitoral esquenta com os candidatos percorrendo freneticamente o país, o horário eleitoral ocupando espaços na TV e no rádio e eventos importantes promovidos por emissoras.

Hoje, os três principais candidatos à Presidência da República estarão daqui a poucas horas, às 17h45, debatendo no SBT, em transmissão ao vivo para todo o país. Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), sob a mediação do jornalista Carlos Nascimento, do SBT.

Participarão também os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB) — em atendimento à legislação eleitoral, que determina convite para debater a candidatos cujo partido tenha representação na Câmara dos Deputados.

Mais tarde, na Globo, Marina Silva estará iniciando a bateria de entrevistas de 15 minutos no Jornal da Globo, nos moldes do que já ocorreu no Jornal Nacional. Será entrevistada pelos âncoras William Waack e Christiane Pelajo.

(Foto: Globo)

Marina será entrevistada hoje no “Jornal da Globo” pelo âncora William Waack e sua companheira de bancada, Christiane Pelajo. Dilma decidiu não comparecer, amanhã, e as perguntas que lhe seriam feitas serão lidas no ar (Foto: Globo)

A grade normal de programação da Globo, agora apertada pelos 55 minutos do horário eleitoral obrigatório, levarão a entrevista de Marina ao ar depois da meia-noite.

A presidente Dilma resolveu não participar da série — a entrevista com ela seria amanhã. O Palácio do Planalto, contudo, deu sinais que talvez permitam uma renegociação com a Globo. Aécio Neves estará presente na quarta-feira.

Já o SBT e parceiros, com o horário fixado para o evento de hoje, foram na contramão do que fazem outras emissoras, cujos debates, iniciados tarde da noite, provavelmente afastam da discussão um enorme contingente de pessoas que precisam acordar cedo no dia seguinte para trabalhar.

De todo modo, se trabalhador dorme mais cedo porque acorda cedo, também não pode deixar o trabalho antes do horário do expediente — e 17h45 é horário de trabalho para muitos milhões de brasileiros.

O horário ideal para debates e entrevistas e que constituiria uma real contribuição às eleições e à própria democracia provavelmente estaria entre 19h30 e 20 horas.

31/08/2014

às 19:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: “Marina continuará a favor de tudo, até de FHC se juntando a Lula, não saberá explicar claramente sua posição com relação a qualquer tema sobre o qual qualquer candidato tem obrigação de se pronunciar”

(Foto: Joel Silva/Folhapress)

A vida política de Marina foi construída sobre os caixões de Chico Mendes e Eduardo Campos, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Artigo de Neil tomando suco de laranja Ferreira, publicado na sexta, 29, no Jornal do Comércio, de São Paulo

neil-ferreiraEu não vi o debate da Bandeirantes por alguns motivos que considero legítimos:

(1) Acho que cada candidato prega para seus fiéis.

(2) Duvido que o debate faça com que o eleitor de um candidato mude para outro; pra mim os indecisos, brancos ou nulos que já se decidiram pela Santa Marina, não mudam para Dilma ou Aécio.

(3) Já declarei neste espaço que este DC me permite usar, que meus votos vão para Aécio, Alckmin e Serra e não os mudarei em nenhuma hipótese.

(4) Duvidei, e acertei, que nenhum candidato prensaria a Santa Marina sobre o laranjal implicado na propriedade do avião acidentado, que a transformou na candidata que estourou na pesquisa do Ibope e, imagino, que também estourará no DataFalha de hoje.

Um Psedista disse: “A documentção estava dentro do avião e queimou” (sic), ara ara sô.

Santa Marina saiu do debate como legítima Padroeira do Laranjal e assim vai continuar. Não acredito que nenhum candidato terá coragem de prensá-la sobre qualquer tema: temem que a encostar na parede poderá parecer abuso de força contra sua falsa fragilidade, muito bem explorada pela imagem que vende na tv.

Ela continuará a favor de tudo, até FHC se juntando a Lula, não saberá explicar claramente sua posição com relação a qualquer tema que qualquer candidato tem obrigação de se pronunciar.

Apenas sei que ela é a favor do decreto da Dilma que, aprovado, poderá criar a censura do pensamento ainda livre e da existência da imprensa não amansada, neste nosso “país dos mais de 80%”.

Peço licença e tocar nuns assuntos que raramente são lembrados devido, repito, à falsa fragilidade da imagem que Santa Marina explora na tv, com habilidade marqueteira:

Sua carreira de política profissional (nunca foi outra coisa na vida) foi construída sobre um palanque construído sobre dois caixões: (1º) o de Chico Mendes e (2º) o de Eduardo Campos.

E, como Lula, explora uma pobreza de marré marré de si e analfabetismo e pés descalços na infância e adolescência. Respeitamos seu esforço para vencer situação tão dramática, como respeitamos o de Lula.

Foi senadora pelo Acre, estado em que perdeu a eleição de 2010, apanhando uma sova do Serra e da Dilma. Ela teve a cara de pau de explicar que “ninguém é profeta na sua terra”. Mas recebeu no total surpreendentes 20 milhões de votos e ficou em 3º lugar.

Evangélica, acredito que sincera, aparece, me parece, como uma personagem messiânica, tocada por Deus para salvar o Brasil, trocando seu comando de seis por meia dúzia. Eleita, será o PT do B vencendo o PT .

Santa Marina confessou-se lulopetista ao “deixar” o PT, numa carta a Lula, afirmando “deixo a nossa casa mas continuamos no mesmo bairro” (sic). “Saiu” para organizar o PT do B, vulgo “Rede de Sustentabilidade” (sustentabilidade dos Petistas do B), partido que não conseguiu formar por falta de público.

Foi petista de carteirinha, militando no partido por mais de 30 anos; foi ministra do Lula por 5 anos. Perto do epicentro do Mensalão, não abriu os santos ouvidos, não ouviu nada; nem os santos olhinhos, não viu nada; e nem o santo biquinho, não trinou nada.

Falei dela em certa ocasião: “uma vez petista, sempre petista” e uma leitora me chamou de antissemita porque, na opinião dela, eu teria querido dizer “uma vez judeu, sempre judeu”; não se pode relar na Santinha nem com uma rosa. Parece o Neymar, encostou, caiu. Vivendo e aprendendo.

Viu, com toda certeza, o seu correligionário Tião Viana, petista governador do Acre, despachar para o sul como lixo humano os haitianos “importados” a troco de alguns lanches e títulos de eleitores, imagine pra votar em quem. Também não ouviu nada, não viu nada, não falou nada.

Mesmo depois de deixar o governo e por muito tempo, seu marido nadou de braçada no governo do Tião Viana, supostamente com carregamentos de mogno e outras madeiras nobres, não sei havidas como (sei) e nem destinadas para não sei quais destinos (sei).

A suposta mamata foi temporariamente suspensa pois apareceu a possibilidade de posteriores mamatas maiores ainda, certamente asseguradas pelas pesquisas primeiro do DataFalha e depois do Ibope, mais o “tracking” dos partidos adversários. Tem outro DataFalha hoje.

Há mais e mais graves indícios de que a Santa Padroeira dos Laranjais é um perigo para o nosso já quase falido país: ela não tem a menor experiência em exercer cargos executivos.

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

“PT x PT do B: quanto pior, pior” (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Não será nada melhor do que a Dilma, que é esse desastre em que vivemos e que correremos o risco de piorar. Num 2º turno de PT x PT do B, nós perdemos.

Tomo a liberdade de citar uma frase atribuída a Montesquieu: “(Numa democracia, com o voto livre e direto) Cada povo tem o governo que merece”.

Prezamos o sistema democrático, respeitamos a vontade da maioria ainda que reeleja a maior corrupção nunca antes vista neçepaíz, ou que eleja mais do mesmo. O voto popular lá os colocou e só o voto popular poderá tirá-los de lá.

Mas não aceito essa passação de mão na cabeça do povo; é do povo a responsabilidade da escolha de um governo mensaleiro ou talvez pós-mensaleiro purificado, da Santinha do Pau Oco Padroeira dos Laranjais.

Neste momento, do Ibope de anteontem e certamente do DataFalha de hoje, estou com Aécio, minoria ocasional e não mudo meu voto.

Aprendi aritmética com uma certa dificuldade mas o que aprendi não esqueci: Santa Marina Padroeira dos Laranjais chegou nos 29 pontos no Ibope e com toda certeza repetirá a façanha no DataFalha de hoje.

Faço as contas juntando meus 10 dedos (tenho mais do que 9). Santa Marina com todos seus laranjas, roubou apenas 1 ponto do Aécio e uns 3 ou 4 da Dilma, então 25 ela foi buscar nos indecisos e votos em branco – na minha opinião ela bateu no teto.

A Padroeira dos Laranjais não cresce mais (minha esperança). Dilma não cresce mais (minha certeza: quem cresce é o candidato de verdade que aparece nos programas da tv, o Da Çilva).

Aécio cresce, se apresentar um discurso de oposição, forte o suficiente para levar para a urna os seus eleitores e os ainda simpatizantes e que se contraponha ao festival de mentiras do qual já é alvo. E simples o suficiente para que seja compreendido por parte do “país dos 80%”. É minha esperança, mas precisamos agir, quem espera nunca alcança.

Santa Marina Padroeira dos Laranjais e Dilma, PT x PT do B: quanto pior, pior.

31/08/2014

às 14:00 \ Política & Cia

FOTOS: Detalhes e bastidores do debate na Band

O primeiro debate entre os presidenciáveis, promovido pela TV Bandeirantes na terça-feira, 26, deu a largada na parte mais crítica da campanha, agora, que estamos a pouco mais de um mês das eleições. O que vimos na televisão, no entanto, é apenas parte do que aconteceu. Ivan Pacheco, editor de fotografia de VEJA.com, esteve no estúdio da Band durante o evento e registrou também detalhes que as câmeras não mostraram.

Confiram o que aconteceu entre Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e os outros três candidatos que participaram do debate, inclusive quando o telespectador não estava assistindo:

A candidata à reeleição Dilma Rousseff durante um intervalo do debate (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Dilma Rousseff conferencia com o marqueteiro João Santana e uma assessora durante um intervalo do debate (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Enquanto Luciana Genro (PSOL) fala, Marina Silva realiza uma de várias trocas de óculos (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

O "olá" cordial entre Aécio Neves e Dilma Rousseff (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

O “olá” cordial entre Aécio Neves e Dilma Rousseff (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

 

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Dilma cumprimenta o candidato Eduardo Jorge (PV), ex-petista (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Marina Silva (PSB) confere dados antes do início do debate (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Dilma troca um cumprimento frio com o o eterno candidato nanico Levy Fidelix (PRTB) (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Marina Silva usa sua tradicional expressão de convencimento durante o debate (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo)

Não faltaram expressões corporais a Eduardo Jorge (Foto: Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Sob o olhar de Aécio Neves (PSDB), Marina e Dilma se cumprimentam (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

As duas candidatas sorriem em gesto carinhoso (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Aécio observa intervenção de Marina (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

O candidato à reeleição para o governo de São Paulo Geraldo Alckmin estava presente nos estúdios da Band (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Luciana Genro manda beijos para os apoiadores de sua campanha (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Do lado de fora da Band, militantes do PSB demonstram apoio a Marina Silva (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Uma criança segura bandeira da candidatura de Marina Silva antes do início do debate (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

30/08/2014

às 19:00 \ Política & Cia

J. R. GUZZO: Marina, como a Rússia descrita por Churchill, é uma charada envolvida em mistério que fica dentro de um enigma

(Foto: Alexandre Santana/VEJA)

“Vai ser difícil, por exemplo, dizer que Marina é da elite branca do Sul, porque ela nasceu mais pobre do que Lula, não é branca e veio da periferia de Rio Branco”, diz J. R. Guzzo (Foto: Alexandre Santana/VEJA)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

J. R. GuzzoEis aí, qual galera em noite apagada, essa imprevisível Marina Silva navegando outra vez em mar imenso – e levando a si própria, junto com os eleitores brasileiros, para algum porto desconhecido. O que existia até a morte de Eduardo Campos não existe mais; o que ninguém imaginava passa a ser a nova realidade.

Marina, até agora uma mera candidata a vice que andava esquecida nas linhas de trás da disputa, e ainda por cima nem estava transferindo seus votos ao companheiro de chapa, como ele tanto queria, passa de repente a ser um nome decisivo para o resultado final – logo na primeira pesquisa após o acidente que tirou Campos da vida e da política brasileira, ela já aparece em segundo lugar na corrida, e à frente da atual líder Dilma Rousseff se houver um segundo turno entre as duas.

Aécio Neves, que toda a lógica do governo apontava como o nome a derrotar, talvez não seja mais o desafiante número 1. A presidente Dilma, até aqui a grande favorita por liderar com folga as sondagens, ter na televisão o dobro do tempo de propaganda que terão os seus adversários somados, e contar com a força bruta da máquina pública em seu favor, pode acabar nem sendo mais candidata a nada.

O ex-­presidente Lula, que estava fora, volta a ficar dentro – se bater mesmo o desespero, poderá empurrar a presidente para fora do barco, sem maiores delicadezas, e assumir ele próprio a candidatura.

É a vida, com suas vastas emoções e itinerários imperfeitos. Um desses nevoeiros malignos que de repente se formam sobre o quebra-cabeça de rios, braços de mar, canais e mangues onde ficam Guarujá e Santos, no litoral paulista; um avião com tecnologia de primeira classe, feito para não cair nunca; uma falha que aparece quando nem máquina nem homens poderiam falhar.

Pronto: bastaram alguns minutos de capricho da fortuna para reduzir a zero toda a vã sabedoria dos excelentes cálculos, análises e raciocínios feitos até agora sobre a eleição presidencial de 2014.

Como se pode ver, a prudência básica está nos aconselhando a lidar só com o presente, e do jeito com que se lida com um porco-espinho – ou seja, com extremo cuidado. O que acontece hoje, quando Marina herda cheia de gás a candidatura de Campos, pode acabar não tendo nada a ver com o que acontecerá no dia 5 de outubro.

Não há como fazer ciência aí. O que se sabe é menos do que o que não se sabe – a começar por quem é a própria candidata.

Marina, como a Rússia descrita por Churchill, é uma charada envolvida em mistério que fica dentro de um enigma. Em 2010, quando se candidatou à Presidência, conseguiu um prodígio: quase 20 milhões de pessoas votaram nela sem saber direito por quê. Não foi, certamente, por ficarem entusiasmadas quando ouviram Marina falar em “centralidade da necessidade”, “controles ex post frente” ou “agenda plasmante”.

Que patuá é esse? Nem o rapaz do Rio de Janeiro que ganhou outro dia a supermedalha internacional de matemática seria capaz de entender.

Ela admite que não se pode viver sem luz elétrica, mas parece não encontrar nenhuma usina que a satisfaça. Sabe que o Brasil não sobrevive 24 horas sem as exportações que só podem ser obtidas com agricultura capitalista de larga escala, mas defende uma “inflexão” na área agrícola.

Marina tinha o dobro das intenções de voto de Eduardo Campos, mas era candidata a vice. Formou-se no PT, mas hoje é a sua principal concorrente. Não se sabe o que pretende fazer, na vida real, diante de nenhum dos problemas que o eleitor quer ver resolvidos com urgência.

Seus 20 milhões de admiradores, até hoje, não lhe cobraram mais esclarecimentos – não entendem o que ela está dizendo, mas parecem achar que é bom. Dá para chegar ao Planalto nessa toada, falando de “sustentabilidade” e “esforço transversal”?

Lula e Dilma, mais que Aécio, esperam que não. Os dois só sabem fazer campanha apostando tudo na destruição do competidor, que sempre pintam como um inimigo da “maioria pobre” – e essa opção não está mais disponível para eles.

Vai ser difícil, por exemplo, dizer que Marina é da elite branca do Sul, porque ela nasceu mais pobre do que Lula, não é branca e veio da periferia de Rio Branco, no fundo do Acre. Não dá para pregar ódio contra alguém que só foi se alfabetizar aos 16 anos de idade, ou teve a saúde arruinada pela falta de dinheiro.

Não se conseguirá negar a Marina o “heroísmo moral” de que fala Cervantes – aquela penca de desvantagens que ninguém quer para si, a começar pela pobreza, mas acha um grande mérito nos outros.

Marina Silva pode ser uma pedreira.

30/08/2014

às 15:40 \ Política & Cia

Dilma muda o alvo, deixa Aécio de lado e parte para o ataque contra Marina

A presidente-candidata Dilma Rousseff durante evento na cidade de Jales, no interior paulista. Ao evento também compareceram o vice-presidente Michel Temer e o candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

A presidente-candidata Dilma Rousseff durante evento na cidade de Jales, no interior paulista. Ao evento também compareceram o vice-presidente Michel Temer e o candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Um dia depois dos novos números do Datafolha, presidente-candidata sugere que a adversária é autoritária e suas propostas são ‘fundamentalistas, obscurantistas e retrógradas’

Por Felipe Frazão, de Jales (SP), para o site de VEJA

A resposta veio rápido. Em um comício na cidade de Jales, 545 quilômetros de São Paulo, a presidente-candidata Dilma Rousseff deixou de lado a artilharia contra o PSDB e dirigiu suas críticas a Marina Silva (PSB), seguindo à risca a orientação do PT para centrar fogo na nova rival direta pela disputa ao Palácio do Planalto.

– Numa democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo. No mundo, não há um único lugar em que se governa sem partidos – disse a candidata petista.

Filiada ao PSB somente para disputar as eleições, Marina é idealizadora da Rede Sustentabilidade, partido que foi barrado pela Justiça Eleitoral, e crítica das agremiações regidas pelo que chama de “velha política”. Uma das linhas de ação traçadas pelo PT é martelar que, se eleita, Marina não terá respaldo dos partidos no Congresso Nacional que hoje apoiam Dilma.

Pesquisa Datafolha divulgada na noite de sexta pela TV Globo apontou crescimento meteórico de Marina, que agora aparece empatada com Dilma na liderança da corrida, ambas com 34% das intenções de votos. O tucano Aécio Neves, que ocupava a segunda posição, agora está em terceiro, com 15%. Na simulação de segundo turno, Marina venceria Dilma com vantagem de dez pontos porcentuais.

Sem citar nominalmente Marina, que ontem lançou seu plano de governo, a petista disse que as propostas da adversária são “fundamentalistas, obscurantistas e retrógradas”. “Sabe o que acontece com propostas aventureiras, obscurantistas e atrasadas? Elas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, mas que é demagógica e que, sobretudo, não sei a que interesse serve. Por isso fiquem atentos, olho aberto. Vai afetar a vida de todos nós.”

Ao lado do vice, Michel Temer, anfitrião do ato, a petista também fez um aceno direto ao PMDB, que chamou de ”partido da democracia”. O comício no Oeste paulista é uma tentativa de atrair prefeitos e lideranças regionais do PMDB para minimizar a rejeição à presidente no Estado de São Paulo [47%, segundo o Datafolha].

“O Brasil precisa, nesta eleição, conhecer a verdade que existe aqui em São Paulo e que é oculta”, afirmou Dilma, sugerindo que o governo estadual, administrado pelo PSDB, esconde parcerias com a administração federal. ”O Estado tem de fazer parceira com o município. O que não é certo é esconder a parceria.” “Colocamos aqui em São Paulo, recursos no Minha Casa, Minha Vida e teve casas entregues e casas que estão por entregar. Foram beneficiadas 2,4 milhões de pessoas e tem gente que diz que foram eles que fizeram o Minha Casa, Minha Vida”, afirmou.

Em mais uma referência a Marina, Dilma defendeu a exploração do pré-sal e afirmou que o país poderia perder 1,3 trilhão de reais em investimentos. “Isso é tirar dinheiro para ampliar creche, porque está na criança a raiz da desigualdade. A gente tem de dar a mesma oportunidade para os brasileirinhos e brasileirinhas”, discursou.

“Aqui estão aqueles que acham que a Petrobras e o pré-sal não só têm de ser preservados como têm de ser estimulados, que acreditam que a Petrobras é uma grande empresa, que não querem reduzir seu papel e sabem que o Brasil precisa não só do petróleo, mas de transformar essa riqueza finita em perene, num passaporte para o futuro, para a educação.”

30/08/2014

às 15:00 \ Política & Cia

ENTREVISTA: Com Aécio presidente, a economia brasileira voltará a correr. Quem diz é Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e coordenador econômico da campanha tucana

(Foto: Antonio Milena)

Como ministro da Fazenda caso Aécio Neves seja eleito, Armínio Fraga pretende tirar o país “dessa UTI de subsídios e proteções” (Foto: Antonio Milena)

CONFIANÇA E COMPETIÇÃO

O ex-presidente do Banco Central e futuro ministro da Fazenda, no caso de uma vitória de Aécio Neves nas eleições, traça seu projeto para dar um novo ímpeto à economia brasileira

Entrevista a Lauro Jardim e Giuliano Guandalini publicada em edição impressa de VEJA

Se o senador mineiro Aécio Neves conseguir vencer as próximas elei­ções para presidente da República, um integrante de peso de seu futuro governo já é certo. Será o ministro da Fazenda, o economista Armínio Fraga, que no comando do Banco Central foi o responsável por restabelecer a confiança na economia brasileira depois da desvalorização cambial de 1999.

Aos 57 anos, Fraga coordena a área econômica do candidato do PSDB. Os eixos do programa se amparam em resgatar a previsibilidade e a transparência na condução da economia, combatendo a inflação e o inchaço do setor público, ao mesmo tempo em que as reformas estruturais serão promovidas. Diz Armínio Fraga: “O Brasil foi colocado em uma trajetória populista, com resultados desastrosos e previsíveis”.

Quais são as evidências de que estamos entrando em uma tempestade na economia?

A opção feita no segundo mandato do Lula por um modelo com ênfase no incentivo ao consumo e na participação elevada do setor público na economia já se esgotou. Funcionou por algum tempo, graças em parte a um cenário externo favorável. Não houve, entretanto, sucesso em aumentar o investimento, que permanece baixo em relação ao tamanho da economia, nem a produtividade, que tem crescido pouco.

O engajamento do governo com o setor privado consiste cada vez mais de soluções improvisadas que não dão conta do recado. Temos uma infraestrutura totalmente desgastada e inadequada. O sistema tributário é extremamente custoso para as empresas, cheio de problemas. A qualidade da educação não vem melhorando em ritmo adequado.

Por fim, a macroeconomia também foi desajustada. A inflação está alta, mesmo com o represamento de preços, e a situação fiscal é opaca e vem se deteriorando.

Quais são os sintomas da ineficiência da atual política econômica?

O Brasil foi colocado em uma trajetória populista, com resultados desastrosos e previsíveis. Essa aposta errada parte de uma teoria antiquada, que tinha alguma importância até os anos 1970, mas que se mostrou equivocada. Os sintomas são diversos e tradicionais, com destaque para o crescimento cada vez mais baixo.

Para termos um parâmetro, durante o governo Fernando Henrique o avanço do PIB brasileiro foi similar ao da América Latina. Nos anos Lula, o crescimento médio foi também parecido com o da América Latina. Agora, com Dilma, vamos crescer 2 pontos porcentuais por ano, abaixo do avanço médio até dos países vizinhos. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/08/2014

às 21:46 \ Política & Cia

Datafolha indica que Marina empata com Dilma no primeiro turno e ganha por 10 pontos no segundo

Dilma, Marina e Aécio: cenário mudou totalmente (Fotos:  Reuters::EFE::Estadão Conteúdo)

Dilma, Marina e Aécio: cenário mudou totalmente (Fotos: Reuters::EFE::Estadão Conteúdo)

Candidata do PSB à Presidência da República venceria Dilma Rousseff (PT) com vantagem de 10 pontos porcentuais no segundo turno

Não foi uma sexta-feira 13, mas os números não foram nada bons para o PT e para a presidente-candidata Dilma Rousseff.

Pela manhã, a divulgação do encolhimento da economia, colocando o país em recessão técnica, foi um golpe duro para a campanha petista administrar.

Na Bahia, a saída de Dilma foi recorrer a uma nova versão da “marolinha” lulista e dizer que o desempenho pífio da economia é momentâneo. Mas, à noite, o cenário piorou com a divulgação da pesquisa de intenção de votos do instituto Datafolha pela TV Globo.

Pela primeira vez numa corrida presidencial desde que chegou ao poder, o PT não é mais apontado como favorito. Segundo o instituto, nos últimos onze dias, a candidata do PSB, Marina Silva, ganhou 13 pontos porcentuais e empatou com Dilma na liderança da disputa, ambas com 34% das intenções de votos.

Pior: Marina venceria Dilma em um eventual segundo turno por dez pontos de diferença – 50% a 40%. Na sondagem anterior, a diferença entre elas era de quatro pontos.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, caiu cinco pontos e agora marca 15%. Pastor Everaldo, do PSC, tem 2% das intenções de voto, um ponto a menos do que na rodada anterior.

a quadroOutros 7% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo e 7% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

O instituto ouviu 2.874 eleitores em 178 municípíos brasileiros nesta quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00438/2014.

 

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