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Dilma Rousseff

24/10/2014

às 20:03 \ Política & Cia

Aécio: depoimento de doleiro indica caixa dois na campanha de Dilma

(Foto: Marcos Fernandes)

“É algo extremamente grave que tem que ser confirmado, mas é preciso que seja também apurado”, disse Aécio Neves hoje a respeito das denúncias feitas por VEJA (Foto: Marcos Fernandes)

Candidato tucano classificou como “extremamente graves” as informações reveladas por VEJA sobre depoimento de Youssef

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro, para VEJA.com

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que considera “extremamente graves” as informações reveladas por VEJA sobre o depoimento prestado na última terça-feira pelo doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

Como narra a reportagem, o doleiro, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, seu antecessor, no esquema de corrupção. Em coletiva concedida no Rio de Janeiro, Aécio afirmou que, se comprovadas, as informações prestadas por Youssef confirmam que “houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT”.

VEJA revelou que Youssef afirmou à PF que Dilma e Lula sabiam das irregularidades na Petrobras, que era usada de forma sistemática para desviar recursos que abasteciam os caixas do PT e de outros partidos aliados. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, também foi preso por sua participação nos desvios. Ele e Youssef firmaram um acordo de delação premiada, o que os obriga a comprovar as afirmações que fizerem para ter a pena reduzida.

“A denúncia é extremamente grave. A delação premiada é um instrumento que apenas assegura benefícios se vier acompanhada de comprovações das denúncias. É preciso que nos alertemos, porque a primeira etapa da delação feita por Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, portanto acreditando nas informações que ali foram prestadas”, afirmou o presidenciável, em rápido pronunciamento em um hotel no Leblon, Zona Sul do Rio, onde se prepara para o debate da TV Globo, nesta noite.

Aécio destacou ainda o encontro narrado pelo doleiro com um integrante da coordenação da campanha presidencial do PT para tratar da repatriação de 20 milhões de reais que seriam usados na campanha de Dilma. “Se comprovado isso, é a confirmação de que houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT. É algo extremamente grave que tem que ser confirmado, mas é preciso que seja também apurado”, disse.

O tucano também criticou a postura de Dilma: o PT tentou censurar reportagem de VEJA sobre o depoimento de Youssef, mas teve o pedido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Infelizmente até agora a única manifestação do PT foi pela censura. Essa não é certamente a resposta que os brasileiros aguardam e o TSE negou provimento a essa solicitação. O Brasil aguarda esclarecimentos cabais e definitivos”, afirmou. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/10/2014

às 18:48 \ Política & Cia

Nota da revista VEJA sobre a fala da presidente no horário eleitoral

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De VEJA.com

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de  fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

24/10/2014

às 17:20 \ Política & Cia

Lula se aproveita da ignorância da população para fazê-la acreditar que há agressões “típicas do nazismo” a Aécio. Na verdade, sem saber do que está falando, o que ele faz é extravazar seu ódio às “elites” — com as quais, na verdade, se amancebou

(Foto: Ricardo Stuckert)

Quando fala às multidões, Lula não tem problema em invocar uma das maiores tragédias da história mundial (Foto: Ricardo Stuckert)

O NAZISMO NA BOCA DE LULA

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

A frequência com que as palavras “nazismo” e “nazista” são usadas para insultar tende a ser tanto maior quanto menor o conhecimento dos que as empregam do que foi efetivamente o mais hediondo regime que o Ocidente experimentou ao longo de sua história e do que fizeram os seus seguidores.

Se mesmo na Europa as novas gerações parecem saber cada vez menos da barbárie que a devastou há 70 anos, não surpreende que em outras paragens os termos que a revestem tenham se tornado ao mesmo tempo corriqueiros e caricaturais – e, nessa medida, uma ofensa permanente à memória de suas vítimas.

Um exemplo de livro de texto dessa banalização do mal acaba de ser dado pelo ex-presidente Lula, no lugar onde mais ele fica à vontade para usufruir da sua inesgotável propensão à baixeza: um palanque eleitoral.

Ao lado da afilhada Dilma Rousseff, em um comício que reuniu cerca de 40 mil pessoas no Recife, anteontem, ele equiparou as supostas agressões ao Nordeste da campanha do tucano Aécio Neves e de seus aliados às práticas nazistas na 2.ª Guerra Mundial. Lula falava para um público que, em geral, tem disso informação precária ou nenhuma. Mas aprendeu, como quase toda a gente, que o tal do nazismo é a coisa mais medonha que se pode conceber.

Portanto, se ouve de Lula que a esse extremo chegam os presumíveis preconceitos e injustiças da oposição “contra nós”, os nordestinos, deve ser a pura verdade. Lula não imaginaria que o sentimento de revolta que se esmerava em inculcar à sua plateia a dotaria do poder mágico de votar duas vezes em Dilma na decisão de domingo para se vingar dos “preconceituosos”. Nem seria preciso: no primeiro turno, vencido em Pernambuco por Marina Silva, Dilma obteve 44% dos sufrágios ante menos de 6% de Aécio.

Logo se vê que a fúria de Lula não tem nada que ver com um hipotético imperativo de conseguir que a sua apadrinhada prevaleça numa capital, em um Estado e numa região onde ela e o seu adversário – a exemplo do que se passa em âmbito nacional, segundo as pesquisas – estariam engajados numa guerra sem quartel pelo voto de cada eleitor.

O comício do Recife foi apenas (e tudo isso) uma oportunidade para ele dar vazão ao ódio que sente pelas “elites” – e que soube guardar no congelador quando, presidente, se amancebou com o que elas têm de pior. Muito mais do que o combate político, é esse sentimento que o leva a perder o que ainda possa ter em matéria de senso de proporção, ao comparar os adversários não só aos nazistas, mas a Herodes, “que matou Jesus Cristo por medo de ele se tornar o homem que virou”.

Já investir contra Aécio, como também fez em Pernambuco, acusando-o de “grosseiro” com Dilma, é frio cálculo eleitoral. O neofeminista da temporada havia feito a sua aparição na antevéspera, em outro comício, então em Itaquera, na zona leste paulistana. “Esse rapaz não teve educação de berço para respeitar as mulheres”, atacou. “E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó.”

Logo ele, que fez com brio a sua parte na profusão de baixarias para desqualificar a candidata Marina Silva na disputa do primeiro turno.

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24/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

DORA KRAMER: Para Dias Toffoli, ou é oito ou é 80 quando se trata do horário eleitoral

(Foto: STF)

Dias Toffoli: campanha de baixo nível neste segundo turno das eleições exige mudanças nas regras do horário eleitoral (Foto: STF)

DE OITO A 80

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Antonio Dias Toffoli, propõe uma revisão do uso do horário eleitoral para as próximas campanhas. Traz o tema à discussão no bojo da repentina – e por que não dizer tardia, radical e atabalhoada – mudança de orientação do colegiado em relação ao grau de interferência da Justiça na cobrança do cumprimento da lei por parte das forças políticas em disputa.

Toffoli considerou de muito baixo nível o que PT e PSDB apresentaram em seus programas na campanha do segundo turno. De onde concluiu que se há tempo para ofensas é porque há tempo em excesso; questionou se as campanhas não deveriam ser mais curtas e defendeu o direito do tribunal “pôr um freio de arrumação” no ambiente proibindo toda e qualquer crítica considerada inadequada, a fim de preservar os ouvidos sensíveis do eleitorado.

Tudo isso ao juízo do mesmo colegiado cuja maioria até então defendera uma atitude “minimalista” (no dizer do ministro Luiz Fux) da Justiça, no intuito de não interditar o debate político. Ou seja, o TSE, representado por seu presidente, saiu de uma posição de deliberado alheamento para uma atitude de interferência discricionária, avocando para si a decisão sobre o tempo e o conteúdo do que pode ou não ser dito.

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24/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Subida de Dilma nas pesquisas faz Bolsa anular ganhos do ano inteiro

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril (Foto: Reinaldo Canato/VEJA)

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril (Foto: Reinaldo Canato/VEJA)

Após despencar 3,24% nesta quinta-feira, com pessimismo eleitoral, valorização acumulada no ano passou para o campo negativo, em 1,50%

De VEJA.com

O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, fechou em forte queda nesta quinta-feira, abaixo dos 51 mil pontos pela primeira vez desde abril, em meio a especulações, posteriormente confirmadas, de que pesquisas previstas para o dia mostrariam aumento da vantagem da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, na corrida presidencial, a três dias do pleito.

No fim da sessão, a bolsa brasileira terminou em queda de 3,24%, a 50.713,26 pontos, o menor patamar desde abril, fazendo o desempenho no ano ficar negativo em 1,50%.

Até a véspera, o resultado acumulado em 2014 estava positivo em 1,75%.

Entre os destaques de queda, mais uma vez, estão as ações ordinárias da Petrobras (ON, com direito a voto), que recuou 6,23%, e preferenciais (PN, sem direito a voto), com queda de 7,22%. Além disso, tiveram retração os papéis do Banco do Brasil (- 9,11%), Bradesco (- 6,02%), Itaú ON (- 4,04%) e outras empresas do setor financeiro.

Logo após o fechamento, levantamentos Datafolha e Ibope confirmaram os rumores do mercado.

O Datafolha mostrou Dilma com uma vantagem inédita, de 53% dos votos válidos contra 47% do tucano. Na rodada anterior, a situação era de empate técnico: Dilma tinha 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Já o Ibope apontou Dilma com 54% dos votos válidos, contra 46% de Aécio. No levantamento anterior do instituto, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Dólar sobe para maior patamar em 9 anos

Os rumores na reta final da corrida eleitoral impulsionaram o dólar para o maior patamar em nove anos. Agentes do mercado anteciparam o cenário em que presidente Dilma apareceria à frente de Aécio Neves, fora da margem de erro.

A moeda norte-americana subiu 1,35%, cotada a 2,5137 reais na venda, maior nível de fechamento desde 29 de abril de 2005, quando ficou em 2,528 reais.

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,8 bilhão de dólares.

“O mercado não sabe para onde atirar agora nesses últimos dias antes das eleições”, disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

“Parece que o mercado está alternando entre o modo de ‘especulação’, quando enche, e o modo de ‘prudência’, quando esvazia”, resumiu o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

 

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

23/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

LEMBRANÇA OPORTUNA: Não é só porto em Cuba, não. Vocês sabiam que o governo do PT colocou 800 milhões de dólares em uma hidrelétrica na Nicarágua bolivariana?

Hidrelétrica: negociações entre a Nicarágua e empresários brasileiros foram destravadas graças à intervenção do presidente nicaraguense Daniel Ortega e de Dilma (Foto: AES Tietê)

Hidrelétrica: negociações entre a Nicarágua e empresários brasileiros foram destravadas graças à intervenção do presidente nicaraguense Daniel Ortega e de Dilma (Foto: AES Tietê)

Tal como ocorreu com o porto de Mariel, em Cuba, o BNDES participa do financiamento da obra do governo bolivariano e violador dos direitos humanos da Nicarágua

DILMA LIBERA CONSTRUÇÃO DE USINA HIDRELÉTRICA NA NICARÁGUA

Reportagem publicada em EXAME.com a 1º de abril de 2014

A construção da hidrelétrica Tumarín, na Nicarágua, um dos maiores projetos de infraestrutura do governo do sandinista Daniel Ortega, começará em 2014 com quatro anos de atraso e após um processo de negociação que precisou contar com a intervenção da presidente Dilma Rousseff.

Em julho de 2009, a Assembleia Nacional aprovou a execução do projeto Tumarín em Apawás, comunidade de difícil acesso localizada no município de La Cruz de Río Grande, na Região Autônoma do Atlântico Sul (Raas).

O projeto previa a construção de uma usina, com uma represa de 2.590 hectares de área e com capacidade de geração de 253 megawatts. Como indenização pela perda de terras, o plano era transferir os moradores de Apawás para um lugar seguro, com casa para cada família, serviço de água potável, energia elétrica, três igrejas, uma casa comunitária e um centro comercial.

O custo total de Tumarín seria de US$ 800 milhões, e a responsabilidade da obra ficaria com a companhia Centrais Hidrelétricas da Nicarágua (CHN), criada pela Eletrobras e a construtora Queiroz Galvão.

Ortega anunciou Tumarín como o maior projeto de geração de energia da história da Nicarágua.

Por se tratar de energia limpa, a hidrelétrica permitirá ao país vislumbrar uma mudança de sua matriz energética, predominantemente térmica e dependente dos derivados do petróleo.

Com a usina, a Nicarágua não só reduziria o impacto dos altos preços do petróleo, mas também obteria prestígio na corrida contra a mudança climática. No entanto, não se passaram seis meses até surgirem os primeiros problemas.

Os tribunais da Região Autônoma do Atlântico Sul exigiram a paralisação do projeto devido a uma suposta irregularidade em sua aprovação.

A questão foi resolvida e, em julho de 2010, Ortega anunciou a iminente construção de Tumarín e até convidou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para lançar a pedra fundamental do projeto.

Tudo parecia funcionar, a CHN contratou funcionários, construiu uma estrada na região da central e iniciou a capacitação de seus futuros trabalhadores.

Enquanto isso ocorria, o governo nicaraguense promoveu outro projeto hidrelétrico: Brito, que seria tão grande quanto Tumarín, porém mais barato (US$ 600 milhões).

Brito causou polêmica porque cortaria o fluxo do rio San Juan, quase sagrado para os nicaraguenses, transferiria uma cidade já urbanizada e desembocaria no recife de corais mais ricos do litoral pacífico do país. Um ano depois, esse projeto fracassou.

O ano de 2011 foi ruim para a CHN, principalmente em relação à indenização pelas terras que seriam afetadas pela usina de Tumarín. A empresa e os proprietários inicialmente tinham chegado a um acordo para o pagamento de US$ 800 por cada 0,70 hectare de terra, mas uma suposta falta de liquidez fez com que nem todos os afetados recebessem o valor.

Paralelamente, questões burocráticas tornaram o andamento do processo mais lento do que o esperado, e o preço das matérias-primas aumentou.

Como resultado, o preço final da central aumentou para US$ 1,1 bilhão, e a esperança de que fosse concluído diminuiu.

Além disso, a rodovia de 50 quilômetros construída para se chegar a Apawás fez com que as exigências de compensações dos moradores locais aumentassem, e agora os afetados exigiam indenizações de US$ 1 mil a US$ 1,5 mil por cada 0,70 hectare.

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23/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

TVEJA: “Com o PT não há democracia, nem liberdade”, diz J. R. Guzzo

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Para J. R. Guzzo, grande jornalista que durante 15 anos foi Diretor de Redação de VEJA — durante sua gestão, a revista saiu do patamar de 200 mil exemplares semanais para 1 milhão –, depois durante uma década dirigiu o grupo EXAME da Editora Abril e hoje é colunista de VEJA, o PT de Dilma e Lula simplesmente não reconhece que o brasileiro possa, sim, fazer uma outra escolha, que não a manutenção disso que está aí.

E com o PT, diz Guzzo, democracia e liberdade não são valores essenciais, pelo contrário.

A divisão do país entre PT e PSDB, o saldo dos debates e as expectativas para o dia 26 de outubro são alguns dos assuntos do “Aqui entre nós” de Guzzo com Joice Hasselmann.

23/10/2014

às 10:30 \ Política & Cia

Pisada de bola do Datafolha às vésperas de eleição tão disputada como esta beira a irresponsabilidade

crazyO jornalista Wilson Moherdaui, que além de um dos mais competentes profissionais que conheço é um amigo e um irmão, escreveu este texto curto e revelador em seu Facebook.

Não resisti e estou publicando.

O DATAFOLHA COMEU MOSCA

Todo mundo deve estar se perguntando como é que subitamente o otimismo em relação à economia aumentou tanto, mesmo com o medíocre crescimento previsto de 0,26% do PIB e a inflação esbarrando no teto da meta.

Simples: a pesquisa do Datafolha que revelou isso nesta quarta, 23, contém um erro primário de método.

Ao formular perguntas sobre a expectativa em relação à economia, o Datafolha não delimita um prazo (se até o final do ano, durante o governo Dilma, portanto; se no próximo governo, de Dilma ou Aécio) e muito menos define o cenário futuro, se num governo Dilma ou Aécio.

O resultado é óbvio: os eleitores de Dilma, apostando que ela vai ganhar, dizem acreditar que a economia vai melhorar; os eleitores de Aécio, apostando que ele vai ganhar, dizem acreditar que a economia vai melhorar.

Daí, chega-se à conclusão ilusória de que praticamente o país todo acredita que a economia vai melhorar.

É uma bobagem que, às vésperas de uma eleição tão disputada, beira a irresponsabilidade.

22/10/2014

às 18:00 \ Disseram

Adora um comício

“A bichinha agora adora um comício. Ela, se podia, fazia um por dia.”

Lula, ex-presidento, ao falar sobre o gosto adquirido de sua afilhada política, a presidente Dilma Rousseff, por aparições de campanha

22/10/2014

às 16:56 \ Política & Cia

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO: “Filhotismo”, “mulherismo” e a figura do eterno candidato são alguns dos problemas das nossas eleições

(Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula :: Ricardo Brandt/Estadão)

Lula e Renan Filho: o eterno candidato e o novato eleito pela fama do pai (Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula :: Ricardo Brandt/Estadão)

SOBRE REELEIÇÃO, FILHOTISMO ETC.

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

Roberto-Pompeu-de-ToledoO projeto de fim da reeleição e coincidência de mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos, defendido por Aécio Neves, antes piora do que melhora o modelo atual. Bem ou mal, a ocorrência de uma eleição sempre convida o eleitor a pensar no processo político e a participar dele. É o que ocorre hoje a cada dois anos. Uma distância de cinco anos entre uma eleição e outra gera uma longa desmobilização e tem tudo para multiplicar o já alto grau de desinformação e desinteresse do eleitorado brasileiro.

Problemática é também a fixação dos cinco anos de duração para todos os mandatos, inclusive os legislativos. Isso significa que o senador teria mandato igual ao do deputado, ao contrário do que sempre ocorreu no Brasil e ocorre nos melhores modelos mundo afora. Senado é lugar dos seniores, da prudência e da moderação, portanto do vagar e da ponderação, e para o bom exercício de tais características entende-se como boa regra a duração mais longa dos mandatos.

O próprio propósito de acabar com a reeleição é questionável. A experiência da reeleição é muito nova no Brasil para já ser descartada. Mais interessante, uma vez que seguimos o modelo do presidencialismo americano, seria copiá-lo direito e proibir a candidatura a mais de dois mandatos. Atualmente, mesmo que não se possa concorrer a uma segunda reeleição, pode-se voltar a concorrer, cumprido o intervalo do mandato subsequente.

O resultado é a figura do eterno candidato, desde que não seja a três mandatos seguidos. Lula poderia ter sido candidato desta vez e não foi, mas desde já é candidato à próxima. O mesmo quadro se repete nos estados, onde pululam os eternos potenciais candidatos a governador, com a nociva consequência de perpetuar o coronelismo.

A limitação a duas vezes do direito de candidatar-se ao mesmo cargo executivo seria poderoso estímulo a fazer a fila andar. E fazer a fila andar é condição para a alternância no poder e a renovação de quadros inerentes aos bons modelos de democracia.

Filhotismo e, digamos, mulherismo são outros fatores que emperram a fila. O “filhotismo”, expressão usada desde o Império, e devidamente dicionarizada, elegeu o governador de Alagoas, Renan Filho, rebento do presidente do Senado, Renan Calheiros, encarnou-se em Lobão Filho, candidato derrotado no Maranhão, e multipli­cou-se com abundância nas candidaturas aos legisla­tivos. Contra ele não há remédio institucional à vista.

Mas contra o mulherismo, a prática dos candidatos fichas-sujas de substituir a própria candidatura pela da mulher, há – seria banido por uma lei que proibisse a substituição do ficha-suja por um parente. As eleições para os governos de Mato Grosso e Roraima tiveram madames fichas-sujas concorrendo neste ano. Em Brasília, a mulher de José Roberto Arruda é candidata a vice na chapa de Jofran Frejat, classificada para o segundo turno. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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