02/02/2012
às 19:46 \ Tema LivreO lateral brasileiro Maxwell, transferido para o futebol francês, sai sem que se esclareça uma dúvida: como conseguiu ficar tanto tempo no melhor time do mundo, o Barça?

O técnico do Barcelona, Pep Guardiola e o lateral Maxwell: tolerando uma exceção medíocre no melhor time do mundo
A recente transferência do lateral esquerdo brasileiro Maxwell do Barcelona para o Paris Saint Germain coloca fim a três anos de uma inexplicável sobrevivência de um jogador apenas mediano, medíocre, no meio do elenco espetacular e milionário do melhor time do mundo.
Maxwell é um bom rapaz, tem boa aparência, comporta-se corretamente, obedece às ordens do técnico mas, no Barcelona, pouco passava disso: nas muitas vezes em que entrou no meio das partidas ou começou jogando — era reserva do francês Abidal –, nunca foi mais do que um jogador disciplinado e discretíssimo.
Se a bola vinha pra cá, ele mandava logo pra lá. Quando recebia passes, em geral devolvia, correndo, fugindo dos perigos de tentar desenvolver uma jogada. Raras vezes tentava um drible, e evitava incursões pela área, como faz o tempo todo e com êxito o lateral direito, também brasileiro, Daniel Alves. Raros, raríssimos foram seus centros para a área, mas ele chegou a fazer assistências e a marcara gols. Só se sentia mais à vontade defendendo, e nisso era aplicado.
Maxwell parecia achar que o Barça era areia demais para seu caminhão e se escondia do jogo — e até aí tudo bem, porque no futebol sempre houve jogadores assim. O curioso é que o exigentíssimo e workaholic Guardiola haja percebido, no brasileiro, qualidades que a maioria dos amantes do futebol não enxergava.
Não se sabe se o mistério um dia será resolvido. No PSG francês, menos pressionado por integrar o elenco solar do campeão mundial, quem sabe Maxwell venha a revelar habilidades insuspeitadas.
Tags: Abidal, Barcelona, Daniel Alves, futebol, Guardiola, jogador medíocre, Maxwell, Paris Saint-Germain, Pep Guardiola









































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