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Daniel Alves

06/03/2014

às 16:00 \ Tema Livre

VÍDEOS IMPERDÍVEIS: 5 facetas que explicam a grandeza de Puyol, o zagueirão e capitão que deixará o Barça após 19 anos de glórias

Carles-Puyol

O leão Carles Puyol celebra o gol que anotou no fim de semana passado contra o Almería: um autêntico mito (foto: Manel Montilla – Mundo Deportivo)

Com a firmeza e altivez que lhe deram fama e respeito mundial, Carles Puyol anunciou na terça-feira (4 de março) diante de jornalistas que deixará o Barcelona ao final desta temporada, em junho.

O motivo, segundo o próprio zagueiro e capitão do esquadrão azul-grená há uma década, é a dificuldade que vem encontrando há mais de três anos em recuperar-se de uma série de lesões que parece não ter fim. Puyol, que completa 36 primaveras em abril, havia dito que atuaria até chegar aos 40.

Fontes próximas ao atleta especulam que ele deve tentar cumprir a promessa, mas defendendo as cores de algum clube de uma liga “menor”. O campeonato americano estaria entre suas principais opções, até pelo fato de sua companheira Vanesa Lorenzo, com quem tem uma filhinha, possuir um apartamento em Nova York.

Exemplar raro

Sempre fui um grande admirador da raça, a correção, a lealdade e a eficiência de Puyol e sua inconfundível juba de leão. Carles é um destes exemplares raros de jogadores capazes de colocar a cabeça no pé de um adversário caso isso seja necessário para impedir um gol ou uma jogada de perigo.

Mesmo assim, não pode ser considerado violento. Muito pelo contrário: como bem lembrou editorial do jornal catalão La Vanguardia no dia seguinte ao anúncio, jamais, nos seus 19 anos de carreira profissional, todos vividos dentro do Barça – e 15 dos quais na equipe principal – Puyi, como é chamado pelos colegas, cometeu um lance desleal para com seus rivais.

Há várias maneiras possíveis de homenagear Puyol, este homem detentor de incríveis três Champions League, seis Campeonatos Espanhóis, dois Mundiais de Clubes da FIFA, duas Copas do Rei, duas Supercopas da Europa e seis Supercopas da Espanha pelo Barcelona, além de, é claro, uma Copa do Mundo (2010) e uma Eurocopa (2008) pela seleção espanhola.

Mas, aproveitando que sua camisa é a 5, separei cinco vídeos publicados no YouTube que ilustram diferentes facetas da grandeza do jogador:

-O raçudo

Em jogada válida pela Champions League 2002-2003 contra o Lokomotiv russo, o goleiro já estava vendido quando Puyol se atirou com o corpo (e a alma) para salvar um gol já dado como certo. A bola bateu no escudo do Barça e não entrou.

-O capitão

Nos grandes clubes europeus, a figura do capitão do time ainda tem muito valor. Eles representam a equipe em eventos, proferem discursos em estádios lotados e ajudam a orientar os demais dentro e fora de campo. Neste episódio ocorrido em jogo contra o Rayo Vallecano pelo Campeonato Espanhol 2011-2012, Carles correu para chamar a atenção dos brasileiros Daniel Alves e Thiago Alcântara que, após um gol do segundo, celebravam com uma de suas polêmicas dancinhas. Puyol fazia assim o papel de voz do treinador – no caso, Pep Guardiola, que não suportava as coreografias.

-O catalão

Orgulhosíssimo de suas origens  – nasceu na cidadezinha de Pobla de Segur – Puyol integra o grupo de jogadores que, embora defendam com afinco a seleção espanhola, o fariam ainda com maior intensidade caso a Catalunha se tornasse um país independente e tivesse sua própria seleção oficial. O auge de sua demonstração de amor catalão ocorreu na goleada por 6 a 2 aplicada pelo imbatível Barça de Guardiola no Espanhol de 2009. Ao anotar um gol, Carles tirou a faixa de capitão com as cores da senyera, a bandeira da Catalunha, a beijou e a exibiu, com enorme satisfação mas sem desrespeito, aos quase 100 mil torcedores do espanholíssimo Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu.

-O espanhol

Na seleção espanhola, Puyol é quase tão lendário. Disputou três copas – 2002, 2006 e 2010 -, acompanhando, portanto, o surgimento a e consolidação desta geração de ouro da Roja. E não só: quem se esquece que foi dele um dos gols mais decisivos da conquista do caneco na África do Sul, o da semifinal contra a Alemanha?

-O ser humano

Carles Puyol foi o capitão do Barça em três conquistas da cobiçadíssima Champions League Europeia. Em 2006 e 2009, ergueu com sua típica bravura os pesados troféus. Em 2011 em Wembley, porém, fez algo muito maior: na hora H, sem avisar a ninguém, entregou a faixa ao companheiro Éric Abidal, que enfrentava uma luta contra um câncer, e lhe concedeu a honra. O mundo se emocionou (vejam a partir do tempo 1’33” do vídeo).

 

 

02/02/2012

às 19:46 \ Tema Livre

O lateral brasileiro Maxwell, transferido para o futebol francês, sai sem que se esclareça uma dúvida: como conseguiu ficar tanto tempo no melhor time do mundo, o Barça?

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O técnico do Barcelona, Pep Guardiola e o lateral Maxwell: tolerando uma exceção medíocre no melhor time do mundo

A recente transferência do lateral esquerdo brasileiro Maxwell do Barcelona para o Paris Saint Germain coloca fim a três anos de uma inexplicável sobrevivência de um jogador apenas mediano, medíocre, no meio do elenco espetacular e milionário do melhor time do mundo.

Maxwell é um bom rapaz, tem boa aparência, comporta-se corretamente, obedece às ordens do técnico mas, no Barcelona, pouco passava disso: nas muitas vezes em que entrou no meio das partidas ou começou jogando — era reserva do francês Abidal –, nunca foi mais do que um jogador disciplinado e discretíssimo.

Se a bola vinha pra cá, ele mandava logo pra lá. Quando recebia passes, em geral devolvia, correndo, fugindo dos perigos de tentar desenvolver uma jogada. Raras vezes tentava um drible, e evitava incursões pela área, como faz o tempo todo e com êxito o lateral direito, também brasileiro, Daniel Alves. Raros, raríssimos foram seus centros para a área, mas ele chegou a fazer assistências e a marcara gols. Só se sentia mais à vontade defendendo, e nisso era aplicado.

Maxwell parecia achar que o Barça era areia demais para seu caminhão e se escondia do jogo — e até aí tudo bem, porque no futebol sempre houve jogadores assim. O curioso é que o exigentíssimo e workaholic Guardiola haja percebido, no brasileiro, qualidades que a maioria dos amantes do futebol não enxergava.

Não se sabe se o mistério um dia será resolvido. No PSG francês, menos pressionado por integrar o elenco solar do campeão mundial, quem sabe Maxwell venha a revelar habilidades insuspeitadas.

 

08/10/2011

às 13:00 \ Tema Livre

Futebol: os 10 melhores jogadores brasileiros atuando na Europa

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Legião brasileira do Porto, vencedor da Liga de Campeões da Europa em 2004: (da esq. para a dir.): Hulk, Walter, Souza, Hélton, Fernando e Maicon. Um ano para comemorar

Amigos, a temporada de futebol na Europa já percorre sua fase inicial, mas achei muito interessante, para os leitores, mostrar os 10 melhores brasileiros atuando no Velho Continente na temporada passada, segundo um formidável júri de especialistas reunido pela revista Placar.

Na pior das hipóteses, a lista serve para os apreciadores do futebol acompanharem o desempenho dos dez este ano. Irão se manter na lista? A ver

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Top 10 – Os melhores brasileiros na Europa

Já se vão três anos e meio desde que Kaká subiu ao palco da Ópera de Zurique para receber, das mãos de Pelé, o troféu de melhor jogador do mundo pela FIFA. De fato, foi a última vez que um jogador brasileiro exerceu o papel de protagonista no futebol europeu.

Kaká passou por uma via-crúcis de lesões e cirurgias. Ronaldinho Gaúcho entrou em declínio técnico e anímico e acabou retornando ao Brasil. Robinho nunca confirmou ser o jogador que todos esperavam. Adriano deu mais o que falar por suas atuações fora de campo. O ocaso de nossas estrelas na Europa se torna ainda mais evidente quando se constata que o principal jogador brasileiro em atividade é um garoto de 19 anos, que ainda atua pelo futebol brasileiro: Neymar.

O que não significa, é claro, que não haja brasileiros atuando em alto nível no futebol europeu. Dificilmente teremos algum representante na eleição dos melhores do mundo, mas certamente alguns dos destaques da última temporada são brasileiros. Tivemos o artilheiro do campeonato português, o melhor jogador do futebol italiano e um integrante da equipe que joga o melhor futebol do mundo.

PLACAR pediu a 15 jornalistas brasileiros e europeus que elegessem os melhores brasileiros da temporada europeia 2010/11. A exemplo do que já ocorrera na temporada anterior, é possível notar uma mudança de eixo: salvo algumas exceções, os melhores brasileiros já não são meias ou atacantes, e sim jogadores de defesa. Os dez mais votados estão nas próximas páginas.

Colégio eleitoral: Alessandro De Calò (Gazzetta dello Sport), Arnaldo Ribeiro (ESPN), Boris Bogdanov (Sport Express), Fabian Torres Naufal (Marca), Gian Oddi (iG), Hitesh Ratna (Four Four Two), John Baete (Foot Magazine), José Manuel Freitas (A Bola), Jorge Luiz Rodrigues (O Globo), Lédio Carmona (SporTV), Marcelo Barreto (SporTV), Mauro Beting (Rede Bandeirantes), Paul Simpson (Champions Magazine), Rodrigo Bueno (Folha de S.Paulo), Sérgio Xavier (Placar)

10. Nenê, atacante, 29 anos, Paris Saint-Germain, 56 jogos, 21 gols


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O futebol francês certamente não está entre os mais vistos (ou vistosos) da Europa. Mas quem acompanha a Ligue 1 sabe que há algum tempo o meia-atacante Nenê, ex-Santos, é um dos destaques da competição. Principal contratação do Paris Saint-Germain para esta temporada, foi o artilheiro da equipe na competição. Não à toa, o clube parisiense voltou a frequentar a parte de cima da tabela.

“Um dos protagonistas do Milan. Sua obra de arte foram os dois gols no derby contra a Inter.”

Alessandro de Calò, redator-chefe da Gazzeta dello Sport

9. Pato, Atacante, 21 anos, Milan, 32 jogos, 16 gols

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É possível um jogador sofrer três lesões em uma única temporada e ainda ser considerado um dos destaques de seu time? Foi o que fez Alexandre Pato no Milan. Mais forte e maduro, o atacante não se intimidou com a chegada de Robinho e Ibrahimovic. Garantiu seu lugar entre os titulares, comprovou ser um ótimo finalizador com 16 gols em 32 jogos e fincou de vez o pé na seleção de Mano Menezes. Ah, se não fossem as contusões…

8. Hernanes, Meia, 25 anos, Lazio, 36 jogos, 12 gols


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Se a Lazio foi a sensação do primeiro turno do Campeonato Italiano, quando chegou a liderar a competição, parte do sucesso deve ser creditada a Hernanes. Escalado como meia, com liberdade para chegar ao ataque, ele rapidamente se tornou a referência de um elenco carente de grandes nomes.

No segundo turno o time perdeu fôlego, mas a arrancada inicial foi suficiente para garantir uma vaga na Liga Europa – o melhor resultado desde a temporada 2006/07.

Com rápida adaptação ao estilo italiano, marcou 11 gols na Serie A. Sua temporada só não foi perfeita porque desperdiçou sua chance na seleção, ao ser expulso no amistoso contra a França. Depois disso, não foi mais lembrado por Mano Menezes.


“Ele conseguiu, quase sozinho, salvar o Málaga do rebaixamento com seus gols.”

Hitesh Ratna, editor da revista Four Four Two

7. Júlio Baptista, Meia, 29 anos, Málaga, 18 jogos, 9 gols


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A presença de Júlio Baptista em uma lista de melhores da temporada pode ser surpreendente. Afinal, ele foi uma das presenças mais contestadas da seleção de Dunga, em 2010, e teve um início de temporada desastroso na Roma, quando amargou longo período na reserva.

Tudo mudou quando foi anunciado como uma das contratações da janela do Málaga, em janeiro, assim que o clube foi comprado por um xeque do Catar. E em 11 partidas pelo clube ele marcou nada menos que nove gols – oito deles numa sequência de seis jogos cruciais para a manutenção da equipe na primeira divisão da Liga Espanhola, após várias rodadas na lanterna.

Seu ciclo na seleção parece ter chegado ao fim, mas o meia mostrou que ainda é capaz de atuar em grande nível na Europa.

“Antes tido como leve e afoito demais, mostrou-se à altura dos desafios da temporada.”

Paul Simpson, editor da revista Champions

6. Lucas Leiva, Volante, 24 anos, Liverpool, 46 jogos, 1 gol


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Desde 2007 no Liverpool, Lucas nunca havia conseguido demonstrar no clube inglês a mesma regularidade que lhe garantiu a conquista da Bola de Ouro de PLACAR em 2006. Mesmo nas temporadas em que o clube fez boas campanhas no Campeonato Inglês e na Liga dos Campeões, ele oscilava demais e estava longe de ser uma unanimidade.

Pois Lucas conseguiu sobressair-se em uma temporada turbulenta do Liverpool, em que o clube cambaleou no Inglês e na Liga Europa. Ganhou confiança, conquistou de vez a posição e supriu a ausência do capitão Steven Gerrard, que se lesionou no início deste ano. E ainda se tornou um dos homens de confiança do meio-campo de Mano Menezes.

“Numa defesa e num campeonato de poucos nomes badalados, foi um monstro.”

Rodrigo Bueno, editor da Folha de S.Paulo

5. Marcelo, Lateral-esquerdo, 23 anos, Real Madrid, 50 jogos, 5 gols


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Poucos clubes no mundo têm um ambiente de cobrança como o do Real Madrid. Com uma torcida exigente e sedenta por uma hegemonia continental, o gigante europeu vive dias difíceis, em que contratações milionárias não têm sido suficientes para ofuscar o brilho do rival Barcelona.

Alheio a isso, Marcelo fez da quinta temporada pelo Real Madrid sua melhor na Europa. Sob o comando de Mourinho, evoluiu no posicionamento – embora ainda seja melhor no apoio que na defesa – e marcou seus golzinhos. Apesar disso, seu temperamento parece não ser compatível com o de Mano Menezes, com quem já trocou farpas publicamente.

“Aproveitou como poucos a chance de jogar com Mourinho. Melhorou como lateral ofensivo e aprendeu a defender. Tornou-se completo.”

Lédio Carmona, comentarista do SporTV

4. Thiago Silva, Zagueiro, 26 anos, Milan, 41 jogos, 1 gol


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Seria uma injustiça dizer que o primeiro ano de Thiago Silva foi ruim. Pelo contrário: suas atuações na temporada 2009/10 já haviam lhe garantido uma vaga na seleção que foi à África do Sul. Mas o desempenho do Milan, carente de uma urgente renovação, em nada ajudava. Nesta temporada, porém, os rossoneri fizeram uma excelente campanha no Italiano. Extremamente técnico, Thiago Silva foi um dos grandes destaques do time. Eleito o melhor jogador da temporada na Itália, ele conseguiu se destacar em um país que sabe valorizar a posição de zagueiro. E isso tudo ocupando um lugar que foi de ninguém menos que Paolo Maldini. Não é pouca coisa.

“Joga no melhor time do planeta dos últimos 40 anos. E é um lateral que parece ponta. Recuperou-se de uma Copa decepcionante.”

Mauro Beting, comentarista da Rede Bandeirantes

3. Daniel Alves, Lateral-direito, 28 anos, Barcelona, 51 jogos, 4 gols


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Na Copa 2010, Daniel Alves era tido como uma espécie de 12º jogador da seleção de Dunga: a lateral direita era de Maicon, mas era preciso encontrar um lugar para ele no time. Um ano depois, é praticamente impossível encontrar uma equipe em que ele não tenha lugar. Não é por acaso que Daniel Alves é hoje titular da seleção de Mano Menezes e, muito provavelmente, o melhor lateral-direito do mundo.

Com excelente visão tática, passes precisos e muito vigor físico, ele é uma das peças fundamentais de um dos maiores times de todos os tempos – o Barcelona multicampeão de Guardiola. Se os quatro gols que ele marcou em 51 jogos pelo Barcelona na temporada não são suficientes para impressionar, as 17 assistências certamente são.

“Hulk fez uma temporada fantástica. Domina a bola nos pés, arranca, dá assistências e finaliza bem. É um jogador completo.”

John Baete, editor da revista Foot Magazine


2. Hulk, Atacante, 24 anos, Porto, 50 jogos, 35 gols


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O apelido de Hulk pode parecer jocoso, fazer com que se subestimem seus superpoderes. Mas Hulk foi realmente um super-herói para o Porto nesta temporada. Com impressionantes 23 gols em 26 jogos, foi protagonista do título português invicto, jogando a temporada inteira em alto nível.

Forte, com excelente poder de finalização, é sempre perigoso, jogando pelo meio ou pela ponta. E, além de tudo, não é fominha: se Falcao Garcia marcou tantos gols na Liga Europa, deve em parte à grande forma de Hulk. Passou a ser cobiçado pelos grandes europeus e teve algumas oportunidades na seleção – embora ainda precise provar que tem estofo para ser o sucessor de Luís Fabiano.

“O futebol inglês está boquiaberto com um zagueiro que conjuga a energia defensiva tão venerada pelos torcedores locais com o desejo latino de jogar bola.”

Duncan Castles, jornalista do Sunday Times

1. David Luiz, Zagueiro, 24 anos, Chelsea, 34 jogos, 2 gols


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Nas praias de Salvador, ele era “Macarrão”. Em Lisboa, virou “Sideshow Bob”, personagem dos Simpsons. Em Londres, tornou-se “Valderrama”. Na temporada 2009/10, quando atuava pelo Benfica e era praticamente desconhecido no Brasil, já havia sido eleito o melhor jogador do Campeonato Português. Em janeiro deste ano, desembarcou em Londres por 21,3 milhões de libras – o valor mais caro já pago por um zagueiro brasileiro.

O desafio de jogar na principal liga do planeta, por um dos maiores clubes do mundo, não intimidou David Luiz. Não é à toa que hoje ele é titular da seleção e um dos melhores do mundo. Há quem garanta que, se ele pudesse ser inscrito para a fase final da Liga dos Campeões, a sorte do Chelsea na competição teria sido outra. Se a enorme cabeleira ajuda David Luiz a chamar atenção, seu futebol sustenta o foco.

“Deixou de ser o outro zagueiro brasileiro do Benfica para virar titular do Chelsea e da seleção.”

Marcelo Barreto, jornalista do SporTV

Menções honrosas

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Alex, Fábio e Sandro

Alex: aos 32 anos, continua decisivo no Fenerbahçe. Fez 27 gols em 32 jogosenções honrosas; Fábio: versátil, especialmente na reta final da temporada, e Sandro: sem muito alarde, conquistou seu espaço no Tottenham e na seleção.

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Robinho e Douglas Costa

Robinho: enfim uma temporada para comemorar na Europa, com gols e título italiano e Douglas Costa: destacou-se entre os brasileiros do Shakhtar na Liga dos Campeões.

Quem teve uma temporada para esquecer

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Kaká e Adriano

Kaká: as seguidas lesões foram implacáveis com o craque. Pouco jogou, e Adriano: fez cinco jogos pela Roma, não marcou nenhum gol e voltou ao Brasil.

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Gomes, Diego e Luis Fabiano

Gomes: do céu ao inferno. Firmou-se no Tottenham, mas falhou na reta final, Diego: no Wolfsburg, não chegou nem perto do sucesso dos tempos de Werder Bremen e Luis Fabiano: cobiçado pelo Milan, mas foi atrapalhado por lesões e voltou ao São Paulo.


(Reportagem de Jonas Oliveira publicada originalmente na edição de junho de 2011 da revista Placar)

 

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