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corrupção

14/05/2013

às 15:00 \ Vasto Mundo

ARGENTINA: Aumenta a pressão do governo de Cristina Kirchner contra a imprensa livre

Cristina, em um de seus constantes ataques ao Grupo Clarín pela TV quando, em julho do ano passado, chamou o conglomerado de "a cadeia do medo e do desânimo" (Foto: Telam)

Por Ariel Palacios

Correspondente de O Estado de S. Paulo em Buenos Aires

A presidente Cristina Kirchner estuda aumentar nos próximos dias a pressão sobre o Grupo Clarín, o maior grupo de comunicação da Argentina, Segundo o Estado apurou, o governo conta com uma determinação de um juiz federal que permitiria à Casa Rosada implementar uma intervenção na diretoria da empresa por intermédio da Comissão Nacional de Valores (CNV), atualmente sob o controle do governo.

A nova ofensiva seria “iminente”.

Lei permite intervenção de 180 dias em diretorias de empresas

A estratégia do governo para um novo golpe contra o grupo, considerado por Cristina um de seus principais inimigos, circulou no meio político no fim de semana como “medida iminente”.

Nos últimos meses, veículos do Grupo Clarín publicaram investigações sobre diversos casos de corrupção envolvendo ministros, o vice-presidente Amado Boudou, além da própria presidente.

O governo utilizaria a lei de reforma do mercado de capitais, que determina que a CNV possa designar (de forma unilateral) auditores em empresas que são cotadas na Bolsa de Valores de Buenos Aires, além de intervir no prazo de 180 dias nas diretorias que administram as companhias.

A lei, vigente desde novembro do ano passado, permite que acionistas minoritários solicitem à CNV essa intervenção. Neste caso, o próprio Estado argentino é acionista do Grupo Clarín, já que conta com ações do grupo desde que estatizou os fundos de pensões, em 2008.

“Terrorismo simbólico de Estado”

Um dos principais colunistas políticos da Argentina, Joaquín Morales Solá, do jornal La Nación, afirmou ontem que a presidente Cristina está exercendo um “terrorismo o simbólico de Estado”.

Segundo Morales Solá, a presidente não se incomoda com a repercussão internacional negativa que a intervenção no grupo teria. “É uma pessoa que decidiu ignorar os limites políticos e institucionais”, sustenta.

Sinais prévios sobre essa intervenção surgiram no dia em que a presidente Dilma Rousseff visitava Cristina em Buenos Aires, há duas semanas.

Na ocasião, menos e de uma hora depois de cumprimentar a visitante na Casa Rosada, o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, e o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, entraram imprevistamente na assembleia de acionistas do Grupo Clarín, tumultuando a reunião.

Os dois enviados do governo alegaram que tinham direito de estar ali, já que o Estado argentino é acionista minoritário.

Governo quer controlar também o papel de imprensa

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) emitiu um comunicado neste fim de semana no qual condenou o projeto de deputados kirehneistas para expropriar 24% das ações da empresa de papel de jornal Papel Prensa.

Somados aos 27,5% de ações que o Estado argentino já possui da empresa, o governo obteria o controle da única fábrica que produz esse insumo estratégico para a mídia impressa no país. Segundo o comunicado da SIP, o projeto de lei, apresentado na semana passada, é um “novo e grave retrocesso” na liberdade de expressão na Argentina,

A Associação de Entidades jornalísticas da Argentina (Adepa), também protestou contra o projeto.

04/05/2013

às 19:00 \ Política & Cia

Renan Calheiros: Retrato de um político quando jovem — cabeludo, idealista, de esquerda

Este senador um dia foi um rapaz cheio de sonhos de igualdade (Foto: AE)

Este senador um dia foi um rapaz cheio de sonhos de igualdade (Foto: AE)

Reportagem de Vicente Vilardaga, publicada em edição impressa da revista Alfa

RETRATO DE UM POLÍTICO QUANDO JOVEM

Quem quer expulsar Renan Calheiros da presidência do Senado não imagina que um dia ele foi um rapaz cheio de sonhos de igualdade – quase um comunista

Da velha Murici, na zona da mata alagoana, onde o senador Renan Calheiros viveu sua juventude, só restam ruínas. Três enchentes do rio Mundaú, na década passada, a última em 2010, massacraram a cidade e acabaram com as construções da rua do Comércio, onde se concentrava a vida cultural e econômica por ali no final do século XX.

Os armazéns de secos e molhados que abasteciam os trabalhadores das usinas de cana do município – São Simeão e Bititinga 1 e 2 – sucumbiram à força das águas. Acabou a movimentação das pessoas para discutir política na calçada, na frente do armazém de Mozart Damasceno, e os velhos negócios faliram ou, seguindo a agência do Banco do Brasil, se mudaram para a parte alta do município, em torno da praça Padre Cícero.

Pouco do que se vê em Murici hoje fez parte da paisagem onde Renan circulou na adolescência e onde recebeu as primeiras lições de sua formação política. Em um período curto, Murici mudou completamente. Mudou tanto quanto o senador.

O 1,6 milhão de pessoas que aderiram ao abaixo-assinado para impugnar Renan na presidência do Senado por causa de denúncias de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso talvez não consiga imaginar que um dia ele foi um bom rapaz do interior, que não era nem playboy nem desajustado e se dizia de esquerda.

Primogênito da prole de oito filhos de um dos homens mais populares da região, o comerciante de animais Olavo Calheiros, Renan foi um adolescente ponderado, sensato e razoavelmente bom nas contas. O pai e a mãe, Ivanilda, eram rígidos, mas carinhosos. Renan não usava a violência para resolver seus problemas. Preferia usar a conversa.

Teve uma infância pobre e sem luxos, bem diferente de Fernando Collor de Mello, por exemplo, político de sua geração com quem teria o destino cruzado. Mas recebeu exemplos dignificantes. Com a mente forjada nos negócios feitos pelo interior, Olavo tinha um pensamento democrático e transmitiu aos filhos uma visão crítica dos usineiros, símbolos do perverso poder oligárquico que em Murici se chamava Omena, e um senso de justiça inexistente naqueles tempos.

Ruínas da usina de cana de São Simeão (Fotos: Arquivo)

Ruínas da usina de cana de São Simeão (Fotos: Arquivo)

Renan era um jovem idealista. Influenciado pelo pai, afastou-se do reacionarismo das lideranças da região e condenava a ditadura militar. A casa dos Calheiros era um dos pontos de encontro da oposição. No final da adolescência, declarava-se socialista.

Foi quase um comunista. Recebeu os primeiros ensinamentos de Karl Marx no armazém de Mozart Damasceno, o “bom burguês”, homem de grande influência em Murici, que havia viajado para a União Soviética.

Mozart era filiado ao Partido Comunista e pela sua loja passavam muricienses influentes para tomar uma mistura de pinga de cabeça, aquela do começo da destilação, com refrigerante de laranja e canela que oferecia como uma especialidade. Quando estava na cidade, Olavo era um dos frequentadores.

Andava cerca de 500 metros e ia conversar com Mozart – a casa dos Calheiros, onde hoje mora a mãe e o atual prefeito, Remi, irmão caçula de Renan, na rua Durval de Góis Monteiro, continuação da rua do Comércio, ainda é a mesma. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

23/04/2013

às 18:00 \ Política & Cia

Vejam os lances da campanha de Marin para se manter na CBF, apesar de tudo

José Maria Marin, em maus lençóis (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

José Maria Marin, em maus lençóis -- mas mantaendo-se à tona (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

AJUDA INTERNACIONAL

Acuado por denúncias de corrupção no Brasil, o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa, José Maria Marin, irá a um seminário da Fifa nas Ilhas Maurício, em maio, quando terá uma conversa reservada com o presidente da entidade, Joseph Blatter.

Marin já garantiu apoio da maioria dos clubes e federações para ficar no cargo, apesar da pressão do governo para sua renúncia, e montou uma agenda própria de visitas a estádios para evitar o constrangimento de encontrar a presidente Dilma ou seus ministros.

Agora, seu objetivo é firmar um pacto de convivência com Blatter.

18/04/2013

às 20:00 \ Política & Cia

MENSALÃO: A rotina dos deputados mensaleiros à espera da hora de ir para a cadeia. Até março, eles custaram 2 milhões de reais à Câmara

Os deputados João Paulo Cunha, José Genoino, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry (Fotos: Dida Sampaio :: Dorivan Marinho :: Vagner Campos ::Lindomar Cruz )

Os deputados João Paulo Cunha, José Genoino, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry (Fotos: Dida Sampaio :: Dorivan Marinho :: Vagner Campos :: Lindomar Cruz )

Reportagem de Laryssa Borges e Marcela Mattos, de Brasília, publicada no site de VEJA

A ROTINA DOS DEPUTADOS MENSALEIROS À ESPERA DA PRISÃO

João Paulo Cunha, José Genoino, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto traçam planos para o futuro, ainda que a cadeia seja o horizonte mais provável

Na próxima semana, quatro meses depois do término do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicará o acórdão detalhando cada argumento dos magistrados na condenação dos 25 políticos, empresários e assessores que participaram do maior escândalo de corrupção do país.

Com a formalidade, abre-se o prazo de dez dias (o Supremo decidiu subir de cinco para dez dias) para a apresentação de recursos, ainda que a maior parte dos apelos finais dos condenados seja apenas protocolar. Na prática, o acórdão é o prenúncio de que o cumprimento das sentenças se aproxima – para muitos mensaleiros, a hora de enfrentar a prisão.

Condenados por envolvimento no esquema, quatro mensaleiros têm atualmente uma rotina diferente dos demais penalizados no escândalo. Os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) detêm mandatos, cujas despesas são bancadas com dinheiro público. Desde que ouviram suas sentenças, os quatro não apresentaram nenhuma proposta de lei, não relataram matérias relevantes e, com exceção de Genoino, não se arriscaram sequer a um discurso em plenário.

Embora tenham optado por submergir, a presença dos mensaleiros nos gabinetes da Câmara acarretaram gastos de quase 2 milhões de reais aos cofres das Casa. Até o mês de março, apenas a gestão dos gabinetes desses deputados movimentou 1,17 milhão de reais. Com contratação de consultorias, pagamento de gasolina e selos postais, foram desembolsados outros 797 717 reais.

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18/04/2013

às 16:00 \ Política & Cia

O FIM DA PICADA: Justiça do DF não toma conhecimento de casos de improbidade administrativa e de corrupção de agentes públicos

A suntuosa sede do Tribunal de Justiça do DF: o pior em produtividade nos casos de corrupção e improbidade administrativa (Foto: Jornal de Brasília)

Viva o Conselho Nacional de Justiça.

Viva a Emenda Constitucional nº 45, que o Congresso aprovou no final de 2004 criando esse órgão fiscalizador.

O CNJ trabalha muito, mas divulga pouco — e mal — o que faz. Tem feito muita coisa boa.

Como a chamada meta nº 18. Vocês já ouviram falar?

Pois bem, a chamada Meta 18 foi estabelecida em novembro do ano passado pelos dirigentes dos tribunais brasileiros ao longo do VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ. E prevê que, até o fim deste ano, sejam julgados todos os processos judiciais sobre crimes cometidos contra a administração pública e de improbidade administrativa que tenham sido distribuídos até 31 de dezembro de 2011.

Há casos que datam de 2002 e ainda não foram julgados. Mais de 3 mil já prescreveram, e seus responsáveis não serão punidos.

Zerar os 17 mil processos que restam até dezembro próximo é uma das prioridades da gestão do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, à frente do CNJ, que ele também preside.

Pois bem, levantamento promovido pelo CNJ mostra que o PIOR desempenho nas 27 unidades federativas até agora é a Justiça do Distrito Federal. O Tribunal de Justiça do DF tem pela frente 3.104 processos para liquidar até o final do ano — e, a julgar pelos antecedentes, não chegará nunca à meta.

Sabem quantos processos do tipo foram julgados no ano passado?

Um.

Sabem quanto foram julgados este ano?

Até agora, nenhum.

17/04/2013

às 20:34 \ Vasto Mundo

A FALTA QUE FAZ A LIBERDADE DE IMPRENSA: reportagem crítica de VEJA ao governo Cristina Kirchner cai na web e milhares de leitores argentinos visitam o blog — para concordar com o que publicamos

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

Amigas e amigos, o blog está sendo visitado por milhares de leitores da Argentina — até agora, mais de 30 mil –, atraídos por reportagem de VEJA mostrando as tramoias econômicas do governo da presidente Cristina Kirchner e reproduzida neste espaço no dia 29 de março.

Num país em que a liberdade de imprensa está cada vez mais restrita pela prepotência do kirchnerismo, e em que poucos veículos de imprensa têm coragem de publicar verdades que o governo detesta, foi só ser publicada nota a respeito no site do tradicionalíssimo jornal La Nación (fundado em 1870) na segunda-feira, 15, que a reportagem se espalhou para todo lado: o próprio jornal voltou ao assunto no dia seguinte, e o tema foi reproduzido também no Yahoo argentino e, entre outros, no site urgente24.

Abaixo, uma amostra dos comentários de leitores argentinos que confirmam o retrato triste que VEJA fez da situação da Argentina, seu governo e sua economia, e elogiam a revista e o blog. Os leitores estão identificados com o nome com que se apresentaram e os textos são reproduzidos da forma como vieram. Alguns, num português canhestro, utilizaram o Google Tradutor para enviar suas mensagens.

Confiram:

Dito – “Lastimoso que la realidad de Argentina la conozcan mejor en el exterior que en el propio país… Estamos como cuando teníamos que escuchar radios de otros países para saber cómo iba la guerra de Malvinas…”

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Fabian — “lo que dice este articulo es totalmente cierto y cualquier argentino que aparezca aqui diciendo lo contrario es un amigo del gobierno que quiere seguir haciendo creer la mentira en la que nos tienen desde hace tiempo. La prueba son las innumerables empresas extranjeras que cerraron y se fueron, y ni hablar de las empresas argentinas que se fundieron!!!”

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Francisco — “Hola gente, soy argentino. Excelente nota, coincido 100 % con lo dicho por Valentina Ponce.
Por suerte en Argentina existe un periodismo que bajo altísima presión de los medios oficiales sigue mostrando las barbaridades que hace el gobierno K. El gobierno K está desesperado por demostrar de cualquier manera que la verdad mostrada y demostrada, documentada legalmente, es mentira. Existe una máquina de decir barbaridades, que permite obrar con prepotencia inusual a los mismos funcionarios políticos para imponer “su” verdad. Es como si estuvieran viviendo en Argentina y mirando la calidad de vida en Mónaco. A principio de semana se anunció el congelamiento de los precios de los combustibles por 6 meses. En las últimas 48 horas YPF (petrolera oficial) ya lo aumentó más del 10 %. Está prohibida la compra de moneda extranjera y se castiga al que la vende; por la peatonal Florida del centro porteño hay un vendedor cada tres metros que anuncia a viva voz la venta de dólares, euros, etc. Éstos son amigos K y no se los castiga. Espero, por ser ARGENTINO que pronto toda esta miseri y decadencia podamos dejarla atrás y volver al país civilizado que habíamos empezado a disfrutar.”

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Px — “Soy argentino, vivo en Argentina. CFK es la peor presidente desde el 1983. Es un gobierno de mafiosos, estafadores, asesinos. Nada de lo que yo pueda decir les va a dar una idea de lo mal que se vive. No espero nada, a esta altura. Quiero que se vayan del gobierno.”

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Mario — “Hola, la nota dice la verdad al 100%. Agradezco que nuestros vecinos los brasileros lean la verdadera realidad de lo nefasto que es este gobierno…la corrupcion es elevadisima, impunidad es una palabra habitual hoy en dia. Seguimos asi sin que nadie haga nada, Argentina lamentablemente esta siendo enferma de un Kancer que, sin la ayuda externa, no podremos salir… el problema que veo es que de a poco la region (sudamerica) se va contagiando del mismo mal…primero Venezuela, ahora Argentina, en poco tiempo Bolivia, despues Paraguay, Ecuador y vaya uno a saber que pasa… entiendo que Brazil esta fuera de este peligro por el momento pero no se olviden que lamentablemente seremos vecinos de por vida y, si una manzana se pudre, el cajon entero se pudre.
Un abrazo y ojala ustedes brasileros hagan algo coherente por la region.”

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Mrs. Afrodita. — “Soy Argentina y lo dicho en este articulo es 100% real. Me da verguenza ajena mi pais corrupcion a gran escala en todas las esferas! Al final el presidente de Uruguay tenia razon, esta vieja es peor que el tuerto! Gracias por reflejar nuestra actualidad!”

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Tigrao – “En Argentina un grupo mafioso sustenta el poder político. Como son mafiosos utilizan métodos gansteriles para mantenerse en el poder, desde la manipulación de datos públicos, intimidación y represión a los disidentes utilizando diversas metodologías, compra de votos, prácticas populistas de distribución de fondos públicos, distorsión de los valores y premisas constitucionales y sobre todo el vaciamento permanente y constante de dinero público y proveniente de negociados corruptos, evadiéndolos a traves de paraísos fiscales. La falta de liderazgos dentro de la oposición allanan el camino fácil de estos delincuentes. Como consecuencia, la división social creó dos grupos antagónicos: los favorecidos contra el grupo que los sustenta. Gracias por ocuparse de los problemas argentinos, porque en nuestro país la libertad de prensa está restringida.”

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GAVINO — “…totalmente cierto Ricardo lo que escribis,.pero no hace falta que te lo diga, lo sabes. La mayoria de los que comentan en contra de esta nota son blogueros pagados a tal fin por el gobierno..”

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Sebastian – “Lamentablemente el daño que los KK hicieron a la sociedad tardará no menos de 20 años en revertise, y eso es si se hacen las cosas bien desde ahora… Lamentablemente, como no se dé un giro de 180°, Argentina es una causa perdida.”

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Aldo Escudero – “Muchas gracias por la nota. Refleja la realidad argentina. Una mafia llamada peronismo esta enquistada en el poder de Argentina desde hace décadas, y ha logrado pervertir el sistema democrático y republicano, de modo tal que por un mecanismo ilegal y corrupto, extraen fondos del presupuesto nacional, usandolo parte para un enriquecimiento personal y parte para financiar campañas políticas que pervierten a grandes masas populares, convirtiendolas en “clientes politicos”, acostrumbrandolos a recibir beneficios sin trabajar, y sumergiendolos en la ignorancia y la miseria, ya que tampoco acceden a una educacion que les permita decidir libremente su futuro. Peron decia ‘zapatillas si, libros no’”.

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Tabano – “Oi Galera! Es asim. Pero muchos argentinos no compartimos en absoluto su gestión, su visión de país, ni su proyecto absolutista. No nos juzguen a todos por la idiotez de algunos! Um forte abraço pra os irmãos do Brasil! Un fuerte abrazo también para ti y para el pueblo hermano de Argentina. Su país y su pueblo son mucho más grandes que los políticos.”

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Roberto — “Esto que esta en esta nota es 100% verdad. Argentina se parece cada dia mas a nuestra madre patria Venezuela.
Gracias y un afectuoso saludo desde Argentina.”

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Ama – “Estamos muy mal Yo no confio en vos CRISTINA!!!”Eu NO confio em voce CRISTINA!!!”

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Valentina Ponce — “Muy buen articulo. Los felicito por la mirada de la realidad de mi pais. Por otro lado, como argentina estoy de acuerdo con los comentarios de mis compatriotas. Pero me gustaria agregar un par de variables a la situacion: educacion y trabajo. 10 años de asistencialismo KK mediante Planes de ayuda economica, deja como herencia dos generaciones de ignorantes y vagos. La ignorancia de los derechos basicos los vivimos diariamente con por ejemplo los cortes de ruta o la toma ilegal de tierra y la vagancia de los que no trabajan porque el estado les paga un subsidio … por no trabajar. Aun cuando en las proximas elecciones el movimiento KK se retire del gobierno, el daño ya esta hecho. Triste realidad.”

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Eugenia — “Sou Argentina, a semana passada eu estive em Brasil e foi triste demais ouvir palavras muito fortes sobre meu pais. Nossa situacon e terrible… sento muita mágoa…”

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José Ignacio Bettolli — “Como argentino, me duele la nota,que por cierto describe con claridad nuestra realidad.
Es lamentable que un país con la potencialidad del nuestro esté siendo llevado al desastre por una banda de ladrones y corruptos que se han enriquecido a costillas del pueblo.”

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Albe19 – “Soy argentino y no necesite el traductor Google y para entender la nota porque manejo el idoma. Lo peor del país son los que se creen lo que cualquier periodista dice en contra del gobierno porque solo porque si…”

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Emilio — “El cáncer argentino se llama peronismo que siempre represento a la mafia enquistada en el poder de la mano de sindicatos que (unico lugar en el mundo) son peronistas o sea oficialistas si el gobierno es peronista y paran todos los dias al pais si son de otro signo partidario, asi estamos”

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DonAlfredo — “Buena lectura. A veces el soberano (o povo) se equivoca. En toda Latinoamérica pasa. Votamos a mentirosos compulsivos. Votamos a mesianicos que reciben mensajes de pajaritos (passarinhos). Votamos a personas, no votamos equipos. Y así terminamos con miles de problemas. Ahora en Argentina, estamos en serios problemas… pero también somos un país con potencial en ese 46% que no votó al actual gobierno. El tiempo dirá. Saludos”

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Millionario –”Excelente nota. Mejor infografía!!! Así nos ven afuera… tal cual somos.”

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Ignacio — “En argentina el precio de las propiedades esta en dolares porque el peso no tiene valor, perdio la mitad de su valor en 15 meses, con lo que si alguien vendio su casa hace um ano y confio en el peso ahora se podra comprar un 60% de la casa!!! Quien quiere pesos asi???”

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Mati18 — “Soy argentino y pude leer x el traductor de google, lo peor de la situaacion en mi pais es q hay gente q cree en el relato de la presidente, muy buena nota!”

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Carla — “Muy bueno el artículo. Soy argentina y es muy frustrante tener que vivir tanta impunidad de una mujer con conflicto de inferioridad. El 18/04 vamos a hacer una protesta masiva en todo el país, en contra de esta desgraciada. Invitamos a los medios brasileños. Les recomiendo una pagina argentina que habla de la realidad de nuestro país. http://www.relatodelpresente.com”

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Juan – “La mayoría de lo que dice el artículo es verdad. Y sólo se refiere a lo económico, lo demás (inseguridad, salud, educación, deuda interna social, desmantelación de prensa libre y sobre todo corrupción) es algo que aplasta y divide actualmente a la Argentina prácticamente en dos polos contrarios. Desde afuera nos ven (acertadamente) como una patética obra teatral tragi-cómica. Desde adentro, es peor. Buen artículo y excelente retrato de Cristina. Saludos desde Argentina. El 18 de Abril habrá manifestación popular por todo lo mencionado.”

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Javier – 04/04/2013 às 17:38 — “Hola, soy otro argentino que aprueba 100% lo expuesto en esta nota. Lamentablemente aca lo llmamos “relato” donde el gobierno nos cuenta su propia version de los hechos armado a su medida politica. Lamentablemente la ciudad y la provincia de buenos aires desde hace dos dias esta padeciendo la catastrofe de las inundaciones. El gran porcentaje de ayuda es gracias a las donaciones de los ciudadanos. Hay ausencia de estado, tanto para hacer obras preventivas como para elaborar un plan de emergencia sanitaria. Hay mucho desconformismo debido a la presencia en zonas afectadas de politicos oportunistas que se presentan a mostrarse para la foto, para ganar la opinion publica, recordemos que en octubre hay elecciones legislativas donde el gobierno nacional se juega la renovacion de bancas de diputados los cuales le ayudarian a modificar la constitucion para un tercer mandato. Muchos se atreven a comparar este gobierno con gobiernos militares, por su forma de autoritarismo y prepotencia como de ciertos manejos de fondos publicos y manejo de la informacion.

Estamos lejos de ser una dictadura, pero en lineas generales un 80% de los medios estan controlados por el estado por amigos que los han adquirido estos ultimos tiempos o por otros que se vuelcan a ellos por la pauta publicitaria que se otorga no por cantidad de audiencia sino por afinidad y comentarios favorables al gobierno.
(…)
Saludos”

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Angel – 03/04/ — “Otra decada perdida, inflacion ..inseguridad juridica..corrupcion ..tipo de cambio ficticio…crearon un relato y crearon resentimiento social…la crisis se acerca como cada diez anios…”

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15/04/2013

às 2:06 \ Livros & Filmes

VENEZUELA: Apertadíssima vitória eleitoral do herdeiro de Chávez torna ainda mais oportuno e interessante este extraordinário livro sobre o “comandante” e o chavismo. Além do mais, é ótimo de ler

Maduro, agora presidente eleito: se com Chávez o chavismo já era complicado, com ele o desafio é ainda maior (Foto: Palácio de Miraflores / Reuters)

Nicolás Maduro, o presidente interino indicado pelo falecido caudilho Hugo Chávez, está eleito, como se sabe, para um mandato presidencial de seis anos — mas o que surpreendeu a opinião pública internacional foi a mínima diferença que o separou do oposicionista Henrique Capriles (50,66% dos votos para Maduro, 49,07% para Capriles), uma diferença espantosamente pequena, diante da colossal vantagem de que dispunha o candidato oficial, onipresente nos 8 canais estatais de TV e em virtual campanha eleitoral há pelo menos quatro meses.

Capriles teve míseros 10 dias para se dirigir ao eleitorado. Não por acaso, está contestando os resultados e exigindo uma recontagem de votos – tarefa inglória, uma vez que o Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pelas eleições, é independente apenas no papel.

O resultado parece indicar uma complicada trajetória para Maduro — como conduzir e manter no poder o chavismo sem Chávez?

Para os muitos leitores que, constato, se interessam pelo fenômeno, acaba de ser lançado, com enorme oportunidade, um livro vital para entender a Venezuela e o chavismo, e para ajudar a imaginar como será o futuro sem o caudilho: Comandante – A Venezuela de Hugo Chávez (Editora Intrínseca, 304 páginas, 29,90 reais). É um livro raro, a começar pela isenção de quem o escreveu — o jornalista irlandês Rory Carroll, correspondente durante seis anos do jornal britânico de tom progressista The Guardian para a América do Sul, sempre baseado em Caracas.

Menos interessado em tomar partido entre chavistas e antichavistas, Carroll, jovem (40 anos) mas experiente jornalista que já viu quase de tudo na vida profissional — incluindo um sequestro sofrido no Iraque –, partiu para centenas de entrevistas com ideólogos do regime, ministros, estudiosos de todos os matizes, figurões caídos em desgraça, generais destronados, sindicalistas, integrantes de “conselhos populares” criados por Chávez, políticos de oposição e gente comum do povo.

Além das entrevistas, consultou centenas de cadernos de anotações que acumulara em caixas durante seus seis anos no país. Em vez de escrever um manifesto, contra ou a favor, alinhavou fatos e sempre indicou as fontes.

O resultado é, a meu ver, um retrato riquíssimo do Chávez caudilho (que inclui preciosidades inéditas sobre o Chávez pessoa), do chavismo e de como ficou a Venezuela após 14 anos de reinado do ex-coronel golpista.

Publico, a seguir, resenha desse grande, imperdível livro escrita pelo repórter David Blair, do tradicional jornal britânico The Daily Telegraph:

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Nem um heroico aliado dos pobres, nem um déspota demente

Existirá palavra que traga em si mais poder de intoxicação do que “revolução”? Quando um ativista carismático proclama o advento de uma “revolução socialista” num recanto apropriadamente exótico da América Latina, a tendência de não poucos analista do Ocidente é deixar de lado a racionalidade.

Assim foi com Fidel Castro e, talvez inevitavelmente, com Hugo Chávez, o autodefinido presidente “revolucionário” da Venezuela, que morreu de câncer no dia 5 de março passado. Para muita gente, Chávez foi de duas, uma: ou um heroico aliado dos pobres ou um déspota demente, com poucos conseguindo ficar no meio desses dois extremos.Comandante

A possiblidade de que Chávez possa ter sido uma figura complexa, um ser humano real capaz do praticar o bem e de fazer o mal perdeu-se entre personalidades como o ex-prefeito socialista de Londres Ken Livingstone, que o saudou certa vez como “amigo e camarada”, ou John Bolton, o rei dos neocons norte-americanos, que chegou a denunciar Chávez como uma “ameaça global”.

Na verdade, o ex-prefeito de Londres e o fiel escudeiro de George W. Bush tinham mais em comum do que qualquer dos dois quisessem admitir. Ambos julgaram Chávez com seus próprios preconceitos ideológicos e com a insustentável leveza de quem vive a milhares de quilômetros da Venezuela.

Rory Carroll, correspondente para a América do Sul do jornal britânico The Guardian baseado em Caracas, entre 2006 e 2012, realmente viveu o dia-a-dia venezuelano e tenta demolir a figura caricatural de Chávez como modelo de perfeição como vilão no livro Comandante – A Venezuela de Hugo Chávez. Carroll, irlandês, 40 anos de idade, consegue oferecer uma visão equilibrada e repleta das necessárias nuances de Chávez e sua “Revolução Bolivariana”.

Paralalamente a isso, porém, o autor consegue ir mais longe. Além de traçar um raro e detalhado retrato pessoal e político de Chávez, este livro extremamente bem escrito e dotado de fina percepção equivale a uma meditação sobre a natureza do poder, e os extremos de absurdo e corrupção que ele pode encerrar.

Na TV, Chávez anuncia: foi o “imperialismo” que destruiu a civilização que havia em Marte

No livro, o leitor vai se deparar com batalhões de subalternos de todos os matizes às voltas com os incontáveis dilemas que significam servir a um homem que se comportava como um monarca absoluto.

Para sobreviver na corte do Rei Chávez, os ministros precisavam “transformar as expressões faciais em máscaras, arranjar os traços em expressões apropriadas quando diante de uma câmera ou na linha de visão do comandante”, escreve Carroll. “Isto”, acrescenta, “era traiçoeiro quando o comandante fazia algo bobo ou bizarro porque a resposta requerida poderia contrariar o instinto”.

E ele, efetivamente, fazia coisas bobas ou bizarras. Chávez conduzia um programa semanal de TV intitulado Alô, Presidente, que tinha hora para começar mas nunca para terminar. Seu recorde foi permanecer nove horas e meia consecutivas no ar, ao vivo. Certa vez, num dos programas, ele anunciou que uma próspera civilização havia existido em Marte até que “o imperialismo chegou e destruiu o planeta”.

Chávez ao vivo pela TV: seu recorde foi permanecer 9 horas e meia no ar, sem interrupções. E ali chegou a demitir altos funcionários expulsando-os de campo com um apito, como juiz de futebol (Foto: Palácio de Miraflores)

Como deveriam seus ministros reagir ao histrionismo do comandante? “Mesmo para veteranos na audiência, muitas vezes não ficava claro se se tratava ou não de uma piada”, escreve Carroll. “Então eles faziam cara de paisagem, à espera de que a situação se esclarecesse. Mas isso nunca acontecia: o comandante mudava de um assunto para outro sem parar”.

Esse tipo de dificuldade certamente contribuiu para que, durante seu reinado, Chávez tenha tido 180 ministros.

Com apito de juiz de futebol, e ao vivo, ele demitia ministros

Chávez lançava mão de seu programa de TV para anunciar demissões ou promoções, abolir ministérios inteiros, expropriar empresas e, em uma ocasião pelo menos, mobilizar as Forças Armadas contra a Colômbia.

[De outra feita, Chávez demitiu ao vivo, perante todo o país, figurões do governo, executivos graúdos da gigante petrolífera estatal PDVSA, sem avisá-los previamente. “Eddy Ramírez, diretor geral, até hoje, da divisão Palmaven [energia elétrica] (…), muito obrigado. O senhor está dispensado!” E soprou um apito, como se fosse um juiz de futebol mandando um jogador para o vestiário. O público ovacionou, e o ‘comandante’ continuou seguindo a lista: (…) “Carmen Elisa Hernández. Muito, muito obrigado, señora Hernández, pelo seu trabalho e serviço”. A voz destilava sarcasmo, e ele soprou o apito de novo: “Impedimento!“]

Carroll foi convidado do presidente no capítulo 291 do programa de TV. Ele teve a ousadia de perguntar a Chávez por que ele estava propondo ao Legislativo uma emenda à Constituição permitindo sua reeleição por um número indeterminado de vezes, sem contudo estender a mesma possibilidade a governadores e prefeitos.

“Ele lançou a pergunta para o mar, para além do horizonte [o programa se realizava numa pequena cidade do litoral], e a transformou numa arenga contra os males da mídia tendenciosa, da hipocrisia europeia, da monarquia, da rainha da Inglaterra, da Marinha Real, da escravidão, do genocídio e do colonialismo”, conta o jornalista.

Chávez e sua multidão de seguidores: o "socialismo bolivariano" foi conduzido por um "autocrata eleito", diz o autor do livro (Foto: patriagrande.com.ve)

A roubalheira, uma marca corrosiva

Enquanto isso, os ministros que trabalhavam para um homem que mandava gravar seus telefonemas e não raro os demitia por mero capricho tornaram-se figuras risíveis e dignas de pena. “O sucesso – conseguir uma posição cobiçada – acabava se tornando um inferno”, escreve Carroll.

Não é de admirar que tanta gente tenha optado por rechear seus bolsos com a renda do petróleo da Venezuela, juntando-se a um festival de corrupção que se tornou a marca mais corrosiva do reinado de Chávez. [O que o livro descreve em matéria de roubalheira, inclusive por parte de generais das Forças Armadas, faz o Brasil parecer um país de conto de fadas.]

Ainda assim, em meio a absurdos e excessos, o comandante continuou sendo um líder eleito, sujeito a constante crítica por parte de uma barulhenta imprensa de oposição. Carroll isenta Chávez de ser um ditador: ele, na verdade, apesar de tudo — sustenta o jornalista –, ganhou quatro eleições e não havia gulags ou câmaras de tortura na Venezuela.

Expurgo no Judiciário e lista negra

Mas Carroll descreve detalhadamente como Chávez feriu seus críticos, expurgou o Judiciário e utilizou uma lista negra com as 3 milhões de pessoas que assinaram um manifesto em 2003 pedindo um plebiscito revogatório — medida prevista na Constituição e que significa votar pela saíde de um político eleito.

Funcionários públicos que puseram seus nomes no fatídico documento foram demitidos, muitas outras pessoas foram caluniadas e perseguidas. Carroll acaba fazendo a Chávez a concessão de descrevê-lo como “um autocrata eleito”.

Um flerte com o suicídio

Ao longo de seu trabalho, o jornalista oferece uma memorável série de passagens. Como Chávez encurralado no subterrâneo do Palácio Miraflores durante um levante popular que acabou, via golpe de Estado, sacando-o do poder por efêmeras 48 horas. Durante um breve momento, ele fixou o olhar numa pistola e pensou em suicídio, voltando à razão após um telefonema de Fidel Castro.

Também ficamos sabendo como o general Raúl Baduel, o oficial que resgatou Chavez naquele momento de crise, congregando as Forças Armadas para restaurar o poder do comandante, foi mais tarde demitido de seu cargo de ministro da Defesa e jogado numa cela de prisão, por suposta acusação de corrupção.

O amigável âncora do programa de TV que construiu clínicas nas favelas, recheando-as de médicos importados de Cuba, acabou sendo moldado pelo poder em um dirigente cruel e vingativo.

Agora que o comandante morreu, Carroll terá que atualizar seu relato. Quando ele o fizer, este livro merecerá ser o trabalho definitivo sobre Chávez.

(Nota do colunista: tecnicamente, o jornalista Rory Carroll — hoje correspondente do jornal em Los Angeles, nos EUA — atualizou o livro nas páginas finais, descrevendo algo brevemente a doença e a lenta agonia de Chávez até  sua morte. O autor desta resenha, porém, se refere a como o chavismo sobreviverá à morte do caudilho, o que com certeza demandará algum tempo e merecerá alguns capítulos a mais na provável reedição da obra).

14/04/2013

às 1:49 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: “Vai plantar tomate, Zé Dirceu”

Vai plantar tomate Zé Dirceu (Charge: Sponholz)

"Dirceu O Inocente Injustiçado sempre afirmou: 'Nunca fiz nada que Lula não soubesse'. Agora, num aparente último gesto desesperado para escapar da cana, sai atirando no ministro Fux. Vá plantar tomate, Zé Dirceu' (Charge: Sponholz)

Por Neil cheio até “as tampa” Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

VAI PLANTAR TOMATE, ZÉ DIRCEU

Plantar tomate dá mais do que Mensalão. Os chinas plantam e lá não tem Mensalão, não igual a esse daqui. Plantados pelos chinas, viajam 65 dias de navio e chegam ao Ceasa 25% mais baratos do que os ali de Ibiúna. Cadê infraestrutura que deveria estar aqui ? O Mensalão comeu.

Quem souber em quais bolsos e em quais quantidades se homiziam os dinheiros públicos, afundados e desaparecidos no lamaçal mensaleiro, levante a mão. O Lula sabe.

Dirceu O Inocente Injustiçado sempre afirmou, do alto da sua autoridade moral jamais posta em dúvida: “Nunca fiz nada que Lula não soubesse”. Nunca fez, certifico e dou fé.

Num aparente último gesto desesperado para escapar da cana a que foi condenado e sentenciado pelo STF, sai atirando um monte de coisa no ventilador para ofender e manchar a integridade do Ministro Fux, autor de votos impecáveis no Julgamento do Mensalão. Tá com a sororoca da morte, vai plantar tomate Zé Dirceu.

Sem responder, o Ministro Fux deu-lhe uma resposta precisa : “Ministro não discute com réu”. Foi cavalheiro, Dirceu não é réu, é criminoso condenado e sentenciado pelo STF. Já imaginou juízes batendo boca com Cachoeira e Beira-Mar? Dirceu é como eles, mas ainda solto.

Dirceu O Inocente Injustiçado era o suposto guardião do cofre e gestor do rachuncho: “Dois pra mim, um pra ti; dois pra mim, um pra ti”. “Dois pra mim” eram pro PT, dizem; tinha mão de gato no meio do caminho. Ao gato só resta melar.

Li que nos dois mandatos do Ex, 7.8 Trilhões de Reais irrigaram as ricas safras da corrupção, a maior registrada na nossa história presente, passada e talvez futura.

Você que é bom de calculadora, faz a conta: 7.8 Trilhões rachunchados “Dois pra mim, um pra ti”, quanto dá pra mim? Dois terços, 5.2 Tri pra mim. Nada mau pra quem encarava cerveja morna no fim do expediente, no boteco em frente da lojinha no interior de Minas, teatro de guerra da sua guerrilha popular do povo, de onde saiu “cumpanhero de armas” de La Rousseff, ex- Estela.

Nem Um Trilhão em cada um dos 8 anos de mandato, apenas 975 Bilhõezinhos em média por ano e vocês aí reclamando. Vão reclamar prro pastor dessa encrencaiada que assola o país, que falou “Só saio se o Genoíno também sair”, eitcha cabra macho da mulesta.

Essa corrupa pra mim é corrupinha de nada, apenas 7.8 Tri, besteirinha, pensava que era mais. Vai ver, é; vai ver, a corrupa tem um caixa dois com grana corrupada e não contabilizada, tudo nos conformes deles.

O tomate subiu 200%, maior escândalo, ganhou codinome : “Inflação do Tomate”. Há quem tolere esse aumento, retire as economias do colchão e compre ketchup, molho de tomate, salada de tomate, tomate seco, para ocasiões festivas; eu não. Penso no futuro, você sabe quanto custa um plano de saúde decente para quem tem mais de 60 anos.

Tal estróinice equivale a comer o capital, pecado mortal contra os cânones neoliberais da economia doméstica. Minhas sábias tias pontificavam: “Mais vale um gosto do que dez vinténs no bolso”; eram neoliberais, como a Thatcher seria indigitada de ser. Era necessário ter os dez vinténs no bolso para pagar pelo gosto; nada de ser financiado em vezes.

Taí revelado o segredo das economias que dão certo, de lares a países: nunca gastar mais do que ganha. Os “mais de 80%”, porém, são enganados pelas promessas do Estado Paisão e aí, babau.

A “Inflação do Tomate” é tese de PhD de Economia do Marcão, da banca de tomates da feira aqui perto de casa. Você vai lá, assunta e reclama do preço “Tá caro”. O Marcão dá a aula: “Tá, mas tem jeito. Não compra que o preço cai”. Tão neoliberal, nem a Thatcher.

Cirúrgico, Marcão dá um banho na tese de Doutorado em Economia do Mercadante, na PUC de Campinas, um catatau de mais de 300 páginas de puxa-saquismo ao Governo Lula, parece edição especial da Falha de S. Paulo, recheada de infográficos laudatórios.

A sem-vergonhice do Dirceu subiu 200.000%, crescimento obtido com o ataque ao Ministro Fux e ainda não sei o codinome, deve ser Inflação de Sem-Vergonhice mesmo.

Thatcher e Churchill: a dupla das maiores inteligências políticas do século 20 (Montagem: Reuters)

Thatcher e Churchill: a dupla das maiores inteligências políticas do século XX. Ela certa vez disse: "O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros" (Montagem: Reuters)

Sempre pensei talvez por intuição, do jeitão que dizem que a Thatcher pensava. “Menos é mais”, ensinavam os gênios em design, criadores da Escola Bauhaus. Resumo como entendi o pensamento da Thatcher:“ Na Economia Menos Estado é Mais”. Acredito.

Foi polêmica: dois importantes jornais irlandeses publicaram nas suas capas a mesma manchete: “We´ll never forgive”. Mas o pensamento de grande parte do sistema capitalista poderia ser: “We´ll never forget”.

Thatcher, acusada de neoliberal, disse: “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. O pensador Marxista-Leninista-Stalinista-Fidelista-Lulista Dirceu finalmente colocou os tão prometidos pingos nos “is”: supostamente sugeriu que “A melhor coisa do socialismo é ser capitalista”, sendo ele a prova semovente dessa afirmação nada surpreendente.

Me meti a falar da Thatcher porque formou com Churchill a dupla das maiores inteligências políticas do século XX, não por acaso britânicos. Meus respeitos a ela e a ele, desde sempre.

06/04/2013

às 20:00 \ Política & Cia

MENSALÃO: Vejam no que os condenados pelo Supremo estão apostando para se livrar da cadeia

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF: "O STF não precisa de tributaristas ou criminalistas. Precisa de estadistas" (Foto: STF)

PERFIL -- A presidente Dilma vai indicar nos próximos dias o 11° integrante da Corte: expectativa mensaleira. Do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF: "O STF não precisa de tributaristas ou criminalistas. Precisa de estadistas" (Foto: STF)

 Reportagem de Daniel Pereira, publicada em edição impressa de VEJA

A APOSTA DOS CRIMINOSOS

Condenados a penas de prisão por corrupção e formação de quadrilha, os mensaleiros do PT agora acreditam que a impunidade virá pela escolha de um novo ministro do STF simpático à causa deles. Seria um tapa na cara da opinião pública brasileira

O Supremo Tribunal Federal (STF) precisou de 53 sessões plenárias e 138 dias para condenar, no ano passado, 25 dos 38 réus do processo do mensalão. No maior julgamento de sua história, aplicou penas que chegam a quase 270 anos de prisão e multas de 22 milhões de reais.

Considerada um divisor de águas na luta contra a impunidade que beneficia os criminosos de colarinho-branco, essa decisão ainda não foi executada. Mas será? Nos bastidores da corte, um grupo de ministros trabalha para que isso nunca ocorra.

A impunidade passa pela indicação de um novo integrante para o STF simpático à tese da redução das penas impostas aos mensaleiros. Isso livraria da prisão em regime fechado o ex-ministro José Dirceu. Como se sabe, Dirceu foi condenado por ser o chefe da quadrilha que subornou parlamentares, no primeiro mandato do ex-presidente Lula, usando dinheiro desviado dos cofres públicos.

Do ponto de vista técnico, a esperança dos condenados se chama “embargos infringentes”, recurso previsto no Código de Processo Penal que permite aos réus reabrir os processos quando suas condenações em tribunais não tiverem sido unânimes.

O uso desse recurso no STF em casos de réus com foro privilegiado, sob a atual Constituição, seria algo inédito. Por essa razão, os ministros precisarão decidir, antes de mais nada, se é cabível extrapolar essa regra para a mais alta corte do país. Os ministros estão divididos sobre essa questão.

Portanto, não é de todo impossível que o julgamento do mensalão seja reaberto para reexame das condenações ou das partes em que houve divergência. Os advogados dos mensaleiros estão prontos para pedir ao Supremo que receba e discuta os “embargos infringentes”.

CADEIA -- O ex-ministro José Dirceu, o deputado José Genoino e o tesoureiro Delúbio Soares. A cúpula do PT foi condenada pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. (Fotos: Folhapress :: Ag. O Globo :: Estadão Conteúdo)

CADEIA -- O ex-ministro José Dirceu, o deputado José Genoino e o tesoureiro Delúbio Soares. A cúpula do PT foi condenada pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. (Fotos: Folhapress :: Ag. O Globo :: Estadão Conteúdo)

Uma decisão favorável à reabertura do processo, certamente, repercutirá muito mal perante a opinião pública, que comemorou no ano passado a inédita condenação à prisão de gente poderosa no Brasil. Perto da reação dos brasileiros ao tomar conhecimento de que o processo será reaberto, as questões de jurisprudência são a parte mais branda do caso.

Os defensores acreditam que conseguirão derrubar a condenação por formação de quadrilha imposta a Dirceu, ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e ao ex-presidente petista José Genoino, entre outros. Se isso ocorrer mesmo, a pena de Dirceu cairá de dez anos e dez meses para sete anos e onze meses.

Isso significa que ele se livrará da cadeia em tempo integral, sendo recolhido ao cárcere apenas para passar a noite. No caso do deputado José Genoino, a pena de prisão cairia de seis anos e onze meses para quatro anos e oito meses, decisão que impactaria o número de dias que ele dormirá na prisão.

O regimento interno do STF prevê a possibilidade de embargos infringentes quando há quatro votos contrários à condenação – exatamente a quantidade obtida pelos petistas no caso da formação de quadrilha. Ocorre que o regimento interno é anterior à Constituição de 1988 e a uma lei de 1990 que regulamentou o andamento das ações penais nos tribunais superiores.

A Carta e a legislação ignoraram o tema, que, no entanto, permaneceu no regimento interno do STF. Vale o regimento ou se considera que, ao ignorar a existência dos embargos infringentes, a Constituição e a lei estão dizendo que eles não são cabíveis? É essa a questão que divide o STF agora. “Não faz sentido entender que a norma prevista no regimento interno subsiste à lei”, pondera um ministro. Outro ministro lembra que o acolhimento dos embargos infringentes resultaria em uma anomalia gritante.

Ela pode ser resumida assim: com apenas seis votos, o STF pode declarar a inconstitucionalidade de regras aprovadas no Congresso Nacional, mas nem com sete votos pode condenar definitivamente um réu de ação penal quando este obteve quatro votos a favor de sua absolvição. Ou seja, nessa hipótese, um réu teria mais força jurídica do que um Poder da República.

Esses argumentos não desanimam os advogados dos réus do mensalão. Eles dizem que a questão ainda está aberta e espalham que quatro ministros já concordam com a apresentação de embargos infringentes. Para formarem a maioria no plenário, portanto, os advogados precisariam conquistar o apoio de Teori Zavascki, ministro que tomou posse no fim do ano passado e que não participou do julgamento do mensalão, e do futuro ministro que ainda será indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga aberta pela aposentadoria de Carlos Ayres Britto.

Dilma deve anunciar sua escolha nos próximos dias. Há muita especulação sobre quem será o 11° integrante do Supremo Tribunal Federal. A claque dos mensaleiros anda a propagar que o STF precisa de um tributarista ou de um processualista, quando no fundo quer mesmo um petista. Joaquim Barbosa, presidente do STF, não esconde seu desagrado com o lobby político disfarçado de preocupação técnica. Ele fez chegar à presidente Dilma Rous­seff o seguinte conselho: “O STF não precisa de tributaristas ou criminalistas. Precisa de estadistas”.

05/04/2013

às 19:00 \ Vasto Mundo

VÍDEO: MOSCOU A MIL POR HORA. Onde foi parar aquela cidade com imagem de cinza e triste?

O fim do comunismo e a chegada do capitalismo — mesmo selvagem e imerso em corrupção — trouxeram à Rússia, depois dos primeiros anos de baderna e retrocesso, uma explosão de desenvolvimento proveniente, sobretudo, da enorme indústria do petróleo e do gás natural, mas também do desenvolvimento de alta tecnologia em diversas áreas.

A Moscou tradicional dos czares, imponente em seus edifícios seculares mas sombria e cinzenta com a horrenda arquitetura padronizada dos tempos do comunismo, está desaparecendo. Em seu lugar, surge uma cidade vibrante, que alia o melhor do tradicional com uma supermodernidade e um enorme movimento — que inclui o tráfego, com a multiplicação de veículos de todas as marcas e procedências.

Nem dá para reconhecer a cidade, conforme de onde ela seja vista. Confiram:

 

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