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Comissão de Direitos Humanos

10/04/2014

às 18:07 \ Política & Cia

Revisão da Lei de Anistia avança no Senado

Na sessão em que foi aprovado o projeto que ...., os senadores Randolfe Rodrigues (dir.) e João Capiberibe (Foto: Agência Senado)

Na sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado em que foi aprovado o projeto, os senadores Randolfe Rodrigues (dir.) e João Capiberibe (Foto: Agência Senado)

Da Agência Senado

A revisão da Lei de Anistia, de 1979, ganhou força com a aprovação, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), do projeto de lei do Senado (PLS 237/2013) apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). O projeto permite que militares e civis responsáveis por graves violações de direitos humanos sejam punidos por seus crimes.

A proposta foi colocada em pauta a pedido dos integrantes da Subcomissão da Memória, Verdade e Justiça, que apoiam campanha da Anistia Internacional pela punição dos crimes da ditadura militar (1964-1985).

O projeto segue agora para exame das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Conduzida pela presidente da CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), a votação contou com a presença do presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, e de representantes de entidades de direitos humanos.

Conforme o artigo 1º do projeto, “não se incluem entre os crimes conexos [definidos pela Lei de Anistia] aqueles cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, de qualquer forma, se opunham ao regime de governo vigente no período por ela abrangido”.

Mudar o entendimento do Supremo

De acordo com Randolfe Rodrigues, o objetivo da proposta é superar o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da iniciativa conhecida como Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 153), segundo a qual crimes como tortura, sequestro e homicídio cometidos durante o regime militar sejam considerados conexos aos crimes políticos e, portanto, abrangidos pela Lei de Anistia.

Para o senador, a lei aprovada em 1979 foi uma imposição do período da ditadura.

— Aquela Lei não foi resultado da luta sonhada e desejada pelos exilados. Não existe pacto quando um dos lados está armado e o outro está desarmado. A Lei da Anistia foi uma imposição – disse o senador, afirmando também que o projeto contribuirá para o resgate da memória e da verdade do país.

O único mérito da Lei da Anistia, segundo o parlamentar, foi garantir o retorno dos exilados, contrários ao regime. Para Randolfe, adequar a Lei da Anistia à Constituição de 1988 e ao sistema internacional de direitos humanos é tarefa urgente do Poder Legislativo.

— Não pode haver ódio, mas não pode haver perdão. Não é uma lei para olhar para o passado, é uma lei para olhar para o futuro – disse Randolfe, afirmando ainda que a ditadura deixou uma estrutura conservadora no estado brasileiro, como o atual modelo das policiais militares.

Tratados internacionais

Em relatório favorável à proposta, o senador João Capiberibe (PSB-AP) reforçou que o crime de tortura é imprescritível, conforme tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

— Não houve na negociação da Anistia igualdade de posições entre a sociedade, refém de um regime repressivo, e seus carcereiros. A ditadura aproveitou-se da força de que ainda lhe restava para impor uma anistia que lhe desse cobertura a sua retirada de cena, assegurando a impunidade de seus agentes mais impiedosos – afirmou.

Presidente da Subcomissão da Verdade do Senado, Capiberibe participa da campanha promovida pela Anistia Internacional pedindo a revisão da Lei de Anistia. Desde o dia 1º de abril estão sendo coletadas assinaturas online a favor da revisão da norma. Segundo ele, a persistência dos embates ideológicos em torno dos fatos trágicos ocorridos durante a ditadura civil-militar impedem, de certo modo, que aprendamos lições importantes sobre esse passado.

— E isso ocorre, em parte, porque muitos torturadores ainda podem se apresentar como defensores da ordem, e não como criminosos, pois jamais foram julgados. Hoje, importa para o país e para toda a humanidade que os crimes contra os direitos humanos sejam punidos, para que a impunidade não estimule a sobrevivência da cultura da tortura e da aniquilação violenta dos adversários políticos – apontou Capiberibe.

História

Um hotsite produzido pela Agência Senado reconta a história do movimento civil-militar que há 50 anos interrompeu a democracia e mergulhou o país em duas décadas de ditadura. O site especial reúne as manifestações dos senadores a respeito do período histórico.

27/01/2014

às 23:57 \ Política & Cia

PM agiu em legítima defesa, afirma governo de SP; Alckmin diz que não há “problema algum” em manifestação pacífica

Integrantes da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo durante as manifestações de protesto do sábado pela realização da Copa do Mundo (Foto: Ivan Pacheco)

Por Caio do Valle, Laura Maia de Castro e Luciano Bottini Filho, do jornal O Estado de S. Paulo

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, defenderam nesta segunda-feira, 27, a ação da polícia no caso do rapaz que foi baleado na noite de sábado após manifestações em São Paulo contra a Copa do Mundo.

Os dois afirmaram que os oficiais agiram em “legítima defesa”.

Segundo Grella, o inquérito policial em andamento no 4.º Distrito Policial (Consolação) aponta que o estoquista Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, e um colega portavam duas bolsas contendo uma chave de grifo, estilete, bolinhas de gude, óculos de proteção, uma garrafa de vinagre e “material explosivo”.

Imagens dos objetos que o rapaz estaria portando foram divulgadas nesta segunda pela Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a polícia, material apreendido com manifestante incluía material explosivo, além de estiletes, uma máscara e uma chave grifo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo)

De acordo com a polícia, material apreendido com manifestante incluía material explosivo, além de estiletes, uma máscara e uma chave grifo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo)

Em entrevista à Rádio Estadão, o comandante-geral da PM disse que imagens de um prédio da Rua Sabará confirmam a versão dos PMs.

– Vimos as imagens e percebemos que as declarações dos policiais são coerentes com aquilo que aconteceu. Temos absoluta tranquilidade de que a ação dos policiais foi legítima.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) destacou que a Polícia Militar abriu um inquérito para apurar as circunstâncias em que o manifestante foi baleado.

– De um lado, a polícia tem de prender quem está cometendo um crime e proteger a população. Do outro, não (pode) errar. Esse é o desafio. E se a polícia erra, responde por isso.

Alckmin voltou a dizer que as manifestações são legítimas e fazem parte do processo democrático.

– Podem concordar, discordar, mas não há nenhum problema em haver manifestação.

E criticou os que se aproveitam dos atos para “fazer depredação, vandalismo e ferir pessoas”.

– É uma tarefa que não é fácil (a da polícia).

O diretor da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – seção São Paulo (OAB-SP), Martim de Almeida Sampaio, disse que está acompanhando “com rigor” o caso, mas que as informações ainda são controversas.

“É precipitado emitir um juízo de valor com essa falta de informação. Por enquanto, pela versão oficial e pelos fatos que temos em mãos, parece que a ação está dentro do protocolo (da polícia), por mais violenta que tenha sido”, disse Sampaio.

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13/01/2014

às 9:00 \ Política & Cia

Comissão de Direitos Humanos do Senado vai hoje ao Maranhão e sua presidente fala até em possibilidade de intervenção federal

 

Senadora Ana Rita:

Ana Rita: horrorizada com as cenas que viu da Penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão, considera a situação no Estado “muito grave”  (Foto: Pedro França / Agência Senado)

Da Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) fará uma diligência em São Luís do Maranhão nesta segunda-feira, 13.

O objetivo é ver de perto a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde foram assassinados cerca de 60 detentos em 2013.

Segundo a presidente da comissão, senadora Ana Rita (PT-ES), a visita também servirá para que a CDH se posicione sobre a possibilidade de uma intervenção federal no Estado.

Em entrevista à Agência Senado, Ana Rita disse que a comissão está acompanhando as notícias pela imprensa e que considera a situação “muito grave”.

A senadora afirmou que assistiu a um vídeo divulgado na internet em que detentos, comemorando, mostram corpos de colegas decapitados no presídio em dezembro passado e se disse horrorizada. Segundo a senadora, a sociedade está com dificuldades de ter acesso ao presídio e os parentes de detentos estão preocupados.

De acordo com a senadora, por enquanto, estão confirmados na diligência os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP), vice-presidente da CDH. Ela está convidando outros membros da comissão para a viagem.

Ana Rita adiantou alguns compromissos da programação da diligência. Pela manhã, haverá uma reunião com a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e uma visita ao presídio.

À tarde, a comissão deve se reunir com as autoridades locais da administração penitenciária, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública e outros.

- É um primeiro passo para dialogar com a sociedade e definir os próximos encaminhamentos – disse Ana Rita.

A CDH deverá encaminhar pedidos de informação aos órgãos governamentais e vai tratar do assunto no dia 5 de fevereiro, em sua primeira reunião do ano.

17/09/2013

às 15:35 \ Política & Cia

Em protesto a Feliciano, Daniela Mercury publica foto beijando a namorada

Foto publicada pela cantora em seu perfil no facebook

'É proibido beijar no Brasil, é?' -- Foto publicada pela cantora em seu perfil no facebook

Texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo

EM PROTESTO A FELICIANO, DANIELA MERCURY PUBLICA FOTO COM NAMORADA

‘É proibido beijar no Brasil, é?’, questiona a cantora em apoio às estudantes presas após se beijarem durante culto evangélico ministrado pelo deputado

A cantora baiana Daniela Mercury publicou nesta terça-feira, 17, em sua página do Instagram uma foto em que está beijando sua namorada, a jornalista Malu Verçosa. A publicação, escreveu ela, é um apoio às duas estudantes que foram presas a mando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) depois de se beijarem durante um culto evangélico ministrado pelo parlamentar no domingo passado, na avenida da praia, em São Sebastião (SP).

Acompanhada da foto, a cantora faz uma provocação: “Só uma pergunta: é proibido beijar no Brasil, é?”. A imagem foi vista e curtida por mais de 4000 internautas até o fechamento desta reportagem.

Joana Palheiros, de 18, e Yunka Mihura, de 20, foram presas por guardas municipais a pedido do deputado durante o evento evangélico Glorifica Litoral, que reuniu cerca de 2000 pessoas no domingo passado. De cima do palco, Feliciano acusou as duas garotas de vilipendiar o público e chamou as duas de cachorrinhas, sob aplausos dos fiéis.

As duas jovens participavam de um ato contra o pastor, que reuniu cerca de 20 pessoas. O beijo, segundo elas, era uma forma de protesto contra Feliciano, acusado de ser homofóbico.

É a segunda vez que Daniela Mercury se manifesta em defesa dos homossexuais. As duas vezes foram em protesto contra o deputado e pastor Marco Feliciano, depois de ele ter assumido a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A primeira vez foi em abril, quando assumiu seu namoro com a jornalista Malu Verçosa.

06/07/2013

às 17:00 \ Política & Cia

EVANGÉLICOS: Vejam como ocorre a suposta “cura gay” em templos de São Paulo

A "cura gay" nos templos da fé (Imagem: Negreiros / Veja São Paulo)

A "cura gay" nos templos da fé (Imagem: Negreiros / Veja São Paulo)

Reportagem de João Batista Jr., publicado em edição impressa de VEJA São Paulo

A “CURA GAY” NOS TEMPLOS DA FÉ

A reportagem de VEJA São Paulo percorreu dez igrejas evangélicas da capital para saber o que os pastores pregam sobre a homossexualidade

O salão térreo de um casarão colonial onde se localiza a Igreja Cristã Pentecostal Independente Maravilhas de Jesus, no centro, tem bancos de estofado puídos e um palco pequeno. Ao lado das portas de entrada, três pastores estão a postos para receber os fiéis.

Às 15 horas da quarta-feira, 26, um dos líderes espirituais disponíveis era Aristides de Lima Santos. Usando calça de brim creme, camisa azul-claro com todos os botões fechados e um blazer escuro por cima, o senhor de estatura baixa aparentava pouco mais de 50 anos de idade.

Ao ser abordado, simpático e solícito, contou um pouco de sua história. Lembrou que, antes de aceitar Jesus, vivia no pecado: era um mulherengo incorrigível. “Desses que não conseguem passar uma semana sem uma companheira diferente”, confessou. Na função de orientar o rebanho, está acostumado a lidar com todo tipo de gente e de angústias.

Conta já ter recebido por lá algumas pessoas dispostas a abandonar a homossexualidade. Com base nessa experiência, criou uma teoria a respeito dos gays que querem se tornar héteros. “Irmão, é preciso arrumar uma mulher quanto antes para casar e ter filhos”, costuma aconselhar. “Ela não precisa saber que o senhor tinha essa tendência. Vai ajudar na sua libertação.”

As igrejas Universal, Internacional da Graça de Deus, Mundial e Deus É Amor: os homossexuais são pecadores, atuam sob influência do “maligno” e precisam da “libertação” (Foto: Mario Rodrigues :: Christian Tragni :: FolhaPress :: Roberto Setton)

As igrejas Universal, Internacional da Graça de Deus, Mundial e Deus É Amor: os homossexuais são pecadores, atuam sob influência do “maligno” e precisam da “libertação” (Foto: Mario Rodrigues :: Christian Tragni :: FolhaPress :: Roberto Setton)

Em seguida, Santos abre sua bolsa e tira uma Bíblia cheia de anotações e trechos grifados. Com voz calma, lê passagens para justificar essa linha de raciocínio. Cita Mateus 26:41, olhando nos olhos do interlocutor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Do Levítico 18:22 extrai a seguinte passagem: “Não te deitarás com um homem, como se fosse uma mulher: isso é uma abominação”.

As palavras do livro sagrado servem para justificar o pensamento do pastor. Segundo ele, na escala de malfeitorias, um homossexual está na mesma categoria do ladrão, do assassino, do viciado em drogas e do adúltero. Todos são pecadores mortais.

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28/05/2013

às 15:00 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: o PSC do pastor Feliciano quer ressuscitar mortos-vivos

José Roberto Arruda já renunciou ao governo para não ser cassado (Foto: Wilson Dias / Abr)

José Roberto Arruda já renunciou ao governo para não ser cassado (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Nota de Otávio Cabral publicada em edição impressa de VEJA

A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS

Embalado pela notoriedade de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o PSC traçou uma estratégia para crescer nas eleições gerais de 2014.

A qualidade dos candidatos, porém, foi deixada de lado.

No Distrito Federal, o partido pretende lançar José Roberto Arruda ao Senado, Joaquim Roriz ao governo e Luiz Estevão à Câmara.

O primeiro já renunciou aos cargos de governador e senador para não ser cassado.

Por razões semelhantes, Roriz também teve de deixar o Senado, de onde Estevão foi expulso como o primeiro senador cassado da história.

09/04/2013

às 18:29 \ Política & Cia

Pois desta vez estou ao lado do deputado Marco Feliciano: ele só sai da Comissão de Direitos Humanos se os mensaleiros condenados deixarem a Comissão de Justiça

Deputado-pastor Marco Feliciano: pelo menos, ele não foi mandado para a cadeia, como os mensaleiros (Foto: Agência Brasil)

Os leitores do blog já conhecem minha opinião sobre a presença do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do blog.

Acho um absurdo e um desrespeito à sociedade que tramoias partidárias tenham conduzido alguém tão inadequado para o posto quanto ele.

Uma comissão que lida com questões vitais para uma democracia e que inclui manter uma atitude de tolerância e serenidade com temas complexos da natureza humana não deveria ser presidida por um deputado com ideias medievais como Feliciano.  PT tem grande responsabilidade nisso — porque preferiu “rifar” a comissão que detinha, em troca de outras , que tratam de áreas detentoras de vultosos recursos públicos.

Pois bem, mas não há como deixar de dizer que o deputado está coberto de razão ao ironizar, como fez hoje, durante encontro do Colégio de Líderes de que participou o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) — e onde foi pressionado a renunciar –, que, sim, deixará a Comissão de Direitos Humanos, mas desde que dois mensaleiros condenados à cadeia pelo Supremo Tribunal, ambos do PT, fizerem o mesmo na Comissão de Justiça. (Leia reportagem do site de VEJA).

Os mensaleiros são João Paulo Cunha e José Genoíno, condenados a penas de cadeia pelo Supremo Tribunal Federal por uma batelada de crimes. O PT, além de haver “rifado” a Comissão de Direitos Humanos no momento em que o Congresso escolheu seus principais dirigente, cometeu a leviandade e levou adiante o absurdo espantoso de, como se nada houvesse acontecido, guindar dois deputados CONDENADOS PELA JUSTIÇA COMO CRIMINOSOS para, justamente, a Comissão de Constituição e Justiça.

É difícil imaginar algo mais constrangedor, para o Parlamento e para o povo que a Câmara representa, do que o cinismo de incluir numa Comissão de Justiça dois pilantras políticos condenados… pela Justiça!

O deputado Marco Feliciano tem posições e posturas que repugnam a muitos brasileiros.

Mas, pelo menos, não é um criminoso! Há um processo contra ele no Supremo Tribunal, mas nenhuma condenação — o processo ainda está nas preliminares.

Nesse caso, não vejo como não estar ao lado dele diante da proposta que fez: eu saio, mas se Genoíno e João Paulo saírem também.

02/04/2013

às 18:47 \ Política & Cia

Ex-ministra protocola pedido para abrir processo disciplinar contra o deputado-pastor Marco Feliciano

Marco Feliciano falou a evangélicos em culto na cidade de Passos-MG (Foto: Youtube / Reprodução)

Em culto, na cidade de Passos-MG, Feliciano afirmou que comissão estava dominada por 'Satanás' antes dele (Foto: Youtube / Reprodução)

Reportagem de Eduardo Brasciani, publicada no jornal O Estado de S.Paulo

EX-MINISTRA PROTOCOLA PEDIDO PARA ABRIR PROCESSO DISCIPLINAR CONTRA FELICIANO

Iriny Lopes afirma que declaração de pastor sobre ‘Satanás’ feriu a honra dos parlamentares

A deputada federal e ex-ministra de Políticas para as Mulheres Iriny Lopes (PT-ES) protocolou na Mesa Diretora da Câmara pedido de abertura de processo disciplinar contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Casa.

O pedido foi motivado por causa de declaração do pastor de que, antes dele, a comissão era dominada por ‘Satanás’. Se a investigação seguir adiante, a punição pode ser até a da perda do mandato.

“É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam com dedicação e firmeza para a promoção e valorização dos direitos humanos”, afirma Iriny, que foi presidente do colegiado em 2006.

Na visão da deputada petista, Feliciano infringiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar em dois incisos: o que zela pelo prestígio, aprimoramento e valorização das instituições democráticas e representativas e o que fala sobre tratar com respeito e independência os colegas e autoridades.

Pelo trâmite normal, o pedido deve ser encaminhado à Corregedoria da Casa.

O órgão, porém, não tem titular desde que se decidiu pela criação de uma corregedoria autônoma.

Por acordo de líderes, a indicação deve ser do deputado Átila Lins (PSD-AM).

Caberá ao corregedor, dar um parecer sobre o caso e submetê-lo à Mesa Diretora, que decidirá pelo encaminhamento do processo ao Conselho de Ética ou arquivamento.

No Conselho, o deputado seria investigado e, se considerado culpado, estará sujeito a penas que vão de uma advertência até a cassação do mandato, que teria de ser aprovada pelo plenário.

01/04/2013

às 16:38 \ Política & Cia

Pior ainda do que o caso do pastor — uma ameça ao Estado laico

As armas da República: Estado laico há mais de 123 anos

Amigas e amigos do blog, é importantíssimo o tema de que trata o “Estadão” no editorial abaixo — que remete o jornal fundado em 1875 a suas melhores e mais gloriosas tradições republicanas.

Editorial da edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo

Com o noticiário do Congresso concentrado no escândalo Feliciano – a entrega da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao deputado evangélico Marco Feliciano, do Partido Social Cristão (PSC), que deu motivos para ser considerado racista e homofóbico, e que insiste em permanecer no cargo, apesar dos incessantes protestos de que é alvo – a imprensa deu escasso destaque a uma aberração ainda maior.

Na mesma quarta-feira em que o mau pastor mandou prender um manifestante, retirar os demais do plenário da comissão para, enfim, justificar a truculência com a alegação de que “democracia é isso”, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou uma proposta que agride um dos princípios basilares da República brasileira: o caráter laico do Estado.

De autoria do tucano João Campos, de Goiás, membro da suprapartidária bancada evangélica, o projeto estende às organizações religiosas a prerrogativa de contestar a constitucionalidade das leis no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela Constituição, podem propor ações dessa natureza o presidente da República, as Mesas do Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, governadores, o procurador-geral da República, a OAB, partidos com representação no Congresso, confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional.

O leque de agentes públicos e privados aptos a entrar no STF com as chamadas Ações Diretas de Constitucionalidade (Adin) é, portanto, suficientemente amplo para representar legitimamente as múltiplas correntes da população insatisfeitas com essa ou aquela norma legal – preservada a separação entre Estado e igreja. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/03/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Ultrajadas, minorias defensoras da norma culta organizaram uma passeata a favor da mesóclise e contra a língua presa de Lula

 

Será que o autor passou pelo Enem?

Direto de The iPiauí Herald

ULTRAJADAS, MINORIAS DEFENSORAS DA NORMA CULTA ORGANIZARAM UMA PASSEATA A FAVOR DA MESÓCLISE E CONTRA A LÍNGUA PRESA DE LULA

VILA BRASILÂNDIA – Profundamente chateado com as desatenções nas correções de provas do Enem, o ministro Aloizio Mercadante decidiu imitar o novo papa e dar o bom exemplo: viajou com a comitiva de Dilma para o Vaticano e rezou doze orações coordenadas assindéticas para Ave Maria. “Comprei um terninho na promoção para ficar em sintonia total com o Santo Padre”, disse o Ministro.

Após uma iluminação, Mercadante convidou a apresentadora Luciana Gimenez para liderar a banca que coordenará a revisão das redações. “Montei um time superpop com os linguistas Mr. Catra, Kléber Bambam e Jeca Tatu”, anunciou a apresentadora. “A norma culta não deve se sobrepor à língua de carne e osso que bomba nas ruas”, completou.

Ultrajadas, minorias defensoras da norma culta organizaram uma passeata a favor da mesóclise e contra a língua presa de Lula. “Basta de perdigotos! O país precisa de um banho de crases!”, gritavam os manifestantes, brandindo pelas ruas tomos do dicionário Caldas Aulete.

O jornal O Globo aproveitou para atingir o ex-presidente em exercício em seu editorial: “Ver-se-á o dia em que o apedeuta (…) ainda vai pleitear um assento (assento, com dois esses!!!) entre os acadêmicos. A casa de Machado de Assis, Roberto Marinho e Merval Pereira não pode ser vilipendiada por párias da língua”, decretou o jornal.

Atingido por um ditongo crescente perdido, Mercadante recebeu os manifestantes para justificar sua escolha por Gimenez: “Fi-lo porque qui-lo”. A seguir, explicou suas razões: “Marco Feliciano está na Comissão de Direitos Humanos, Blairo Maggi na presidência da Comissão do Meio Ambiente. Estamos em linha com a vanguarda política brasileira”, analisou.

 

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