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budismo

28/04/2013

às 13:07 \ Disseram

Dalai Lama: “As mulheres tem mais potencial para desenvolver afeto ou amor do que os homens”

“Eu acho bom porque, biologicamente, as mulheres tem mais potencial para desenvolver afeto ou amor do que os homens”

Dalai Lama, líder espiritual budista, sobre o que pensa sobre a possibilidade de vir a ser sucedido por uma mulher

10/12/2011

às 13:11 \ Tema Livre

Vídeo para encantar o seu sábado: o balé chinês das “mil mãos”

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Deusa Budista das Mil Mãos, executada pelo balé de surdos-mudos

Por Rita de Sousa

Vejam que magnífico é esse vídeo de um balé de mãos, da companhia chinesa China Performing Art Troupe, com o espetáculo “Thousand Hands of Buddha“, ou “As mil mãos de Buda“.

As bailarinas são todas surdas-mudas, e executam a apresentação somente com os sinais das mãos. O nome original a peça é Guan Yin, ou Bodhisattva da Compaixão, ou Deusa da Misericórdia, uma abreviação de Guan Shi Yin: observar, ver ou monitorar, o mundo e os sons, principalmente os sons dos que sofrem.

A Deusa chinesa de amor e compaixão ocupa um lugar especial não só no budismo, mas na cultura chinesa como um todo. É também chamada de Guanyin de Mil Mãos e Mil Olhos, que significam a proteção universal à vida e os mil olhos, que ficam nas palmas das mil mãos, observam a todo o mundo. Sua estátua, que inspirou a produção desta apresentação, começou a ser amplamente ofertada pela população na dinastia Tang, há 1.300 anos.

Estátua da Deusa Guan Yin

Estátua da Deusa Guan Yin

A troupe chinesa, com seus movimentos precisos, harmoniosos e elegantes, é composta por 21 membros, e as coreografias que executam pretendem lembrar várias pessoas unidas como um único ser humano com um coração compartilhado.

A direção desse trabalho é do premiado coreógrafo Zhang Jigang, responsável por muitos espetáculos, como a abertura das Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Encantem-se:

20/10/2011

às 12:00 \ Política & Cia

Roberto Pompeu de Toledo: O Brasil é um Estado laico, mas também religioso

Amigos, para mim é sempre um privilégio poder publicar artigos, sempre originais e primorosamente escritos, do jornalista Roberto Pompeu de Toledo. Ainda mais como, neste caso, concordo com cada palavra do texto.

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Laico e religioso

“Afirma o preâmbulo da Constituição que ela é promulgada “sob a proteção de Deus”. É evidência da laicidade impregnada de religião – tão ambígua, tão cordial, tão malemolente, tão brasileira”
Roberto Pompeu de Toledo

Cada feriado religioso, como o de Nossa Senhora Aparecida, ocorrido na semana passada, põe em xeque o caráter laico do Estado brasileiro. Fica claro que não é tão laico assim. Urge matizar o suposto laicismo. Seguem-se quatro alternativas:

1) O Estado brasileiro é uma entidade laica que tem o catolicismo como religião oficial.

2) O Estado brasileiro é uma entidade laica que tem o catolicismo (por enquanto) como religião oficial.

3) O estado brasileiro é uma entidade laica imbuída da missão de prestigiar, sustentar e enriquecer as religiões.

4) O Estado brasileiro é uma entidade laica constituída sob a proteção de Deus.

Se o/a leitor/a escolheu uma delas, errou. Todas estão certas, como se passará a demonstrar.

Alternativa 1

A Constituição assegura a liberdade de consciência e de crença (art. 5º, VI), donde decorre que o Estado se manterá neutro diante das várias religiões. É a boa doutrina, parte inseparável do triunfo das liberdades e dos direitos humanos sobre o caráter teocrático das antigas monarquias ou de certos estados contemporâneos.

No entanto, só a religião católica mantém sobre o calendário do país controle suficiente para impor feriados nacionais. Judeus, muçulmanos, budistas, umbandistas e outras minorias carecem de tal poder.

Os evangélicos, a quem já não é lá tão própria a qualificação de “minoria”, ou bem têm de escolher um fim de semana ou bem pegar carona num feriado católico (como o de Corpus Christi) para realizar suas maciças “marchas para Jesus”.

Outro sintoma da predominância católica é a presença de símbolos dessa religião em recintos públicos, a começar pelos mais importantes deles, os plenários da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, todos eles decorados com crucifixos na mais vistosa das respectivas paredes.

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Plenário do STF: o crucifixo católico na mais vistosa parede (Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF)

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