05/07/2012
às 1:38 \ Tema LivreCORINTHIANS: isto é que é ganhar uma Libertadores — invicto e contra um grande time. E não como certos adversários, que venceram enfrentando times de segunda

O capitão Alessandro ergue, enfim, a tão cobiçada taça, enquanto os demais jogadores comemoram: campeão de verdade ganha de adversário forte (Foto: Nelson Almeida / AFP)
Na Copa Libertadores da América, que, invicto, o Corinthians merecidamente levantou ontem à noite e continuou comemorando hoje, sempre tive uma certeza como torcedor corintiano: adversário a bater, numa final pra valer, numa final de verdade, teria que ser argentino.
De preferência o time mais tradicional, de camisa de mais peso e de melhor cartel dos hermanos: o sempre forte e invariavelmente guerreiro Boca Juniors, maior torcida da Argentina, que nunca antes havia perdido uma final para um clube brasileiro.
Um senhor time, com seis Libertadores nas costas, três títulos intercontinentais e 30 títulos argentinos.
É a primeira Libertadores do Corinthians, mas, para mim, por isso, vale por várias. Campeoníssimo Corinthians: invicto, segurou o Boca de Riquelme na imensa ratoeira que é La Bombonera e, no Pacaembu, ganhou por 2 a 0 quando poderia ter sido por mais.

O Boca Juniors, time com torcida, tradição, currículo e camisa: este, sim, era um adversário para se vencer numa final de Libertadores (Foto: AFP)
Não dá para comparar com os títulos vencidos por adversários brasileiros do Corinthians nos últimos anos: o grande Santos — que o Coringão eliminou nas semifinais desta Copa, nunca é demais lembrar — sagrou-se campeão no ano passado derrotando o pobre Peñarol, do Uruguai, um ex-grande que não ganha nada há décadas.
O fato mais marcante das duas partidas finais acabou sendo a revelação de que o craque Neymar, sozinho, recebia de salários a soma do que embolsavam os 22 jogadores do Peñarol.

O Timão chegou lá como um dos raríssimos campeões invictos da Libertadores: é só alegria (Foto: timaodocoracao.com.br)
No ano anterior, 2010, não tinha sido diferente: o Inter levou a taça passando pelo Chivas de Guadalajara, no México. Com todo o respeito, dá para comparar com o Boca?
Em 2009, o Cruzeiro pegou pela frente nas finais o Estudiantes de La Plata — que, no campeonato argentino passado, ficou em 13º lugar entre 20 clubes — e… perdeu.
Em 2008, o Fluminense não conseguiu capturar o título para cima do LDO de Quito — por mais que os equatorianos estejam melhorando a cada ano, pergunto de novo: dá para comparar com o Boca? Mesmo assim, o Flu dançou.

O próximo passo, agora, é o Mundial de Clubes, em Tóquio, em dezembro (Foto: Mauro Horita / Agip / Folhapress)
Não quero ir mais longe, mas vou provocar os sãopaulinos, que, entre suas três Libertadores, listam uma que ganharam do Atlético Paranaense e outra do Universidad Católica do Chile. Tampouco incomodarei mais da conta palmeirenses, que em sua conquista de 1999 passaram, nos pênaltis, pelo pouco expressivo Deportivo Cali, da Colômbia.
Sem mais comentários — agora, rumo ao Mundial de Clubes, de 6 a 16 de dezembro, rumo a Tóquio!
Tags: Argentina, Atlético Paranaense, Boca Juniors, Chivas de Guadalajara, Corinthians, Corinthians campeão da Libertadores, cruzeiro, Estudiantes de La Plata, Fluminense, Internacional, LDO de Quito, Libertadores da América, Mundial de Clubes, Peñarol, Santos, São Paulo, Tóquio



























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