14/01/2012
às 19:28 \ Política & CiaSucesso extraordinário na vida e glórias do mundo são pouco para Lula. Só a Psicologia explica seu rancor e necessidade de se auto-elogiar

Lula empurrado por estudantes que queriam autógrafo durante homenagem que recebeu na Universidade Federal da Bahia. No discurso, voltou a destilar azedume (Foto: AE)
Publicado originalmente em 21 de setembro de 2011
Amigos do blog, vou tratar de novo de alguém muito comentado aqui: Lula.
Já toquei no assunto várias vezes, mas sinto necessidade de fazê-lo de novo.
Goste-se ou não dele, de sua carreira, de seus equívocos e de suas realizações, parece não haver dúvida de que o ex-presidente é titular de uma vida por todos os títulos extraordinária.
Mas seu rancor, seu ressentimento, sua permanente impressão de que não é aceito, sua insistência em ver-se vítima de “preconceitos sociais”, sua insistência em proclamar, obsessivamente, os próprios feitos e méritos, sua tendência a dividir o Brasil entre “nós” e “eles”, de enxergar conspiração contra seus feitos e confundir oposição ao lulo-petismo com ser “contra o país” só encontram explicação em profundos manuais de Psicologia.
Lula precisa urgentemente de uma terapia de grupo — como diria um amigo meu, ele e um grupo de terapeutas.
Trajetória espetacularmente vitoriosa
Como já escrevi antes, pouca gente, muito pouca, entres os quase 7 bilhões de habitantes da Terra, podem ostentar uma trajetória tão espetacularmente vitoriosa — do migrante nordestino que veio de Pernambuco para São Paulo ainda criança, seguindo a mãe e uma penca de irmãos rumo a um pai que já havia providenciado uma segunda família, ao líder que mudou radicalmente o sindicalismo brasileiro, desafiou a ditadura, fundou do quase nada um partido político, fez, aconteceu, sofreu três derrotas eleitorais consecutivas mas finalmente chegou ao Palácio do Planalto, de onde governou 8 anos e se tornou o presidente mais popular da história “deste país”.
Como se isso fosse pouco, resgatou do absoluto anonimato uma candidata a presidente que, para sucedê-lo, ele carregou nas costas, comício por comício, e em cada programa do horário eleitoral, até que obtivesse uma vitória estrondosa contra um político sólido e experimentado.
Dirigente incensado no mundo todo
Tem mais ainda: com falhas e defeitos como presidente — alguns gravíssimos, no terreno da moralidade pública — evidentes e devidamente apontados no Brasil mas pouquíssimo levados em conta no exterior, se tornou um dirigente respeitado mundialmente, incensado pela grande mídia internacional, aclamado em toda parte — seja na China ou em Wall Street, no clube de muito ricos que é o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ou nas quebradas mais miseráveis da África, em diferentes rincões da América Latina ou no Oriente Médio.
Além de tudo, o antigo pé-rapado tornou-se um homem rico. Ganha fortunas com suas palestras mundo afora, há tempos mora bem, dispõe de todos os confortos que a vida pode proporcionar.
Tudo isso — volto a escrever — parece pouco para Lula.
Vejam sua tumultuada visita de ontem à Universdade Federal da Bahia (UFBA), onde foi receber um título de doutor honoris causa. Deixemos de lado a baderna feita por um grupo de algumas dezenas de estudantes que fazia uma manifestação, resolveu ver, ouvir e até pedir autógrafo ao ex-presidente e acabou protagonizando um desrespeitoso empurra-empurra — mesmo para Lula, acostumado a singrar multidões. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário
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