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07/10/2010

às 17:58 \ Política & Cia

Oooops! Errei sobre João Pedro Stedile. O irmão dele é que foi eleito deputado federal

Dois amigos e leitores atentos do blog, como João Francisco Anagnostopoulos e André (que não incluiu o sobrenome), me alertaram sobre o post que coloquei hoje no ar, e retirei logo em seguida, dando conta da eleição do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, como deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Outra amiga do blog, Dulce Toledo, chegou a comentar o post.

Na verdade, o eleito é um irmão mais novo do Stedile do MST, José Luiz Stédile (ele escreve o sobrenome com acento), que já milita na política formal há um bom tempo e é filiado ao PSB (e não ao PT, ao qual o MST foi durante muito tempo umbilicalmente ligado).

Ex-metalúrgico, com curso universitário de Administração, Stédile foi por dois mandatos prefeito de Cachoeirinha, cidade de 110 mil habitantes na Grande Porto Alegre.

Ou seja, o irmão do grande incentivador de invasões de terras, o arquiinimigo do capitalismo e do “sistema” joga a regra do jogo, diferentemente do líder do MST, entidade que até hoje não se tornou pessoa jurídica para escapar de processos na Justiça pelos abusos que comete.

NA COLIGAÇÃO TINHA ATÉ O PARTIDO DE ENÉAS – Curiosamente, o irmão de Stedile elegeu-se deputado por uma coligação estranhíssima, que incluiu, muito bem, o PSB e o PC do B, mas também o PR que, como se sabe, é um resultado de dois partidos de direita: o extinto PL e o Prona, sigla protofascista do falecido Doutor Enéas.

Stedile teve uma votação muito minguada para os patamares do Rio Grande do Sul, onde deputado federal dificilmente se elege com menos de 100 mil votos: obteve apenas 41.401.

Vai para a Câmara dos Deputados graças à votação espetacular obtida pela deputada Manuela D’Ávila, do PC do B, a “patricinha do PC do B”, uma recordistas da última eleição, com sonoros 482.590 votos.

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9 Comentários

  1. Roque Severgnini

    -

    31/01/2011 às 16:11

    Olá caro Ricardo Setti!
    Li sua coluna e faço aqui meu comentário, embora um pouco atrasado. O Deputado Stédile eleito pelo PSB -RS foi um bom prefeito de Cahoeirinha, se reelegeu e elegeu seu sussessor. Se o amigo pesquisar o que era cahoeirinha antes da administração dele e agora verás do que estou falando. Quanto ligação com o João Pedro do MST é só familiar, isto o amigo também verá durante o mandato dele, tanto que são de partidos diferentes e o próprio João Pedro não o apoiou, é bem provável que tenha apoiado o Deputado Marcon eleito pelo PT que tem relação forte com o MST. Embora mereça uma reflexão mais profunda o assunto, digo apenas que em nada tem haver o Deputado eleito com o MST.
    Abraços,
    Roque

    Você tem toda razão, caro Roque. Todas as informações que recolhi sobre o novo deputado confirmam o que você diz. Obrigado por sua gentil atenção.

    E volte sempre, tá?

    Abraço

  2. locolorado

    -

    08/10/2010 às 12:53

    Sr Ricardo :

    Sugiro entrevistar a Dep. Manuela , que de patricinha não tem nada . Em tempo , é sua colega Jornalista por formação .
    É claro se distinta revista permitir . . .
    SDS

    Caro amigo,

    A revista é completamente independente do blog. Não trabalho na revista, mas no site de VEJA e, dentro dele, sou completamente independente: ninguém me pauta, eu não participo das decisões do site etc.

    De todo modo, posso lhe assegurar que VEJA fez não apenas uma, mas várias entrevistas, em diferentes ocasiões, com a deputada Manuela.

    Na verdade, devo pedir desculpas pelo uso do termo “patricinha”. Sei que ela é uma parlamentar séria. Disse patricinha mais no sentido de que ela se veste bem, se apresenta bem e é bonita.

    Um abraço, volte sempre.

    Ricardo Setti

  3. Caribenho das Ilhas Virgens

    -

    08/10/2010 às 2:16

    Erro por erroo seu é menor…
    Veja o Noblat inventando uma eleição de 2 turnos entre Collor e lula.
    Veja informa:
    Desde quanto é permitida a reeleição no Brasil?

    A reeleição para cargos do Poder Executivo entrou em vigência no país em 1998, após a aprovação da emenda constitucional n° 16, de 4 de julho de 1997. Com a mudança, promovida durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o político disputou e venceu o pleito de outubro de 1998, tornando-se o terceiro presidente da República a se reeleger no país, depois de Rodrigues Alves e Getúlio Vargas, e o primeiro reeleito no chamado modelo americano, com dois mandatos consecutivos.
    aqui
    http://www.youtube.com/watch?v=ln_qNpXVqvw&feature=player_embedded#!

    o endereço de incorporação no youtube é este:

    Faça o uso adequado.
    Abraço. Vamos votar!

  4. Carla

    -

    08/10/2010 às 1:08

    O MST resolveu fazer um CGC???? Até que enfim…

    Agora dá para prender os baderneiros invasores…raça¹³ cretina..

    Beijocas
    Carla

  5. José Marcio Castro Alves

    -

    07/10/2010 às 19:21

    É assim que se faz. Reconhecer um erro vale mais que qualquer acerto.

    Obrigado, caro José Marcio.

    Volte sempre.

    Um abraço do

    Ricardo Setti

  6. Marco

    -

    07/10/2010 às 18:58

    Caro R. Setti: Cachoerinha,Alvorada, Viamão,Canoas,Esteio,Sapucaia,São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga ( O Eixo Trensurb ) é considerado periferia de Poa, esse Eixo é o grande cabo Eleitoral do PT, juntos em população é quase Porto Alegre, O PT fica imbatível nesse Eixo, tem mais Gravataí . Então acho q não difere de outras periferias do Brasil. Esse Sr. teve problemas em Cachoerinha , quando se descobriu q a Prefeitura pagava até R$ 11,00 por uma Aspirina, mas não deu em nada, como sempre !
    Abs.

  7. Dulce Toledo / BH

    -

    07/10/2010 às 18:34

    Não tenho dúvidas de que corre nas veias do irmão eleito o mesmo sangue do mano irresponsável e inconsequente, maluco de tudo e aproveitador das benesses que este governo dá. É só mais um.
    Enquanto o Brasil não aprender a votar, vamos ver esta palhaçada que aí está.

  8. Ana Carol

    -

    07/10/2010 às 18:03

    Em encontro tumultuado com religiosos, Dilma se diz contra o aborto

    Isabella Souto –

    Luisa Brasil

    Publicação: 07/10/2010 17:00 Atualização: 07/10/2010 17:49

    Durante encontro tumultuado com católicos na tarde desta quinta-feira, em Belo Horizonte, a candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) se posicionou contra o aborto, afirmando que o procedimento é uma ”violência”: “Eu pessoalmente sou contra o aborto, até porque seria muito estranho que, quando há uma manifestação de vida no seio da minha família, porque meu neto acabou de nascer, eu defendesse uma posição a favor do aborto. Sou contra o aborto porque o aborto é uma violência contra a mulher”, argumentou a candidata, em frente a uma imagem de Cristo na cruz. Dilma visitou a capela do Mercado Central, na capital mineira, e recebeu o apoio de quatro congregações católicas. A petista assegurou ainda que o programa de governo não traz qualquer menção a uma suposta discriminalização da prática.

    Ela creditou a uma campanha “clandestina” e “oculta” as informações de que ela seria favorável à pratica, que é ilegal e combatida pela Igreja Católica.

    Se eleita presidente da República no próximo dia 31, ela disse que terá que encarar o fato que milhares de jovens praticam o aborto por não ter o apoio de seus companheiros e familiares. “O Estado brasileiro não considerará essas mulheres como uma questão de polícia, mas uma questão de saúde pública e social”, argumentou.

    Saiba mais…
    Dirigentes do PT pedem posição clara sobre aborto
    PSDB decide explorar mudança do discurso de Dilma sobre o aborto
    Campanha de Dilma se preocupará em esclarecer dúvidas sobre aborto No início da campanha para o segundo turno, a candidata se esforça para desmentir boatos que circulam na internet, entre eles o de que ela seria a favor do procedimento. Com medo de perder votos no setor religioso, o PT já produziu um documento que prioriza o combate à onda de versões sobre assuntos polêmicos atribuídos a Dilma na internet.

    Também de olho nos votos cristãos, o PSDB quer explorar o tema na campanha, aproveitando-se do fato de que alguns setores do PT são a favor da liberalização da interrupção da gravidez.

    Tumulto

    A chegada de Dilma Rousseff ao Mercado Central provocou tumulto no local, alterando os planos da petista. Além de ser recebida pelas congregações católicas, Dilma esteve acompanhada de muitos militantes e não conseguiu caminhar pelo Mercado, como estava agendado. A candidata chegou por volta das 15h00, acompanhada por integrantes da coordenação da campanha de petista em Mias, entre eles o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB), o candidato derrotado ao governo, Hélio Costa (PMDB), e o presidente estadual do PT, Reginaldo Lopes.
    http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/10/07/interna_politica,184495/em-encontro-tumultuado-com-religiosos-dilma-se-diz-contra-o-aborto.shtml

  9. Robert

    -

    07/10/2010 às 14:50

    Mais um deputado “ilegitimo” que se elege via trambicagem eleitoreira. O pior é que esse sujeito vai conseguir mais espaço na imprensa que deputados eleitos com muitissimos votos a mais.

 

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