16/07/2011
às 14:59 \ Política & CiaCom a divisão do Pará, os mesmos eleitores elegerão o triplo de senadores e 7 deputados federais mais
Ao defender durante esta semana, no Senado, a tese segundo a qual todos os eleitores brasileiros, a não apenas os paraenses, devem votar no plebiscito que se realizará em dezembro sobre a divisão do Pará em 3 Estados – um Pará menor e os Estados de Tapajós e Carajás (veja no infográfico abaixo, publicado originalmente em 09 de julho) –, o senador Eduardo Suplicy fez uma observação muito interessante, que até então vinha escapando a muitos comentaristas, inclusive este que vos fala.
Não é nova a referência de que, criando-se novos Estados, haverá mais senadores, mais deputados federais, mais deputados estaduais, mais desembargadores, juízes de Direito, conselheiros de tribunais de contas e mais funcionários.
O ponto interessante abordado por Suplicy é que o que ele classificou de um futuro “desequilíbrio das forças políticas no país”, pois os mesmos, mesmíssimos 4,7 milhões de eleitores do Pará, que hoje elege 3 senadores e 17 deputados, quando distribuídos por 3 Estados operarão o milagre dos peixes e passarão a eleger 9 senadores e – como a Constituição atribui a cada Estado um mínimo de 8 deputados – 24 deputados federais.
Suplicy, tão criticado, dessa vez tem toda razão ao falar em “desequilíbrio das forças políticas do país”, o que é até um eufemismo diante da aterradora distorção que existe, e que será ainda mais acentuada, na representação popular na Câmara dos Deputados: em números redondos, as regiões Sudeste e Sul, que concentram 60% da população brasileira, dispõem de apenas 40% dos 513 deputados federais.
São Paulo, com seus perto de 42 milhões de habitantes, ou 22% dos 193 milhões de brasileiros, é o Estado mais prejudicado: deveria poder eleger 22% dos deputados – uma bancada de 112.
Só dispõe, porém, de 70 parlamentares (42 menos do que deveria), porque a Constituição estabelece 70 como número máximo por Estado. Nos países sérios, porém, só existe um teto para o total de parlamentares: as bancadas regionais aumentam ou diminuem conforme aumentam ou diminuem as populações das regiões ou Estados em relação à população geral. Nos Estados Unidos, por exemplo, os Estados industrializados do Norte, de clima frio e vários atingidos por esvaziamento econômico, têm perdido população para os do Sul e do Oeste. Junto com isso, perdem no tamanho de suas bancadas, mas o total de parlamentares continua fixo: são 435.
A distorção da representação parlamentar é uma grave distorção da própria democracia que, por alguma razão, não se discute como se deveria no Brasil. O grande prejudicado agora é São Paulo, mas não vai demorar para que Minas Gerais e o Rio de Janeiro também estejam subrepresentados na Câmara.

Clique na imagem para ampliá-la.
Tags: Carajás, Eduardo Suplicy, Pará, plebiscito, Senado, Tapajós


























Dilma inaugura mais um estádio, a Arena Pernambuco
Setor de previdência arrecada R$ 18,9 bi no trimestre
PM de SP prende suspeitos de fraudar vestibular

















Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
21 Comentários
carlos
-19/07/2011 às 20:49
Frank
Seu raciocínio é absurdo e ridículo. Parece que uma região ‘assaltou’ a outra.
E claro que a região não continuaria tão rica se a indústria migrasse. Mas porque diabos ela precisa estar em um só lugar? Ela não pode estar nas duas?
“Muita gente da região Sudeste não consegue perceber que grande parte do seu desenvolvimento ocorreu em detrimento de outras regiões ”
Já que estamos nessa de ‘gente de um lugar e gente de outro’, lá vai: muita gente do Norte e do Nordeste está mais preocupada em destilar ódio contra ‘o Sul’ do que tentar melhorar a própria situação, enquanto reclama do governo que ajudou a eleger. Por acaso mudei a pouco para o Pará e sei do que estou falando. Não são todos, claro. Mas são o suficiente.
carlos
-19/07/2011 às 20:40
Eu juro que ainda não entendi a ‘lógica’ para justificarem essa divisão. Os contras pesam muito mais que os prós. E esses últimos praticamente somem quando consideramos que o verdadeiro culpado pela situação do Estado hoje não é o tamanho, e sim o próprio povo do lugar, que elegeu governador ruim após governador ruim.
Edson
-19/07/2011 às 17:00
Caro Frank,
seu raciocínio de “o sudeste se desenvolveu em detrimento do nordeste” não procede. Parece que nós roubamos os seus recursos, e não foi bem assim. Soubemos ser mais atraentes aos investidores, simples. A lógica de “não investiram aqui pois preferiram investir aí, então vocês nos prejudicaram com sua existência” é torta e esconde inabilidade.
Frank Rikard
-18/07/2011 às 22:59
É impressionante como um assunto pode ser desdobrado de forma, no mínimo grotesca. Já que isso já aconteceu nos comentários, não custa nada eu continuar…
Muita gente da região Sudeste não consegue perceber que grande parte do seu desenvolvimento ocorreu em detrimento de outras regiões – basta ver a história econômica do Brasil.
Suponhamos uma hipótese absurda: e se todo aparato econômico (indústrias, prestadoras de serviço, comércio, órgãos públicos, etc.) resolvesse migrar em massa para outras regiões? A região Sudeste, sobretudo São Paulo, continuaria rica? Duvido…
Questões separatistas só geram ódio. Para que a desenvolvida e superior região sudeste saísse do Brasil, o que pra mim seria nada com lugar nenhum, deveríamos primeiros rasgar a Constituição atual. Essa não seria uma má ideia, pois, dessa forma, quem sabe a recorrente onda de ódio e preconceito em relação a outros brasileiros (vide o caso Mayara Petruso) não amenizasse, já que nós nortistas ou nordestinos somos infeiores e ignorantes para pertencer ao mesmo país que a todo-poderosa região Sudeste?
Adrian Amaral
-18/07/2011 às 19:52
É louvável a preocupação dos senhores com os “gastos públicos” nacional e com o desenvolvimento do chamado centro-sul, a região brasileira mais desenvolvida economicamente, diga_se de passagem, no entanto, senhores editores, parlamentares e leitores, convém ressalta_lo, enquanto morador da cidade de Santarém, oeste do estado do Pará, amazônida de nascimento, cujo o rio Tapajós é o meu “quintal” e a minha “rua”, como dizia o poeta, a falta de conhecimento dos senhores diante da realidade escabuloza da nossa região, na qual, o monopólio belenense (Belém a capital), nos sujeita a requeres tudo o que lhe é imposto. Além disto, há um PIB irrelevante, por parte do Governo Federal e uma ausência catastrófica de Políticas Públicas na região. Portanto, busquem, os senhores, carinhosamente, se informarem mais sobre o futuro Estado do Tapajós. Adrian Amaral é professor de História.
Google
-18/07/2011 às 14:02
Insisto. Você não faz parte do ” Quarteto de VEJA ” mas um dia chaga lá. Abraços repeitosos
Miguel
-18/07/2011 às 13:48
Ricardo,
Seria excelente que adotássemos um sistema parecido com o americano. O número de deputados é fixo e após cada censo (10 anos) o número de deputados por estado é recalculado. Assim, estados cuja população cresceu, ganham deputados. Enquanto outros podem perder deputados. O estado de NY, p.ex., terá dois deputados a menos nas próximas eleições.
Desta maneira, criar mais estados seria menos relevante.
[]s,
Miguel
Ah, caro Miguel, mas isso tem um grave inconveniente: é absolutamente correto e racional.
E, como sabemos, coisas assim não “pegam” no Brasil. Aqui é mutreta em tudo, inclusive nos fundamentos da democracia.
Um dia vai mudar… espero.
Abraço
Aldo Matias Pereira
-18/07/2011 às 12:53
Ricardo,
Mas a subrepresentação não está apenas nesses números que você apresenta. Se analisarmos com frieza os dados disponíveis vamos ver que, principalmente o Estado de São Paulo, não possui esse número de parlamentares. Por que isso? Muito simples: uma boa parte dos deputados do estado, na verdade, são oriundos de outros estados e, quando os assuntos em pauta são em benefício de seus estados de origem eles votam a favor desses estados, mesmo em detrimento do estado que os elegeu e que, invariavelmente está sendo prejudicado. Essa é a realidade e que acontece com mais alguns, principalmente quando a representação é atraves de parlamentares do PT que votam pelo partido não pelo estado que representam.
jose
-18/07/2011 às 9:44
Prezado Setti, lendo o comentário do Carlos Nascimento, tenho as seguintes questões:
1. Quanto isto vai custar?
2. Como o governo não tem dinheiro sobrando, de onde sairá o dinheiro?
3. Para cada R$ 1,00 que arrecada quanto o Pará recebe?
4. Se o Estado do Pará é tão rico, porque não é melhor?
Tenho também alguns comentários:
Quem disse que SP está saturado? Se for esta a lógica Hong Kong também está.
Para entender como funciona nos EUZ, sugiro ver por exemplo um fime sobre como surgiu Las Vegas, no meio do nada e sem dinheiro público.
Vou mais longe: os gauchos que subiram pela fronteira oeste, foram porque era viável, havia terra para trabalhar, terra aliás que sempre esteve lá, como acontece no Pará. E ergueram grandes empreendimentos por lá, o mesmo acontece em qualquer lugar que tenha um atrativo simples: um governo que não atrapalhe!!!
Chega deste negócio de dividir, se for para dividir, vamos assim: que os Paraenses façam a divisão e arquem sozinhos com os custos.
E principalmente, teremos mais dois sarneys, renans ou jucás, isto é caro demais!!!
Gustavo
-18/07/2011 às 1:07
Esse é um assunto sobre o qual deve se pisar em ovos para não dar a entender algo errado do que se realmente está em questão. O Sen. Suplicy está correto em colocar o assunto em debate, não apenas em relação à possível criação dos novos estados, mas também em relação ao que hoje já existe. O sistema brasileiro bicameral deveria, em tese, suprir a possível preponderância dos estados mais ricos ou populosos em relação aos menores. Para isso existe o Senado Federal no qual os ESTADOS são igualmente representados. Na Câmara Federal, a POPULAÇÃO é que deveria estar representada. E isso não acontece. Existe a situação absurda que determina que o eleitor de São Paulo tem, em seu voto, um peso muito menor que o eleitor de Roraima. A comparação entre os extremos é pra facilitar o raciocínio, mas em regra, os estados de maior população são prejudicados. Pra quem não entendeu, é só procurar saber quantos votos são necessários para eleger um deputado federal em cada estado da federação. O desequilíbrio político não acontecerá com a criação dos novos estados, ela já acontece com a divisão que hoje existe. Esses limites máximos e mínimos de deputados precisam acabar e a extinção deles poderia ser condicionante para a criação desses estados. A representação da população deve ser igual para todos os eleitores do Brasil e o Senado deve ser o local para se coibir os excessos dos deputados dos estados mais populosos. Ótima oportunidade para se colocar esse tema em discussão. Os eleitores devem ser tratados de forma isonômica na Câmara Federal e os estados de forma isonômica no Senado.
wilson
-17/07/2011 às 19:00
Emacipação é quando tem capacidade e meios e muito
muuuuuiiiitooo dindin coisa que os pretensos advogados da causa sabem que não tem e vão criar
mais gastos será ótimo somente para os políticos
bucaneiros.
celeraman+
-17/07/2011 às 16:04
Pensando bem, defendo a divisão do Estado de São Paulo em três novos entes da federação:
.
* O Estado da Mata Atlântica, na parte litorânea, com capital em Santos e cujo nome será alterado para Capitania dos Portos;
.
* O Estado do Tietê, ao norte, com capital no antigo município de Pereira Barreto, agora rebatizado para Borba Gato. Aqui um parênteses: Borba Gato (MG) será, por força da Lei, rebatizado para Pereira Barreto;
.
* e, finalmente, O Estado do Paranapanema, no antigo centro-oeste paulista, com capital em Ourinhos, também rebatizada para Raposo Tavares.
.
Todas as novas capitais serão reurbanizadas para comportar as novas estruturas, a altura da sua pujança política, com projetos de Oscar Ribeiro de Almeida N. Soares Filho.
.
A criação dos novos estados será decidida em plebiscito pelos paulistas natos do antigo Estado de São Paulo e nascidos até 1962, inclusive.
.
– Morte a São Paulo. Viva longa aos novos Estados da Mata Atlântica, Tietê e Paranapanema.
.
[Talvez assim, consigamos diminuir a distorção onde um voto de Roraima equivale a cerca de 14 votos paulistas, quando um voto deveria valer apenas e tão justa e somente um voto!]
carlos nascimento
-17/07/2011 às 14:20
Ricardo,
Para as “bandalheiras” tem um remédio que todo País moderno está cansado de aplicar, chama-se CADEIA, cumprimento das LEIS, respeito à CIDADANIA, uma Sociedade só poderá sonhar em ser plenamente desenvolvida se pensar grande, com nobreza, caso contrário, ficaremos nessa eterna lenga de subdesenvolvidos, com todo o respeito, vc que é um homem cosmopolita, morando na Europa atualmente, fugindo da vida de classe média alta do Brasil, tem a exata noção de que São Paulo já chegou ao seu limite máximo de ocupação, virou um “caos” urbano, hoje em dia fazendo uma analogia, é mais rápido tomar um avião em Guarulhos, chegar em Buenos Aires do que conseguir chegar no trabalho em tempo hábil, mesmo assim, os retrovisores continuam embaçados – falo dos outros -presos aos preconceitos, aos estigmas do atraso, aquela baboseira de “somos os melhores”, os demais são complementos.
Não tem jeito, chegou a hora do pulo do gato, a competitividade do mundo moderno, não aceita mais reservas de mercado, a China está ai mesmo para acabar com esses mitos, o gigante americano está na corda bamba, talvez culpa do conservadorismo exagerado, que não percebeu a hora de realizar as reformas e as mudanças.
O Brasil terá de mudar, os “petralhas” são ônus passageiros, servirá de exemplo negativo do que precisamos extirpar para fortalecer a democracia, vc mesmo me induziu a esse tipo de pensamento, lembrando sempre que o regime democrático é o melhor regime de convivência, EXCETO todos os demais, por isso acho necessário debatermos a possibilidade real de começarmos a realizar REFORMAS e priorizar os INVESTIMENTOS.
Minha opinião não visa defender privilégios aos politicos, muito pelo contrário, quem me conhece sabe que sou radicalmente contrário a impunidade que grassa no Poder Legislativo, quero apenas alertar, É HORA DE DESENVOLVERMOS O NOSSO PAÍS, É HORA DE CONSTRUIRMOS NOVAS FRONTEIRAS.
Abraços
Carlos Nascimento.
monalisa encantada da silva
-17/07/2011 às 13:26
O Ilmo. Senador Suplicy ou suplício com perdão da palavra (sem a mínima intenção de ofender ninguém0, sempre vai ao ponto certo, mas impreciona por tirar as conclusões erradas.
Ora, o USA é (com a Carta de 1787) mesmo o melhor exemplo, senão o único.
Um: lá o voto não é obrigatório (é um direito).
Dois: Lá há os representantes do Poder do Governo e há os representantes do Poder da Confederação.
O problema não a divisão do País em mais Estados ou menos, quem ganha ou perde, se, na verdade todos nós estamos sempre perdendo, independetemente de onde tu moras.
Qual o motivo: aqui o Presidencialismo ou o Poder do (Legislativo, Executivo, Judiciáiro0 Governo é quem na verdade detém o Poder (com as Estatais, o BNDES, a Caixa, o BB, o Bando do Nordeste, a ingerência na Vale, e outras e etc. e tal, o Elke brincando com os Dinheiros nossos de cada dia…), quer dizer, exerce o Poder Confederativo.
São milheres de Prefeitos e Dezenas de governantes apenas para carimbar “verbas” e se são somente “despachantes”, quando muito, terminam por colocar o dinheiro no bolso de alguém bem próximo…
O Brasil é um típico exemplo de suplício público, com os dinheiros públicos.
Isto comecou como? Com o Decreto 19.398 de 11 de Novembro de 1930 até o ano de 1945, com o Governo Provisório, Hoje, chamamos de “Medidas Provisórias”, colocamos todo àquele entulho na Carta de 1988.
Enquatno o demagogo Ulisses dizia sobre (na eleição para Presidente quanto fora candidato ficará em 9º lugar, apesar do tamanho do PMDB e Collor ganhou apesar do tamanho do Partido dele, aí: UM GOLPE CIVIL… adeus Collor e viva os Anões do ORÇAMENTO!!) a Carta Cidadã, na opinião dele, o então Presidente Sarneu dizia: “com esta Carta o Brasil estava ingovenável”.
Mas se temos de governar, criamos o governo de colalisão ou promiscuidade pública, independentemente de quantos Estados ou Municípios tenhamos…
São Paulo, Rio, Minas, o Pará, os Outros, perdem como qualquer outro, e, então quem ganha?
Carlos Costa
-17/07/2011 às 12:43
Concordo plenamente com o Suplicy,chega de bastardos,se elegerem a senadores,e não sabem fazer nem um ( o ) com o copo.
Brasil,ATÉ QAUANDO.
Rosa Maria Pacini
-17/07/2011 às 9:43
Setti, do jeito que as coisas vão neste país, será mais fácil os Estados de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro também pleitearem suas respectivas divisões, em vez de discutirem mais seriamente esta questão e mobilizarem a opinião pública neste sentido.
Outra solução seria que esses Estados, ou 2 deles, por exemplo São Paulo e Minas, avaliassem a ideia de se proclamarem independentes do Brasil.
Eu sempre fui contrária à separatividade, mas não posso deixar de indignar-me com essa afronta à verdadeira democracia.
carlos nascimento
-17/07/2011 às 8:13
Carissimo Ricardo,
Tenho por sua opinião grande respeito, por essa razão, diante da importância do assunto, gostaria de colher alguns subsidios:-
Vc conhece a realidade do Estado do Pará em toda a sua extensão, vc já viajou in-loco, vc conhece as suas fronteiras, conhece Parauapebas, Xinguara, Alter-do-Chão, Portel, Oriximiná, Salinópolis, Garrafão do Norte, Curralinho, Barcarena, Soure, extremidades diferenciadas, vc tem noção das desgraças presentes, das potencialidades economicas adormecidas dessa população.
Vc é pró ou contra a divisão territorial daquela Região.
Todos nós sabemos da potencialidade economica daquela Região, diante das suas imensas reservas, minerais, do agro negócio, turismo, recursos hidricos, da possibilidade de se abrir uma nova fronteira de negócios em níveis planetários, realizando uma ocupação ordenada, planejando um novo eldorado para o País.
O Senador Suplicy não estaria defendendo os interesses – lobby – das correntes economicas que defendem a hegemonia paulista, que serão abaladas com o desvio dos investimentos, que serão focados para esse novo eldorado a ser efetivamente ocupado.
A locomotiva brasileira está no limite de capacidade, é necessário abrirmos novas frentes, precisamos usar os poucos neurônios brilhantes que ainda possam existir, considero o seu neurônio um desses poucos, portanto, vamos debater esse assunto, tirando o viés preconceituoso, quebrando paradigmas, tentando antever o que se pode de fato construir para o crescimento do País.
Conheço um pouco daquela região, mesmo não tendo domicilio, minhas inúmeras viagens por ali me proporcionaram essa visão, temos de separar a questão politica – custo de ocupação – com a necessidade EMERGENCIAL de possibilitarmos ao País uma nova fronteira de negócios e desenvolvimento.
Desplugue da visão paulista, com seus interesses óbvios, pense grande, veja o exemplo dos EUA em sua imensidão territorial, soube ocupar as diversas regiões, apesar da guerra entre o norte e sul, possibilitando construir as bases que os levaram a liderança mundial, veja o Texas, veja Miami, veja New York, chegaram aonde chegaram, graças aos neurônios visionários.
Confio na sua capacidade de liderar um novo debate, separando os defeitos e focando nas virtudes, uma coisa é certa, aquela região precisa de um novo foco de visão.
Abraços
Carlos Nascimento.
Amigo Carlos, minhas opiniões nada têm a ver com uma “visão paulista”. Em princípio me parece boa, tecnicamente, a ideia de tornar administráveis imensos Estados brasileiros cuja gestão é inviável. O problema é a forma como fazem, é a bandalheira em que a coisa se torna, é a multiplicação dos interesses políticos, dos cargos públicos, do preenchimento de vagas sem critério, do desperdício e da corrupção. Se as coisas fossem feitas com critério…
Luiz A.
-16/07/2011 às 20:23
Pois é, caro Setti…como disse, mais senadores, mais deputados, mais vereadores, mais juízes entre outras maravilhas que surgem da criação de um estado…mas, a pergunta básica é: De onde vai sair grana para sustentar essa farra toda? Isso custa dinheiro e muito dinheiro, o Pará, já, é um estado sem lei e, muito menos, sem governo…já imaginou a maravilha que vai virar? Igual só o “país Maravilha” da anta do LLuLLa.
O dinheiro vai sair, em boa parte, de fundos do governo federal.
Por essa razão é que Roberto Pompeu de Toledo havia escrito que o direito de decidir a divisão do Pará deveria caber a todos os eleitores brasileiros — que em última análise, como contribuintes, pagarão as contas iniciais dos novos Estados — e não apenas pelos eleitores do Pará.
A verdade, porém, é que a lei que regulamenta as consultas populares no Brasil, como expliquei no post, é claríssima: no caso de partição de Estados, votam apenas os eleitores deste Estado, especificamente.
Um abração, caro Luiz.
Mari Labbate
-16/07/2011 às 17:43
SETTI, conclui-se que a Constituição de 1988 necessita ser reformulada! É PERMITIDO DISCUTIR-SE ALGO, NESSE PAÍS? As limitações são tão absurdas, que nem os cidadãos conscientes animam-se a participar, tendo em vista as barreiras com que deparam-se. O Brasil, para manter o status quo, tornou-se um País totalmente obsoleto! Já está na hora dos mais conscientes terem voz, pois SÃO PAULO não pode continuar sendo preterido. Se o PT estivesse preocupado em conter despesas, não ofereceria coquetéis, para adular e manipular políticos e nem promovendo viagens inesquecíveis para toda a trupe. A filosofia que diz “é melhor não entrar mais ninguém, nessa roda”, é verdadeira. Há necessidade de se fazer novos cálculos relativos à quantidade desses funcionários públicos. Desculpe-me, caro amigo, mas o Suplicy não foi nada inteligente nessas conjecturas, pois não percebeu que é preciso mudar as regras do jogo e não impedir o progresso dos estados. Será que vai repetir-se outra situação semelhante a da Reforma da Língua Portuguesa, que em vez de avançar, causou mais confusão? SÃO PAULO está EM PÉ e nós, paulistas, exigimos JUSTIÇA! Já estamos exaustos com todo esse retrocesso. Celular, Internet e até trem-bala, Copa do Mundo e Olimpíadas todos desejam e incentivam, porém nas Leis ninguém quer mexer? Um verdadeiro administrador prioriza as necessidades prementes, não a fama de 30 dias. Só no Brasil, essas inversões acontecem!
Prezada Mari, o problema da distorção antidemocrática e absurda da representação política de São Paulo não tem a menor possibilidade de ser resolvido a curto ou a médio prazo porque depende dos votos dos políticos de Estados pequenos super-representados, ou seja, que têm representação popular muito superior, proporcionalmente, à que teriam caso fosse levada em conta a percentagem de sua população em relação à população do país.
Raríssimos são os políticos de Estados não prejudicados que se interessam pelo assunto.
Uma rara exceção é o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos pocos integrantes do PMDB que são independentes em relação ao governo.
Há anos, ele deu uma corajosa entrevista às Amarelas de VEJA defendendo uma revisão geral no tamanho das bancadas estaduais e defendendo que SP tenha representação proporcional a sua população.
Em minha opinião, esse problema, que em outros países seria o germe de uma guerra civil, será resolvido aos poucos, à medida que outros grandes Estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, e, mais adiante, a Bahia, o Rio Grande do Sul e o Paraná, por exemplo, também estiverem subrepresentados.
Isso demora uma ou duas gerações…
Um abração
Paulo Bento Bandarra
-16/07/2011 às 17:39
Isto aí foi o que criticaram Hugo Chpávez; como ele poderia ter perdido no total de votos, no desejo da maioria e, no entanto, ter feito maioria no legislativo? É o mesmo o que ocorre com Senadores. Vale por estado e não pela população do país. Então centros com maior população e renda como São Paulo ficam atrelados pela vontade de menos população e menor renda. Como eu disse no outro post, o erro foi a lei. Como corrigir? Difícil pois a maioria que representa a grande minoria não daria voto para corrigir.
Os senadores, tal como ocorre nos EUA, representam os Estados, e todos os Estados têm a mesma representação. Isso sempre foi assim e não existe problema a respeito. O problema está na Câmara dos Deputados, que teoricamente representa o povo, a população.
No caso da divisão do Pará, ocorrerá algo esdrúxulo também com os senadores: os mesmos 4,7 milhoes de eleitores que hoje elegem 3 senadores, quando divididos em 3 Estados elegerão 9 senadores…
Coisas da nossa Constituição.
Abraço
Tuco
-16/07/2011 às 16:26
.
Me agradaria muito ver o Pará dividido em
três, quatro, cinco ou até em seis Estados.
Desde que São Paulo proclamasse
sua independência.
.