Blogs e Colunistas

30/07/2014

às 15:15 \ Política & Cia

Em reunião com mandatários do PMDB, Lula não ouviu nada além de críticas ao seu partido — e concordou com todas

(Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)

Nem Lula está satisfeito com o PT, aparentemente (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

Tão logo o senador José Sarney confirmou que não disputaria a eleição, a cúpula do PMDB se reuniu para uma avaliação de cenário. Presentes, além do próprio Sarney, alguns dos principais líderes do partido — Renan Calheiros, Eduardo Braga, Eunício Oliveira e Vital do Rêgo.

Todos reclamaram muito do PT, que não teria cumprido os compromissos assumidos com o PMDB antes da montagem dos palanques estaduais. Lula apareceu na reunião para prestar solidariedade ao amigo Sarney, acabou ouvindo a parte das queixas e, para surpresa de alguns poucos, concordou com tudo.

“Agora vou parar de falar, senão vão achar que estou fazendo oposição a Dilma”, disse o ex-presidente.

30/07/2014

às 14:00 \ Política & Cia

ABRAÇO DE AFOGADO: Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de SP, não apoia Dilma porque teme ser contaminado por sua altíssima rejeição no Estado

Skaf com Dilma quando ainda na presidência da Fiesp: querem enfiá-la goela abaixo do candidato do PMDB ao governo de SP (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

Skaf com Dilma antes de se licenciar da presidência da Fiesp: querem enfiá-la goela abaixo do candidato do PMDB ao governo de SP (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

Depois de duas décadas sem qualquer candidato viável ao governo de São Paulo, o PMDB finalmente conseguiu um nome que não dá traço em pesquisa e que, embora atrás do governador tucano Geraldo Alckmin, deixa a anos-luz de distância o “poste” escolhido por Lula para disputar o Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro Alexandre Padilha (PT).

Trata-se do empresário Paulo Skaf, presidente licenciado da mais poderosa entidade patronal do país, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Torrando fortunas da Fiesp em campanhas de utilidade altamente duvidosa, mas em que apareceu de forma abundante na TV, Skaf chegou a saudáveis 21% das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada a 6 de junho passado.

Depois, em novo levantamento, divulgado no último dia 17, caiu para 16%, enquanto Alckmin disparou de 47% para 54%, o que eliminaria o segundo turno.

Há várias interpretações para a queda nas intenções de voto, mas Skaf parece convencido de que ela ocorreu devido à associação de seu nome com o da presidente Dilma Rousseff, que o PMDB apoia em nível nacional a ponto de ter o presidente do partido, Michel Temer, mantido na chapa como candidato a vice. Skaf desde então vem procurando se desvencilhar dessa ligação, e insiste na tecla de que é “oposição ao PT e ao PSDB em São Paulo”.

Não pareceu suficiente. E as últimas atitudes do candidato — inclusive trombadas verbais com o prefeito petista de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, sobre o tema — fizeram com que aumentasse a pressão da direção nacional do PMDB para que Skaf ofereça seu palanque à presidente.

Está instalada, pois, a crise dentro do PMDB paulista, porque o espertíssimo marqueteiro de Skaf, Duda Mendonça, sabe muito bem que associar-se a Dilma em São Paulo é dar um abraço de afogado. O Datafolha mostra que a rejeição à presidente no Estado é altíssima — 47% dos eleitores declaram que não votariam nela em nehuma hipótese — e, na capital, chega a espantosos 49%.

Esse quadro é muito difícil de reverter, sabem os especialistas em eleições. Se não se alterar, Dilma será esmagada em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com 32 milhões de eleitores (22,4% do total).

Skaf, que há quatro anos prepara sua candidatura pelo PMDB, não quer afundar junto com a presidente.

29/07/2014

às 19:40 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: No Paraná, empresário do setor rodoviário que sofreu nas mãos do então governador Requião é, agora, seu aliado e candidato ao Senado

Baderneiros impedem a passagem de veículos em praça de pedágio próxima a Arapongas, no norte do Paraná: Concessionária diz que não sabe ao certo a reivindicação dos manifestantes (Foto: Alberto D'Angele/RPC TV Londrina)

Baderneiros do MST impedem a passagem de veículos em praça de pedágio próxima a Arapongas, no norte do Paraná, em julho de 2013: o então governador Requião cruzava tranquilamente os braços (Foto: Alberto D’Angele/RPC TV Londrina)

A política não para nunca de surpreender, para o bem ou para o mal.

Em seus dois últimos mandatos como governador do Paraná, entre 2003 e 2010, o hoje senador Roberto Requião (PMDB) foi crítico implacável da concessão de rodovias a cargo do Estado para a iniciativa privada efetuada por seu antecessor, Jaime Lerner (DEM).

Mais do que isso, cruzou os braços sossegadamente todas as vezes em que seus aliados do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) promoveram baderna no setor, com ocupações e depredações de postos de pedágio e interrupção do trânsito nas respectivas rodovias.

Boa parte dos problemas ocorreram em duas rodovias, a parte de uma rodovia federal a cargo do governo estadual por força de convênio que liga a capital, Curitiba, à região de Ponta Grossa e Guarapuava, e o trecho de outra rodovia federal que vai de Curitiba ao porto de Paranaguá.

O empresário Almeida e o senador Requião: antes, conflito. Agora, fazendo dupla (Foto: bemparana.com.br)

O empresário Almeida e o senador Requião: antes, conflito. Agora, fazendo dupla nas eleições (Foto: bemparana.com.br)

A primeira rodovia é administrada pela empresa Rodonorte, e a segunda por outra empresa, a Ecovias. Ambas têm como acionista majoritário o empresário Marcelo Almeida, herdeiro da empreiteira C. R. Almeida e deputado federal pelo PMDB.

Agora, Requião está em campanha para tornar-se pela quarta vez governador do Paraná.

E adivinhem quem é o candidato ao Senado em sua chapa?

Quem pensou no deputado Marcelo Almeida acertou.

Acreditem!

 

29/07/2014

às 18:35 \ Política & Cia

Gasto da Olimpíada no Rio passa a R$ 37,6 bilhões com novas obras

Parque Olímpico no Rio de Janeiro (Genilson Araújo/Agência O Globo)

Parque Olímpico no Rio de Janeiro (Foto: Genilson Araújo/Agência O Globo)

Do site de VEJA

Com novas obras licitadas, no Complexo Esportivo de Deodoro, os custos com projetos relacionados às arenas, para os Jogos Olímpicos de 2016, passaram de 5,6 bilhões de reais para 6,5 bilhões de reais. Essa diferença representa uma atualização da Matriz de Responsabilidade da Olimpíada, documento que enumera as obras fundamentais para o evento.

Agora, os gastos com os Jogos de 2016 já alcançaram 37,6 bilhões de reais, assim distribuídos: arenas: 6,5 bilhões de reais; legado: 24,1 bilhões de reais; e investimento do Comitê Organizador da Olimpíada, 7 bilhões de reais. O orçamento previsto na candidatura brasileira era de 28,8 bilhões de reais.

“Não se trata agora de um aumento de custos. Como houve a licitação de onze intervenções em Deodoro, as cifras foram atualizadas”, disse, nesta terça-feira, no Rio, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva.

Dos 52 projetos essenciais para a Olimpíada, quinze ainda estão sem custo e prazo de início de obras definidos. Quando houver a licitação, os valores do gasto total com os Jogos vão ser alterados. “Essa mudança se dá automaticamente quando a licitação é feita. Portanto, são custos previstos”, disse o general.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

29/07/2014

às 17:18 \ Política & Cia

Já em desvantagem nas pesquisas, Alexandre Padilha ainda lida com rejeição dos companheiros de partido

(Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

Várias figuras de alto escalão do PT prometeram apoio a Padilha, mas alguns dos mais importantes estão voltando atrás (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

O CÁLCULO DO ABANDONO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

A situação de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, já não é das melhores e pode piorar. Terceiro colocado nas pesquisas, ele vem sendo abandonado pelos companheiros.

De olho na própria campanha, Dilma tenta se aproximar de Paulo Skaf, do PMDB.

A banda lulista do partido também olha para os lados.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, em público diz que vai ajudá-lo.

Reservadamente, porém, confidencia que não pretende mover uma palha.

Por um simples cálculo político: Marinho quer ser o candidato do PT a governador de São Paulo em 2018.

Uma vitória de Padilha atrapalharia seus planos.

29/07/2014

às 16:00 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Vejam por que as pesquisas de intenção de voto vão ser mais importantes a partir da próxima 2ª feira

Os três candidatos: escolherão o modelo James Rodríguez de campanha eleitoral ou o modelo Zúñiga? (Foto publicada na coluna de Ricardo Noblat, em O Globo)

Aécio Neves, Eduardo Campos e Dilma Rousseff: a partir da próxima semana, com o mesmo tempo de exposição no noticiário do “Jornal Nacional”, as pesquisas de intenção de voto deverão sofrer considerável alteração. Os dois candidatos de oposição, por serem menos conhecidos do público em geral, poderão, teoricamente, ser beneficiados  (Foto publicada na coluna de Ricardo Noblat, em O Globo)

As pesquisas de intenção de voto serão mais importantes — e devem mudar significativamente — a partir da próxima segunda-feira, dia 4.

Pois é a partir desse dia que a Rede Globo, titular da esmagadora audiência de TV aberta que sabemos, passará a conceder tempos iguais de cobertura de 1 minuto e meio no Jornal Nacional para cada um dos três principais candidatos à Presidência da República — a presidente Dilma Rousseff (PT e mais uma montanha de partidos), o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

Será uma enorme novidade por igualar, na emissora de maior audiência do país, a exposição dos três candidatos.

Obviamente, por ocupar o cargo público mais importante do Brasil, a presidente Dilma recebe muito mais exposição da Globo — como de resto dos demais veículos de todo tipo — do que os outros candidatos.

Há algum tempo, publiquei aqui o resultado de um levantamento realizado pela assessoria do senador Aécio Neves mostrando que, àquela altura, embora o ex-governador de Minas Gerais já fosse o presidente do principal partido de oposição, a Globo o mostrava em seus noticiários 1 minuto para cada 40 minutos em que Dilma aparecia.

Aécio ainda é desconhecido por boa parte do eleitorado, e Eduardo Campos, por fatia maior ainda.

O tempo de 1 minuto e meio por dia no Jornal Nacional pode não parecer nada, mas, em matéria eleitoral, é uma enormidade. Não se pode dizer que o eleitor passará a “conhecer” os candidatos sobre os quais tem pouca informação, mas saberá 1) que eles existem e 2) algo do que eles pensam.

Com a proximidade do dia do primeiro turno da eleição presidencial, 5 de outubro, a Globo deverá, como costuma fazer, aumentar esse 1 minuto e meio diário para os candidatos. E o horário eleitoral obrigatório terá início no dia 19 próximo, uma terça-feira.

Aí, sim, as coisas deverão mudar consideravelmente.

29/07/2014

às 15:00 \ Política & Cia

BNDES vendeu um terreno em Brasília por 234 milhões a menos do que vale. Como um prejuízo desse tamanho aos cofres públicos é aprovado?

(Foto: Cristiano Mariz)

ESTRANHO — O terreno está localizado numa das áreas mais nobres de Brasília. Laudos em poder do Tribunal de Contas atestam que o imóvel foi vendido a um preço equivalente a 18% do de mercado (Foto: Cristiano Mariz)

O QUE ESTÁ POR TRÁS DISSO?

O TCU suspende a venda de um terreno do BNDES em Brasília. Avaliado em 285 milhões de reais, o imóvel foi negociado por 51 milhões – um prejuízo aos cofres públicos que pode superar 230 milhões de reais

Reportagem de Hugo Marques publicada em edição impressa de VEJA

No Banco Nacional de Desen­vol­vimento Econômico e Social ­(BNDES) tudo é superlativo, a começar pelas cifras. Para este ano, o banco estatal reservou 150 bilhões de reais para financiar empreendimentos em diversas áreas, da agricultura à indústria de ponta. É dinheiro público, dos cofres do Tesouro Nacional, injetado diretamente em empresas de pequeno, médio e grande porte para fomentar o crescimento do país.

A ideia é fazer com que os empréstimos, a juros mais baixos que os de mercado, banquem iniciativas capazes de girar mais e mais a roda da economia. Mas até mesmo quando erra na mão o portentoso BNDES é capaz de produzir excelentes negócios.

No início do ano, o banco decidiu se desfazer de um valioso terreno no centro de Brasília. Aparentemente, seguiu o protocolo: contratou um avaliador para fixar o preço, publicou o edital convocando eventuais interessados e promoveu a licitação pública. As empresas se apresentaram e venceu a que ofereceu o melhor preço. O negócio, porém, é mais complicado do que parece.

Localizado na zona central de Brasília, uma das regiões mais valorizadas do país, o terreno tem 9 000 metros quadrados. No espaço vazio, um dos poucos disponíveis para construção no centro da capital, o BNDES planejou um dia erguer sua sede. O terreno está cercado por prédios importantes da burocracia federal e fica a apenas cinco minutos de carro do Palácio do Planalto.

Especialistas no mercado imobiliário brasiliense calculam que a área, do jeito que está, vale no mínimo 285 milhões de reais. O BNDES, porém, vendeu o imóvel por 51 milhões, quase um sexto do valor de mercado. De tão estranha que foi, a operação virou alvo de uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Por ordem do ministro Augusto Sherman, a transferência do terreno para o novo dono foi embargada até que sejam esclarecidas as condições do negócio.

Os auditores do TCU estão analisando a transação com lupa. Ao decidir pela suspensão da venda, o ministro Sherman chama a atenção para a possibilidade de o negócio representar um prejuízo de mais de 230 milhões de reais aos cofres públicos.

O ponto de partida da investigação é um laudo, encomendado pelo próprio BNDES, que estipulou o valor mínimo da transação. No documento, o terreno foi avaliado em 107 milhões. Mas havia nele uma ressalva: se houvesse necessidade de vendê-lo às pressas, o que não era o caso, o preço poderia ser reduzido para 45 milhões. Foi justamente esse valor que o banco adotou como base para a licitação.

O lote foi arrematado pela AJS Empreendimentos e Participações, cujo dono é o empresário Álvaro José da Silveira, membro do conselho de administração da Brasil Pharma, conglomerado que reúne algumas das maiores redes de farmácias do país. Uma coincidência, em especial, intriga os auditores: o engenheiro que assina o laudo encomendado pelo BNDES, Ricardo Caiuby Salles, é irmão de uma diretora da mesma Brasil Pharma.

O caso é conduzido pelo ministro Augusto Sherman (Foto: Cristiano Mariz)

O caso é conduzido pelo ministro Augusto Sherman (Foto: Cristiano Mariz)

“Se o BNDES optou pelo preço menor, é decisão do banco”, defende-se o engenheiro. Ele diz ser apenas coincidência o fato de o terreno ter sido comprado pelo chefe da sua irmã. A AJS Empreendimentos informou que está enviando ao TCU todas as explicações sobre o negócio. O BNDES limitou-se a dizer que seguiu a lei e que está prestando todas as informações ao TCU.

“É brincadeira o BNDES vender esse lote por 51 milhões de reais. Quem comprou por esse preço ganhou cinco ou seis vezes na Mega-Sena”, diz Antonio Bartasson, diretor da Câmara de Valores Imobiliários de Brasília, entidade acostumada a fazer avaliação de terrenos na capital.

Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Geraldo Nascimento, a transação evidencia um fenômeno que vem ocorrendo em Brasília: por um lado, órgãos do governo se desfazem de imóveis próprios a preços abaixo dos de mercado, em operações muitas vezes obscuras, e por outro o próprio governo gasta milhões comprando ou alugando outros imóveis para abrigar repartições públicas.

“O governo vende alguns imóveis a preço de banana e compra e aluga outros a preço de ouro”, diz. No terreno vendido pelo BNDES, há espaço suficiente para a construção de quatro prédios de até 21 andares. O lucro de um empreendimento dessa magnitude pode ultrapassar facilmente a casa do bilhão.

Quem está por trás da estranha operação ainda é um mistério, mas uma coisa é certa: fomentar bons negócios é mesmo uma especialidade do BNDES – depende, é claro, do ponto de vista do observador.

29/07/2014

às 14:00 \ Política & Cia

VÍDEO CURTINHO, QUE VALE REVER: FHC mostra o perigo das “democracias autoritárias” na América Latina

O ex-presidente Fernando Henrique identificou e definiu com a agudeza de sempre um fenômeno novo que assola a América Latina do final dos anos 90 para cá — a praga bolivariana, governos que, com base em vitórias eleitorais, tornam-se autocráticos e populista, como ocorreu principalmente, mas não apenas, com a Venezuela.

FHC chamou-os de “democracias autoritárias”.

A sacada do ex-presidente se deu em seminário que, em maio passado, comemorou os 10 anos de criação da Fundação Instituto FHC.

Participaram, sob mediação de FHC, o ex-chefe de governo da Espanha Felipe González, os ex-presidentes Ricardo Lagos, do Chile, e Julio Maria Sanguinetti, do Uruguai, além do escritor e ex-chanceler do México Jorge Castañeda.

Vejam só:

28/07/2014

às 19:40 \ Política & Cia

Justamente num momento em que a política externa do governo está na berlinda, Senado aprova convite para que presidenciáveis falem sobre seus planos a respeito

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Ricardo Ferraço: o Senado gostaria de ouvir o que pensam os presidenciáveis sobre política externa. Ferraço foi um dos responsáveis por trazer ao país o senador Roger Molina, que mofava em asilo na embaixada brasileira em La Paz há 15 meses (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Muito boa a ideia do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, aprovada por unanimidade por seus pares: um convite para que os presidenciáveis compareçam diante do órgão para apresentar aos brasileiros suas ideias para a política externa brasileira e a inserção internacional do país.

A iniciativa é tanto mais interessante quanto se acirrou, nos últimos dias, a discussão sobre a política externa do país, com o incidente ocorrido entre o Itamaraty e o Ministério do Exterior de Israel, a postura na melhor hipótese tímida do — e, na pior, vergonhosa — governo diante da derrubada do avião de passageiros da Malaysia Airlines por separatistas ucranianos que têm a bênção do presidente russo Vladimir Putin e a recente e inédita hospedagem do ditador cubano Raúl Castro na Granja do Torto, residência oficial de fins de semana dos presidentes da República em Brasília.

Ferraço tem imprimido mais visibilidade à Comissão, que foi presidida por longos períodos pelo senador José Sarney (PMDB-AP) sem maior brilho. Foi o senador, com o auxílio do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, quem em agosto do ano passado trouxe para o Brasil, contra a vontade do Itamaraty, o senador boliviano Roger Molina, então asilado há 15 meses na embaixada do Brasil em La Paz, vivendo em condições precárias e sem que o governo Evo Morales lhe concedesse salvo-conduto para deixar a Bolívia.

Quanto à visita dos presidenciáveis, aprovada a proposta do senador Ricardo Ferraço, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) sugeriu que a audiência seja realizada no Plenário da Casa, e em conjunto com os integrantes de outra comissão, a Comissão Senado do Futuro. Já o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) elogiou a proposta e e apresentou uma sugestão francamente inviável para um ano de campanha eleitoral: que os presidentes feito em todas as demais comissões temáticas — ou seja, em outras dez.

A data da audiência com os presidenciáveis sobre política externa deverá ser marcada em breve pelo senador Ricardo Ferraço e, naturalmente, depende das respostas ao convite.

28/07/2014

às 18:39 \ Política & Cia

Goleada da Alemanha sobre a Seleção Brasileira “bate” na imagem de Dilma nas redes sociais

(Ilustração: Lézio Junior)

(Ilustração: Lézio Junior)

 

GOLS CONTRA

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

A Brandviewer, empresa de monitoramento de mídias sociais, concluiu que a derrota do Brasil por 7 a 1 na Copa teve, sim, impacto negativo sobre a imagem de Dilma Rousseff na internet.

Durante a semana que antecedeu o jogo, 55% do total de citações à presidente eram positivas. Após a goleada, o índice caiu para 32% — em apenas uma semana, ela perdeu 23 pontos porcentuais.

Ao mesmo tempo, os dados mostram que o número de citações negativas subiu de 27% para 46%.

O levantamento foi feito no Twitter e no Facebook, de 2 a 7 de julho e, depois, de 8 a 13 do mesmo mês.

Entre um período e o outro, as citações sobre Dilma pularam de 273. 964 para 482.014.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados