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20/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Enquanto a economia mundial vai para um lado, a brasileira vai para o contrário — os outros temem a deflação, enquanto nós aqui estamos às voltas com a inflação

(Ilustração: Amarildo)

A justificativa da presidente Dilma e de seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, para os problemas econômicos brasileiros não procede (Ilustração: Amarildo)

ECONOMIA BRASILEIRA NA CONTRAMÃO DO MUNDO

Editorial publicado no jornal O Globo

Os mercados mundiais passam por turbulências que há algum tempo não se viam. E, como sempre ocorre nesses momentos, engrossou o fluxo de divisas em busca da segurança dos títulos do Tesouro americano, cuja rentabilidade ficou, na quarta-feira, abaixo dos 2% — quanto maior a procura, menor a taxa. Há um ano isso não acontecia.

A centelha de ignição desse movimento de fuga de aplicações de maior risco, em todo o mundo, tem sido o temor de que a Europa, ainda na fase de digestão da grande crise deflagrada em 2009, entre em deflação.

A redução de preços chega a ser tão ou mais perigosa que a elevação deles, pois os lucros das empresas são corroídos, como reflexo da retração das vendas — o consumidor adia as compras, à espera de preços cada vez mais baixos — e as economias tendem à depressão.

O próprio Fundo Monetário Internacional alertou, no último fim de semana, para a probabilidade de a Europa voltar à recessão, um péssimo sinal a fortalecer o temor de uma deflação.

O prognóstico é reforçado pela informação de que, nos 18 países da zona do euro, a inflação anualizada, no mês passado, foi de ínfimo 0,3%, a taxa mais baixa dos últimos cinco anos. Nessa circunstância, nem a recuperação americana parece ser capaz de compensar o marasmo europeu, até porque seria afetada por ele.

Visto o mundo por este ângulo e colocado o Brasil nele, o álibi apresentado pela candidata-presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda em aviso prévio, Guido Mantega, para os problemas da economia brasileira — o país está quase estagnado devido à conjuntura externa — fica bastante frágil.

Uma prova sólida de que grande parte da responsabilidade das panes observadas internamente é doméstica está no fato de que, no exterior, a ameaça é a deflação, enquanto no país o perigo é a inflação, entre outros.

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19/10/2014

às 23:25 \ Política & Cia

No penúltimo debate da campanha presidencial, Dilma e Aécio ficam na retranca

Dilma e Aécio, separados por considerável distância, e, no meio, os apresentadores Celso Freitas e Adriana Araújo: debate morno (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Dilma e Aécio, separados por considerável distância, e, no meio, os apresentadores Celso Freitas e Adriana Araújo: debate morno (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

De VEJA.com

A distância que a TV Record determinou entre as bancadas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no penúltimo debate na televisão antes das urnas, na noite deste domingo, era tudo o que os dois candidatos à Presidência da República queriam.

A uma semana da votação no segundo turno, Aécio e Dilma travaram um debate morno e sem surpresas, repisando frases ensaiadas e repetidas à exaustão na propaganda eleitoral na TV. Foi tudo calculado.

Depois do tenso embate no SBT, na última quinta-feira, marcado por ataques pessoais feitos por Dilma – que disse até ter passado mal depois do debate – , o duelo deste domingo não tirou nenhum dos candidatos do sério. O script, na verdade, foi o mesmo dos debates do primeiro turno: Aécio lembrou a profusão de escândalos na Petrobras, e Dilma respondeu dizendo que o PSDB planejava vender a Petrobras quando governou o país. Aécio apontou a inflação crescente, e Dilma disse que os “pessimistas” não reconhecem as conquistas sociais dos doze anos de governo do PT.

A petista até ensaiou ataques, por exemplo, sugerindo que um eventual governo tucano reduziria o papel dos bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Aécio reclamou do terrorismo eleitoral: “Quero me dirigir aos funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Federal, eles sim estão sofrendo com o terrorismo da propaganda. No nosso governo não haverá senhores Pizzolatos à frente do Banco do Brasil”, disse, em alusão a Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil que ficou famoso pela fuga hollywoodiana após ser condenado no julgamento do mensalão.

Na campanha mais acirrada do país desde a redemocratização, nenhum dos dois candidatos quis se arriscar.

[Se houver uma grande novidade, ela deve ser esperada para o debate final, de maior audiência e certamente de maior importância, nesta quinta-feira, na Globo.]

19/10/2014

às 20:06 \ Política & Cia

QUERO DEIXAR CLARO: Não acredito em supostas notícias que me chegaram segundo as quais a presidente Dilma iria fingir “passar mal” no debate da Record para prejudicar Aécio Neves

Dilma durante os instantes em que teve uma alta de pressão após o debate no SBT, na quinta-feira: duvido solenemente que a presidente fosse simular algo do gênero hoje para se beneficiar eleitoralmente (Foto: Reprodução SBT)

Dilma durante os instantes em que teve uma alta de pressão após o debate no SBT, na quinta-feira: duvido solenemente que a presidente fosse simular algo do gênero hoje para se beneficiar eleitoralmente (Foto: Reprodução SBT)

A boataria anda infernal nesta reta final de campanha e, mesmo separando o que tem algum fundamento do que não tem, não é tarefa fácil para o blog driblar as armadilhas com cara de verdade que são preparadas para fazer a gente tropeçar.

Nesse sentido, quero registrar uma série de supostas informações que me chegaram hoje — e não só a mim — dando conta de que, durante o debate da Record, logo mais, os marqueteiros da presidente Dilma supostamente teriam preparado um roteiro que inclui a candidata do PT fingir que passa mal — ou durante um dos intervalos, ou mesmo no ar.

A cena teria como objetivo bater na tecla em que a campanha petista (mas não Dilma) vem insistindo, segundo a qual o candidato tucano Aécio Neves “trata mal” mulheres, aproveitando-se da queda de pressão que a presidente sofreu após o debate do SBT – tendo sido Lula, no comício-baixaria de Belo Horizonte, no sábado, o puxador desse samba-enredo fantasioso.

Registro aqui essa supostas informações, deixando claro que EU NÃO ACREDITO que a presidente Dilma permita que tal aconteça.

Faço muitas restrições às políticas da presidente, mas não acredito que a pessoa Dilma, por tudo que passou na vida, chegasse a um extremo desses para obter efeitos eleitorais, nem que a presidente da República que, durante boa parte de seu mandato, foi ética, cordial e generosa com o principal nome do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, permitisse um ato desses, e sobretudo participasse dele.

Além do mais, não creio que uma presidente que, aos 66 anos, venceu um câncer e faz tudo para manter a saúde brincasse com a própria saúde para uma pantomima eleitoral.

19/10/2014

às 18:38 \ Política & Cia

FALTA POUCO: às 22 horas, Aécio e Dilma se enfrentam no debate da Record, no auge da baixaria promovida por Lula e o PT

Aécio e Dilma (Fotos: Felipe Cotrim/VEJA.com)

Aécio e Dilma (Fotos: Felipe Cotrim/VEJA.com)

 

Embate se dá no momento em que PT protagoniza alguns dos ataques mais irresponsáveis já registrados em uma campanha à Presidência. Tucano recebeu munição contra Dilma

De VEJA.com

Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) se enfrentam neste domingo no terceiro debate do segundo turno.

O embate se dá no auge da baixaria inaugurada pelo PT nesta campanha: o partido protagoniza os ataques mais irresponsáveis já registrados em uma corrida eleitoral – capitaneados pelo ex-presidente Lula, que em 1989 foi alvo das baixarias de Fernando Collor, hoje aliado do PT.

Se os candidatos mantiverem nesta noite, no encontro promovido pela Record, o clima das campanhas na televisão, o debate promete ser ainda mais agressivo do que o da última quinta-feira, no SBT, co-patrocinado e transmitido pelo UOL e pela rádio Jovem Pan.

Em suas inserções na TV, o PT passou a insinuar que o candidato tucano agride mulheres, deixando clara a tática do PT na reta final da campanha: expor a presidente Dilma como uma vítima das “grosserias” de Aécio.

Na tarde de sábado, Lula disse que Aécio usa violência contra as mulheres, por “experiência de vida”, e lança mão da tática de “partir para cima agredindo”.

Ao comentar a estratégia do tucano contra Dilma Rousseff, o ex-presidente insinuou que Aécio costuma bater em mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, afirmou Lula.

O ex-presidente também classificou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. E o comparou a Fernando Collor. O mesmo Fernando Collor que ele próprio, Lula, apoiou na reeleição ao Senado por Alagoas e que divide palanques com Dilma, como há uma semana, em Alagoas. Lula ainda voltou a mencionar o episódio em que o adversário deixou de soprar o bafômetro em uma bliz no Rio de Janeiro.

A coluna Radar, de Lauro Jardim, informa que Aécio recebeu no sábado, em Porto Alegre, documentos com denúncias contra familiares de Dilma. Pelo que revelou aos mais próximos, trata-se de material de alta combustão. Mas o tucano só pretende usar o material se for atacado.

Atingir o caráter

Na quinta-feira, Dilma buscou atingir o caráter do tucano. O ápice da nova estratégia petista ficou claro no terceiro bloco, quando Dilma sacou uma pergunta sobre a Lei Seca no trânsito, cujo verdadeiro objetivo era lembrar o episódio em que Aécio recusou-se a fazer o teste do bafômetro durante uma blitz no Rio de Janeiro.

O tiro saiu pela culatra: Aécio respondeu dizendo que ela “poderia ter sido direta” e ele mesmo mencionou o episódio, admitindo que errou. Na sequência, acusou Dilma de rebaixar o nível do debate.

Confrontado no debate anterior, da TV Bandeirantes, com o fato de que sua irmã, Andrea Neves, trabalhou no governo de Minas Gerais quando ele administrou o Estado (2003-2010), Aécio Neves disse que ela exercia trabalho voluntário e não remunerado. Em seguida, apontou a nomeação do irmão de Dilma, Igor Rousseff, para um cargo de assessor da prefeitura de Belo Horizonte na gestão do petista Fernando Pimentel, sem comparecer ao local de trabalho. A diferença entre os dois casos, acentuou, “é que minha irmã trabalhava, e não recebia — e seu irmão recebe e não trabalha”.

“Queda de pressão”

Em entrevista ao vivo logo após o debate, a presidente perdeu o rumo ao falar sobre o duríssimo embate. Ao responder a pergunta da repórter Simone Queiroz, do SBT, Dilma gaguejou ao tentar dizer a palavra “inequívoco”, se atrapalhou, pareceu ter perdido o fio da meada e pediu para recomeçar a entrevista, momento em que foi avisada que estava ao vivo.

Ela tentou retomar o discurso, mas em seguida alegou ter sentido uma queda de pressão e foi conduzida até uma cadeira próxima.

O debate deste domingo, que começa às 22 horas, será dividido em três blocos. No primeiro e segundo, haverá rodadas de confronto direto entre os candidatos, com perguntas de livre escolha e direito a réplica e tréplica. No terceiro, além das perguntas, serão feitas as considerações finais.

19/10/2014

às 18:12 \ Política & Cia

RESULTADO DA ENQUETE: Novamente, a esmagadora maioria dos leitores do blog acredita que Aécio venceu Dilma no último debate presidencial — o do SBT. NOSSA NOVA ENQUETE, SOBRE OUTRO TEMA LIGADO ÀS ELEIÇÕES, ESTÁ NO AR

(Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

Para os amigos do blog, praticamente não há dúvida: Aécio Neves foi superior no embate com Dilma Rousseff na quinta-feira (Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

Na sequência da pesquisa sobre o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela TV Bandeirantes, abrimos a enquete que indagava dos leitores sobre o vencedor do novo embate entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), desta vez promovido por SBT, Rádio Jovem Pan e UOL, na quinta-feira passada.

Após três dias e 6.782 votos, a resposta está dada: nada menos que 95% dos leitores que votaram acreditam que o candidato tucano levou a melhor no confronto de quinta-feira. A opção totalizou 6 434 votos. A presidente-candidata somou 348 votos, ou 5% do total.

Já no ar, nossa nova enquete aborda um tema diferente: independentemente de qual candidato sair vencedor na votação do segundo turno, a ser realizada no próximo domingo (26), qual vocês acham que será a diferença de votos entre os dois?

A enquete está disponível no lugar de sempre, à direita desta coluna.

19/10/2014

às 16:42 \ Política & Cia

Senador eleito com 4,6 milhões de votos no Rio, Romário (PSB) deve apoiar candidatura de Aécio

Em carreata na orla de Copacabana, Aécio foi acompanhado, no carrro aberto que o cnduzia, pela mulher, Letícia (esq.), pelo senador eleito José Serra (PSDB-SP) e pelo presidente do PPS, Roberto Freire (à direita de Serra) (Foto: Gustavo Miranda/O Globo)

Em carreata na orla de Copacabana, Aécio foi acompanhado, no carrro aberto que o conduzia, pela mulher, Letícia (esq.), pela mãe, Inês Maria (à esquerda de Letícia) lo senador eleito José Serra (PSDB-SP) e lo presidente do PPS, Roberto Freire (à direita de Serra) (Foto: Gustavo Miranda/O Globo)

O presidenciável Aécio Neves (PSDB) já está em empate técnico no Rio de Janeiro com a presidente-candidata Dilma Rousseff  (PT) segundo o ultimo levantamento do Datafolha, depois de ter perdido o primeiro turno por uma diferença pouco inferior a 9 pontos percentuais.

Agora, segundo informa a edição online do jornal O Globo, Aécio “está prestes a firmar aliança com o deputado federal Romário (PSB), eleito senador no Rio com 4,6 milhões de votos”. O candidato tucano realizou uma concorrida carreata hoje pela orla de Copacabana, em veículo aberto, e depois concedeu uma entrevista à imprensa no clube Marimbás, no mesmo bairro.

Ele chegou ao clube acompanhado da mãe, dona Inês Maria, da mulher, Letícia Weber, de celebridades e políticos — entre outros, os atores Milton Gonçalves, Ney Latorraca e Maitê Proença, o senador Francisco Dornelles (PP), o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), o senador eleito José Serra (PSDB-SP), o ex-vice-prefeito e deputado reeleito Otávio Leite (PSDB-RJ), os deputados reeleitos Alfredo Sirkis (PSB-RJ), Indio da Costa (PSD-RJ) — relator da Lei da Ficha Limpa –, a deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), a cantora Fafá de Belém, o dançarino Carlinhos de Jesus e o filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, recém-eleito deputado pelo PMDB.

Entre os presentes estava o deputado federal reeleito Jair Bolsonaro, o mais votado no estado, com perto de meio milhão de votos, e o técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho. Segundo O Globo, “Bolsonaro, que não foi convidado para o evento, pretende entregar duas reivindicações para o candidato à Presidência: baixar a taxa de desemprego e reduzir a exportação de bananas para Cuba”.

O Baixinho comemora sua eleição para o Senado da República com amigos: derrotou um "politicão", e levou uma pequena alfinetada (Foto: Marcelo Theobald/Agência Globo)

O Baixinho comemora sua eleição para o Senado da República com amigos: filiado ao PSB, seria mais um forte apoio a Aécio no Rio (Foto: Marcelo Theobald/Agência Globo)

Segundo o jornal, o objetivo da investida de Aécio no Rio é capitalizar os votos da agora aliada Marina Silva, candidata derrotada do PSB à Presidência. Romário, o ex-craque que se elegeu deputado em 2010, teve boa atuação na Câmara e alcançou votação espetacular para o Senado, vencendo o três vezes prefeito Cesar Maia (DEM), é do PSB pelo qual Marina se candidatou.

Outros atletas e ex-atletas conhecidos já haviam se incorporado à rede de apoiadores do tucano, como o medalhista olímpico no atletismo Robson Caetano, o pugilista quatro vezes campeão mundial Popó, Ana Paula, Giba e Geovani, do vôlei, os lutadores de MMA Anderson Silva e Rodrigo Minotauro, os ex-astros do futebol Ronaldo Fenômeno, Zico, Bebeto, Dadá Maravilha, Wilson Piazza, Cláudio Adão e Nelinho.

(CLIQUEM AQUI PARA A REPORTAGEM DO JORNAL “O GLOBO” SOBRE A CARREATA E A ENTREVISTA DE AÉCIO HOJE NO RIO)

19/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

RIO GRANDE DO SUL: Mais más notícias para Dilma e Lula. O candidato do PT está quase 20 pontos atrás — é Tarso Genro, o governador e ex-ministro amigão do terrorista Battisti

José Ivo Sartori, do PMDB, ex-prefeito de Caxias do Sul, está quase 20 pontos à frente do atual governador petista Tarso Genro (Fotos: Zero Hora)

José Ivo Sartori, do PMDB, ex-prefeito de Caxias do Sul, está quase 20 pontos à frente do atual governador petista Tarso Genro (Fotos: Zero Hora)

Do jornal Zero Hora, de Porto Alegre

Uma pesquisa do Ibope divulgada na noite desta sexta-feira mostra o candidato do PMDB ao governo gaúcho, José Ivo Sartori, com 52% dos votos totais contra 34% do atual governador Tarso Genro (PT).

[O resultado não poderia ser melhor para o presidenciável Aécio Neves (PSDB), que é apoiado por Sartori e também pela senadora Ana Amélia (PP), que liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha para, no final, ser ultrapassada.

No primeiro turno, Dilma (PT) venceu Aécio no Rio Grande por uma margem de apenas 1,7% dos votos.]

O levantamento, realizado de terça a quinta-feira, revela ainda que o percentual de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco é de 8%, e a proporção dos que ainda estão indecisos ou não responderam chega a 6%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa Datafolha divulgada quarta-feira (15/10), Sartori aparecia com 52%, e Tarso, 35% dos votos totais.

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19/10/2014

às 13:04 \ Política & Cia

BAIXARIAS DE LULA: PSDB reage e cita ‘desespero’ petista, dizendo que surgiu um ‘Fernando Lula de Melo’

Senador Aloysio Nunes Ferreira, o vice de Aécio:   (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Senador Aloysio Nunes Ferreira, vice de Aécio: Lula fez “as mais baixas declarações em uma campanha presidencial da história” (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Por Gabriel Castro de Belo Horizonte, para VEJA.com

O PSDB reagiu neste sábado aos ataques e insultos proferidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o tucano Aécio Neves, em um comício realizado durante a manhã em Belo Horizonte. (Leiam aqui sobre o episódio.)

Candidato a vice na chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) emitiu uma nota em que critica a postura do ex-presidente. “No momento em que se pede para elevar o nível do debate, o ex-presidente Lula dá as mais baixas declarações em uma campanha presidencial da história”, diz a nota.

O tucano atribui a postura de Lula ao “desespero” e ao risco de perder a eleição. Aloysio diz que o episódio deste sábado são mais graves que os de Fernando Collor contra Lula em 1989: “Acaba de surgir um novo personagem na política brasileira. Falta só definir um nome: Fernando Lula de Melo ou Luiz Inácio Collor da Silva.”

Leiam também: ‘Não se pode perder a dignidade na política’, diz Aécio sobre baixarias

No ato deste sábado, Lula afirmou que Aécio costuma “partir para cima agredindo” mulheres. Também mencionou o episódio em que o tucano se recusou a soprar o bafômetro em uma blitz. Lula chamou Aécio de “filhinho de papai”, o comparou a Fernando Collor – o mesmo que apoiou seu próprio governo e hoje sobe em palanques com Dilma. Lula ainda ouviu, sem se pronunciar, militantes fazendo menção ao uso de drogas por parte do tucano.

Para o cientista político Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília, o episódio mostra que o PT nunca se converteu totalmente ao regime democrático e ainda carrega um “DNA totalitário”:

– É uma postura perigosa. Mas, em se tratando do Lula, não deveríamos demonstrar tanta perplexidade, tanto espanto. Os petistas dificilmente conhecem limites quando se trata de lutar pelo poder ou conservá-lo.

O comício deste sábado deixou claro qual será o papel de Lula na reta final de campanha: o de fazer o jogo sujo petista contra o adversário.

O ato comandado por ele em Belo Horizonte foi muito mais um evento contra Aécio do que um ato pela candidatura de Dilma, que não compareceu e foi pouco mencionada nos discursos. Os ataques de Lula ao tucano foram precedidos por discursos igualmente ofensivos.

Além de adotar uma postura indigna de um ex-presidente, Lula desmerece mais de duas décadas de evolução nos debates eleitorais; o uso de boatos e ataques pessoais, que parecia superado depois da tumultuada eleição de 1989, ressurgiu.

Lula, que foi ele próprio vítima vinte e cinco anos atrás, se transformou em agressor. E, se Collor usou um depoimento da ex-mulher de Lula para acusá-lo de ter defendido a realização de um aborto, as agressões do PT se baseiam unicamente em boatos que carecem até mesmo de um autor.

A eleição presidencial deste ano está acirrada – é impossível prever quem sairá vencedor em 26 de outubro. Mas, caso Dilma Rousseff e o PT saiam derrotados, o comício deste sábado em Belo Horizonte deve ficar marcado como o símbolo da degradação do partido que comandou a Presidência da República nos últimos doze anos.

19/10/2014

às 13:00 \ Política & Cia

NEIL FERREIRA: Não tem carne? Coma frango, ovo…

(Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

“O PT treme por temer estar enfrentando o fantasma de FHC quando Aécio encosta Dilma na parede, em debates tensos e cheio de mentiras do outro lado” (Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil)

Artigo de Neil fazendo churrasco Ferreira publicado no jornal Diário do Comércio, de São Paulo

Antes Scriptum: Mais terrorismo da terrorista. Nos bastidores do debate do SBT, foi “vazado” aos jornalistas amansados o boato de que haveria uma “arma secreta” a ser disparada contra Aécio. Seria uma bomba carregada de mais mentiras?

DataFalha e Ibofe: a.M (antes de Marina): Aécio 51 Dilma 49. E d.M (depois de Marina): Aécio 51 e Dilma 49. Isso quer dizer que o apoio de Marina, que custou tão caro a Aécio, não aumentou a posição de Aécio nem em meio ponto. Terá Aécio comprado gato por lebre?

Dilma faz acusações ao FHC sobre pastas de várias cores. Cadê a “Pasta Rose”, que o Aécio ainda não chamou para o centro do debate?

Eu tenho carne, voto no Aécio. Tomara que o leitor seja outro, diferente, porque o texto é o mesmo. Meu texto é como os debates, são sempre os mesmos: um dos debatedores tenta levar a sério e respeitar os telespectadores que ficam acordados até tarde (eu não fico) ou com fome até depois da hora da janta (eu não fico).

A outra debatedora, mentindo e fugindo das perguntas. Ela perdeu nas terras do Lula, lá em cima em Pernambuco, e aqui embaixo, no ABC. Ela não presta pra presidente nem pra debate.

O Poste Padilha perdeu para o Alckmin em 644 cidades das 645 do Estado de São Paulo e o Lula teve que enfiar de novo o rabo no meio das pernas, como é condenado a fazer em todas as eleições majoritárias, com exceção dessa em que o brimo Haddad ganhou a brefeitura de Sum Baulo, bor um acidente da democracia.

Não vi o debate da Band, mas nós ganhamos. Aécio desafiou Dilma a olhar nos seus olhos e chutou o pênalti: “Não seja leviana. A senhora está sendo leviana”. Eu pude ir dormir satisfeito depois dessa. Fui.

Também não vi o do SBT, mas nós ganhamos. Nós ganhamos todos os debates.

Nem precisamos ver pra saber o que ela faz. Rosna, mente, ofende, joga sujo, não respeita o cargo que ocupa, de presidente, que é; nem a condição de candidata, que é. Ela não presta pra presidente nem para debate (repito).

Sabemos que Aécio faz: é firme, informado, dá um banho de conhecimento, educação, respeito aos espectadores, a ele próprio e à adversária. Dá a ela aulas gratuitas do país em que vivemos e de como somos obrigados a sofrer o que a corrupção do seu governo nos obriga a sofrer. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

18/10/2014

às 19:04 \ Política & Cia

O MOTIVO DO DESESPERO DE LULA EM BH: pesquisa mostra Aécio 12 pontos na frente de Dilma em Minas

Aécio com a mulher, Letícia: virando o jogo em Minas e bem na frente de Dilma (Foto: Correio do Brasil)

Aécio com a mulher, Letícia: virando o jogo em Minas e bem na frente de Dilma (Foto: Correio do Brasil)

PESQUISA MOSTRA AÉCIO NEVES 12 PONTOS NA FRENTE EM MINAS

Do jornal Estado de Minas

Pesquisa divulgada ontem pela Multidados Comunicações sobre a preferência dos eleitores mineiros para o segundo turno das eleições presidenciais aponta o senador Aécio Neves, que disputa o cargo pelo PSDB, 12 pontos à frente da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

[No primeiro turno, Dilma venceu Aécio por uma diferença pouco superior a 3 pontos percentuais: 43,48% dos votos válidos contra 39,75%.]

De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados afirmaram que votarão em Aécio, enquanto 38% disseram votar em Dilma. Entre os que não escolheram nenhum dos dois candidatos, 5% afirmaram que não rejeitam nenhum deles, e outros 7% ficaram indecisos ou não responderam à pergunta.

Os entrevistados responderam também a questões sobre a imagem que têm dos presidenciáveis.

Sobre o tucano, 11% afirmam ter uma imagem ótima; 45%, boa; 12% avaliam o candidato como regular; 10% o consideram ruim; e 18% disseram que sua imagem é péssima.

A imagem da petista foi avaliada como ótima por 9% dos entrevistados; boa por 39%; por 14% regular; por 13% ruim; e 22% afirmam ter imagem péssima de Dilma.

A pesquisa foi feita em 85 municípios, entre os quais 72 em que a petista venceu no primeiro turno e 13 onde Aécio foi o vencedor.

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