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24/11/2014

às 20:00 \ Política & Cia

Ferreira Gullar, grande poeta e crítico, ex-militante do Partido Comunista: “Não tenho dúvida nenhuma de que o socialismo acabou, só alguns malucos insistem no contrário”

Ferreira Gullar: "O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas" (Foto: Ernani D'Almeida)

Ferreira Gullar: “O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas” (Foto: Ernani D’Almeida)

Post publicado originalmente a 27 de setembro de 2012

Entrevista a Pedro Dias Leite publicada em edição impressa de VEJA

UMA VISÃO CRÍTICA DAS COISAS

O poeta diz que o socialismo não faz mais sentido, recusa o rótulo de direitista e ataca: “Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é”

Um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, Ferreira Gullar, 82 anos, foi militante do Partido Comunista Brasileiro e, exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, no Chile e na Argentina.

Desiludiu-se do socialismo em todas as suas formas e hoje acha o capitalismo “invencível”.

É autor de versos clássicos — “À vida falta uma parte / — seria o lado de fora — / para que se visse passar / ao mesmo tempo que passa / e no final fosse apenas / um tempo de que se acorda / não um sono sem resposta. / À vida falta uma porta”.

Gullar teve dois filhos afligidos pela esquizofrenia. Um deles morreu. O poeta narra o drama familiar e faz a defesa da internação em hospitais psiquiátricos dos doentes em fase aguda. Sobre seu ofício, diz: “Tem de haver espanto, não se faz poesia a frio”.

 

O senhor já disse que “se bacharelou em subversão” em Moscou e escreveu um poema em que a moça era “quase tão bonita quanto a revolução cubana”. Como se deu sua desilusão com a utopia comunista?

Não houve nenhum fato determinado. Nenhuma decepção específica. Foi uma questão de reflexão, de experiência de vida, de as coisas irem acontecendo, não só comigo, mas no contexto internacional. É fato que as coisas mudaram. O socialismo fracassou. Quando o Muro de Berlim caiu, minha visão já era bastante crítica.

A derrocada do socialismo não se deu ao cabo de alguma grande guerra. O fracasso do sistema foi interno. Voltei a Moscou há alguns anos. O túmulo do Lenin está ali na Praça Vermelha, mas pelo resto da cidade só se veem anúncios da Coca-Cola. Não tenho dúvida nenhuma de que o socialismo acabou, só alguns malucos insistem no contrário. Se o socialismo entrou em colapso quando ainda tinha a União Soviética como segunda força econômica e militar do mundo, não vai ser agora que esse sistema vai vencer.

 

Por que o capitalismo venceu?

O capitalismo do século XIX era realmente uma coisa abominável, com um nível de exploração inaceitável. As pessoas com espírito de solidariedade e com sentimento de justiça se revoltaram contra aquilo. O Manifesto Comunista, de Marx, em 1848, e o movimento que se seguiu tiveram um papel importante para mudar a sociedade.

A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho. O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produza riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas.

A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista. Mas é um equívoco concluir que a derrocada do socialismo seja a prova de que o capitalismo é inteiramente bom. O capitalismo é a expressão do egoísmo, da voracidade humana, da ganância. O ser humano é isso, com raras exceções.

O capitalismo é forte porque é instintivo. O socialismo foi um sonho maravilhoso, uma realidade inventada que tinha como objetivo criar uma sociedade melhor. O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível.

A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento.

 

O túmulo do Lenin está ali na Praça Vermelha, mas pelo resto da cidade só se veem anúncios da Coca-Cola (Foto: ViagensImagens)

“O túmulo do Lenin está ali na Praça Vermelha, mas pelo resto da cidade só se veem anúncios da Coca-Cola” (Foto: ViagensImagens)

 

O senhor se considera um direitista?

Eu, de direita? Era só o que faltava. A questão é muito clara. Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é. Pensar isso a meu respeito não é honesto. Porque o que estou dizendo é que o socialismo acabou, estabeleceu ditaduras, não criou democracia em lugar algum e matou gente em quantidade. Isso tudo é verdade. Não estou inventando.

 

E Cuba?

Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/11/2014

às 18:30 \ Política & Cia

TVEJA: ‘Dilma comete crime de responsabilidade e abre caminho para impeachment’, diz Aloysio Nunes

O senador Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves nas últimas eleições presidenciais, disse em entrevista à TVEJA que a oposição vai trancar a pauta e impedir a votação no texto que altera a LDO para eliminar a meta de superávit de 2014.

Segundo o parlamentar, ainda que a lei seja alterada, o crime já foi cometido. “No rigor da lei há motivos para processo de impeachment de qualquer forma”, afirmou. Ele conversou no Direto ao Ponto com Joice Hasselmann.

24/11/2014

às 17:00 \ Política & Cia

Contas externas do país têm o pior resultado da história

No acumulado em 12 meses, déficit em transações correntes foi de US$ 84,42 bilhões (Foto: Pascal Lauener/Reuters)

No acumulado em 12 meses, déficit em transações correntes foi de US$ 84,42 bilhões (Foto: Pascal Lauener/Reuters)

Déficit em transações correntes somou US$ 8,13 bi no mês passado. Em 12 meses, saldo negativo é de U$ 84 bi

De VEJA.com

O resultado das transações correntes seguiu negativo no mês de outubro ao registrar um déficit de 8,13 bilhões de dólares, o pior resultado para mês desde o início da série histórica, em 1980, de acordo com informações do Banco Central (BC), divulgadas nesta segunda-feira.

Apesar disso, o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, considerou que, como os volumes antes dessa data eram menores, é possível considerar que é o maior déficit desde 1947, quando o BC começou a levantar dados gerais sobre as transações correntes.

O desempenho foi provocado pelo mau desempenho comercial e por elevadas remessas de lucros e dividendos ao exterior. Em setembro, houve déficit de 7,90 bilhões de dólares. Já no acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit foi de 84,42 bilhões de dólares, o equivalente a 3,73% do Produto Interno Bruto (PIB).

Contribuíram para o saldo negativo no mês o déficit de 1,17 bilhão na balança comercial, pior resultado para outubro desde 1998, e as remessas de lucros e dividendos, que somaram 1,63 bilhão de dólares em outubro, frente a 1,34 bilhão em igual mês de 2013.

Leiam mais: Sem Refis, arrecadação federal teria queda de 2,43% em agosto​
Governo eleva previsão de arrecadação com receitas extraordinárias​
​Déficit em transações correntes soma US$ 5,49 bi em agosto

Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens atingiram 1,637 bilhão de dólares em outubro, ante 1,760 bilhão de dólares em igual mês do ano passado. Segundo Maciel, a recente alta do dólar tem influenciado essa conta.

De forma geral, as contas externas do país continuam mostrando um quadro preocupante, de déficit crescente apenas parcialmente coberto por investimentos estrangeiros. Em outubro, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 4,97 bilhões de dólares, acumulando no ano saldo positivo de 51,19 bilhões de dólares. Faltando apenas dois meses para o fim do ano, o número acumulado do ano ainda precisa somar mais 11,8 bilhões de dólares para alcançar a previsão do BC, de terminar com 63 bilhões de dólares.

Ano - No ano, o rombo na conta de transações correntes soma 70,69 bilhões de dólares até outubro, acima dos 67,37 bilhões de dólares em igual período de 2013. A projeção do BC para 2014 é de um déficit de 80 bilhões de dólares.

24/11/2014

às 15:30 \ Tema Livre

FOTOS RARAS E EXTRAORDINÁRIAS: nada como um dia na praia — com Marilyn e Garrincha, com Einstein e a princesa Grace, ou Elvis, Catherine Deneuve, Tom Jobim e Picasso

Cantora de ópera americana Maria Callas, em Veneza, Itália – 1950. (Archivio Cameraphoto Epoche/Getty Images)

A grande soprano greco-americana Maria Callas, em Veneza, Itália – 1950. (Foto: Arquivo Cameraphoto Epoche/Getty Images)

Post publicado originalmente a 25 de agosto de 2012

Ah, a praia! Areia quentinha, cochilo sob o sol, paqueras, maresia, o barulhinho das ondas quebrando na areia, pés descalços no molhadinho da beira, o balanço do mar batendo no peito…

Nada mais democrático que a praia. O marzão lá, vai quem quer. Os melhores lugares para quem chegar primeiro. E não é que princesas, intelectuais, artistas, pop stars, celebridades de todos os calibres também gostam de praia?

Nas fotos a seguir, momento de lazer de estrelas de todos os tempos.

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Picasso e Françoise Gilot, em 1948 (Foto: Robert Capa)

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Pablo-Picasso

Pablo Picasso flertando na praia (Foto: Life)

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Norma-Jeane

Antes de se tornar a deusa Marilyn Monroe, Norma Jean Mortenson, em Tobey Beach, Califórnia (Foto:  Andre DeDienes)

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Max Brod e Franz Kafka

Os escritores e amigos Max Brod e  Franz Kafka, numa praia da Dinamarca (Foto: Arquivo do jornal madrilenho “El País”)

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Martin Luther King na Missouri Avenue Beach

Martin Luther King (à esquerda) sendo fotografado com um fã pela mulher deste(Foto: Mosley Collection e Charles Blockson Collection / Temple University)

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Marilyn Monroe e Joe DiMaggio, na Redington Beach, Califórnia, em 1961 (Foto: Bettmann / Corbis)

Marilyn Monroe e seu então marido Joe DiMaggio, ex-ídolo do beisebol, em Redington Beach, Califórnia, em 1961 (Foto: Bettmann / Corbis)

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Jorge Amado, autor baiano de Gabriela e Capitães de Areia

Jorge Amado em uma praia de sua amada Bahia, em 1976 (Foto: Otto Stupakoff)

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João Gilberto e Tom Jobim, dando uma canjinha para as fãs

A atriz inglesa Glória Paul, João Gilberto, Tom Jobim e atriz iugoslava/italiana Silwa Koscina, para uma canjinha enquanto esquentam ao sol (Foto: Folhapress)

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Atriz francesa Jeanne Moreau, em Veneza, na Itália, em 1961. (Archivio Cameraphoto Epoche/Getty Images)

A diva do cinema francês Jeanne Moreau, em Veneza, na Itália, em 1961. (Archivio Cameraphoto Epoche/Getty Images)

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Helô Pinheiro

Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema

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A princesa Grace Kelly, irretocável

A princesa Grace Kelly, irretocável, em 1954, clicada na Jamaica (Foto: Howell Conant)

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Garrincha, de calça, sapato e camisa, brinca sob os olhares de Elza Soares

Garrincha, de calça, sapato e camisa, brinca sob os olhares de Elza Soares (Foto: EPA)

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Gandhi, porque a paz também se controi brincando na areia

Gandhi, porque a paz também se controi brincando na areia (Foto: Gandhi Virtual Ashram)

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Gal Costa -- sem o sorriso do gato da Alice

Gal Costa — sem o sorriso do gato da Alice

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Frank Sinatra e sua filhinha Nancy

Frank Sinatra e sua a primeira de seus três filhos, Nancy

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Desconhecidas, mas de tão lindas, merecem morar neste post

Desconhecidas, mas de tão lindas as melindrosas merecem figurar neste post (Foto: Evans)

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Clarice Lispector e seus filhos

Clarice Lispector e seus filhos (Foto: Livro Correio Feminino)

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Catherine Deneuve, surfista de ocasião

Catherine Deneuve, surfista de ocasião, e Arnaud de Rosnay, fotógrafo, surfista e aventureiro francês em 1962, na Côte des Basques, França (Foto: Blake Lively / Vogue)

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Carlos Vereza, Renata Sorrah, Dina Sfat e Djenane Machado, direto dos anos 70

Carlos Vereza, Renata Sorrah, Dina Sfat e Djenane Machado, direto da praia carioca dos anos 70

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Andy Warhol e amigas (Foto: Philip Pearlstein / Arquivo de Arte Americana / Smithsonian Institution)

Andy Warhol e amigas (Foto: Philip Pearlstein / Arquivo de Arte Americana / Smithsonian Institution)

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Albert Einstein, e o detalhe dos sapatos, em Nassau Point, Nova York, em setembro de 1939 (Foto: Reginald Donahue)

Albert Einstein: o grande gênio de bermudas e sandálias, em Nassau Point, Nova York, em setembro de 1939 (Foto: Reginald Donahue)

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Agatha Christie -- Maiô de lã verde e pranchão (Foto: Museum of British Surfing)

Agatha Christie, em 1920 — Maiô de lã verde e pranchão (Foto: Museum of British Surfing)

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Casal polêmico -- Yoko Ono e John Lennon, comportados, em Cannes, 1970

John Lennon e Yoko Ono, em Cannes, na França, em 1971 (Foto: Traverso / Cahiers du cinema)

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Truman Capote, sentindo a leveza da maresia

Truman Capote, em 1984, pouco antes de sua morte (Foto: Harry Benson)

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Tom Jones e Elvis Presley, no Havaí

Tom Jones e Elvis Presley, no Havaí (Foto: Álbum de Família)

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Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre -- passeio na praia

Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre — passeio em Copacabana, em 1960 (Foto: AFP)

 

24/11/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

Enquanto os grandes da América Latina empacam, o pequeno Panamá está bombando e cresce 10% ao ano

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Economia em ebulição: vista aérea da capital, Cidade do Panamá, com o recém-inaugurado Hotel Trump (em forma de vela) à esquerda, maior torre da América Latina (Foto: Gobierno de Panamá)

Post publicado originalmente a 8 de setembro de 2012

Campeões-de-audiênciaO Brasil está às voltas com o chamado “PIBinho” — crescimento insuficiente do Produto Interno Bruto, que tem feito a presidente Dilma Rousseff promover uma virada ideológica e partir para privatizações e parcerias com a iniciativa privada.

O governo de Cristina Kirchner na Argentina mente sobre a inflação, promove crescimento artificial às custas dos cofres públicos e vê o capital estrangeiro sair correndo do país, ao som do tique-taque da bomba relógio que, cedo ou tarde, vai explodir. O México, outro grande latino-americano, está em compasso de espera diante da titubeante volta do vigor da economia de seu gigantesco vizinho e principal parceiro comercial, os Estados Unidos.

Nesse quadro de pasmaceira na América Latina, o pequeno Panamá é a grande exceção: um espetacular crescimento de 10% ao ano e uma dívida de somente 2,5 % do PIB que o digam. Com crise mundial e tudo, o FMI espera que o país cresça a uma média de 6% ao ano até 2016.

Dessa forma, essa ex-colônia espanhola que já fez parte da Colômbia está a anos-luz de distância de vários de seus vizinhos. A lista abrange desde o caudilhismo populista ou simplesmente ditatorial de Venezuela, Nicarágua ou Cuba até a pobreza extrema do Haiti, passando pelos recordistas e assustadores índices de criminalidade de Guatemala ou Honduras.

O canal

Parte do bom momento, como não poderia deixar de ser, se justifica pela atividade no Canal do Panamá, cujos 82 quilômetros de extensão garantem a importantíssima conexão dos oceanos Pacífico e Atlântico. Antes de sua inauguração, em 1914, navios cargueiros e petroleiros precisavam dar uma volta de 14 mil quilômetros, pelo Cabo de Horn, ponta sul do Chile, para ir de um ao outro oceano.

Construído por engenheiros da França e dos Estados Unidos – que comprou a concessão por sua posse em 1904 e assumiu a obra -, o canal já deu passagem a mais de 1 milhão de navios até hoje.

 

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Imagem da abertura do canal, em 1904 (Foto: canalmuseum.com)

Foi devolvido definitivamente ao Panamá em 1999 – conforme acordo com o governo do Panamá assinado 22 anos antes pelo presidente norte-americano Jimmy Carter, e que custou ao posteriormente Nobel da Paz quase um linchamento por parte dos setores ultraconservadores do Congresso dos Estados Unidos. Desde então, com uma administração considerada exemplar a cargo de uma entidade pública autônoma, sem interferência do governo, experimenta um renascimento comercial.

Desde 1999, o Canal já rendeu aos cofres panamenhos 6,1 bilhão de dólares — uma fábula para um pequeno país de 72 mil quilômetros quadrados 3,5 milhões de habitantes (a soma das populações de Guarulhos, Campinas e Goiânia). Atualmente suporta 5 % do tráfego marítimo mundial, com uma média de 40 cargueiros por dia. Esses números, já muito positivos, estão prestes a mudar em ritmo exponencial.

O novo canal

A excelente perspectiva se baseia na monumental ampliação da via interoceânica, iniciada em 2007 após ser aprovada em referendo nacional no ano anterior e orçada no equivalente a 13,4 bilhões de reais.

Com comportas de 426,72 metros de comprimento, 54,86 de largura e 18,29 de profundidade – medidas entre 25 e 50% maiores que atuais -, o novo canal deverá acomodar cargueiros muito maiores, aumentando sua capacidade em 3% ao ano, com a previsão de atingir o dobro da de 2005 no ano de 2025. As estimativas também contemplam a triplicação do potencial de arrecadação para o Estado.

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Obras de ampliação do canal (Foto: blog.newsok.com/thewanderer)

Uma ótima notícia tanto para os empresários panamenhos como para o governo do presidente Ricardo Martinelli – empresário dono de uma rede de supermercados – e seus colegas norte-americanos e chineses. As duas maiores economias do mundo são as maiores clientes do canal, tendo transportado por ali, juntas, no ano passado, 197 milhões de toneladas (144 milhões dos Estados Unidos, 53 milhões da China).

Aeroportos, portos, estradas, hospitais… 

O cenário gera mais otimismo diante da informação de que o investimento na verdadeira mina de ouro que é o canal apenas integra um plano bem maior dedicado às infraestruturas do país.

Ao final do período entre 2009 e 2014 – ano do centenário do Canal e da abertura de sua nova versão – cerca de 43 bilhões de reaus terão sido gastos não apenas no revolucionário acesso marítimo e obras complementares, como duas pontes sobre suas águas, mas também de uma série de itens que o Brasil, por exemplo, não consegue concretizar: a ampliação de cinco aeroportos, a universalização do saneamento básico, e a construção do metrô da capital, de portos, estradas, escolas e hospitais.

Além disso, o Ministério de Obras Públicas panamenho busca parcerias público-privadas – responsável pelo aquecimento de outro setor local, o da construção, que coalhou a capital e outras cidades de arranha-céus de 50 andares e mais - para explorar melhor um dos potenciais que por ora dá muito mais fama aos vizinhos: o turismo.

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As parcerias público-privadas aqueceram o setor de construção civil e dão um aspecto de constante canteiro de obras à Cidade do Panamá (Foto: Reuters)

O “milagre panamenho”, que faz com que, com grande exagero, o país já esteja sendo chamado de “a Singapura da América Latina”, não tem por base apenas o canal, mas uma legislação pró-negócios que atraiu grandes empresas dos setores financeiro e de seguros e deu segurança aos investimentos estrangeiros, que vêm sucessivamente batendo em 9% do PIB anualmente. As tarifas de importação, sobretudo para equipamentos e máquinas, são as mais baixas da América Latina.

Para ser uma Singapura, porém, o país precisa superar muitos obstáculos, a começar pela desnutrição das populações indígenas do interior e a má qualidade da educação. No ano passado, no último teste PISA, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de que participou — exame que afere o nível de alunos de 15 anos de diferentes países –, o Panamá ficou em 63º lugar entre 64 países avaliados.

Economia, como se sabe, não é tudo, é só um bom começo.

23/11/2014

às 19:30 \ Política & Cia

Ronaldo Caiado pede convocação de Dilma e Lula na CPI da Petrobras

(Foto: Reuters)

Após revelações feitas por VEJA, a oposição exige a presença de Dilma e Lula para depoimento sobre a Petrobras (Foto: Reuters)

O líder da oposição diz que reportagem de VEJA desta semana comprova ligação dos dois com esquema da Petrobras. Líder tucano vê relação “promíscua”

Por Gabriel Castro, de Brasília, para VEJA.com

O líder da oposição no Congresso, Ronaldo Caiado (DEM-GO), quer que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sejam convocados para depor à CPI da Petrobras.

O motivo é a reportagem de VEJA que mostra como em 2009 Paulo Roberto Costa passou por cima de toda a hierarquia da Petrobras para advertir – por e-mail – o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal.

“Ela disse que não vai deixar pedra sobre pedra e que ela está disposta a aprofundar toda a investigação. Nada mais justo do que ela ir à CPI para esclarecer, em primeiro lugar, a fala do Alberto Yousseff e, agora, esse e-mail do Paulo Roberto Costa”, diz o parlamentar.

A primeira convocação a ser solicitada, entretanto, será a do ex-presidente Lula, que comandava o governo à época e que ignorou a recomendação do TCU e liberou as obras.

Leiam mais:
MP quer ressarcir Petrobras com imóveis de executivos
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Para Caiado, o e-mail de costa é uma prova importante do envolvimento de Dilma nos desmandos: “Ela não pode dizer que não conhece,  porque recebeu um e-mail direto de alerta”. A assessoria de Caiado está estudando o regimento do Congresso para saber se ele pode apresentar requerimentos na CPI da Petrobras. O parlamentar não é membro da comissão mas, na condição de líder, pode participar das reuniões.

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, disse neste sábado que a reportagem comprova o elo entre Dilma, Lula e Paulo Roberto Costa – e aproxima ainda mais a presidente da República do escândalo na Petrobras.

“Esse fato aproxima o escândalo do Palácio do Planalto e mostra a participação do ex-presidente Lula e da presidente Dilma nas pilantragens da Petrobras”, diz o tucano, que também chama atenção para o fato de Paulo Roberto Costa ter se dirigido diretamente à então ministra da Casa Civil, sem seguir a hierarquia natural de seu cargo.

Para Imbassahy, o caso também explica o temor do governo com as apurações: “Isso revela um dos motivos pelos quais o governo atua diretamente para impedir nosso trabalho na CPI da Petrobras”.

Ele afirma que a revelação também reforça a necessidade de que uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito seja instalada na próxima legislatura, em fevereiro. A CPI atual vai funcionar até 22 de dezembro.

Também neste sábado, o Palácio do Planalto emitiu uma nota em que repete as alegações enviadas à redação de VEJA e reproduzidas na reportagem.

23/11/2014

às 18:15 \ Política & Cia

ANONIMATO NA WEB: Decisão judicial pode levar a mudança radical no funcionamento de sites, obrigando-os a identificar ofensores

Post publicado originalmente a 20 de novembro de 2012

Amigas e amigos do blog, ainda se trata de decisão de primeira instância, da qual cabem recursos, mas sentença de um juiz de Direito do Rio de Janeiro decidiu, num caso concreto, que pessoa que se sente ofendida por comentários anônimos enviados a sites tem o direito de saber a identidade das pessoas que os enviaram.

O juiz deixa claro, na decisão, que não está julgando o conteúdo das mensagens, mas o direito de a pessoa que se considera atingida saber quem as enviou.

Se levada adiante e mantida por tribunais superiores — e, portanto, criar jurisprudência –, a sentença provocará uma revolução na forma como funciona a maioria dos sites e blogs em atividade no país.

Neles, como se sabe, não poucos comentaristas que não se identificam costumam passar da crítica à ofensa, ao xingamento ou mesmo a ameaças a blogueiros, políticos, autoridades, veículos de comunicação e outros destinatários, revelando, no anonimato, uma “valentia” covarde que não teriam de outra forma.

A reportagem abaixo é da revista eletrônica Consultor Jurídico, onde vocês poderão ler também a íntegra da sentença do juiz. 

Site deve fornecer dados de comentários anônimos

Por Tadeu Rover

A Editora Brasil 247 está obrigada a identificar os leitores que, valendo-se do anonimato, inseriram comentários reputados ofensivos e abusivos ao banqueiro Daniel Dantas. A determinação é da primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro, que atendeu pedido do banqueiro em ação contra o jornal eletrônico. Cabe recurso.

Na sentença do dia 13 de novembro, o juiz Thomaz de Souza e Melo determinou que a Brasil 247 forneça, em até 15 dias, os dados cadastrais referentes aos protocolos de internet (IPs) de 17 usuários, sob pena de multa diária.

Segundo o juiz, a intenção da legislação é garantir a liberdade de expressão em sua mais ampla dimensão, sem que isso implique no exercício irresponsável deste direito.

“A expressão do pensamento é livre, mas se o exercício deste direito gerar injusta lesão a terceiros, poderá ser objeto de reparação. Para tanto, vedou-se o anominato, no intuito de que a liberdade de expressão seja exercida de acordo com o binômio liberdade/responsabilidade”, afirmou o juiz.

Melo ressaltou que é saudável o debate por meio de comentários em sites, “porém, não é lícito impedir que o autor, que se sente ofendido com os comentários postados, identifique os supostos ofensores, para exercer, em sendo o caso, o constitucional direito de ação”.

Ele destacou que não julgou o conteúdo das mensagens, mas o direito da pessoa que se sentiu ofendida de saber quem são as que deixaram aquelas mensagens.

“Manter o anonimato dos autores das mensagens, além de cercear eventual direito de ação, vai de encontro à vontade do próprio legislador constituinte, quando dispõe no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: ‘é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato’.”

23/11/2014

às 17:00 \ Política & Cia

FERNANDO GABEIRA: Com as promessas de campanha que já foram quebradas, onde está Dilma?

(Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Desmatamento, corrupção, Ministério da Fazenda… A palavra da presidente Dilma não se manteve em nenhum dos temas após as eleições (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

Fernando Gabeira O GloboPassada uma semana do juízo final, ainda me pergunto cadê a Dilma. Ela disse que as contas públicas estavam sob controle e elas aparecem com imenso rombo. Como superar essa traição da aritmética? Uma lei que altere as regras. A partir de hoje, dois e dois são cinco, revogam-se as disposições em contrário.

Os sonhos de hegemonia do PT invadem a matemática, como Lysenko invadiu a biologia nos anos 30 na Rússia, decretando que a genética era uma ciência burguesa. A diferença é que lá matavam os cientistas. Aqui tenho toda a liberdade para dizer que mentem.

Cadê você, Dilma? Disse que o desmatamento na Amazônia estava sob controle e desaba sobre nós o aumento de 122% no mês de outubro. Por mais cética que possa ser, você vai acabar encontrando um elo entre o desmatamento na Amazônia e a seca no Sudeste.

Cadê você, Dilma? Atacou Marina porque sua colaboradora em educação era da família de banqueiros; atacou Aécio porque indicou um homem do mercado, dos mais talentosos, para ministro da Fazenda. E hoje você procura com uma lanterna alguém do mercado que assuma o ministério.

Podia parar por aqui. Mas sua declaração na Austrália sobre a prisão dos empreiteiros foi fantástica. O Brasil vai mudar, não é mais como no passado, quando se fazia vista grossa para a corrupção. Não se lembrou de que seu governo bombardeou a CPI. Nem que a Petrobras fez um inquérito vazio sobre corrupção na compra de plataformas. A SBM holandesa confessou que gastou US$ 139 milhões em propina.

E Pasadena, companheira?

O PT está aí há 12 anos. Lula vez vista grossa para a corrupção? Se você quer definir uma diferença, não se esqueça de que o homem do PT na Petrobras foi preso. Ele é amigo do tesoureiro do PT. A cunhada do tesoureiro do PT foi levada a depor porque recebeu grana em seu apartamento em São Paulo.

De que passado você fala, Dilma? Como acha que vai conseguir se desvencilhar dele? A grana de suas campanhas foi um maná que caiu dos céus?

Um dos traços do PT é sempre criar uma versão vitoriosa para suas trapalhadas. José Dirceu ergueu o punho cerrado, entrando na prisão, como se fosse o herói de uma nobre resistência. Se Dilma e Lula, por acaso, um dia forem presos, certamente, dirão: nunca antes neste país um presidente determinou que prendessem a si próprio.

Embora fosse um fruto do movimento de arte moderna no Brasil, Macunaíma é um herói pós-moderno. Ele se move com desenvoltura num universo onde as versões predominam sobre as evidências. Nesta primeira semana do juízo final, pressinto a possibilidade de uma volta ao realismo. É muito aflitivo ver o país nessa situação, enquanto robôs pousam em cometas e EUA e China concordam em reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O realismo precisa chegar rápido para a equação, pelo menos, de dois problemas urgentes: água e energia. Lobão é o ministro da energia e foi citado no escândalo. Com perdão da rima, paira sobre o Lobão a espada do petrolão. Como é que um homem desses pode enfrentar os desafios modernos da energia, sobretudo a autoprodução por fontes renováveis?

Grandes obras ainda são necessárias. Mas enquanto houver gente querendo abarcar o mundo a partir das estatais, empreiteiras pautando os projetos, como foi o caso da Petrobras, vamos patinar. O mesmo vale para o saneamento, que pode ser feito também por pequenas iniciativas e técnicas, adequadas ao lugar.

Os homens das empreiteiras foram presos no dia do juízo final. Este pode ser um caminho não apenas para mudar a política no Brasil, mas mudar também o planejamento. A crise hídrica mostra como o mundo girou e a gente ficou no mesmo lugar. Existe planejamento, mas baseado em regularidades que estão indo água abaixo com as mudanças climáticas.

O dia do juízo final não foi o último dia da vida. É preciso que isso avance rápido porque um ano de dificuldades nos espera. Não adianta Dilma dizer que toda a sua política foi para manter o emprego. Em outubro, tenho 30.283 razões para desmentir sua fala de campanha: postos de trabalho perdidos no período.

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23/11/2014

às 15:30 \ Tema Livre

Fotos: Serge Gainsbourg e Jane Birkin, o casal que estremeceu os anos 60-70

Ousadia, hoje em dia? Pois Serge Gainsbourg e Jane Birkin eram fotografados assim há… mais de 40 anos

Post publicado originalmente a 1 de julho de 2012

Por Rita de Sousa

Casais frisson, como Pitt-Jolie, David e Victoria Beckham, príncipe William e Kate Middleton são fichinhas perto da dupla romântica que marcou época: a linda inglesa Jane Birkin e o muito feio francês Serge Gainsbourg formaram um casal que causou escândalo e estremeceu os agitados, tempestuosos final dos anos 60 e entrou pelos anos 70 adentro ganhando manchetes e provocando polêmicas.

Gainsbourg era filho de judeus fugidos da Rússia czarista em 1919. Do pai, grande pianista de formação clássica, herdou a veia musical. Já o resto, sabe-se lá: Gainsbourg, compositor, cantor, ator, diretor e poeta, marcou uma época, marcou um estilo e até o fim da vida, em  2 de março de 1991, aos 62 anos de idade, foi um homem de paixões intensas, sucessos estrondosos e vida desregrada – boêmio de carteirinha, fumava demais, bebia demais, cheirava demais, pulava de mulher em mulher. Não é por acaso que sua vida mereceu um filme, aliás muito bem avaliado: Gainsbourg — O Homem que Amava as Mulheres (Vie Heroïque, 2010, do diretor francês Joann Sfar).

Quando, em 1968, conheceu a bela e jovem atriz inglesa Jane Birkin, nas filmagens de Slogan, Serge Gainsbourg já era o mais feio dos sedutores – e tinha acabado de sair de uma relação com ninguém menos do que Brigitte Bardot. A deusa Bardot, então a mais célebre estrela da França e uma das mais reluzentes do planeta, não quis fazer com ele um dueto para a orgamástica canção Je t’aime… moi non plus. Foi Birkin quem aceitou – o sucesso que a música trouxe (foi proibida no Brasil, em Portugal, na Espanha e no Reino Unido, entre outros países) e a proposta de viver com o parceiro.

(Vejam abaixo um dos muitos vídeos intimistas que Gainsbourg e Birkin gravaram:)

Cultos e charmosos, os dois formaram um casal que se transformou em um dos ícones de comportamento liberal dos anos 70. Os 13 anos que passaram juntos foram intensos: canções polêmicas, filmes polêmicos, roupas polêmicas, nudez polêmica, declarações polêmicas, vida polêmica. Eles se conheceram quando Gainsbourg tinha 40 e ela 22 anos, e ela ficou fascinada, mas não se abateu com o desprezo inicial do impertinente orelhudo: orquestrou um jantar, dançou com ele e ficou na ponta dos pés para ganhar um beijo.

Então, nessa primeira noite, Gainsbourg a levou sucessivamente a um bar de travestis, a um clube onde ouviram o cantor de blues americano Joe Turner e depois a uma boate russa. A noite terminou no Hotel Hilton, onde a recepcionista perguntou: “Seu quarto é habitual, o Sr. Gainsbourg?” E nada sexual aconteceu então, porque ele, exausto, desabou e dormiu. Muito rapidamente, porém, tornaram-se inseparáveis.

Tiveram duas filhas, uma delas a hoje ótima atriz francesa e também cantora Charlotte Gainsbourg e separaram-se em 1980, por iniciativa de Jane. Continuaram, porém, amigos.

Quanto o irriquieto, multifacetado Gainsbourg morreu, mereceu do então presidente François Mitterrand a frase de que “ele foi o Baudelaire de nosso tempo, o Apollinaire…”.

A seleção de fotos abaixo mostra um pouco da paixão e estilo de um casal que marcou época.

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Cartaz do filme sobre o compositor, cantor e ator: “Gainsbourg — O Homem que Amava as Mulheres”

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Orelhudo, narigudo, mas sedutor irresistível: Serge Gainsbourg

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Serge e Jane: os 18 anos de diferença de idade nunca foram um problema

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Dividiram uma vida intensa

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Fizeram filmes, gravaram músicas

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Sorriram juntos

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Hoje Jane Birkin é uma ativista política, e continua a fazer turnês pelo mundo

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Serge foi intenso inclusive nos vícios: cigarros, bebidas, mulheres e outras coisas

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Já separados, mas ainda amigos, com a filha Charlotte (à direita) e com Lou, que nasceu depois que cada um havia seguido seu rumo

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Jane Birkin inspirou uma it-bag da Hermés

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Jane fez o papel de amante lésbica de Brigitte Bardot, no filme “Don Juan”

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Foto de família: com a filha de ambos, Charlotte (no colo do pai) e com Kate, filha de um relacionamento anterior de Jane

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Serge Gainsbourg e duas marcas registradas: as orelhas de abano e o inseparável cigarro

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Em cena do filme  “Slogan”

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Serge e Jane: um casal estiloso – e escandaloso

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No filme “Wonderwall” (1968), do diretor Joe Massot – cuja trilha sonora foi composta pelo beatle George Harrison – o nome da personagem de Jane, embora sem uma fala sequer, é Penny Lane, título de uma das canções dos Beatles

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Je t’aime… moi non plus

23/11/2014

às 14:00 \ Tema Livre

Qual é o maior aeroporto do mundo, do tamanho de Nova York? E o mais movimentado? E o mais alto? Quanto voa em sua vida útil um avião comercial? Quantas pessoas viajam de avião por ano? Confiram esta compilação imperdível de estatísticas sobre a indústria da aviação

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O Aeroporto de Damman, Arábia Saudita: maior do mundo (Foto: Divulgação)

Post publicado originalmente a 27 de agosto de 2012

Vocês sabem onde fica o aeroporto mais alto do mundo? E o mais isolado? Alguma ideia, por acaso, de quanto dinheiro movimenta a indústria da aviação em âmbito mundial?

Estas e outras várias perguntas hipotéticas sobre o universo composto por aviões, aeroportos, companhias aéreas e, claro, passageiros sugerem surpreendentes respostas. O site da rede norte-americana de notícias CNN compilou várias delas e as publicou em recente reportagem.

Confiram abaixo uma seleção com curiosas informações e estatísticas reunidas na matéria. A dica partiu do queridíssimo leitor do blog Hugo Sterman Filho.

INDÚSTRIA

-A aviação movimenta aproximadamente 2,2 trilhões de dólares por ano, o que corresponde a 3,5% do Produto Mundial Bruto e equivale ao PIB da Itália, a quarta maior economia da União Europeia e a oitava do mundo. Emprega direta ou indiretamente 56,6 milhões de pessoas.

AEROPORTOS

-Existem 3.846 aeroportos comerciais no mundo.

-O aeroporto de maior movimento internacional no mundo é o Heathrow, em Londres: em 2011, a principal porta de entrada da capital do Reino Unido gerenciou o trânsito de 64,7 milhões de usuários em voos internacionais.

No dia 13 deste mês, auge do verão na Europa, Heathrow registrou movimento recorde em sua história: 137 mil passageiros.

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Check-in massivo em Heathrow: imbatível em fluxo internacional (Foto: Getty Images)

-O aeroporto de maior movimento no mundo (contando voos nacionais e internacionais) é o Hartsfield Jackson, em Atlanta, EUA: 92 milhões de pessoas o utilizaram em 2011.

Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)

Aeroporto de Hartsfield Jackson, em Atlanta: o mais movimentado (Foto: Getty Images)

-O maior aeroporto do mundo é o King Fahd, em Dammam, Arábia Saudita (foto de abertura do post): ocupando área de 780 quilômetros quadrados, tem praticamente o tamanho da cidade de Nova York.

Já o maior terminal é o 3 do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes (388 quilômetros quadrados).

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O gigantesco Terminal 3, do Aeroporto de Dubai, aberto em 2008 (Foto: Dubai International Airport)

-Os aeroportos mais próximos entre si são os das ilhas vizinhas Papa Westray e Westray, na Escócia: apenas 2,83 quilômetros os separam, distância que pode ser percorrida por uma aeronave em 96 segundos.

Os aeroportos "vizinhos" das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)

Os aeroportos “vizinhos” das ilhas de Westray e Papa Westray, na Escócia (Imagem: Google Maps)

- A menor pista de aeroporto comercial do planeta é a do Juancho E.Yrausquin, em Saba, uma das Antilhas Holandesas: 396 metros de comprimento.

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A menor pista de pouso e decolagem do mundo, em Saba, nas Antilhas Holandesas (Foto: Fentener Van Vilssingen)

-O aeroporto mais alto do mundo é o Qamdo Bangda, no Tibete: 4.333 metros de altura. Com mais de 4 quilômetros de extensão, sua pista de pouso e decolagem é bem mais longa do que a média, porque as aeronaves custam mais a parar por causa da baixa resistência do ar, mais rarefeito a esta altitude.

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Qamdo Bangda, no Tibete: aeroporto mais alto do mundo (Foto: Eric Finalyson)

-O aeroporto mais isolado do mundo é o Mataveri, na Ilha de Páscoa, que dista 3.759 quilômetros da cidade mais próxima (Santiago, Chile).

COMPANHIAS AÉREAS E AVIÕES

-Até o final de 2010, haviam em operação no mundo 1.700 companhias aéreas.

Naquele ano, lucraram um total de 7,9 bilhões de dólares. As empresas gastam cerca de 26% de seu orçamento em combustível, o que em 2011 representou um total de 177 bilhões de dólares em 2011.

-A vida útil de um avião comercial geralmente se estende por 20 a 25 anos, voando 40.274.144 quilômetros, o suficiente para dar 1.000 voltas completas na Terra.

PASSAGEIROS

-2,6 bilhões de passageiros viajam de avião anualmente.

Em média, os voos decolam com 77% de sua capacidade preenchida (índice bastante superior a todos os outros meios de transporte).

A superporvoada zona Ásia-Pacífico lidera o volume de tráfego (34%), seguida por América do Norte e Europa (27% cada).

 

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