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21/05/2013

às 19:42 \ Política & Cia

Augusto Nunes: As caneladas de Dilma em Nelson Rodrigues são um insulto ao Brasil que pensa

A presidente Dilma Rousseff dá o ponta-pé inicial simbólico na inauguração do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, ao lado do governador Agnelo Queiróz (Foto: Francisco Stuckert / Futura Press / Estadão Conteúdo)

A presidente Dilma na inauguração do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, ao lado do governador Agnelo Queiroz: ponta-pé simbólico na bola e caneladas verbais num gênio, Nelson Rodrigues (Foto: Francisco Stuckert / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Artigo do irmão e amigo Augusto Nunes, publicado em seu blog

AS CANELADAS DE DILMA EM NELSON RODRIGUES SÃO UM INSULTO AO BRASIL QUE PENSA

Múltiplo e genial, Nelson Rodrigues foi e fez tantas coisas admiráveis que sobreviveu à morte física: seu último dia de vida foi também o primeiro na eternidade.

O Nelson dramaturgo inventou o teatro com diálogos em brasileiro. O ficcionista devassou o universo habitado por aquela que muitos anos depois seria batizada de “nova classe média”. O cronista que via a vida como ela é criou metáforas luminosas, frases imortais, imagens sublimes e personagens que resumem não o que os nativos gostariam de ser, mas o que efetivamente são. E o apaixonado por futebol descobriu, por exemplo, que “a mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana”. Fora o resto.

Quem usa a cabeça para pensar sabe que alguém assim não cabe mesmo em livros de bom tamanho. O cérebro baldio de Dilma Rousseff acha possível espremer Nelson Rodrigues numa frase, no máximo um parágrafo que irrompe, sempre caindo de bêbado, no meio da discurseira sem pé nem cabeça.

Desde setembro de 2012, ela não tem hesitado em exumar, para tratar invariavelmente a pauladas, o escritor que nem teve o desprazer de conhecer a doutora em nada. Ora pinçando personagens, ora adaptando imagens arbitrariamente, já disse o suficiente para constatar-se que nunca leu Nelson Rodrigues ─ ou leu e não entendeu.

A pancadaria foi intensificada em março, quando Dilma decidiu transformar em slogan da Copa de 2014 a metáfora superlativa de Nelson Rodrigues: “O escrete é a pátria em chuteiras”, escreveu o cronista centenas de vezes. A pátria em chuteiras, título de uma coletânea de crônicas sobre futebol, virou “a pátria de chuteiras”.

A Pátriam EM chuteiras, obra de Nelson RodriguesEm 29 de abril, durante um falatório em Campo Grande, Dilma fundiu a expressão mutilada com outra imagem famosa para colocar o autor a serviço da seita lulopetista. Confira o parágrafo publicado pelo Portal do Planalto:

“Uma outra coisa importantíssima surgiu no Brasil, importantíssima. E eu vou falar o que é. Ela está ligada, de uma certa forma, a uma crônica feita por um senhor que se tivesse nascido em qualquer lugar de língua inglesa seria considerada gênio lá. (…) Ele fez uma crônica ─ ele chamava Nelson Rodrigues, ele era muito engraçado ─ ele fez uma crônica que chamava “Complexo de Vira-lata”. Ele dizia que ─ isso foi na época, se eu não me engano, do jogo com a Suécia, final com a Suécia, não tenho certeza, mas foi na final, um pouco antes da final com a Suécia ─ ele fez uma crônica que ele dizia o seguinte: que o Brasil tinha complexo de vira-lata e que ele não podia ter complexo de vira-lata, e que a equipe era boa, tanto que a equipe era boa que ela era boa tecnicamente, taticamente, fisicamente, artisticamente. Tanto é que nós dessa vez ganhamos a Copa. Mas ele sempre falava desse complexo de vira-lata que pode… a gente pode traduzir como um pessimismo, aquela pessoa que sempre acha que tudo vai dar errado, que ela é menor que os outros. E ele dizia uma coisa, e eu queria dizer isso para vocês. Ele dizia que se uma equipe entra… eu não vou citar literalmente, não, mas se uma equipe entra para jogar com o nome Brasil, se ela entra para jogar com o fundo musical do Hino Nacional, então ela é a pátria de chuteiras”.

Neste sábado, Nelson Rodrigues foi convocado para festejar a reabertura do estádio Mané Garrincha, em companhia do craque cujo apelido batiza a arena inaugurada sem ficar pronta: “O Garrincha, na sua simplicidade, era um jogador que demonstrou que o Brasil não era de maneira alguma, nem tinha por que, era um vencedor, e não tinha porque ter esse arraigado complexo de vira-lata que o nosso cronista esportivo Nelson Rodrigues, um dos maiores teatrólogos do nosso país, nas vésperas da Copa do Mundo, da Copa da Suécia, denunciou a existência pela quantidade de gente que previa um fracasso”.

Mais uma cretina fundamental!, exclamaria Nelson Rodrigues se confrontado com essa deformação delirante do que escreveu em 1958 (antes do início da Copa da Suécia, não às vésperas da final).

O complexo de vira-lata se limitou ao País do Futebol, lembrei neste espaço num post de 2010. Tal fenômeno surgiu em 1950, quando a derrota na final contra o Uruguai transformou o brasileiro no último dos torcedores, e sumiu dez anos depois, com o triunfo na Copa da Suécia.

O que assola os trêfegos trópicos é o oposto do complexo de vira-lata. É a síndrome do Brasil Maravilha, uma praga criada por ilusionistas de picadeiro. Disseminada pela seita lulopetista, tal disfunção induz os muito malandros e os crédulos demais a enxergarem uma potência emergente num pobretão que se faz de rico trajando um fraque puído nos fundilhos.

O espetáculo do cinismo é incansavelmente encenado para ocultar os flagelos que atormentam a nação reduzida a paraíso dos ladrões de dinheiro público e dos assassinos da honestidade.

Há um sistema de saneamento básico que só cobre metade das moradias, cicatrizes apavorantes no sistema de saúde, um sistema de ensino em frangalhos, mais de 10 milhões de analfabetos, a economia sem rumo, a inflação regurgitando, morros sem lei, zonas de exclusão que encolheram o mapa oficial em milhões de quilômetros quadrados, a violência epidêmica, a corrupção endêmica, a incompetência dos governantes, a inapetência da oposicionistas ─ há uma demasia de horrores a combater e tumores a extrair.

Mas o grande coro dos farsantes segue berrando que, se melhorar, estraga.

O padrinho de Dilma finge que todos os pobres ficaram ricos. A afilhada de Lula erradicou a miséria e agora repete que só quem tem complexo de vira-lata não enxerga a Pasárgada parida pelo chefe.

Em Campo Grande, o besteirol triunfalista novamente se amparou no que Nelson Rodrigues nunca escreveu: “Eu queria dizer para vocês que nós, nós – o governo federal, o governador, os prefeitos, os empresários, os trabalhadores, a sociedade –, nós entramos para jogar o nome Brasil aqui, e ao som… e com o fundo musical do Hino Nacional”, viajou a presidente. “Não tem quem nos derrote se não acharmos nós que já estamos derrotados. Não tem quem nos derrote! Isso é o que garante a nossa força, é o fato de que juntos ninguém nos derrota”.

Daqui a 500 anos, como a maior parte de Shakespeare, não estarão grisalhos os melhores momentos de Nelson Rodrigues, extraídos de 17 peças, 9 romances, 7 livros de contos e crônicas e milhares de artigos em jornais.

Um gênio não merece ser insultado pela ignorância no poder. São uma afronta ao Brasil que pensa as caneladas desferidas por uma presidente que não sabe juntar sujeito e predicado ─ e que em poucos anos estará enterrada, ao lado do criador, na vala comum das velhacarias históricas.

Para Nelson Rodrigues, a seleção era a pátria em chuteiras, a dar botinadas em todas as direções. Dilma é a pátria de ferraduras, constatou o comentarista F Tavares. De ferraduras e pisoteando com ferocidade todas as formas de vida inteligente.

21/05/2013

às 19:11 \ Tema Livre

Está próxima a despedida de Neymar

Atacante Neymar durante a partida contra o Corinthians, válida pela final do Campeonato Paulista 2013 (Foto: Reinaldo Canato)

Neymar durante a partida em que o Santos perdeu o tetracampeonato do Paulistão para o Corinthians, no domingo passado (Foto: Reinaldo Canato)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

DESPEDIDA PRÓXIMA

Principal jogador do futebol brasileiro em atividade, Neymar já decidiu trocar o Santos pelo Barcelona.

A dúvida que ainda resta é se ele irá para a Espanha em julho ou em janeiro de 2014.

A decisão pode ser tomada nesta semana. O craque disse a seus empresários que se levar seu time à conquista do inédito tetracampeonato paulista ficará mais um semestre por aqui.

Mas, se perder, deixará o país após a Copa das Confederações – acha que a pressão da torcida pelo título do Campeonato Brasileiro será muito grande e o elenco do Santos é fraco para realizar tal façanha.

21/05/2013

às 18:45 \ Tema Livre

VÍDEO ARREBATADOR: uma viagem surreal e cósmica filmada na magia do Deserto de Mojave, na Califórnia

Pinturas de guerra para árvores

"Pinturas de Guerra para Árvores": um curta-metragem que é viagem surreal e cósmica

O desafio do projeto Hello, again, ou Olá de novo, da Lincoln Motor Company, era o seguinte: reimaginar o familiar em algo novo e fresco.

Desafio aceito, tarefa cumprida esplendidamente, pelo cineasta Jeff Geada, em um curta-metragem experimental que capta a transmutação de árvores mortas em obras de arte como uma forma de explorar a mudança e renovação.

Filmado em meio ao mágico Deserto de Mojave, no sul da Califórnia, War Paint for Trees, ou Pintura de Guerra para Árvores, em tradução livre, leva a uma viagem surreal e inesperada que é profundamente pessoal e intensamente cósmica.

A trilha sonora também é de autoria do diretor Jeff Geada: Transmutação da Morte II.

Os exemplares de árvore mortas são da chamada árvore de Josué (Joshua tree, em inglês), de nome científico Yucca brevifolia, que cresce quase exclusivamente no Deserto de Mojave e é abundante no Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia.

21/05/2013

às 18:06 \ Política & Cia

O fim da picada: vejam como o governo procura empurrar com a barriga as investigações sobre o escândalo Rosegate

"Rose", a amigona do ex-presidento Lula que traficava influência em pleno gabinete da Presidência em São Paulo: Palácio do Planalto ajuda a empurrar o caso com a barriga (Foto: Jorge Araújo / Folhapress)

Quem quer colaborar, colabora.

Quem não quer colaborar, usa firulas legais para ganhar tempo e empurrar investigações com a barriga.

Desde 23 de novembro de 2012 Lula não disse nada sobre o caso Rose, que, conforme a implacável contagem que realiza o blog de Augusto Nunes, completa hoje 179 dias.

Decorrido todo esse período sob espesso silêncio do ex-presidento — ele é capaz de dar palpite sobre física nuclear ou comentar o tipo de passarinho em que se encarnou o falecido caudilho Hugo Chávez, mas não abre a boca para falar da amigona do peito que transformou o escritório da Presidência em São Paulo em balcão de tráfico de influências –, acho o fim do mundo, o fim da picada e uma pouca vergonha as manobras dilatórias que o Palácio do Planalto está adotando para atrasar e atrapalhar a apuração do caso.

As coisas se realizam por meio do sub do sub, como vocês verão no material abaixo, mas só falta a presidente Dilma dizer que também não sabe nada a respeito disso.

Vejam só e concluam por si mesmos se essa forma de agir é própria de quem quer realmente que o caso de Rosemary Noronha e suas trampolinagens à custa do dinheiro e do cargo públicos seja esclarecido.

Do site de VEJA

GOVERNO NEGA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ACESSO À SINDICÂNCIA SOBRE ROSE

Procuradoria da República em São Paulo diz que recusa é ‘sério obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos’ praticados por Rose

A Presidência da República negou ao Ministério Público Federal em São Paulo acesso aos documentos da sindicância instaurada para apurar a participação da Rosemary Noronha nas fraudes reveladas pela Operação Porto Seguroda Polícia Federal. Ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary foi denunciada em dezembro por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Segundo a assessoria do MPF, a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil respondeu que “o chefe do gabinete pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada” e que a lei brasileira determina que pedidos enviados à Presidência da República devem ser feitos pelo procurador-geral da República. O ofício do MPF foi endereçado à chefia de gabinete da Presidência.

Após a negativa, o MPF afirmou que “tomará as providências cabíveis” e que a recusa representa “sério obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos”.

Coordenada pela Casa Civil, a apuração desvendou como a ex-funcionária usava a influência e a intimidade que desfrutava com o ex-presidente Lula para se locupletar do poder. Ao fim de dois meses de trabalho, os técnicos reuniram provas que resultaram na abertura de um processo disciplinar contra ela por enriquecimento ilícito. Porém, conforme revelou VEJA, a Secretaria-Geral da Presidência da República montou um processo paralelo com a falsa intenção de “acompanhar e orientar” a apuração da Casa Civil – mas que não passava de uma tentativa de sabotar o trabalho de investigação.

O MPF argumenta que a lei 8 112/90 obriga o órgão a encaminhar cópia da sindicância quando o relatório “concluir que a infração está capitulada como ilícito penal”.

Procurada, a assessoria de imprensa da Casa Civil afirmou que ainda se pronunciará sobre o pedido negado ao MPF.

21/05/2013

às 16:59 \ Política & Cia

Ministro da Justiça diz que é “leviano” supor motivação política no boato sobre fim do Bolsa Família

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista serena e objetiva, colocando os pingos nos ii sobre o caso dos boatos do Bolsa Família (Foto: Wilson Dias / ABr)

O ministro José Eduardo Cardozo no evento em Goiás no qual falou sobre o boato a respeito do Bolsa Família: bem diferente da declaração irresponsável de sua colega Maria do Rosário (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Bem diferente do que fez a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em declaração infeliz e irresponsável segundo a qual uma suposta “central de boatos da oposição” foi a origem do boato sobre fim do programa Bolsa Família, que provocou corrida à Caixa Econômica Federal e pânico entre beneficiários, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista serena e objetiva, colocando os pingos nos ii.

Confiram:

Débora Álvares – O Estado de S.Paulo

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destacou nesta terça-feira, 21, que uma das hipóteses com a qual a Polícia Federal trabalha nas investigações dos boatos sobre o fim do Bolsa Família é de um ato planejado. O ministro chamou atenção para a ‘sintonia’ com que as informações foram propagadas.

“Evidentemente houve uma ação de muita sintonia em vários pontos do território nacional, o que pode ensejar a avaliação de que alguém quis fazer isso deliberadamente, planejadamente, articuladamente”, disse, após a cerimônia em que assinou atos com o governo e prefeituras de Goiás do Programa “Crack, é possível vencer”.

Cardozo disse não ser possível tipificar o crime que houve, o que ocorrerá apenas após identificado o que motivou a situação. Ele garantiu, porém, que punirá os responsáveis, assim que identificados. “Garanto, a partir do momento em que conseguirmos identificar os responsáveis por isso, independente de quem seja, nós faremos a lei agir”, ressaltou.

Um dia depois de a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, acusar a oposição de espalhar os boatos, o ministro da Justiça disse que seria leviano afirmar que a motivação para o ato foi política. “As pessoas podem ter suas teses, suas impressões, mas o ministro da Justiça tem que fazer com que a Polícia Federal conduza com absoluta imparcialidade e republicanismo a investigação”.

Embora não tenha adiantado dados sobre as investigações da PF, para as quais se negou também a dar um prazo de término – a legislação determina 30 dias, prorrogáveis – o ministro concordou que a quantidade de Estados atingidos pelo falso rumor gera um alerta. “Não é um delito fácil de ser investigado por força da atuação difusa em todo o território nacional. Isso chama a atenção. Não podemos afastar a hipótese de ter havido algum tipo de orquestração desse boato.”

21/05/2013

às 15:00 \ Política & Cia

O senador Eduardo Suplicy, uma metamorfose ambulante, senador há 23 anos, quer ficar mais oito a partir de 2014

Suplicy: logo ele, o grande defensor da "democracia interna" e das primárias no PT, quer ser candidato só porque Lula garantiu? (Foto: Agência Senado)

Amigas e amigos do blog, nem vou discutir as incontáveis atitudes destrambelhadas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao longo dos anos mais recentes de sua carreira, a série de desconcertantes e patéticas cenas a que o público se acostumou desde que o senador, anos atrás, cismou de desafinar o Blowin` in the Wind de Bob Dylan do alto da tribuna do Senado.

Vou-me restringir a seu pleito, uma vez mais recolocado sobre a mesa, de de novo candidatar-se ao Senado para a única vaga em disputa em 2014 por São Paulo, da qual é atualmente o titular, pelo terceiro mandato de oito anos consecutivo. Suplicy quer mais oito, o que o faria chegar, caso eleito e tudo corresse bem, a 32 anos na mesma cadeira.

O senador tem, naturalmente, todo o direito de pleitear a candidatura. Ocorre, porém, que as realidades da vida envolvendo o PT levam o partido a querer composições na chapa que tentará apear do Palácio dos Bandeirantes o governador tucano Geraldo Alckmin. Para tanto, a vaga de candidato ao Senado na coligação que o PT vai liderar na corrida pelo cargo de governador é uma espécie de joia da coroa que o lulopetismo pretende oferecer em troca de mais minutos no horário eleitoral e mais apoio político a seu candidato ao Bandeirantes, ainda não escolhido.

O cardindato petista gostaria de oferecer a vaga a figuras como o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) ou o deputado Celso Russomano (PRB), o Menino Malufinho, que concorreu à Prefeitura no ano passado e liderou as intenções de voto durante bom tempo — mas, no final, não conseguiu chegar ao segundo turno.

Suplicy reage a isso, o que é normal e esperado. A forma de reagir, porém, é que se pode contestar. O senador guarda cópia de carta pessoal que enviou a Lula a respeito do problema — Lula, sempre ele, o sumo sacerdote que resolve tudo no PT em qualquer parte “deztepaiz” — e jura ter obtido a “garantia” de Lula de que o lugar de candidato é seu.

Ora, que raio de “democracia interna” é essa do PT, em que Lula, como um deus, garante isso ou aquilo a torto e a direito?

Sim, sei perfeitamente que no PT as coisas são assim e que a democracia direta foi para a cucuia há muito tempo.

Mas, de todos os lulopetistas de escola, Suplicy é o menos indicado para exibir garantias de Lula como forma de obter uma candidatura.

Ele foi, ao longo de décadas, o maior defensor dentro do PT de eleições primárias, ou seu equivalente, para a escolha de candidatos.

Tanto fez, e tanto reclamou, que conseguiu, ele próprio, disputar COM LULA o direito a ser candidato à Presidência em 2002, lembram-se?

Foram realizadas as eleições internas, Lula levou 80% dos votos, mas Suplicy exerceu seu direito democrático de concorrer.

Agora, ele, Suplicy, esquece completamente esse critério e exibe promessas de Lula como sinal de seu direito supostamente adquirido?

O senador é, efetivamente, uma metamorfose ambulante. E, com essa qualificação, estou sendo até generoso com Sua Excelência.

21/05/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Ex-ministro de FHC vai ajudar na coordenação política do governo Dilma

O ex-deputado gaúcho Diseu Padilha ganhará um cargo no gabinete do vice Michel Temer para tentar conter a influência de Eduardo Cunha sobre os deputados do PMDB (Foto: Leonardo Prado / Ag. Câmara)

O ex-deputado gaúcho Eliseu Padilha ganhará um cargo no gabinete do vice Michel Temer para tentar conter a influência de Eduardo Cunha sobre os deputados do PMDB (Foto: Leonardo Prado / Ag. Câmara)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

COORDENAÇÃO TERCEIRIZADA

A dificuldade na aprovação da MP dos Portos provocará mudanças na coordenação política no governo.

As ministras ldeli Salvatti e Gleisi Hoffmann serão mantidas, mas terão ajuda nas negociações com o Congresso.

Cada partido com cargos no primeiro escalão deverá escolher um político com a missão exclusiva de convencer sua bancada a votar conforme o interesse do Palácio do Planalto.

O primeiro nome indicado foi o ex-deputado gaúcho Eliseu Padilha, que ganhará um cargo no gabinete do vice Michel Temer para tentar conter a influência de Eduardo Cunha sobre os deputados do PMDB.

[Vale lembrar que Padilha foi ministro dos Transportes no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e exerceu importante função de articulação do governo FHC junto ao PMDB.]

20/05/2013

às 20:12 \ Política & Cia

Informação à ministra Maria do Rosário: nós não estamos (ainda) na Venezuela!

Maria do Rosário Nunes, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República (Foto:  Wilson Dias / ABr)

Maria do Rosário Nunes, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República: a Doutora Ministra deixou-se contaminar por hábitos do regime podre que governa a Venezuela (Foto: Wilson Dias / ABr)

A presidente Dilma subiu alguns tons em relação ao fato, mas no final das contas teve razão ao classificar, hoje, como “desumano e criminoso” o boato sobre a suposta extinção do Bolsa Família que levou a uma correria de gente desesperada a agências da Caixa Econômica Federal.

Boatos são um fator extremamente pernicioso quando causam temor, angústia, ansiedade ou prejuízos de qualquer natureza às pessoas.

Agora, o que dizer sobre autoridades supostamente responsáveis que, sem qualquer base na realidade, sem qualquer informação concreta, sem qualquer parcela da seriedade que exige o cargo que ocupam, se encarregam de divulgar um boato mentiroso sobre o boato?

É o caso da ministra dos Direitos Humanos — justamente dos direitos humanos! –, Maria do Rosário, segundo a qual a origem da correria às agências da Caixa foi causada por uma “central de boatos da oposição”.

Pronto. Resolvida a questão. De forma rápida, e inteiramente leviana — uma vez que a presidente Dilma mandou que a Polícia Federal investigasse a origem do boato –, a ministra Maria do Rosário já decidiu: foi a “central de boatos” da oposição a culpada.

Faltaram, porém, pequenos detalhes na “informação” caluniosa prestada pela ministra por sua conta do Twitter:

Que partidos compõem a “central de boatos” da oposição?

Quem a opera?

Onde ela opera?

Como ela opera?

Quais as evidências que a ministra possui da simples existência dessa “central”?

Não existem respostas a essas perguntas por uma questão simples: a oposição, que mal consegue exercer seu papel institucional no Congresso Nacional, não dispõe de qualquer central de boatos. Nem os mais hidrófobos adversários dos partidos de oposição, antes da declaração da ministra, afirmaram qualquer coisa nesse sentido.

Culpar a oposição por esse tipo de reação da sociedade é coisa da Venezuela do falecido caudilho Hugo Chávez.

Inventar fantasmas conspiratórios é coisa da Venezuela do títere do falecido caudilho Hugo Chávez, o novo presidente Nicolás Maduro.

A notória admiração que o lulopetismo nutre pelo regime podre que governa a Venezuela, certamente compartilhada pela ministra Maria do Rosário, parece havê-la contaminado com costumes péssimos instituídos pelo chavismo.

Então é necessário refrescar a memória da ministra e informá-la, alto e bom som: Excelentíssima Senhora Doutora Ministra Maria do Rosário, o Brasil não é — e não deixaremos que seja — uma Venezuela, não, senhora.

Entendido?

20/05/2013

às 18:45 \ Tema Livre

FOTOS MUITO ESPECIAIS: Quando a lava dos vulcões encontra a neve

Fogo-gelo

Encontro de dois mundos: na remota península de Kamchatka, na Sibéria, extremo leste da Rússia, a lava vulcânica com temperatura de milhares de graus convive com a neve (Foto: Ben Edwards)

Vulcanologista ligado à escola de artes e ciências Dickinson, aberta há mais de duzentos anos no Estado norte-americano da Pensilvânia, Ben Edwards utiliza um método particular para estudar as eras glaciais vividas por nosso planeta.

Ele analisa diariamente a atividade de vulcões presentes em uma das regiões mais frias do mundo, a península de Kamchatka, território de 472 quilômetros quadrados no extremo leste da Rússia.

Em outras palavras, presencia com grande frequência o encontro de duas forças da natureza aparentemente opostas: a lava incandescente de temperaturas de milhares de graus e a neve.

Ao estudar os resultados de vulcões em erupção cobertos com neve e gelo, Edwards pode estudar os antigos fluxos de lava depositados nas estruturas glaciais.

As fotos deste post, todas de autoria do próprio cientista, foram originalmente publicadas no site da revista National Geographic.

Fogo-neve-Kamchatka

O encontro do frio extremo com o calor radical gera resultados imprevisíveis, como este "rio de vapor" (Fotos: Ben Edwards)

Kamchatka

No Parque Natural de Kluchevskoy, em Kamchatka, turistas observam um canal de sedimentos fundidos

Kamchatka

Um bloco de lava de um metro de largura rola na neve de Kluchevskoy

Kamchatka

Há casos em que as cinzas vulcânicas servem de barreira entre a lava e a neve; o resultado desta divisão é belíssimo

 

Kamchatka

Neve x lava, em outro registro de Edwards

 

20/05/2013

às 18:23 \ Política & Cia

Políticos do Ceará querem pedir ao papa a reabilitação do Padre Cícero

Pela reabilitação de Padre Cícero, suspenso da Igreja Católica por heresia (Foto: Arquivo)

Políticos cearenses querem pedir ao papa a reabilitação do padre Cícero (Foto: Arquivo)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

EM DEFESA DO PADRE CÍCERO

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, solicitou ao Vaticano que o Papa Francisco conceda uma audiência a uma comitiva de políticos cearenses durante sua visita ao Brasil.

Eles querem pedir a reabertura do processo de reabilitação do Padre Cícero, suspenso pela Igreja Católica em 1916 por desobediência e heresia.

O padre apontou como milagre a suposta transformação de uma hóstia em sangue na boca de uma fiel, o que foi considerado um embuste pela Igreja.

Desde 2006, a diocese de Crato tenta reverter a decisão, mas o processo foi suspenso no papado de Bento XVI.

 

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