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21/11/2014

às 19:42 \ Tema Livre

VÍDEO DE VER PARA CRER: o mágico inglês que só falta fazer chover — porque caminhar sobre as águas do Tâmisa ele já faz

Dynamo, o ilusionista, caminha pelas águas do Rio Tâmisa (Foto: Rosie Hallam)

Dynamo, o ilusionista, caminha pelas águas do Rio Tâmisa, em Londres (Foto: Rosie Hallam)

Post publicado originalmente a 28 de setembro de 2012

Campeões-de-audiênciaO ilusionista inglês Steve Frayne, conhecido também como Dynamo, chega às portas do inacreditável. Só não faz chover — mas, pelo jeito, ainda chega lá.

Vejam no vídeo abaixo três mágicas de cair o queixo. Na primeira, ele, sem qualquer roupa ou equipamento especial visível, entra pelo Tâmisa adentro e caminha, como se fosse o Cristo sobre as águas. Em seguida, tendo como testemunha até o zagueirão Rio Ferdinand, do Manchester United, ele atravessa uma parede de vidro blindado.

Para completar, à vista de vários passantes, faz o smartphone de um deles entrar numa garrafa transparente da qual alguém estava bebendo cerveja.

Uau!

21/11/2014

às 17:39 \ Política & Cia

Dilma escolhe Joaquim Levy para a Fazenda, mas adia anúncio

(Foto: André Duzek/Estadão Conteúdo)

Nomes cotados por Dilma para a pasta da Fazenda são Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini (Foto: André Duzek/Estadão Conteúdo)

Expectativa era que a presidente Dilma Rousseff anunciasse nesta sexta-feira os nomes que irão ocupar as pastas do Planejamento, da Fazenda, do Desenvolvimento e Indústria e da Agricultura

Por Gabriel Castro, de Brasília, e Ana Clara Costa para VEJA.com

A presidente Dilma Rousseff escolheu o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy para comandar o Ministério da Fazenda no seu segundo mandato. O anúncio era aguardado para a tarde desta sexta-feira, mas o Palácio do Planalto cancelou o ato sem dar explicações.

Nesta sexta, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de escolha de Levy – a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 5% e o dólar recuou 2,23%, fechando em 2,51 reais. O economista, especialista em contas públicas, foi um dos autores de importantes políticas que resgataram a credibilidade da economia brasileira no primeiro mandato de Lula. Levam sua assinatura as medidas rigorosas de controle de gastos que fizeram o Brasil cumprir um superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), muito acima da meta de 3% prevista pelo governo em 2003.

Se muitos economistas de viés ortodoxo aplaudem a condução da politica econômica do primeiro mandato de Lula, muito se deve ao trabalho de Levy, chefiado na época por Antonio Palocci. Com a saída de Palocci do governo, em 2006, Levy também deixou a pasta. Passou pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e foi secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, antes de chefiar a área de fundos do Bradesco.

Formado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Levy nasceu no Rio de Janeiro e tem 53 anos. É doutor em Economia pela Universidade de Chicago e mestre pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de iniciar carreira pública, integrou os quadros do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde ocupou cargos em vários departamentos, entre 1992 e 1999.

Ainda que as mensagens dadas pelo governo após as eleições tenham sido truncadas — ora com sinalização de ajuste, ora com demonstrações de manutenção das políticas atuais —, a escolha de Levy é positiva. Mostra pré-disposição da presidente em implementar as reformas necessárias, sobretudo no âmbito fiscal.

O economista tem bom trânsito com o mercado e também dentro do governo. Mas sua indicação é, sobretudo, simbólica. Quando era ministra de Minas e Energia, Dilma teve desentendimentos com Levy justamente por achar que a Fazenda “se preocupava demais” com o lado fiscal, fechando as torneiras para projetos e investimentos.

A visão genuína da presidente sobre as contas públicas foi exacerbada durante a última campanha eleitoral, na qual Dilma criticou abertamente os ajustes feitos no período de Fernando Henrique Cardoso. Agora, o discurso (felizmente) mudou. Tanto é que Dilma recorre ao economista justamente para que seu governo retome o equilíbrio fiscal. As incoerências entre discurso e prática não param por aí. No fim das contas, depois de demonizar o setor bancário durante a campanha, a presidente foi buscar nos bancos o seu ministro da Fazenda.

Barbosa — Também era cogitada para esta sexta a nomeação de Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda, para a pasta do Planejamento. Barbosa é respeitado tanto na academia quanto no setor financeiro e tem ampla experiência na administração pública — já passou pela Fazenda, Planejamento e pelo BNDES. Ele, porém, não teria demonstrado empolgação com a pasta que lhe teria sido atribuída – esperava ser chamado para comandar a Fazenda.

O senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) deve assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele esteve com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira. A chegada dele ao governo representa uma tentativa de aproximação da presidente com o PTB, que fez parte da aliança do tucano Aécio Neves nas eleições. Para a Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PMDB) é a mais cotada.

21/11/2014

às 16:30 \ Política & Cia

Mantega fez festa por conta da inflação do mês, mas, como de costume, se precipitou na comemoração

(Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Mantega: como sempre, seu otimismo sobre a inflação foi exagerado (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

A INFLAÇÃO E A FESTA DE MANTEGA

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

Quem vê o ministro da Fazenda, Guido Mantega, festejar a última notícia oficial sobre a inflação pode até se perguntar se o Brasil terá virado uma cópia da Alemanha, um país conhecido pela ojeriza à alta de preços e à gastança com dinheiro público. A boa notícia apareceu na quarta-feira, quando foi divulgado o IPCA-15, medido entre o meio de um mês e o meio de outro.

Segundo a nova apuração, os preços ao consumidor subiram 0,38% nas quatro semanas até 12 de novembro. Um mês antes haviam subido 0,48%. Com aumentos mais moderados, especulou o ministro, nem será necessário um novo aperto da política monetária antes do fim do ano. Mas teve a prudência de ressalvar: o Banco Central (BC) tem autonomia para suas decisões.

Um dia antes, o diretor de Política Monetária do BC, Carlos Hamilton, havia admitido o risco de um novo arrocho: sem complacência, disse ele, o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá recalibrar sua política, se isso “for adequado”.

Como de costume, a exibição de otimismo do ministro da Fazenda pode ter sido prematura ou, no mínimo, um tanto exagerada. O IPCA-15 já subiu 5,63% neste ano e 6,42% em 12 meses. Está quase no limite da tolerância, de 6,5%, e, além disso, novos sinais positivos serão necessários para indicar uma firme desaceleração dos preços. Por enquanto, outros dados podem servir de base a apostas muito menos otimistas. Sinais de aceleração e de maiores problemas foram divulgados na mesma quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No período de um mês até 10 de novembro, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,72%. A coleta publicada no mês anterior havia mostrado uma variação de 0,13%. Esse resultado ainda refletiu a redução de vários grupos de preços por atacado. Essa etapa, tudo indica, está encerrada.

O IGP é formado por três componentes. Os preços por atacado entram na conta com peso de 60%. De um mês para outro a variação desse grupo passou de 0,03%, – quase zero – para 0,93%. No caso dos produtos agropecuários o salto foi de 0,47% para 2,44%. Os preços dos produtos industriais passaram de uma contração de 0,13% para um aumento de 0,38%.

Esses dados são um indício forte de pressões nos próximos meses. Uma acomodação dos preços por atacado nem sempre se reflete proporcionalmente no varejo. Nessas ocasiões, os preços ao consumidor podem continuar subindo, se a demanda final for muito alta. Isso tem ocorrido no Brasil. Mas pressões originadas no atacado dificilmente deixam de empurrar os preços no varejo, se as condições de crédito e de renda favorecerem o gasto familiar.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

21/11/2014

às 15:18 \ Tema Livre

ENTREVISTA-ESPANTO: A GAROTA QUE LEILOOU SUA VIRGINDADE

“Virgins Wanted”: os “reality shows” — no caso, um documentário de um cineasta australiano — chegaram até esse ponto, leiloar a virgindade de uma jovem. No caso, a catarinense Catarina Migliorini, de 20 anos

Post publicado originalmente a 20 de novembro de 2012

Campeões-de-audiênciaAmigas e amigos do blog, é tudo um espanto, do ponto de vista moral: um cineasta australiano que decide realizar um documentário sobre uma garota disposta a leiloar sua virgindade (Virgins Wanted, cujo site está neste link) e filmar seu dia a dia até depois de consumado o ato; garotas dispostas a se submeter a isso — foram várias, em número não revelado, desde que Justin Sisly começou seu “projeto”, há dois anos; homens interessados em participar disso; e, naturalmente, um público ávido para acompanhar tudo, desde o show de lançamento do filme até a grande expectativa que já está provocando mundo afora.

Seja bem-vindo ao Mundo 2012.

Sisly vinha ao Brasil para assistir a um desfile de modas de que sua escolhida, Catarina Migliorini, garota de 20 anos de Itapema (SC), iria participar, no Rio, mas teve seu visto de entrada recusado pelo Itamaraty com base em artigo do Código Penal que fala em prostituição e exploração sexual. Catarina, que está na Austrália, acabou também não vindo ao Rio.

Segundo autoridades, o cineasta poderia ser preso se desembarcasse, com base no artigo 231 do Código, que diz: “Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro”. (A pena para esse crime chega a oito anos de prisão.)

O fato envolveu até um dos subprocuradores-gerais da República, João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho, que ordenou uma investigação sobre o caso. Num ofício que teria sido encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores, segundo o portal Terra, Mello Filho estaria recomendando um contato com as autoridades policiais e judiciárias da Austrália para impedir a consumação do ato. O subprocurador também teria solicitado a revogação do visto de Catarina na Austrália.

Antes de partir para a Austrália, Catarina concedeu a entrevista abaixo à revista Playboy, que transcrevo sem maiores comentários, porque a naturalidade com que a jovem aborda a venda de sua virgindade fala por si.

As fotos incluídas na entrevista fazem parte de um ensaio “sensual” de Catarina, como parte das ações de marketing destinadas a promover o documentário. O ensaio foi publicado em sua página do Facebook.

 

Entrevista concedida Brunna Castro, publicada na edição de novembro de Playboy

 

CATARINA MIGLIORINI

A catarinense de 20 anos que vendeu a virgindade por 1,5 milhão de reais em um leilão na Internet revela detalhes da transação, fala sobre a expectativa para a hora H, diz como treinou as preliminares e cogita posar nua para Playboy

 

1. O leilão pela sua virgindade teve alguns momentos de disputa acirrada entre os participantes. Você não ficou curiosa para saber quem são esses homens que estão tão interessados em você?

De início eu não tinha muita curiosidade, mas, nos momentos finais, confesso que deu vontade de conhecer cada um deles. Eu não costumava acompanhar o leilão diariamente, mas nos últimos minutos fiquei acompanhando, e foi bastante emocionante.

No último segundo o Natsu [o cidadão japonês de idade e profissão não revelados, vencedor do leilão] deu o lance maior, além de outros lances feitos por outros participantes que permaneceram meio sorrateiros até o último dia do leilão. Foi legal, inusitado.

Catarina Migliorini teve sua virgindade arrebata por 1,5 milhão. No site do documentário "Virgin Wanted" há um contador de dias para o fim de sua virgindade

No site do documentário “Virgin Wanted” há um contador de dias para o fim da virgindade de Catarina, que leiloou sua primeira vez pelo equivalente a 1,5 milhão de reais

2. Se você sentir vontade, vai poder transar pelo tempo que quiser ou o período é determinado?

Tem um tempo determinado de 1 hora no mínimo, mas nada impede que se prolongue um pouco mais. Estarão presentes seguranças para garantir que as regras não sejam quebradas. Quero conversar com o Natsu antes de qualquer coisa. Quero conhecê-lo e quero que ele me conheça também. Acho que isso é fundamental.

Eu tenho uma boa noção teórica de como vai ser, mas nenhuma noção prática, pois nunca me relacionei com ninguém em nenhuma modalidade sexual e por isso me considero virgem, mas não vejo isso como um troféu. É a condição em que me encontro.

3. O evento ocorrerá durante um voo entre a Austrália e os Estados Unidos, o qual dura 17 horas. O que você vai fazer caso a relação termine em 1 hora?

Hummm, não pensei nisso ainda, mas, jogar paciência, talvez? Não sei, mas aceito sugestões.

4. O lance de 1,5 milhão de reais vai ficar inteiro com você? O que você pretende fazer com todo esse dinheiro?

O dinheiro do maior lance do leilão ficará todo comigo, e ainda não decidi o que fazer. Eu só saberei informar isso depois que o valor estiver na minha conta.

Cada lance foi acompanhado de perto por Catarina: “os momentos finais foram emocionantes”, diz ela

5. O vencedor deve comprovar que tem o dinheiro que ofereceu no leilão. Se ele não tiver o dinheiro, o que vai acontecer?

O diretor Justin Sisely mantém contato direto com os principais participantes e tem as garantias de que eles são excessivamente abastados. Esse dinheiro deve ser depositado na minha conta antes de qualquer envolvimento maior. Do contrário, nada vai acontecer.

6. O vencedor do leilão é um japonês. Existe aquela lenda sobre eles não serem avantajados…

[Risos.] Avantajados ele já provaram que são, né? Quanto à lenda, eu não sei responder. Isso cabe aos observadores de tamanho do pênis alheio, que, pelo jeito, gostam de ficar comparando.

7. Você é daquelas que já fizeram de tudo antes, menos perder a virgindade?

Não, nunca tive um namorado e nunca me relacionei sexualmente com ninguém, seja homem ou mulher. Nunca ninguém passou as mãos em meus seios ou em minhas partes íntimas, nunca ninguém me lambeu ou chupou, nunca fiz sexo anal, oral nem vaginal.

Não considero virgem quem já teve algum contato sexual com outra pessoa. Eu já beijei, sim, poucos, e todos eram da minha faixa etária. Meu primeiro beijo foi aos 17 anos, e, se afirmo tudo isso diante do mundo, é porque não existe nenhum homem ou mulher que possa provar o contrário.

Catarina Migliorini: "Nunca tive nenhuma experiência sexual, mas estou treinando"

Catarina Migliorini: “Nunca tive nenhuma experiência sexual, mas estou treinando”

8. Por que você não perdeu a virgindade até hoje?

Você diz até hoje como se fosse algo anormal, como se fosse regra perder a virgindade antes dos 20 anos. Bem, eu tenho amigos e gosto de sair para me divertir, dançar, ouvir uma boa música, viajar, adoro esportes.

Além disso, gosto muito de ler. Passo horas e horas lendo. Essas também são maneiras de se divertir. Tem aqueles que gostam de transar, e não vejo nada de mais nisso, mas, por enquanto, meus passatempos são outros e eu acho muito excitante ler um bom livro.

9. Por 1,5 milhão de reais, você vai perder a virgindade de tudo? Anal, oral…?

Eu devo perder a virgindade vaginal, nada além disso. Portanto, não serei mais virgem.

10. Já fez algum treino para as preliminares?

Como disse, jamais tive contato sexual de nenhuma modalidade com ninguém. Mas, se isso serve, já imaginei beijos ardentes e treinei com uma laranja descascada.

11. Se você gostar do Natsu, vai namorá-lo?

[Risos.] Se eu me apaixonar pelo Natsu e o sentimento for recíproco, dá pra pensar no caso, né?

12. E, se uma mulher tivesse vencido o leilão, você ia topar?

Sem dúvida nenhuma. Eu não vejo nenhum problema nisso. Não sou lésbica, mas não tenho nenhum preconceito com as escolhas sexuais ou amorosas de cada pessoa. Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance.

 

"Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance"

“Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance. Não vejo nenhum problema nisso (na possibilidade de uma mulher ter sido a vencedora)”

13. Se aparecer alguém oferecendo dinheiro para uma segunda vez, você aceita?

Eu ainda não tive nem a primeira vez… Quanto à segunda, creio que não toparia. Vou dar uma chance para um possível amor. O leilão, a princípio, seria algo a ser feito no final do projeto e seria opcional, podendo ou não acontecer. Mas o diretor Justin resolveu mudar os planos e fazer o leilão em meio ao documentário por uma questão de mídia mesmo.

14. Depois que você perder a virgindade, o que mais fará parte do documentário?

O vencedor do leilão vai aparecer? Ainda não posso precisar o que mais fará parte do documentário. Posso dizer apenas que o projeto continua e, quanto ao vencedor do leilão, cabe a ele querer aparecer ou não.

15. Durante o período de filmagem do documentário, você está sendo acompanhada por um psicólogo. No que ele a está ajudando?

Eu costumo ler muito sobre filosofia, e é algo de que gosto muito. Isso me ajuda e me incentiva a ter e seguir os meus próprios pensamentos e ideias. Eu respeito os psicólogos; afinal, eles estudaram para ter esse título, mas creio que os comportamentos humanos são muito subjetivos.

Então, basicamente posso dizer que gosto de trocar ideias com eles como qualquer outra pessoa e não sinto necessidade de nenhum acompanhamento psicológico.

16. Você não acha que vai ser difícil arranjar namorado depois disso?

Eu tenho certeza de que não. Mas isso não me preocupa mesmo. Não quero um namorado, quero um amor, e o amor verdadeiro não cobra nada, não é egoísta e ama incondicionalmente.

17. Para continuar famosa depois do leilão e do documentário, você pretende participar de programas como Big Brother e A Fazenda?

Eu vou ser bem sincera com você: nunca acompanhei esses programas. Já vi um pedacinho ou outro do BBB muito de passagem, A Fazenda eu nunca vi nem sei em que canal passa, mas creio que deve ser no mesmo estilo, né? Nada contra. O que estou fazendo também não deixa de ser uma espécie de reality, mas eu nunca me inscrevi em nenhum desses programas e nunca tive a intenção de fazê-lo.

18. Oscar Maroni [dono do clube privê Bahamas] afirmou que você ofereceu sua virgindade a ele por 100.000 reais. É verdade essa história?

[Risos.] Por 100.000 reais e ainda por cima pra ele, Oscar Maroni?!? Dio mio, divina comédia! Isso seria o mesmo que acreditar que a Terra é quadrada, o Sol é gelado e a água do mar é doce!

O valor mínimo que eu estipulei para o leilão junto e somente para o meu diretor Justin Sisely foi de 500 000 dólares, e nada menos que isso. Para a minha sorte, o valor foi maior; então, sem comentários.

Catarina no site do documentário: “Quanto à segunda (vez), creio que não toparia (receber dinheiro). Vou dar uma chance para um possível amor”

19. Você conhece Oscar Maroni?

Sim, conheci essa figura em Balneário Camboriú. Ele fazia questão de se fazer notar, parece ter gostado de me ver tocar piano, trocamos ideias. Na época eu tinha 17 anos. Agora, passear de mãozinhas dadas, jantarzinho romântico e beijinhos?!?

[Risos.] Dá licença! Tá de brincadeira, né? É coisa da imaginação dele porque tal fato nem sequer passou pela minha cabeça. Isso é patético. É tão desprezível alguém usar calúnias para chamar atenção que sinceramente me desperta piedade.

20. Se por acaso Playboy tivesse coberto o maior lance dado pela sua virgindade, você teria desistido de perdê-la e posaria nua para a revista?

[Risos.] Essa pergunta é surpreendente, mas informal, então eu não posso responder qual seria a minha decisão. Quanto a posar nua, não vejo nenhum problema; é só uma questão de “valores”. Mas, no momento, vou seguir fazendo parte desse documentário, que é o que mais me interessa. Estamos todos muito focados nisso.

21/11/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

Presença de William nas ilhas Malvinas/Falklands tem óbvio cunho político — mas família real britânica ostenta tradição guerreira

O príncipe William em treinamento como piloto: presença nas ilhas ambicionadas pela Argentina é política (Foto: princeofwales.gov.uk)

Post publicado originalmente a 29 de março de 2012

Campeões-de-audiênciaÉ claro que a atual presença nas ilhas Malvinas/Falklandas do príncipe William, filho da princesa Diana e futuro rei da Inglaterra, tem um significado muito maior do que o alegado pelo governo britânico — o de que o príncipe, que é tenente da Real Força Aérea (RAF), precisa aprimorar seu treinamento como piloto de helicópteros de resgate e seguir com sua carreira, visando a patente de capitão-aviador.

Afinal, William ainda estará nas ilhas — cuja soberania a Argentina disputa — na próxima segunda-feira, 2 de abril, quando se completam 30 anos do início da guerra iniciada com a invasão das Malvinas/Falklands por tropas argentinas, durante a ditadura militar do general Leopoldo Galtieri.

A guerra terminou rapidamente, a 14 de junho do mesmo ano, com a rendição incondicional da Argentina diante da poderosa força-tarefa aeronaval que a primeira-ministra Margaret Thatcher enviou para combate, mesmo a 13 mil quilômetros de distância, num esforço logístico colossal.

O significado de sua presença no arquipélago, portanto, é claramente político, consoante com a reiterada disposição britânica de manter sob sua soberania as ilhas tanto tempo quanto assim o desejem seus habitantes, os kelpers, ali instalados há gerações e que não querem nem ouvir falar dos argentinos.

De todo modo, já é tradição longa na família real britânica a presença de seus integrantes em zonas de guerra ou guerras propriamente ditas.

Ainda príncipe, o rei George VI serviu durante a I Guerra Mundial, na Marinha e na Força Aérea

Exemplos históricos deste século começam com o futuro rei George VI. Durante a I Guerra Mundial (1914-1918), o então príncipe serviu ativamente na Royal Navy, a Marinha britânica, pela qual participou da feroz batalha naval de Jutlândia, nos dias 31 de maio e 1º de junho de 1916, entre uma frota britânica e a Marinha da Alemanha imperial — com 25 vasos de guerra afundados e quase 9 mil marinheiros mortos. Até hoje se discute quem levou a melhor.

Não se esperava, então, que George VI herdasse o trono do pai, George V, neto da rainha Victoria. O herdeiro era seu irmão mais velho, o futuro rei Edward VIII, então príncipe de Gales — que, por essa razão, foi proibido pelo governo de participar de combates, embora haja visitado áreas de conflito e feito seu primeiro voo como piloto militar ainda durante a guerra.

Como se sabe, ele reinaria por menos de um ano, em 1936, abdicando do trono para se casar com a socialite americana divorciada Wallis Simpson, após o que recebeu o título de Duque de Windsor.

duque de edimburgo como lorde almirante sunlituplands

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, como tenente da Royal Navy logo após a II Guerra Mundial (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Certamente o integrante da família real britânica mais ativo como militar no século XX foi o príncipe Philip, duque de Edinburgo, marido da rainha Elizabeth II — e avô de William. Quando o velho príncipe, aos 91 anos, aparece atualmente luzindo seu uniforme honorífico de lorde almirante, não é por acaso: ele começou na II Guerra Mundial (1939-1945) como oficial-cadete da Royal Navy no Oceano Índico, onde serviu em três navios diferentes, e permaneceu em serviço ativo durante todo o conflito.

Philip combateria em mais meia dúzia de outros vasos de guerra, estando presente na Batalha de Creta, no Mediterrâneo, em maio de 1941, quando a Alemanha nazista tentou um desembarque maciço de paraquedistas na ilha grega que os britânicos detinham, e, mais tarde, participou da invasão da Sicília pelos Aliados, entre julho e agosto de 1943.

Detalhe: ele iniciara um namorico com a futura rainha em 1939, pouco antes de a guerra estourar.

Philip, hoje, com o posto honorífico de lorde almirante (Foto: sunlituplands.org)

O segundo dos quatro filhos de Philipe e da rainha, príncipe Andrew, deu sua colaboração para a história guerreira da família pilotando um helicóptero de ataque durante a Guerra das Malvinas.

Mais recentemente, seu sobrinho Harry, irmão mais novo do príncipe William, integrou durante vários meses o contingente britânico que combate no Afeganistão.

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20/11/2014

às 19:35 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO: os maiores iates reais do mundo

Post publicado originalmente a 1º de maio de 2011

Há registros do uso de navios suntuosos por soberanos desde a Antiguidade – com Cleópatra, 222 anos antes de Cristo, e com os incas, no Lago Titicaca, antes da chegada dos espanhois à América, em 1492. Com o passar dos tempos, os barcos foram ficando cada vez maiores e mais luxuosos, até que a I Guerra Mundial impôs limites à ostentação das famílias reais. Mesmo assim, especialmente os britânicos continuaram tratando bem, nesse quesito, sua realeza.

Na lista abaixo, você pode conferir os seis maiores iates reais ainda em uso no mundo. O ranking não inclui o famoso Britannia – onde o casal Charles e Diana passou a lua-de-mel em 1981, servidos por 22 oficiais e 254 marinheiros –, que, obsoleto, foi desativado em 1997, após 44 anos de uso.

1 – Dubai

Dubai

Com 162 metros (531 pés) de comprimento,o iate Dubai, do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante do pequeno emirado do mesmo nome, é o maior barco real em uso atualmente. E o segundo maior iate do mundo, logo após o Eclipse, de 170 metros — dimensões de um navio de cruzeiro de pequeno porte –, pertencente ao bilionário russo radicado em Londres Roman Abramovitch.

Avaliada em 300 milhões de dólares, a embarcação, pronta em 2006 depois de 10 anos de construção, se destaca por sua decoração exclusiva e luxuosa, que inclui 5 quartos vips, 6 cabines de hóspedes, um heliporto, um submarino, um salão de beleza, uma moderna academia e uma sala com capacidade para 80 pessoas. Para completar, propicia aos viajantes uma piscina no convés principal, com uma queda d’água que cai no convés do piso inferior.

2 – Al Said

Com 155 metros de comprimento e capacidade para hospedar mais de 60 convidados, o Al Said, do sultão Qabus bin Said, de Omã, é o terceiro maior iate do mundo. Encomendado pela família real em 2006, o barco dispõe até de uma luxuosa sala de concertos com capacidade para 70 visitantes.

3 – Prince Abdulaziz

O iate Prince Abdulaziz, de propriedade da família real saudita, tem 147 metros de comprimento e foi considerado o maior do mundo durante mais de vinte anos. Desde sua construção, em 1984, circulam notícias, nunca confirmadas pela fechadíssima monarquia absolutista da Arábia Saudita, de que a embarcação possui os mais variados tipos de equipamento de defesa de última geração, incluindo lançadores de mísseis. Mas sabe-se que ele possui um heliporto e um potente motor que lhe permite navegar a mais de 22 nós de velocidade, cerca de 40 quilômetros por hora.

4 – Norge

O iate real da Noruega, construído em 1937, tem 80,2 metros de comprimento e 54 tripulantes durante a temporada de verão – no inverno, a equipe é reduzida a 20 pessoas. O barco é utilizado em visitas de Estado à Grã-Bretanha e às comunidades ao longo da costa norueguesa. Nos últimos anos, o rei Harald também tem usado o Norge em uma série de regatas em águas européias.

5 – Stargate

Este megaiate de 80 metros, entregue em 2001 ao monarca do Catar, o emir Hamad bin Khalifa Al-Thani, é cópia idêntica do Constellation – também de propriedade da família real do Catar. Os dois retiros ambulantes de luxo incluem uma suíte exclusiva para o proprietário, 4 suítes vips e 6 cabines de hóspedes.

6 – Dannebrog

Encomendado em 1932, o iate real da Dinamarca, batizado com o nome da bandeira nacional do país, tem 78,43 metros de comprimento e, apesar de carregar 57 tripulantes, não é essencialmente um navio para longas distâncias. Suas viagens se restringem ao Mar do Norte, em visitas aos países vizinhos ou às diversas ilhas dinamarquesas, como a Groenlândia. Assim como o Britannia exerceu no passado, o Dannebrog tem um papel duplo de iate real em tempos de paz e navio-hospital durante a guerra.

O ex-iate real Britannia, agora aposentado e ancorado no porto de Leith, em Edimburgo, na Escócia, virou um museu a céu aberto para turistas do mundo inteiro, como você pode conferir no vídeo abaixo:

20/11/2014

às 18:01 \ Política & Cia

SARDENBERG: A Petrobras partiu para o ataque com muita confiança. Ninguém suspeitou de nada?

(Foto: Jorge Araújo/Folhapress)

Por ordem do ex-presidento Lula, a Petrobras não recuou em 2009; em vez disso, já engatou as obras de quatro refinarias (Foto: Jorge Araújo/Folhapress)

NINGUÉM VIU?

Artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado no jornal O Globo

Carlos-Alberto-Sardenberg1Como é que a Petrobras pode ter cometido tantos erros? Pois, antes de mais nada, é um erro empresarial brutal começar a construir uma refinaria, esta mesmo, a de Pernambuco, calculando que vai custar US$ 4 bilhões, depois gastar US$ 18 bilhões, e a obra ainda não está pronta. Mesmo que tudo tivesse sido feito com a maior honestidade, é evidente que as diretorias da empresa e seu Conselho de Administração fizeram uma péssima gestão.

Como é que não perceberam que o negócio estava errado?

Essa mesma pergunta pode ser dirigida a todos os dirigentes honestos que não perceberam o tamanho do desastre e a corrupção que se praticava na empresa. Ou perceberam e não puderam contar aos demais órgãos de controle?

Como ninguém desconfiou dos seguidos aditivos, que adicionavam novos custos às obras e novos prazos? Reparem, não um, mas todos os investimentos relevantes ficavam cada vez mais caros e demoravam mais tempo.

Lembram-se do que disse o ex-diretor Paulo Roberto Costa quando perguntado, no Congresso, sobre o aumento dos custos da Refinaria Abreu e Lima? Que o projeto inicial estava errado, fora feito em cima das pernas. Na ocasião, não falou das propinas que entregaria na delação premiada. Mas ele tinha razão em apontar o improviso como uma das causas do problema.

E isso remete a responsabilidade administrativa e política ao ex-presidente Lula. Foi ele mesmo que disse, em entrevista publicada pelo jornal Valor, em 17 de setembro de 2009, quando o país saía da crise. O então presidente reclamava que empresários brasileiros eram conservadores no investimento, que era preciso partir para o ataque.

Exemplificou contando que até a diretoria da Petrobras lhe apresentara um plano de investimento que ele considerou pífio. O que fez? “Convoquei o Conselho da Petrobras para dizer: ‘Olha, este é um momento em que não se pode recuar’. Até no futebol a gente aprende que, quando se está ganhando de 1 x 0 e recua, a gente se ferra.”

A Petrobras partiu para o ataque, programou não uma, mas logo quatro refinarias e ampliou o projeto do complexo Comperj, no Rio. As sucessivas diretorias, já entrando pelo governo Dilma, foram levando a coisa (sem notar nada?), até que a situação tornou-se absurda. Diziam: qual o problema com a refinaria de Pasadena? Apenas um mau negócio. Abreu e Lima vai custar cinco vezes mais? Acontece nas grandes obras.

Mesmo que não tivesse sido roubado um centavo, todas as diretorias e o Conselho de Administração incorreram em grave erro de gestão, causando enorme prejuízo para o patrimônio público, para os acionistas privados e para os trabalhadores.

Poderiam ao menos dizer: “Desculpa aí, pessoal, foi mal.”

A situação é ainda mais complicada do que parece. Sendo óbvio que está muita coisa errada, diretores e gerentes da estatal da turma do bem têm o compreensível temor de assinar qualquer papel, muito menos um contrato que gaste dinheiro. Fornecedores da companhia e de empresas que trabalham para a Petrobras reclamam de atrasos nos pagamentos e informam que serviços estão sendo paralisados.

Sim, há uma parte da Petrobras que continua tirando petróleo e gás. Mas o ambiente geral na companhia vai prejudicar toda a atividade.

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20/11/2014

às 16:27 \ Política & Cia

Morre o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos em São Paulo

O ex-ministro da Justiça e advogado criminalista, Márcio Thomaz Bastos (Foto: Daniela Toviansky/Dedoc)

O ex-ministro da Justiça e advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos faleceu nesta manhã, aos 79 anos (Foto: Daniela Toviansky/Dedoc)

Um dos maiores criminalistas do Brasil, o advogado estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Causa da morte não foi informada

De VEJA.com

Morreu na manhã desta quinta-feira o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, aos 79 anos. Um dos maiores criminalistas do Brasil, o advogado estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há uma semana. O hospital não foi autorizado pela família a informar a causa da morte. Na terça-feira, a coluna Radar, de Lauro Jardim, informou que o ex-ministro havia sido diagnosticado com câncer pulmonar e fibrose nos pulmões.

Thomaz Bastos nasceu na cidade paulista de Cruzeiro, em 30 de julho de 1935. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1958. Ao longo de sua vida, participou de mais de 700 julgamentos. Entre 1964 e 1969, foi vereador pelo Partido Social Progressista (PSP) em sua cidade-natal. Abriu seu primeiro escritório de advocacia criminal na capital paulista em 1970. Foi presidente da Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre os anos de 1983 e 1985. Em 1992, ao lado do jurista Evandro Lins e Silva, foi um dos redatores da petição que resultou no impeachment de Fernando Collor.

Acervo Digital VEJA
Leia entrevista com Thomaz Bastos em 2006: ‘Só prender não basta’
O escudo de Lula

Entre as atuações de destaque de Bastos estão a acusação dos assassinos do ativista ambiental Chico Mendes, morto em 1988. Também teve atuação nos julgamentos do jornalista Pimenta Neves, assassino confesso da namorada, Sandra Gomide, em 2000, e na defesa do médico Roger Abdelmassih. Atualmente Bastos defendia a Camargo Corrêa e a Odebrecht no escândalo da Lava Jato.

O criminalista assumiu o Ministério da Justiça em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Tornou-se o responsável direto pelo mais tradicional ministério da República e o encarregado da “defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”, como dispõe o decreto que regula as atribuições da pasta. A PF, sob seu comando, ganhou uma capa de VEJA, em outubro de 2004, que celebrava as megaoperações anticorrupção, como Anaconda, Farol da Colina e Vampiros, e também o processo de depuração por que passava a corporação.

Deve-se ainda a Thomaz Bastos a modernização dos mecanismos de combate a crimes econômicos, entre eles o da formação de cartéis. Em março de 2007, ele deixou o cargo e retomou a carreira de advogado.

Autor da tese do caixa dois para justificar o mensalão, urdida quando do estouro do escândalo, em 2005, o ex-ministro foi o comandante dos advogados dos principais réus do escândalo do mensalão, em 2012. Designou ao menos dez advogados, todos seus discípulos, para trabalhar para os mensaleiros.

Coube a ele a defesa do banqueiro José Roberto Salgado, que acabou condenado pelos crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Salgado, contudo, foi um dos onze mensaleiros com direito a um novo julgamento pelos crimes em que tiveram ao menos quatro votos por sua absolvição. Absolvido do crime de formação de quadrilha, em fevereiro de 2014, teve a pena reduzida para 14 anos e 5 meses.

Bastos no governo – Quando ministro, Thomaz Bastos livrou o governo de várias crises. Em alguns casos, porém, acabou por confundir suas atribuições legais com a missão de advogados criminalistas: ao surgir um escândalo envolvendo membros do governo ou do PT, o então ministro informava o presidente Lula da gravidade da situação, montava uma tese de defesa para que os danos fossem os menores possíveis e, por fim, escalava advogados de sua confiança para acompanhar os envolvidos.

Em 2004, ajudou o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a safar-se de suspeitas de crime fiscal e de evasão de divisas. Mas foi no escândalo do mensalão que o ministro advogado começou a brilhar. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, assessorado pelo criminalista Arnaldo Malheiros (indicado por Thomaz Bastos), foi a público alegar que o dinheiro do valerioduto não saíra de cofres públicos, mas de empréstimos conseguidos por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG.

Nos dias seguintes, outros personagens da crise, também auxiliados por advogados ligados ao ministro, repetiram a falácia. Até o presidente Lula participou do teatro, ao dar uma entrevista em Paris, em que reduziu o esquema criminoso a um inocente caixa dois eleitoral.

A mais notória mistura da função de ministro com a de advogado criminalista ocorreu no caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em 2006. No mesmo dia em que o sigilo foi quebrado por ordem de Palocci, 16 de março, dois dos principais assessores de Thomaz Bastos, Daniel Goldberg e Cláudio Alencar, foram à casa de Palocci para discutir a possibilidade de a Polícia Federal investigar o caseiro.

Uma semana depois, provavelmente após relatos dos seus dois assessores sobre a conduta de Palocci, Thomaz Bastos foi à mesma casa, acompanhado do onipresente Malheiros. Lá foi discutida uma tese de defesa que tentasse salvar Palocci de ser processado e demitido do cargo de ministro da Fazenda.

Depois que o encontro foi revelado, Thomaz Bastos disse que apenas ouviu uma exposição de Malheiros sobre ‘aspectos gerais da questão’. Negou ter participado da violação do sigilo do caseiro ou de ter tentado ocultar a responsabilidade do colega Antonio Palocci. Disse que apenas indicou o nome de um advogado a Palocci. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República concluiu que Thomaz Bastos não transgrediu nenhuma norma do governo e que o seu comportamento não feriu a ética.

20/11/2014

às 15:31 \ Política & Cia

Lula seria incapaz de enviar a mensagem que Dilma mandou a FHC por seus 80 anos

Dilma: reconhecimento e gentileza para com FHC de que Lula seria incapaz

Publicado originalmente a 12 de junho de 2011

Campeões-de-audiênciaO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mais de uma vez brincou com algo sério: em 8 anos no Palácio do Planalto, Lula nunca o convidou “sequer para um cafezinho”.

Como sabemos, o grão-vizir do lulalato não apenas jamais chamou para uma conversa seu antecessor, que obviamente poderia ser proveitosa apesar das divergências entre ambos, como passou 8 anos no governo criticando FHC, sem jamais reconhecer qualquer mérito no presidente que preparou o país para que ele próprio, Lula, surfasse na bonança econômica e na popularidade.

Lula, reconhecidamente incapaz de praticar esse tipo de cavalheirismo, usual em qualquer país civilizado, além do mais mordeu a própria língua ao prometer, sem cumprir, que, diferentemente do que ele dizia ser hábito de FHC, deixaria de palpitar sobre o governo de sua sucessora.

Por tudo isso, é um alívio para os brasileiros de bem, favoráveis ao diálogo e despidos de ódios, constatar a mensagem dirigida a FHC pela presidente Dilma Rousseff  como homenagem aos 80 anos que o ex-presidente da República cumprirá no próximo sábado, 18 de junho.

A mensagem não apenas reconhece os méritos de FHC na “saída da hiperinflação” e na contribuição decisiva “para a consolidação da estabilidade econômica”, como o saúda como democrata e homem de diálogo. Isso não apenas Lula, mas o grosso do PT, com raríssimas exceções, reconhece ou reconheceu.

Para finalizar chamando-o, numa linguagem jamais utilizada por qualquer petista graúdo desde sempre, de “querido presidente” e enviando-lhe um “afetuoso abraço”.

Para quem acha, erradamente, que não há qualquer diferença essencial entre Dilma e Lula, não poderia haver evidência mais clara. Aliás, a presidente parece prosseguir na mesma linha de civilidade que a levou a convidar todos os ex-presidentes da República ao almoço que ofereceu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando de sua visita ao Brasil, em março passado. Aliás, Lula foi o único a não comparecer, alegando “outros compromissos”. (Claro, almoçar com o presidente dos Estados Unidos não tem importância nenhuma, não é?)

Diz a mensagem, postada no site especialmente colocado no ar por amigos de FHC —   http://www.fhc80anos.com.br/ — em que há manifestações provenientes de todo o mundo saudando o ex-presidente, de personalidades que vão de Bill Clinton a Ronaldo Fenômeno:

“Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.

 

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.

Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.

Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito. Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.

Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!

Dilma Rousseff”

20/11/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

Em vídeo espetacular, e em fotos, o incrível “USS Independence”, novo barco de guerra da Marinha americana

O “USS Independence”: capacidade de navegar a 70 km/h por quatro horas seguidas, enquanto outros porta-aviões atingem apenas 50 km/h

Publicado originalmente a 8 de junho de 2011

Amigos, este novo barco de guerra da Marinha americana, o USS Independence, é uma novidade tecnológica que pode revolucionar a concepção das armadas do mundo. Algo como os porta-aviões que, a partir do afundamento do poderoso Bismarck da Alemanha nazista, durante a II Guerra Mundial, em 1941, determinaram o fim da era dos grandes encouraçados.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Os tempos das velhas batalha visuais, que desde os galeões dos piratas colocava cada barco no seu horizonte de tiro, foi dramaticamente encerrada com o advento da aviação embarcada.

Um simples avião com um único torpedo era capaz de derrubar um colosso de aço: foi o que aconteceu com o Bismarck, que perdeu o rumo ao ser golpeado no leme pelo torpedo lançado pelo pequeno avião Swordfish que decolou do porta-aviões britânico HMS Ark Royal.

Rodando em círculos no Atlântico, a jóia de Hitler foi cercado pela Marinha inglesa, a Royal Navy, e afundado em maio de 1941.

A moderna cabine de controle do “Independence”: sistema de informação aberto e flexível, o que permite rápida adaptação às novas tecnologias

Esse novo conceito de guerra naval chegou ao extremos meses depois, em junho de 1942, na batalha de Midway, quando duas frotas se enfrentaram sem se verem. O combate aconteceu entre os aviões que decolaram de lado a lado. Afundando nada menos do que 4 porta-aviões japoneses, os EUA viraram a maré da guerra no Pacífico num confronto decisivo.

Pois este novo barco, o LCS (iniciais em inglês de “navio de combate no litoral”), ao que tudo indica, pode ser algo tão revolucionário quanto. Até pelo design, absolutamente inovador.

O navio foi construído para realizar três missões específicas: ações contra minas, combates em superfície e ataques a submarinos

É um protótipo leve, rápido como seria um carro da Fórmula-1 nas mesmas condições (faz 50 nós, 90 km por hora), construído em forma de agulha e que não passa de uma letal variação blindada de um trimarã. Carrega 3 helicópteros armados, tem forte poder de fogo — 3 canhões e 5 metralhadoras pesadas de diferentes calibres — e alta tecnologia nos seus 3 radares e 2 sensores eletrônicos, embora necessite de apenas 40 tripulantes. Pode, portanto, ser um fator de desequilíbrio em qualquer enfrentamento no mundo.

O USS Independence é todo modulado, capaz de receber muita variação de armamento, e, apesar de seus 130 metros de comprimento, consegue fazer curvas na água que só uma lancha ou um jet-ski poderia imitar.

Vejam-no em ação. O vídeo é impressionante:

 

 

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