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28/01/2015

às 18:34 \ Política & Cia

AGORA A COISA VAI: como medida extrema para superar a crise, Dilma cria o Dia Nacional do Milho

(Foto: Estadão)

Uma decisão importante para o Brasil: a partir de agora, comemoramos o Dia Nacional do Milho (Foto: Estadão)

O ‘Diário Oficial da União’ traz também outras leis, como as que instituem o dia da parteira, do técnico agrícola e da vigilância sanitária. Governo atento é isso aí

Nada como uma presidente atenta e ágil.

Vejam só: temos o escândalo do petróleo ameaçando tragar a Petrobras e abalar as estruturas do governo, do PT e de partidos aliados no Congresso.

O país estagnado no crescimento zero.

A inflação prometendo continuar incomodando, só começando a se estabilizar, se tudo der certo, em 2016.

A queda na criação de empregos já assustando.

O governo subindo três vezes os juros para domar os preços, subiu impostos e já cortou alguns direitos sociais.

E por aí vai.

Como, porém, o governo Dilma não tem culpa de nada, conforme esclareceu ontem a presidente — os problemas estão no crescimento menos rápido da China e dos Estados Unidos, na queda internacional dos preços de produtos que o Brasil exporta (coisa de gente de lá de fora), até o clima tem sua parcela de responsabilidade (não deixa chover para encher as represas das hidrelétricas) –, a presidente pode sossegadamente adotar medidas drásticas.

Assim sendo, surgiu o primeiro resultado da ida da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura: está criado, enfim, mais de cinco séculos depois da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, o Dia do Milho.

A partir de agora, com o Dia do Milho, nossos problemas serão zerados. Imaginem, então, com o acréscimo do Dia Nacional do Técnico Agrícola e até da Parteira Tradicional. Governar, portanto, é baixar decreto instituindo “dias de”. Confiram na matéria do Estadão:

Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo

O Diário Oficial da União traz nesta quarta-feira, 28, quatro medidas adotadas pela nova gestão da presidente Dilma Rousseff.

Nenhuma delas vai mudar nada na vida do brasileiro. Duas delas foram propostas pela nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu: a criação do Dia Nacional do Milho e do Dia Nacional do Técnico Agrícola.

O Diário Oficial também trouxe o texto da lei que institui o Dia Nacional da Parteira Tradicional e o Dia Nacional da Vigilância Sanitária. Confira abaixo a íntegra as novas leis:

Dia Nacional do Milho

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O Dia Nacional do Milho, destinado a estimular e orientar a cultura do milho, será comemorado anualmente, em todo o território nacional, na data de 24 de maio.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de janeiro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.

DILMA ROUSSEFF

Kátia Abreu

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

28/01/2015

às 17:35 \ Política & Cia

A charge de SPONHOLZ: a gerentona recomenda

a charge recomendação

28/01/2015

às 15:30 \ Política & Cia

VEJAM O VÍDEO: A Petrobras, em pleno escândalo do petrolão, não faz o que deveria fazer — reforma total, transparência total. Prefere torrar dinheiro em marquetagem e se diz “exemplo de superação”. Por ora, porém, a superação só se deu no tamanho da roubalheira

Santo Deus, para onde vai a Petrobras?

Finalmente saiu o balanço do terceiro trimestre do ano passado… mas

1. Foi divulgado com dois meses de atraso.

2. Embora a empresa tenha obtido lucro, ele desabou 38% em relação ao trimestre anterior.

3. O balanço NÃO leva em conta o rombo causado pela roubalheira do Petrolão. É como o escândalo, que já abrange várias dezenas de BILHÕES, não tivesse existido, nem fosse a esta altura o maior em volume de ladroagem da história da República.

4. O balanço NÃO tem, como deveria, a chancela de uma empresa auditoria independente.

Ou seja, parece que o governo, que controla a empresa, quer o quanto pior, melhor.

Num país decente, e até que terminassem as investigações ora em curso por parte da Polícia Federal e do Ministério Público, tudo com o devido acompanhamento da Justiça, TODA A DIRETORIA da empresa deveria ter sido substituída, a começar pela presidente, Graça Foster, amigona do peito da presidente da República.

Pensando acima de tudo na companhia, no patrimônio que ela representa para os brasileiros e tudo o mais que significa, TODO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO deveria ser trocado por gente técnica, impecável, de currículo que passasse por qualquer prova.

E, naturalmente, em nome da transparência a mais absoluta possível, o balanço deveria incluir uma estimativa de perdas decorrentes da roubalheira.

Qualquer empresa gigantesca como a Petrobras, se privada, minimamente ética e sadia, tomaria medidas radicais como essa para recuperar, VOANDO, a credibilidade.

No caso da Petrobras, está tudo sendo feito ao contrário! A preocupação parece ser com a “cumpanherada”, acima de tudo — os de dentro da empresa, ainda não identificados como ladrões, e os políticos, de fora, que puseram o dinheiro no bolso.

Santo Deus! O que propus acima é algo radical, drástico — mas é igualmente óbvio, é medida ELEMENTAR de saneamento.

O resultado de não adotar atitude de destemor desse tipo e tratar os problemas da Petrobras com franqueza e clareza absolutas aparece na hora: publicado o balanço, a empresa perdeu 10% do valor na Bolsa de São Paulo e 11% na Bolsa de Nova York, em mais uma etapa de seu inacreditável desabamento como patrimônio.

O colosso do petróleo que já foi uma das dez maiores empresas do planeta hoje não consegue se meter num ranking das maiores 500. Perde para empresas de games eletrônicos iniciadas em fundo de quintal.

Em outubro de 2010, uma das famosas fotos de Lula com as mãos untdas com o petróleo que começava a ser retirado da camada pré-sal: baixos preços no mercado internacional pode tornar a exploração antieconômica (Foto: Agência Petrobras)

Em outubro de 2010, uma das famosas fotos de Lula com as mãos untadas com o petróleo que começava a ser retirado da camada pré-sal: baixos preços no mercado internacional pode tornar a exploração antieconômica (Foto: Agência Petrobras)

Mas sempre há, “neztepaiz”, a solução marqueteira. Então, vamos torrar dinheiro com ela, não é mesmo?

Com o óbvio intuito de mostrar que, se “superou” ao longo de sua história enormes “desafios”, a Petrobras está neste exato momento, em vez de adotar medidas duras, lançando no ar uma campanha milionária falando em “superação”, da qual a história da empresa estaria repleta — conforme demonstra o vídeo no início do post.

Falando em nome de “nossa gente”, o comercial lembra dos tempos em que se dizia “que não havia petróleo” no Brasil, bate no peito mostrando que “seguimos em frente” (nós quem, cara-pálida?) e, inevitavelmente, envereda pelo pré-sal, “uma descoberta que surpreendeu o mundo” (e que poderá ruir, desabar e frustrar esperanças se o preço do petróleo no mercado internacional continuar caindo e a exploração da camada do pré-sal se revelar antieconômica).

Aí, de forma sub-reptcícia, o filmete toca no escândalo do petrolão, sem citá-lo, é claro: “Hoje, os desafios são outros”, diz a peça de propaganda elaborada certamente por admiradores de João Santana. “Por isso estamos aprimorando a governança e a conformidade da gestão” (o que raios será que o público entende por “conformidade de gestão”?).

E caminha para a conclusão gloriosa: “Seja qual for o desafio [e, no caso, o desafio é sair do mar de lama], a nossa melhor resposta sempre será aquela palavra que nos acompanha desde o começo: superação. Essa é a Petrobras. Ontem, hoje e sempre superando desafios. Todos eles.”

O “todos eles” quer dizer que a empresa vai “superar” também este probleminha chamado petrolão.

Ah, antes que me esqueça: o “Ontem, hoje, sempre” é igual, igualzinho a parte de vários slogans com que a ditadura militar procurou durante anos a fio realizar lavagem cerebral nos brasileiros.

28/01/2015

às 14:28 \ Política & Cia

TVEJA: Comento que Dilma reaparece e descobre que o governo não tem nada a ver com os problemas da herança maldita que ela mesmo deixou para si. Tudo é culpa alheia

Na primeira reunião ministerial, após 27 dias de sumiço, a presidente Dilma Rousseff teve um momento de iluminação e descobriu que o governo do PT não tem nada a ver com a barafunda política e o buraco econômico em que se encontra o país.

Crise econômica? É tudo culpa do menor crescimento da China e dos Estados Unidos, do baixo preço no mercado das commodities que o Brasil exporta, até do clima.

Petrolão? Nem uma palavra a respeito.

No meio do discurso para o gigantesco ministério de 39 integrantes, sobrou até para o operador do teleprompter.

Enquanto isso, Dilma continua a receber críticas do lado esquerdo do PT — a começar por José Dirceu.

E Lula, o criador da criatura? Lula também sumiu…

São alguns dos comentários que fiz no programa ‘Aqui Entre Nós’ com Joice Hasselmann, na TVEJA.

27/01/2015

às 20:23 \ Política & Cia

ENQUETE PARA NÃO PERDER: Decidam o significado do punho erguido de Dilma na posse do “bolivariano” Evo Morales

Dilma toda feliz, erguendo o punho na velha saudação comunista, cercada de gente como o venezuelano Maduro (sobretudo escuro e bigodão), o vice boliviano García Linera (medalhão no peito), o presidente da Bolívia pela terceira vez, Evo Morales (com a faixa presidencial) e o idem equatoriano Rafael Correa (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Epa! Já esta no ar nossa nova enquete, que vocês não podem perder.

O que cada um de vocês acha que significou, entre cinco alternativas que fornecemos, o famoso gesto do punho erguido pela presidente Dilma durante a terceira cerimônia de posse consecutiva do presidente “bolivariano” da Bolívia, Evo Morales?

As alternativas, em uma das quais você pode clicar no local tradicional das enquetes, à direita desta coluna, são:

* o problema principal foi constrangimento: ela não sabia na hora o que fazer com a mão quando todo mundo a ergueu;

* de repente deu a louca na presidente, e ela ela teve saudades súbitas de seus tempos de “revolucionária”;

* foi de desafio: “​escolhi​ mesmo o ministério mais mequetrefe da República, e daí?”

* foi um gesto espontâneo de crua sinceridade: “quem mandou votar em mim?”

* ela deu uma de Zagalo e tascou: “vocês vão ter que me engolir”.

Vamos lá, pessoal! Vamos votar, ali ao lado.

Obrigado.

27/01/2015

às 18:45 \ Política & Cia

RESULTADO DA ENQUETE: Para os leitores do blog, Marta não está realmente rompendo com o PT, apesar dos ataques ao partido

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Estaria Marta realmente determinada a romper com o PT mesmo mantendo sua relação com Lula — a quem se referiu certa vez como “Deus”? (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na última enquete, os leitores do blog responderam à seguinte pergunta: você acredita que Marta Suplicy está rompendo com o PT — mesmo sem romper com Lula?

Em 12 dias, 3.848 pessoas votaram, e 74% delas — 2.866 amigas e amigos do blog — disseram que não. Os que deram um voto de confiança à senadora foram 708 (18%). O resto dividiu-se entre as respostas “talvez” (178 ou 5% dos votos) e “não sei” (96 ou 2%).

Nossa nova enquete, já aberta, questiona os amigos do blog a respeito do gesto de punho erguido feito pela presidente Dilma Rousseff durante a posse de Evo Morales. A votação está disponível no lugar de sempre, à direita desta coluna.

Que tal votar? Há cinco alternativas de resposta à sua disposição.

 

27/01/2015

às 18:06 \ Política & Cia

NOBLAT: “Dilma impõe ao PT uma dura dieta de pouca grana”

Pouco dinheiro para o PT gastar significa menos poder (Foto: O Globo)

Pouco dinheiro para o PT gastar significa menos poder (Foto: O Globo)

Post do jornalista Ricardo Noblat, publicado em seu excelente blog em O Globo

O PT tem razões de sobra para não gostar da presidente Dilma Rousseff. Ela não é petista de berço, por exemplo. Filiou-se ao partido relativamente há pouco tempo.

Não prestigia os líderes do partido. Os queridinhos recentes dela são Cid Gomes, do PROS, ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, e Gilberto Kassab, do PSD, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro de Cidades.

Mas o que tira o PT do sério em se tratando de Dilma é a distribuição de verbas para cada partido administrar. Explico.

Fora os ministérios técnicos, os demais contam com grana sobre cuja aplicação os ministros têm o poder de decidir, com compras e investimentos.

Pois bem: um estudo da Fundação Getúlio Vargas, ao qual teve acesso o jornal O Estado de S. Paulo, mostra que os ministros do PT nunca tiveram tão pouco dinheiro sob seu controle.

Em 2004, antes do escândalo do mensalão, no segundo ano do primeiro governo de Lula, o PT administrava 53% desse tipo de dinheiro contra 25% administrados pelos demais partidos aliados.

Com o mensalão, desesperado pela ajuda dos demais partidos para não cair, Lula inverteu o placar.

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27/01/2015

às 16:15 \ Vasto Mundo

Novo governo de extrema esquerda na Grécia descarta pagamento de toda a dívida

O líder do partido esquerdista Syriza, Alexis Tsipras (Foto: John Kolesidis/Reuters)

O líder do partido esquerdista Syriza, Alexis Tsipras: prioridade do governo é a renegociação da dívida grega (Foto: John Kolesidis/Reuters)

Segundo porta-voz do partido vencedor das eleições no domingo, a Syriza, credores devem estar dispostos a negociar. A dívida do país soma 240 bilhões de euros

De VEJA.com

O principal porta-voz da equipe econômica da Syriza, o partido vencedor das eleições na Grécia neste domingo, disse nesta terça-feira à rede de notícias BBC que “é pouco realista” esperar que a Grécia pague toda a sua dívida.

Segundo Euclid Tsakalotos, os credores da União Europeia (UE) devem estar dispostos a negociar os débitos com o país. “Ninguém acredita que a dívida da Grécia seja sustentável”, declarou o representante da coalizão de esquerda.

Uma das prioridades do novo governo, cujo primeiro-ministro agora é Alexis Tsipras, é renegociar com a UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) uma reestruturação da dívida do Estado grego, que chega a 240 bilhões de euros. “Não conheci nenhum economista que honestamente diga que a Grécia pagará toda essa dívida. Não é possível”, afirmou Tsakalotos em entrevista à emissora britânica.

Após as eleições de domingo, os líderes da Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) estão tentando um acordo com o partido de direita nacionalista Gregos Independentes para a formação de um novo governo. Para Tsakalotos, assim como seus pares do país, os líderes europeus também devem estar dispostos a trabalhar com a Syriza.

Leiam mais: Tsipras confirma aliança com nacionalistas para governar
Líder antiausteridade vence na Grécia e preocupa Europa

“Vai ser uma Europa muito peculiar e perigosa se (os líderes) indicarem que, após um voto democrático, não estão interessados em conversar com um novo governo”, advertiu. Ele disse ainda que se a Grécia for retirada da zona do euro, o bloco econômico será derrubado, episódio que classificou de “seu pior pesadelo”.

“Dissemos desde o princípio que a zona do euro está em perigo, mas não pela Syriza, e sim pelas políticas de austeridade”, ponderou. Apesar disso, ele assegurou que o novo governo está disposto a cooperar e a renegociar “uma solução justa, viável e de benefício mútuo”.

O partido de extrema esquerda Syriza venceu as eleições legislativas da Grécia no domingo com uma plataforma contrária ao plano de austeridade assumido pelo país anos atrás em troca de auxílio financeiro para pagar as suas dívidas. A vitória do grupo que rejeita as exigências da troika de credores — UE, BCE e FMI — coloca em risco a permanência da Grécia na zona do euro e traz ainda mais instabilidade para o bloco.

No Twitter, o premiê britânico David Cameron escreveu que o resultado “vai aumentar a incerteza econômica na Europa”.

Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que a Grécia tem que respeitar as regras da zona do euro e não pode exigir tratamento especial para sua dívida.

Na mesma linha, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Eurogrupo, o ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, reforçaram o compromisso que a Grécia deve manter junto aos credores internacionais. A dívida da Grécia alcançou 117% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014, o que significa, em dados concretos, que cada grego tem uma dívida externa de 29.700 euros a pagar.

27/01/2015

às 15:30 \ Política & Cia

Marta volta a criticar Dilma: ‘Faz a vaca engasgar de tanto tossir’

Marta Suplicy e a presidente Dilma: agora, caminhos opostos (Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE)

Marta Suplicy e a presidente Dilma: agora, caminhos opostos (Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE)

Senadora fez duros ataques à presidente e ao PT em artigo. Afirma que Dilma age sem transparência e que partido está atarantado sob ‘sérias denúncias’

De VEJA.com

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) deu sequência nesta terça-feira às duras críticas que tem feito à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, Marta ataca a condução da política econômica por Dilma – e afirma: não houve transparência do governo federal diante do cenário econômico.

“Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade”, escreve a senadora.

“Se tivesse havido transparência da condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro”, continua. Marta trata na sequência do aumento das tarifas promovido no primeiro mês do novo mandato da presidente, além do cenário de inflação alta e elevação dos juros. Ainda critica o que chamou de “diminuição dos direitos trabalhistas”.

Para a senadora, Dilma faz “a vaca engasgar de tanto tossir”.

Marta critica a nomeação de um nome que “agrada ao mercado e à oposição” para a Fazenda, em referência a Joaquim Levy, sem que a presidente tenha dito uma palavra a respeito. “Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha? Nenhuma explicação”.

E prossegue: “O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção”.

Na sequência, a senadora critica o silêncio da presidente Dilma Rousseff, que não fala em público desde sua posse, em 1º de janeiro. “A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu”, finaliza.

27/01/2015

às 14:15 \ Vasto Mundo

O que teria esse quadro para valer mais de 6 milhões de reais? O autor — pintor amador –, um dos líderes gigantes do século XX: Winston Churchill

"The goldfish pool at Chartwell" (o poço de peixinhos dourados de Chartwell, a mansão dos Churchill em Kent, na Inglaterra, hoje propriedade do Estado): 6,7 milhões de reais pelo quadro de um gênio em várias áreas (Foto: telegraph.co.uk)

“The goldfish pool at Chartwell” (o poço de peixinhos dourados de Chartwell, a mansão dos Churchill em Kent, na Inglaterra, hoje propriedade do Estado): 6,7 milhões de reais pelo quadro de um gênio em várias áreas (Foto: telegraph.co.uk)

Já faz algumas semanas que a famosa casa de leilões Sotheby’s de Londres, realizou um leilão extraordinário pela qualidade e valor histórico das peças, pelos recordes que bateu e pela figura central cuja sombra se estendeu sobre o acontecimento — Sir Winston Churchill, o leão inglês que manteve por mais de dois anos resistência solitária contra a Alemanha de Hitler na II Guerra Mundial, o genial jornalista, militar, político, diplomata, historiador, escritor (Nobel de Literatura em 1953), um dos mestres do idioma inglês em todos os tempos e, para muita gente, o maior estadista do século XX.

Mesmo tendo passado essas semanas do leilão, não posso deixar de comentar.

Além dos qualificativos acima, Churchill foi também um pintor amador de grande qualidade — tanto é que, entre os 250 lotes de peças colocados em leilão, herança da mais nova de seus cinco filhos, a baronesa Mary Soames, falecida em 2014 aos 91 anos de idade, esteve o quadro a óleo The goldfish pool at Chartwell (em tradução livre, o poço dos peixinhos dourados em Chartwell, a mansão em que Churchill viveu em Kent), merecedor de um lance vencedor de 2,21 milhões de euros (6,66 milhões de reais), nível de obra de artista de primeiríssima.

Retrato de Churchill por Oswald Birley (1880-1952): 1,8 milhão de euros (Foto: telegraph.co.uk)

Retrato de Churchill por Oswald Birley (1880-1952): 1,8 milhão de euros (Foto: telegraph.co.uk)

Trata-se do maior preço obtido até hoje por um quadro de Sir Winston, ultrapassando em mais de 1 milhão de euros (mais de 3 milhões de reais) Chartwell landscape with sheep (paisagem de Chartwell com carneiros), outro óleo arrematado em 1997.

Outras duas pinturas do ex-primeiro-ministro britânico foram vendidas por perto de 1 milhão de euros cada uma, além de um retrato seu a óleo feito pelo retratista das elites e da nobreza britânica Oswald Birkey (1880-1952), que alcançou 1,8 milhão de euros (5,4 milhões de reais).

A pasta de couro de Churchill quando ministro das Colônias:

A pasta de couro de Churchill quando ministro das Colônias: só esta peça, perto de 600 mil reais (Foto: Sotheby’s)

Chegou a quase 200 mil euros (600 mil reais) o lance vencedor pela pasta de couro vermelha que Churchill utilizou durante seus anos como Secretário de Estado de Sua Majestade para as Colônias Britânicas.

Por 47.750 euros (mais de 140 mil reais) foi-se uma foto original, não autografada, de Churchill cumprimentando o general Dwight D. Eisenhower, comandante supremo das forças dos Aliados durante a II Guerra — e, posteriormente, presidente dos Estados Unidos (1953-1961). Até uma simples caixa para conservar os famosos charutos do líder superou as expectativas, sendo arrematadas por perto de 80 mil reais, vinte vezes seu preço estimado.

São fragmentos da trajetória movimentada e riquíssima de um homem que viveu intensamente cada um de seus 91 anos até a morte, em 1965, e que marcou fundo seu tempo.

 

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