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24/10/2014

às 20:15 \ Política & Cia

WILSON MOHERDAUI sugere à Globo: no debate de logo mais, o ideal seria que a Globo deixasse só os candidatos no palco — com os marqueteiros sentadinhos na plateia, de onde nunca deveriam ter saído

Dilma e Aécio frente a frente no debate da Globo no 1º turno: marqueteiros deveriam ficar à margem, mesmo nos intervalos (Foto: Reprodução TV Globo)

Dilma e Aécio frente a frente no debate da Globo no 1º turno: marqueteiros deveriam ficar à margem, mesmo nos intervalos (Foto: Reprodução TV Globo)

Por Wilson Moherdaui *

O que todos nós, brasileiros, esperamos dos debates políticos é que sejam civilizados, esclarecedores, sintonizados com os desejos e necessidades de toda a população.

Claramente, não é o que tem acontecido. Na verdade, os debates se transformaram num duelo sem tréguas entre equipes de marketing eleitoral, os famigerados marqueteiros.

Alguns deles, aliás, geniais.

Ainda mais geniais quando trabalham para clientes sem escrúpulos: aí, podem dar asas à criatividade, sem se preocupar com filtros éticos, sem o menor compromisso do prejuízo que provocarão na reputação do adversário.

Por isso, me ocorreu uma proposta, que talvez tenha chegado um pouco tarde para esta eleição, mas quem sabe sirva para as próximas: os organizadores deveriam proibir o contato dos marqueteiros com os candidatos nos intervalos dos debates.

Como, aliás, acontece nos Estados Unidos ou em países da Europa. O debate se tornaria, dessa forma, um confronto de ideias dos candidatos, com alguma chance de se aterem a suas plataformas políticas ou a seus programas de governo.

Os ataques, se surgissem, seriam espontâneos e não essa sequência quase robotizada de frases estudadas e pegadinhas, que transformaram os debates numa chorumela previsível e inútil.

Quem sabe assim pudessem ficar mais claras as diferenças entre os candidatos, para que nós, eleitores, avaliássemos quem tem realmente mais capacidade para nos governar.

Quem sabe a Globo já não possa introduzir a nova regra já no debate de hoje e deixar os marqueteiros sentadinhos na plateia. De onde, aliás, nunca deveriam ter saído.

* Wilson Moherdaui, jornalista brilhante e empresário, é também bacharel em Direito pela USP

24/10/2014

às 20:03 \ Política & Cia

Aécio: depoimento de doleiro indica caixa dois na campanha de Dilma

(Foto: Marcos Fernandes)

“É algo extremamente grave que tem que ser confirmado, mas é preciso que seja também apurado”, disse Aécio Neves hoje a respeito das denúncias feitas por VEJA (Foto: Marcos Fernandes)

Candidato tucano classificou como “extremamente graves” as informações reveladas por VEJA sobre depoimento de Youssef

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro, para VEJA.com

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que considera “extremamente graves” as informações reveladas por VEJA sobre o depoimento prestado na última terça-feira pelo doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

Como narra a reportagem, o doleiro, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, seu antecessor, no esquema de corrupção. Em coletiva concedida no Rio de Janeiro, Aécio afirmou que, se comprovadas, as informações prestadas por Youssef confirmam que “houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT”.

VEJA revelou que Youssef afirmou à PF que Dilma e Lula sabiam das irregularidades na Petrobras, que era usada de forma sistemática para desviar recursos que abasteciam os caixas do PT e de outros partidos aliados. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, também foi preso por sua participação nos desvios. Ele e Youssef firmaram um acordo de delação premiada, o que os obriga a comprovar as afirmações que fizerem para ter a pena reduzida.

“A denúncia é extremamente grave. A delação premiada é um instrumento que apenas assegura benefícios se vier acompanhada de comprovações das denúncias. É preciso que nos alertemos, porque a primeira etapa da delação feita por Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, portanto acreditando nas informações que ali foram prestadas”, afirmou o presidenciável, em rápido pronunciamento em um hotel no Leblon, Zona Sul do Rio, onde se prepara para o debate da TV Globo, nesta noite.

Aécio destacou ainda o encontro narrado pelo doleiro com um integrante da coordenação da campanha presidencial do PT para tratar da repatriação de 20 milhões de reais que seriam usados na campanha de Dilma. “Se comprovado isso, é a confirmação de que houve operação de caixa dois na campanha presidencial do PT. É algo extremamente grave que tem que ser confirmado, mas é preciso que seja também apurado”, disse.

O tucano também criticou a postura de Dilma: o PT tentou censurar reportagem de VEJA sobre o depoimento de Youssef, mas teve o pedido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Infelizmente até agora a única manifestação do PT foi pela censura. Essa não é certamente a resposta que os brasileiros aguardam e o TSE negou provimento a essa solicitação. O Brasil aguarda esclarecimentos cabais e definitivos”, afirmou. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/10/2014

às 18:48 \ Política & Cia

Nota da revista VEJA sobre a fala da presidente no horário eleitoral

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De VEJA.com

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de  fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

24/10/2014

às 17:20 \ Política & Cia

Lula se aproveita da ignorância da população para fazê-la acreditar que há agressões “típicas do nazismo” a Aécio. Na verdade, sem saber do que está falando, o que ele faz é extravazar seu ódio às “elites” — com as quais, na verdade, se amancebou

(Foto: Ricardo Stuckert)

Quando fala às multidões, Lula não tem problema em invocar uma das maiores tragédias da história mundial (Foto: Ricardo Stuckert)

O NAZISMO NA BOCA DE LULA

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

A frequência com que as palavras “nazismo” e “nazista” são usadas para insultar tende a ser tanto maior quanto menor o conhecimento dos que as empregam do que foi efetivamente o mais hediondo regime que o Ocidente experimentou ao longo de sua história e do que fizeram os seus seguidores.

Se mesmo na Europa as novas gerações parecem saber cada vez menos da barbárie que a devastou há 70 anos, não surpreende que em outras paragens os termos que a revestem tenham se tornado ao mesmo tempo corriqueiros e caricaturais – e, nessa medida, uma ofensa permanente à memória de suas vítimas.

Um exemplo de livro de texto dessa banalização do mal acaba de ser dado pelo ex-presidente Lula, no lugar onde mais ele fica à vontade para usufruir da sua inesgotável propensão à baixeza: um palanque eleitoral.

Ao lado da afilhada Dilma Rousseff, em um comício que reuniu cerca de 40 mil pessoas no Recife, anteontem, ele equiparou as supostas agressões ao Nordeste da campanha do tucano Aécio Neves e de seus aliados às práticas nazistas na 2.ª Guerra Mundial. Lula falava para um público que, em geral, tem disso informação precária ou nenhuma. Mas aprendeu, como quase toda a gente, que o tal do nazismo é a coisa mais medonha que se pode conceber.

Portanto, se ouve de Lula que a esse extremo chegam os presumíveis preconceitos e injustiças da oposição “contra nós”, os nordestinos, deve ser a pura verdade. Lula não imaginaria que o sentimento de revolta que se esmerava em inculcar à sua plateia a dotaria do poder mágico de votar duas vezes em Dilma na decisão de domingo para se vingar dos “preconceituosos”. Nem seria preciso: no primeiro turno, vencido em Pernambuco por Marina Silva, Dilma obteve 44% dos sufrágios ante menos de 6% de Aécio.

Logo se vê que a fúria de Lula não tem nada que ver com um hipotético imperativo de conseguir que a sua apadrinhada prevaleça numa capital, em um Estado e numa região onde ela e o seu adversário – a exemplo do que se passa em âmbito nacional, segundo as pesquisas – estariam engajados numa guerra sem quartel pelo voto de cada eleitor.

O comício do Recife foi apenas (e tudo isso) uma oportunidade para ele dar vazão ao ódio que sente pelas “elites” – e que soube guardar no congelador quando, presidente, se amancebou com o que elas têm de pior. Muito mais do que o combate político, é esse sentimento que o leva a perder o que ainda possa ter em matéria de senso de proporção, ao comparar os adversários não só aos nazistas, mas a Herodes, “que matou Jesus Cristo por medo de ele se tornar o homem que virou”.

Já investir contra Aécio, como também fez em Pernambuco, acusando-o de “grosseiro” com Dilma, é frio cálculo eleitoral. O neofeminista da temporada havia feito a sua aparição na antevéspera, em outro comício, então em Itaquera, na zona leste paulistana. “Esse rapaz não teve educação de berço para respeitar as mulheres”, atacou. “E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó.”

Logo ele, que fez com brio a sua parte na profusão de baixarias para desqualificar a candidata Marina Silva na disputa do primeiro turno.

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24/10/2014

às 16:15 \ Política & Cia

Na TVEJA: Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) mostra que o governo mente ao dizer que pagou a dívida externa. Ela aumentou com o lulopetismo, e a dívida interna triplicou

Em entrevista exclusiva à TVEJA, o senador Álvaro Dias, reeleito com esmagadora votação pelo PSDB do Paraná, denuncia o crescimento das dívidas externa e interna brasileiras. Ao contrário do que afirma o governo, mostra o senador, a dívida externa não foi paga — era de 212 bilhões de dólares quando Lula assumiu, em 2003, e está em 331, bilhões — e a interna disparou, dos 800 bilhões de reais da final da gestão de FHC para os estratosféricos 2,2 trilhões de hoje.

E mais: a gestão petista fez empréstimos secretos para Cuba e Angola, informações que estão debaixo do tapete, além de perdoar dívidas de países com regimes ditatoriais sanguinários da África. Parte desse dinheiro, diz o senador do Paraná, financia a corrupção.

O senador ainda falou da relação promíscua entre governo e Congresso — “que precisa acabar, o governo não pode tratar o Legislativo como um balcão de negócios, como faz hoje” – e dos desafios de ser governista, caso Aécio seja eleito

24/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

DORA KRAMER: Para Dias Toffoli, ou é oito ou é 80 quando se trata do horário eleitoral

(Foto: STF)

Dias Toffoli: campanha de baixo nível neste segundo turno das eleições exige mudanças nas regras do horário eleitoral (Foto: STF)

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Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Antonio Dias Toffoli, propõe uma revisão do uso do horário eleitoral para as próximas campanhas. Traz o tema à discussão no bojo da repentina – e por que não dizer tardia, radical e atabalhoada – mudança de orientação do colegiado em relação ao grau de interferência da Justiça na cobrança do cumprimento da lei por parte das forças políticas em disputa.

Toffoli considerou de muito baixo nível o que PT e PSDB apresentaram em seus programas na campanha do segundo turno. De onde concluiu que se há tempo para ofensas é porque há tempo em excesso; questionou se as campanhas não deveriam ser mais curtas e defendeu o direito do tribunal “pôr um freio de arrumação” no ambiente proibindo toda e qualquer crítica considerada inadequada, a fim de preservar os ouvidos sensíveis do eleitorado.

Tudo isso ao juízo do mesmo colegiado cuja maioria até então defendera uma atitude “minimalista” (no dizer do ministro Luiz Fux) da Justiça, no intuito de não interditar o debate político. Ou seja, o TSE, representado por seu presidente, saiu de uma posição de deliberado alheamento para uma atitude de interferência discricionária, avocando para si a decisão sobre o tempo e o conteúdo do que pode ou não ser dito.

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24/10/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Subida de Dilma nas pesquisas faz Bolsa anular ganhos do ano inteiro

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril (Foto: Reinaldo Canato/VEJA)

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril (Foto: Reinaldo Canato/VEJA)

Após despencar 3,24% nesta quinta-feira, com pessimismo eleitoral, valorização acumulada no ano passou para o campo negativo, em 1,50%

De VEJA.com

O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, fechou em forte queda nesta quinta-feira, abaixo dos 51 mil pontos pela primeira vez desde abril, em meio a especulações, posteriormente confirmadas, de que pesquisas previstas para o dia mostrariam aumento da vantagem da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, na corrida presidencial, a três dias do pleito.

No fim da sessão, a bolsa brasileira terminou em queda de 3,24%, a 50.713,26 pontos, o menor patamar desde abril, fazendo o desempenho no ano ficar negativo em 1,50%.

Até a véspera, o resultado acumulado em 2014 estava positivo em 1,75%.

Entre os destaques de queda, mais uma vez, estão as ações ordinárias da Petrobras (ON, com direito a voto), que recuou 6,23%, e preferenciais (PN, sem direito a voto), com queda de 7,22%. Além disso, tiveram retração os papéis do Banco do Brasil (- 9,11%), Bradesco (- 6,02%), Itaú ON (- 4,04%) e outras empresas do setor financeiro.

Logo após o fechamento, levantamentos Datafolha e Ibope confirmaram os rumores do mercado.

O Datafolha mostrou Dilma com uma vantagem inédita, de 53% dos votos válidos contra 47% do tucano. Na rodada anterior, a situação era de empate técnico: Dilma tinha 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Já o Ibope apontou Dilma com 54% dos votos válidos, contra 46% de Aécio. No levantamento anterior do instituto, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Dólar sobe para maior patamar em 9 anos

Os rumores na reta final da corrida eleitoral impulsionaram o dólar para o maior patamar em nove anos. Agentes do mercado anteciparam o cenário em que presidente Dilma apareceria à frente de Aécio Neves, fora da margem de erro.

A moeda norte-americana subiu 1,35%, cotada a 2,5137 reais na venda, maior nível de fechamento desde 29 de abril de 2005, quando ficou em 2,528 reais.

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,8 bilhão de dólares.

“O mercado não sabe para onde atirar agora nesses últimos dias antes das eleições”, disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

“Parece que o mercado está alternando entre o modo de ‘especulação’, quando enche, e o modo de ‘prudência’, quando esvazia”, resumiu o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

 

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

24/10/2014

às 13:04 \ Política & Cia

Bernardinho, o técnico de vôlei mais vencedor de todos os tempos, fala de sua admiração por Aécio

24/10/2014

às 12:00 \ Política & Cia

As bandalheiras na refinaria Abreu e Lima, obra de 18 bilhões de dólares, começaram num fato: sua licitação foi feita com base apenas em anteprojetos, sem detalhamento do projeto. Entendam como se deu isso

(Foto: Guga Matos/JC)

A refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco: o orçamento superou em 16 bilhões de dólares as previsões (Foto: Guga Matos/JC)

REFINARIA ABREU E LIMA É FRUTO DE CONTRATAÇÃO INTEGRADA

Por Júlio Moreno, assessor de imprensa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

No centro do escândalo da Petrobras, a construção da Refinaria Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife, foi licitada por meio da “contratação integrada”, modalidade de concorrência que permite aquisição de obras e serviços públicos de engenharia com base apenas em anteprojetos. O procedimento teve impacto enorme no aumento de custos da refinaria.

“A falta de detalhamento do projeto inicial da refinaria provocou uma avalanche de problemas”, afirma relatório do Secretário de Fiscalização de Obras de Energia e Saneamento do Tribunal de Contas da União (TCU), Eduardo Nery, a propósito de auditoria de 2013, na sequência de outras realizadas a partir de 2010 por solicitação da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional.

Na “avalanche de problemas” estão indícios de projeto deficiente, falha na estimativa de quantidade de materiais para a obra e atrasos no cronograma, que deram origem a diversos aditivos. A “contratação integrada” permite a contratação de obras e serviços públicos de engenharia com base apenas em anteprojeto, ficando por conta das empreiteiras a elaboração dos projetos básico e executivo, a execução das obras e os testes do que elas próprias ergueram. É o chamado “design and build”.

“As estimativas de custos não representavam a realidade da obra, porque a Petrobras não contrata seus empreendimentos adotando as determinações da Lei de Licitações, que prevê o detalhamento no projeto executivo. A empresa usa o modelo de Contratação Integrada, com risco maior para o contratado”, afirma o relatório de Eduardo Nery, que levou a CPMI da Petrobras a requisitar da estatal a integra de todas as auditorias feitas pelo TCU sobre a refinaria.

Os fatos ganham relevância maior em decorrência da tramitação no Senado, neste momento, de projeto que propõe a adoção da “contratação integrada” para todas as obras do país. O projeto tem a oposição das entidades de arquitetura e engenharia, que entendem ser contra o interesse da sociedade que uma única empresa se responsabilize pelos projetos e obras dos empreendimentos públicos. As entidades defendem um maior tempo para uma ampla discussão, com a profundidade exigida e com a transparência que merece. A recomendação é que o debate e votação ocorra com o novo Congresso, legitimado pelos votos das eleições de 5 de outubro.

Fazem parte do grupo de entidades o CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil), o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), a FNA (Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas), a AsBEA (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura), a ABAP (Associação Brasileira de Arquitetura Paisagística) e o SINAENCO (Sindicato da Arquitetura e Engenharia Consultivas), entre outras.

Superfaturamento

Os problemas na refinaria começaram logo na obra de terraplenagem, onde o TCU comprovou um superfaturamento de R$ 69,6 milhões. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

23/10/2014

às 23:19 \ Política & Cia

VÍDEO: Neymar anuncia que vai votar em Aécio Neves

 

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