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Arquivo de 23 de abril de 2012

23/04/2012

às 20:00 \ Política & Cia

Carlos Alberto Sardenberg: a presidente Dilma tem a oposição que pediu aos céus

 

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A presidente Dilma no lançamento do programa Brasil sem Miséria, com governadores do sudeste Antônio Anastasia (PSDB-MG), Geraldo Alckmin (PSDB-SP); Sérgio Cabral (PMDB-SP) e Renato Casagrande (PSB-ES): ela tem a oposição que pediu aos céus (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

SEM OPOSIÇÃO É MAIS FÁCIL

Como a presidente Dilma tem avaliação tão positiva se o povo condena os serviços de saúde, segurança, impostos, juros …..

Como a presidente Dilma pode ter popularidade tão elevada se a população desaprova a gestão do governo na maioria dos setores essenciais? É a questão levantada a partir da pesquisa Ibope divulgada neste mês. Nada menos que 77% dos brasileiros (mais de três em cada quatro) aprovam o modo como a presidente Dilma leva o país. O pessoal também considera a presidente melhor que seu governo, este com 56% de ótimo/bom (20 pontos a menos do que avaliação pessoal de Dilma).

Mas o governo tem aprovação maior que a desaprovação em apenas três áreas. Vai bem no combate ao desemprego (53% positivos), à pobreza (59%) e no controle do meio ambiente (53%). Em outras, é reprovado. Nada menos que 65% dos pesquisados desaprovam o sistema de impostos 63% condenam os serviços de saúde e 61% reprovam a segurança pública. E mais: 50% reprovam o combate á inflação (33% aprovam) e 55% condenam os juros (isso medido antes da ofensiva presidencial pela redução das taxas).

O que explica isso? 
 A melhor hipótese é simples: falta oposição. Se a população considera ruins os serviços que recebe e, ao mesmo tempo, aprova a presidente amplamente, só pode ser porque não considera Dilma responsável por aqueles problemas. Ora, carimbar a culpa na presidente e no governo é o papel da oposição, em qualquer lugar do mundo.

No caso brasileiro atual, a oposição nem precisa mostrar que setores essenciais não funcionam – o povo percebe isso. Nem precisa mentir ou fazer uma propaganda enganosa. A responsabilidade é, de fato, do governo federal e da presidente. Por exemplo: juros altos e inflação elevada, isso é política econômica, área exclusiva Ministério da Fazenda e do Banco Central.

Mas neste departamento, a acusação exige que se apresente a alternativa. Não basta apontar um problema que a população já sente. É preciso convencê-la de que há outro caminho para o que ela quer, juros menores e inflação baixinha. E aqui já se vê por que a oposição fracassa. Qual a proposta do PSDB, do DEM ou do PPS?

Líderes e associados desses partidos mostram idéias aqui e ali, mas não se vê nada construído em torno do nome forte da oposição, o candidato à presidência. Este, aliás, quem é? A vez é do senador Aécio Neves, mas vá dizer isso a Serra ….

Além disso, muita gente da oposição até gosta da política econômica de Dilma. O caso do dólar, por exemplo. Nos últimos tempos, ampliou-se muito a classe média que viaja ao exterior, beneficiada pelo dólar barato e pelo crediário farto. Para esse pessoal, ficou quase normal fazer compras em Miami e N.York. Agora, o dólar está subindo – por ação do governo Dilma – e incomodando essa classe média. E não se ouve uma palavra da oposição.

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Com dólar baixo, classe média se esbaldou em comprar em Miami (Foto: Mario Rodrigues)

Nos outros quesitos condenados nas pesquisas – saúde e segurança – e em educação (48% de reprovação), a coisa é ainda mais complicada. Nessas áreas, a responsabilidade não é apenas de Brasília, mas também dos governos estaduais, muitos dos quais em mãos da oposição. Aqui, portanto, não basta um bom discurso, é preciso mostrar serviço, fazer a diferença.

Por exemplo: as escolas públicas de S.Paulo ou de Minas, os dois mais importantes estados administrados pelo PSDB, há anos, deveriam ser percebidas como muito melhores do que as demais. Idem para polícia, para os hospitais e postos de saúde, mas não é o que se vê. Ou que a população perceba. Não se define uma opção efetiva de gestão diferente e melhor, que possa ser apresentada como o modo tucano (ou democrata) de governar naquelas áreas.

Nem há consistência partidária. Em S. Paulo, por exemplo, o governador Alckmin abandonou políticas educacionais modernas da anterior gestão tucana.

No Brasil, no geral, fica tudo muito parecido, inclusive nas boas iniciativas, sempre isoladas, e que se encontram em gestões dos diferentes partidos.

Tudo considerado, assim como o presidente Lula fazia, sua sucessora consegue capitalizar as coisas boas e escapar das ruins. Capitaliza com intensa propaganda, como no caso do programa Brasil Sem Miséria – nem começou e já é apresentado na mídia como estrondoso sucesso. Já de uma fila do SUS, não há propaganda que salve, mas como não há oposição que condene, a presidente pode fazer o que faz: bom, o problema é de todos ou dos outros.

Juros? A culpa é dos bancos privados. Dólar? A culpa é do tsunami americano e europeu.

Até com a corrupção. Lembram-se o que Lula dizia do mensalão? É coisa que todo mundo faz.

E que tal a CPI do Cachoeira? Parece que vai pelo mesmo caminho: a corrupção é de todos.

Juros bancários

A coluna da semana passada – Guerra aos banqueiros – trouxe algumas imprecisões nos cálculos sobre os componentes do spread bancário, a diferença entre o que os bancos pagam pelo dinheiro e quanto cobram nos juros ao cliente final.

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Taxa de juros atual não é culpa só dos bancos

A base dos cálculos está correta, mas cabem algumas correções, a partir de dados oferecidos por especialistas do setor financeiro.

Assim, numa taxa de juros de 50% ao ano, para o cliente final, o lucro do banco, a margem líquida, nas condições atuais, ficaria em torno de 13,2%. Ou seja, dos juros pagos pelo cliente, 13,2% vão os donos dos bancos. (Na coluna da semana passada, havíamos calculado um pouco mais, 16,3%).

As taxas de juros variam de maneira muito ampla, conforme as diversas modalidades. Podem ir de 0,8% (no consignado) para 9% ao mês (no cheque especial, por exemplo). Os spreads, portanto, variam da mesma maneira.

Mas segundo cálculos do BC, o spread médio em fevereiro passado foi de 28,4%. Nesse caso, a margem líquida dos bancos é de 9,3% – que é mais ou menos o valor informado pelos bancos em seus balanços.

Outro dado, não uma correção, mas um adendo. O compulsório, dinheiro que os bancos obrigatoriamente deixam depositado no BC, está hoje em torno de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Nunca foram tão altos. Isso é uma limitação à queda dos juros, claro, pois reduz a capacidade de empréstimo do sistema financeiro como um todo.

As correções reafirmam o conteúdo de nossa argumentação: que a culpa pelos juros não é só dos bancos, mas também do governo. Impostos e compulsórios elevados limitam a queda dos juros.

 

(Publicado em O Estado de S. Paulo, 23 de abril de 2012)

23/04/2012

às 18:48 \ Tema Livre

Vídeos e fotos: o incrível fabricante de roupas à prova de bala, “o Armani da roupa blindada”

Caballero com um casaco blindado em exposição em Guadalajara, no México: roupas aguentam até tiro de uma Magnum 45 (Foto: miguelcaballero.com)

As altas taxas de criminalidade e a incontrolável bandidagem da Colômbia de duas décadas atrás forneceram o click para o então estudante de desenho industrial e têxtil Miguel Caballero: e se ele pesquisasse algum tipo de tecido que substituísse os pesados e desconfortáveis coletes à prova de balas, um tormento que milhares de colombianos se impunham apesar das altas temperaturas do país?

Pois ali começou o sucesso daquele que é hoje chamado de “o Armani da roupa blindada”. Caballero consegue fabricar casacos – até de peles, para mulheres –, roupas de motoqueiro, jalecos, blazers e mesmo camisas polo que suportam o impacto de tiros. Conforme a roupa, aguentam o tranco de uma Magnum calibre 45, garante ele (e mostram os vídeos e testemunhos postados no site de sua empresa).

Os materiais e fibras que ele utiliza são segredos industriais.

Roupas à mostra na loja de Caballero na Cidade do México (Foto: NYT)

Com a notável diminuição da brutalidade criminosa obtida pela Colômbia em suas grandes cidades, a grande clientela de sua empresa passou a concentrar-se no México, imerso em virtual guerra civil entre o governo e os poderosos carteis de droga, que já resultou em 40 mil mortos nos últimos cinco anos. “As pessoas no México querem proteger-se cada vez mais”, diz Caballero. “Há milhares de automóveis blindados, muitos sequestros, altos níveis de criminalidade e o maior contingente de ricos do mundo”, exagera.

Exagero ou não, o fato é que Caballero – que também trabalha com blindagem tradicional, em veículos, coletes e apetrechos militares – ostenta uma luxuosa loja no bairro de Polanco, na Cidade do México, onde se aglomeram as grandes grifes internacionais, cujo movimento é tão grande que é necessário marcar hora para ser atendido. Os preços de suas roupas oscilam entre 500 e 5 mil dólares.

As roupas blindadas incluem linhas para homens e mulheres (Foto: manuelcaballero.com)

Ele estendeu seus negócios para outros países da América Latina, os Estados Unidos, a Europa, a África do Sul, a Índia e a China. E proclama que fazem parte de sua clientela o próprio presidente do México, Felipe Calderón, o ditador venezuelano Hugo Chávez (sempre roupas vermelhas), o rei Abdullah, da Jordânia, o ator de filmes-pancadaria norte-americano Steven Seagall e o ex-juiz de Direito espanhol Baltasar Garzón, que esteve durante anos na linha de frente da repressão aos terroristas bascos da organização ETA.

Bom conversador, Caballero não hesita em contar casos curiosos que viveu com sua empresa. Até a batina de um padre já chegou a blindar.

Vejam, neste vídeo, o próprio Caballero testando para uma TV da Finlândia a roupa vestida por um repórter:

Neste outro vídeo, o comercial de sua empresa que vai ao ar no México:

 

 

23/04/2012

às 17:40 \ Vasto Mundo

França: vença Hollande ou Sarkozy no segundo turno, quem pode perder é a Europa

Hollande: o candidato socialista, se eleito, quer renegociar os fundamentos da política de estabilidade da Europa (Foto: veja.abril.com.br)

As eleições na França, cujo primeiro turno foi vencido ontem, domingo, pelo candidato socialista François Hollande, ainda não tem vencedores definitivos, uma vez que, como se sabe, ele deverá enfrentar num segundo turno, a 6 de maio, ao presidente Nicolas Sarkozy.

O resultado eleitoral acabou sendo bom para a democracia francesa, por haver eliminado da disputa tanto a candidata fascistoide e xenófoba Marine Le Pen quanto o desvairado ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon, cuja plataforma se assemelhava à dos estudantes rebeldes de maio de 1968.

Sarkozy sai severamente chamuscado, após 5 anos no poder: é o primeiro presidente da V República francesa, fundada em 1958, a ser derrotado num primeiro turno. E o rival sai como franco favorito para o segundo.

Mas há um possível grande perdedor, seja qual for o resultado: o processo de integração da Europa.

Sarkozy, que caminhou cada vez mais à direita à medida que a campanha se desenvolvia, prometeu revisar o Tratado de Schengen, o extraordinário avanço social e humano que abriu as fronteiras de 26 países da Europa para a livre circulação de pessoas e mercadorias. (O tratado, assinado por poucos países em 1985, teve implantação gradativa e, embora integrado aos mecanismos da União Europeia, é também uma estrutura à parte: há países da União que não o integram, e países de fora da União que dele fazem parte).

Hollande promete complicar a vida da União Europeia ainda mais. Ele pretende uma revisão do Pacto Orçamentário Europeu, aprovado e assinado após duríssimas negociações por 25 dos 27 países da União Europeia que, entre outras medidas, introduziu a chamada “regra de ouro”, limitando legal e/ou constitucionalmente o déficit orçamentário dos membros da UE e atribuindo à Corte de Justiça da Europa, com sede em Luxemburgo, o poder de sancionar os governos que não cumpram os limites.

Sarkozy com Merkel em Berlim (ao fundo, o Parlamento alemão, o Bundestag): a dupla "Merkozy" agiu em sintonia para combater a crise econômica na Europa

O candidato socialista considera que já houve cortes orçamentários e austeridade demais na Europa, e que é preciso investir para retomar o desenvolvimento. Por isso, ele rechaça os princípios fundamentais do Pacto Orçamentário. Propõe, por exemplo, flexibilizar (ou seja, alongar) os prazos já combinados para que os países reduzam seu déficit público e sua dívida, introduzir medidas que favoreçam o crrescimento, e renegociar a filosofia supranacional do acordo – que é o coração de tudo o que foi pactado.

Quer, também, entre outros objetivos, que o Banco Central europeu não mais irrigue o sistema monetário por meio de empréstimos a bancos, mas aos governos.

Não se pretende, aqui, dizer se essas medidas são boas ou más. O que certamente vai acontecer é que haverá um “apagão institucional” na União Europeia e sobretudo na zona do euro, que abrange 17 países, porque a renegociação de todos esses pontos tomaria meses e até anos, deixando em compasso de espera uma Europa que caminhava em uma direção e que o Hollande, se eleito, tenciona que mude de rumos para vencer a crise.

Uma vez no Palácio do Eliseu, a primeira tarefa de Hollande será acertar-se com a chanceler alemã Angela Merkel, mentora das políticas de austeridade europeias. O eixo franco-alemão é a base da União Europeia desde seus primórdios e, no enfrentamento da atual crise, Merkel teve Sarkozy como firme aliado na defesa das principais medidas, a ponto de cunhar-se o termo “Merkozy” para batizar o entendimento da dupla de governantes.

O mandato de Merkel vai até outubro do ano que vem.

23/04/2012

às 16:07 \ Vasto Mundo

A Espanha está em profunda crise, mas certos valores sólidos não mudam: 70% dos avós espanhóis tomam conta dos netos

Os avós espanhóis são os que mais cuidam dos netos e os mais integrados à família na Europa (Foto: alertadigital.es)

Há crise econômica, há desemprego brutal – 22% da força de trabalho –, está em cheque o Estado de bem-estar social construído após a ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), há abatimento e desesperança na Espanha, a quinta maior economia da Europa.

Há, porém, valores sólidos de uma sociedade vigorosa e sã. Como a família, por exemplo. Nada menos do que 70% dos avós espanhóis cuida de seus netos, segundo revela um estudo realizado pela Consejería para la Igualdad y Bienestar Social da Andaluzia, a mais populosa comunidade da Espanha, que abrangeu todo o país.

Além dessa altíssima cifra – a mais elevada da Europa –, o levantamento revela que 89% dos avós mantêm “relações estreitas” com o restante da família. E mais da metade dos consultados (53%) iniciou novas atividades na vida depois dos 65 anos – em muitos casos, atividades voluntárias e voltadas para a comunidade. Neste ítem, houve um avanço espetacular: o mesmo estudo, efetuado há 19 anos, apontou para um percentual de apenas 9,5%.

Os avós espanhóis, diz o estudo, “expressam um claríssimo desejo de autonomia pessoal, manifestado no fato de que 87% desejam viver em sua própria casa durante o maior tempo possível”.

23/04/2012

às 15:00 \ Política & Cia

Eles querem apagar o mensalão

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Foto: Ag. Globow)

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira

 

(Reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques publicada na edição impressa de VEJA de 18 de abril de 2012)

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.

O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.

A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.

Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

 

CARTILHA STALINISTA Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

 

Mantra repetido por ministros atá capangas pagos com dinheiro público na internet

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.

Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.

Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff.

A CPI tem objetivo desejável: o problema são os objetivos subalternos

O objetivo declarado – e desejável – da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato.

Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão.

Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Querem desmoralizar a imprensa

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão – em especial a imprensa.

Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto.

O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula.

O mensalão saiu dos cofres públicos

Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos.

Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente.

Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment.

Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou – nos braços do povo.

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Carlos Cachoeira, no alto: As relações do contraventor com políticos eram suprapartidárias, mas, segundo as investigações, os interesses eram comuns: dinheiro, negócios, cargos, propina; Demóstenes Torres: foi flagrado defendendo interesses comerciais do contraventor e, segundo o Ministério Público, recebeu por isso; Marconi Perillo: O governador de Goiás tinha vários assessores umbilicalmente ligados a Carlos Cachoeira, inclusive sua chefe de gabinete, que foi afastada; Agnelo Queiroz: Assessores do governador do Distrito Federal aparecem em dezenas de telefonemas tratando de negócios de interesse do contraventor; Protógenes Queiroz: Ex-delegado da PF, o deputado apareceu orientando um dos integrantes da quadrilha a manter silêncio em depoimento

 

Atropelar escrúpulos para preservar Lula

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista – e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula.

“A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT.

A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética.

Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

 

O ESQUEMA O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

 

Neutralizar as instâncias democráticas

A lógica política de Falcão é irretocável – até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?

Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário.

Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

... publicitário Marcos Valério. As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

... publicitário Marcos Valério...

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor – pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual.

Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

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As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

A estratégia saiu da cabeça de Lula

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula.

Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo.

Réu do mensalão na presidência da Comissão de Justiça

Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário.

Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa;

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

 

As investigações da PF atingiram também Perillo, desafeto de Lula

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário.

Uma tática deixada de lado nos últimos dias, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado.

A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI.

A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

 

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade.

Se for preciso, o PT rifa o governador do DF, Agnelo Queiroz

Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo.

É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

 

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" Marco Aurélio Mello

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

Surge oportunidade tão eficiente quanto a censura à imprensa

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial.

Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão.

Não por coincidência, a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”.

Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" Gilmar Mendes

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

A parte do PT que não tem a mínima noção do papel da imprensa livre

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário.

A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado.

Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos.

Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for – a população, a imprensa ou a literatura – estão abrindo caminho para o totalitarismo.

Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" Ricardo Lewandowski, ao ser questionado na última quarta-feira, sobre quando apresentará seu relatório, última etapa antes do julgamento

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" (Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao ser questionado sobre quando apresentará seu relatório como ministro-revisor, última etapa antes do julgamento)

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem.

Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado.

Bons jornalitsas devem, sim, falar com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras e relevantes

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

 

O MENSALÃO DO PT

A radiografia do maior de todos os escândalos

 

A origem

Em maio de 2005, VEJA divulgou um vídeo no qual Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 000 reais de propina de um empresário interessado em participar de uma licitação da estatal. Marinho, na gravação, revelou que precisava arrecadar dinheiro de empresas com negócios nos Correios e entregar à direção do PTB, partido responsável por sua nomeação

 

O batismo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2005, afirmou que o governo federal, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, repassava uma mesada aos parlamentares dos partidos aliados, num esquema que ficou conhecido por “mensalão” e que, segundo Jefferson, era chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal dirigente do PT

 

A queda de Dirceu

Em discurso no plenário da Câmara, Jefferson voltou a acusar Dirceu, dizendo que o ministro não tinha condições morais de permanecer no cargo. “Rápido, sai daí rápido, Zé!” Dois dias depois, em 16 de junho, Dirceu entregou seu pedido de demissão a Lula

 

A investigação

Uma CPI foi instalada para apurar as denúncias. Ao longo de dez meses de investigação, seus integrantes assistiram, entre outros episódios, à confissão do marqueteiro Duda Mendonça de que recebeu do PT dinheiro de caixa dois no exterior. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de mais de 100 pessoas e a cassação de dezoito parlamentares

 

As cassações

A Câmara cassou o mandato dos deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa. Eles perderam os direitos políticos por oito anos. Outros quatro parlamentares renunciaram para escapar da cassação. Os onze deputados restantes foram absolvidos pelos colegas

 

A denúncia

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra quarenta pessoas que, segundo ele, participaram da “organização criminosa” do mensalão. As práticas incluíam lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Na denúncia, o procurador qualificou José Dirceu como o “chefe da quadrilha”

 

O julgamento

O ministro Joaquim Barbosa, em agosto de 2007, aceitou a denúncia contra os quarenta mensaleiros, que se tornaram réus no Supremo. O processo, depois de quase cinco anos, está sob análise do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, e deve ser julgado no segundo semestre. Os réus atuam para retardar o julgamento até os crimes prescreverem

23/04/2012

às 12:00 \ Tema Livre

Fotos: surpresas da natureza, para começar bem a semana

A natureza nunca deixa de surpreender. (E a mão do homem ajuda.)

Encante-se com essa seleção de fotos:

 

deserto-com-phacelias

Deserto com flores adaptadas à região no sudeste do Arizona, Estados Unidos

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floresta-gryfino-polonia

Floresta em Gryfino, Polônia

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Milhões de anos de acúmulo de arenito vermelho com outras rochas produziram esse resultado belíssimo em Zhangye, na província de Gansu, na China.

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Formação de nuvens apropriadamente denominadas “Glória da Manhã” no golfo de Carpentaria, norte da Austrália

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lago-emerald

O magnífico, quase irreal Lago Emerald, nascido numa cratera de vulcão extinto no Parque Nacional de Tongariro, na Nova Zelândia

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lago-transparente

Esse lago a noroeste do Estado de Montana, nos EUA, tem águas tão transparentes que a mulher tomando sol sobre um colchonete parece flutuar no ar

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mar-baltico-mar-adriatico

Fenômeno que ocorre em Skagen, extremo norte da Dinamarca, onde o Báltico e o Mar do Norte se encontram: as marés não se misturam porque as águas têm densidades diferentes

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migracao-arraias

Golfo do México: milhares de arraias migram na primavera da Península de Yucatan, no México, para a Flórida, nos EUA, retornando no outono

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paredes-de-thor

O Poço de Thor, gigantesca cratera que engole e devolve água com a força das marés no Cabo Perpetua, Estado de Oregon, EUA

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pilastras-de-lena-russia

As Pilastras de Lena, esepetaculares formações rochosas em forma de torres, ao longo do Rio Lena, na Rússia

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rio-sob-rio

Dessa série de fotos, a única que não retrata um fenômeno natural: a surpreendente ponte d´água em Magdeburg, Alemanha

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tornado-montana

Tornado avança no interior do Estado de Montana, nos EUA

 

Leia também:

Fotos: para começar bem a semana, a natureza esplendorosa revelada pela National Geographic

Fotos: o maravilhoso mundo animal, da Tanzânia a Papua-Nova Guiné

Para alegrar os olhos: a paisagem na “Agulha do Meio-Dia”, magnífica montanha no maciço do Mont-Blanc, entre a França e a Itália

23/04/2012

às 8:03 \ Disseram

Zagallo: “Vocês vão ter que me engolir outra vez.”

“Vocês vão ter que me engolir outra vez.”

Zagallo, ex-técnico, que deixou a aposentadoria para se candidatar a vice-presidente da CBF

 

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