24/05/2013
às 19:55 \ Política & CiaEpisódio da MP dos Portos mostrou Dilma mais dependente ainda do PMDB

As ministras Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino: o episódio da MP dos portos mostrou o desprestígio da "coordenação política do governo" (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros
O JOGO POLÍTICO-PARTIDÁRIO FICOU MAIS DELICADO
As forças de informações governamentais dão como uma vitória do governo a aprovação, catimbadíssima como se diz na gíria esportiva, da MP dos portos, sem modificações “destrutivas” ao projeto original e ao parecer do senador Eduardo Braga (PMDB/AM).
As distorções mais graves impostas pelos rebeldes aliados nas madrugadas de votação na Câmara, garantem as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, seriam extirpadas por vetos presidenciais.
É meio fato esta interpretação oficial. Ao final da maratona, o que se viu é que está totalmente desprestigiada a chamada “coordenação política do governo” e as relações do Palácio do Planalto com seus aliados.
O jogo político-partidário ficou mais delicado – II
Não funcionam nem as resistências de Dilma em não ceder mais do que ela entende do que seria razoável – ceder ela cede, basta ver o rosário de nomeações de aliados – nem ceder além disso, com verbas para as emendas parlamentares e outras promessas sendo liberadas de última hora.
O governo fica sempre a mercê do Congresso nos grandes momentos. Diz-se que o grande rebelde desta vez, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, foi derrotado pelas forças governistas. Ora, se o foi, por que a necessidade de vetos? E se os vetos podem gerar novas insatisfações e novos embates?
A realidade é que a presidente Dilma saiu deste embate, infelizmente para ela e para boa parte dos brasileiros, um pouco mais dependente do PMDB no Congresso. Na última hora o socorro veio para ela de Henrique Alves e, especialmente, de Renan Calheiros. Parecia até que o PMDB jogou afinado para valorizar seu passe: enquanto Eduardo Cunha e sua turma batiam, o comando peemedebista assoprava.
Com dois agravantes: o PT não gostou dessa afinação peemedebista. E uma parte do petismo não gostou nada do projeto aprovado. Dilma vai ter de mudar muito seu modo “político” de agir, tanto com o Congresso como internamente. Já começam a pipocar de todos os lados – e não apenas dos discursos da tímida oposição – críticas e observações negativas ao estilo presidencial de ser e de governar.
Tags: Dilma Rousseff, Eduardo Braga, Eduardo Cunha, Gleisi Hoffman, Henrique Alves, Ideli Salvatti, MP dos Portos, nomeações de aliados, oposição, PMDB, Renan Calheiros, vetos presidenciais







































O melhor modo de escrever para crianças é escrever para adultos, diz autor de ‘Diário de um Banana’
UFC 160: Pezão busca título; Cigano, reencontrar a vitória
Boatos sobre fim do Bolsa Família: Dilma admite que pode ter ocorrido falha na Caixa
Combates na cidade síria de Al Qusair deixam ao menos 20 mortos
Oito alimentos que parecem saudáveis, mas não são
















