Blogs e Colunistas

24/04/2015

às 21:57 \ Tema Livre

Amigos do blog, chegou a hora do adeus. Levarei a lembrança desses quase cinco anos no coração

adeus

Amigas e amigos, conforme anunciei desde o mês passado, hoje é meu último dia neste blog que estreou a 13 de setembro de 2010.

54,3 milhões de acessos, 12.275 posts e 242.438 comentários depois, deixo o blog.

Da mesma forma como fiz no primeiro anúncio, repito: não se trata, absolutamente, de nada relacionado à Editora Abril ou a VEJA, pois ambas me trataram de forma principesca desde que voltei pela terceira vez à empresa — terceira vez porque trabalhei na edição escrita de VEJA durante uma década, entre os anos 70 e 80, mais tarde atuei por um ano e meio, entre 1985 e 1986, em outra revista, retornei em 1992 para ocupar diferentes funções de direção e, em 2001, depois de combinar com meus chefes com grande antecedência, decidi deixar a Abril, deixar de ser executivo e passar a ser mais dono de meu nariz.

A decisão de deixar o blog é estritamente pessoal, uma decisão de vida, que levei já em setembro do ano passado ao diretor de Redação de VEJA, Eurípedes Alcântara — autor do convite para que eu fizesse este blog.

Ele entendeu minhas razões com simpatia e generosidade. A ele, entre incontáveis gentilezas, devo a alegria e o prazer de haver caminhado para o final da carreira justamente na sua ponta mais moderna — a internet. Para tanto, o diretor de Redação do site de VEJA, Carlos Graieb, igualmente gentil e generoso, colaborou de forma decisiva.

Completei em março 50 anos em redações. Comecei cedo, antes de chegar aos 19 anos, e daí para a frente nunca mais desliguei as antenas do que estava acontecendo. A maior parte dos jornalistas acaba incorporando essa atitude mental de forma permanente. Ela nos fornece uma enorme adrenalina, mas também exige muito, abrangendo as pessoas queridas que nos cercam mais de perto: a família.

Quero mudar isso de vez. Disponho da melhor das razões: toda a minha família reside fora do país, em Barcelona, na Espanha, e quero ter com eles a convivência que, mesmo com visitas frequentes, a distância não permite. Minha filha, que é jornalista, e o marido lá vivem há 14 anos. Meu filho, que é jornalista e músico — e pai do meu netinho –, com a mulher, está há oito anos na cidade. Minha mulher já seguiu para lá há alguns meses, e me faz enorme falta, como todos.

Como costumo brincar com a família e os amigos, a areia da minha ampulheta já escorreu muito da parte de cima para a de baixo. Espero que o estoque ainda dure muito mais, mas é hora de aproveitar mais a vida e sobretudo de cultivar mais e melhor os muitos afetos. Por esta razão, virei com frequência ao Brasil, já sem o peso do trabalho fixo, para estar com meus irmãos, meus sobrinhos, meus primos, os muitos amigos.

Aos amigos eventualmente interessados no trabalho que desenvolvi ao longo de minha trajetória profissional antes do blog em VEJA, por meio de reportagens, entrevistas, artigos, editoriais, notas em colunas, livros, fotos, vídeos e áudios, deixei anteriormente neste espaço o link de meu site — já bastante recheado, mas ainda em construção –, mas não custa repetir: é www.ricardosetti.com

O site não é um arquivo morto, uma vez que venho acrescentando, a cada dia, bastidores nunca revelados anteriormente de fatos que cobri ou de situações que vivi durante a trajetória profissional. Mais adiante, a home page será alterada para poder abrigar atualizações frequentes.

obrigado okQuero exprimir aos leitores, neste post final, meu imenso sentimento de gratidão pelo prestígio e a generosidade da audiência, pela intensa participação por meio dos comentários — e aqui incluo, naturalmente, os comentários críticos –, pela alegria diária que me proporcionaram com sua presença em minha tela de computador.

Levarei no coração, para sempre, a lembrança desses quase cinco anos.

Que vocês todos sejam muito felizes! E, de novo, obrigado!

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24/04/2015

às 20:55 \ Política & Cia

Com Sarney já fora do Senado, proposta sua de mudança na Constituição termina com a absurda data de 1º de janeiro para a posse de presidentes. O problema é que, na prática, se aprovada, a emenda daria 15 dias mais de mandato para Dilma

Sarney, como presidente do Senado, sentado num sofá centenário trazido da velha sede do Rio: emenda restaura um mínimo de bom senso (Foto: Agência Senado)

Sarney, como presidente do Senado, sentado num sofá centenário trazido da velha sede do Rio: emenda restaura um mínimo de bom senso (Foto: Agência Senado)

O propósito do ainda senador José Sarney (PMDB-AP) em 2011 era ambicioso: queria, com a proposta de emenda constitucional 38, de 2011 (PEC 38/2011), mexer no grande vespeiro que é a questão do tamanho dos mandatos de presidentes da República, de governadores de Estado e de prefeitos, que desejava fixar em cinco anos.

Depois de longa tramitação por comissões do Senado, relatores e revisores, a proposta foi podada da questão dos cinco anos, se tornou mais modesta e, como já está pronta para ser votada, poderá acabar com um dos muitos pontos ridículos da Constituição de 1988: aquele que, por alguma razão ignorada, e que passou despercebida pelos principais cabeças da Constituinte, fixa em 1º de janeiro a data da posse do presidente da República e dos governadores de Estado.

Ora, escolher o primeiro dia do ano, feriado em quase todo o planeta, e dia seguinte aos festejos do réveillon, revelou-se uma péssima opção. Para os presidentes eleitos, tornou praticamente inviável conferir à cerimônia mais majestade, com a presença de chefe de Estado ou governo de grandes países. Para os governadores eleitos, virou um pesadelo: como todos pretendem comparecer à posse do novo presidente, à tarde, em Brasília, a maioria é empossada às pressas, na correria, para poder chegar a tempo em Brasília. Governadores de Estados mais distantes geograficamente, como os do Acre e do Amazonas, chegam a tomar posse de madrugada.

É uma mancada e, ao mesmo tempo, um vexame.

A PEC proposta por Sarney, e depois assinada por outros 33 senadores, estabelece posse do presidente da República em 15 de janeiro; de governador e prefeito em 10 de janeiro; e de deputados estaduais e distritais em 1º de fevereiro, mesma data já atualmente prevista para a dos deputados federais e senadores.

Como já passou por cinco sessões de discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, a matéria aguarda apenas a inclusão na ordem do dia para ser votada pelo conjunto de senadores. A coisa pode enroscar, porém, em um ponto: para acertar os relógios das posses, a PEC previa em 2011 — e assim continua — que a presidente Dilma deixará o poder a 15 de janeiro de 2019, ganhando 15 dias de mandato de graça. Os governadores e prefeitos ganham dez dias.

Tudo seria mais simples se o projeto fosse alterado para valer para o presidente seguinte a Dilma, e aos governadores e prefeitos eleitos em 2018. Não haveria, assim, prorrogação de mandatos, por poucos dias que seja, mas o estabelecimento, em caráter excepcional, de 4 anos e 15 dias como o mandato de um futuro presidente, em uma única vez. Não haveria mudança das regras durante o jogo.

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24/04/2015

às 20:00 \ Tema Livre

VÍDEO QUE É PURA FESTA: As lindas “cheerleaders” da Lituânia

Desde que se livrou do jugo soviético, em março de 1990, a Lituânia começou um caminho rumo ao desenvolvimento econômico e à estabilidade política que são, hoje, invejáveis. As coisas se aceleraram a partir de 2004, quando o país ingressou na União Europeia, afastando-se de vez da órbita de Moscou.

Regime democrático, imprensa livre, infraestrutura de primeira, cidades restauradas, paisagem verdejante coalhada de parques naturais, índices de Primeiro Mundo em educação e saúde e respeito rigoroso aos direitos humanos são algumas das características deste país com área 50% maior do que a do Estado do Rio de Janeiro e apenas 3,3 milhões de habitantes (o Estado do Rio tem 16,5 milhões).

Há outras características marcantes, como a excelência de seu basquetebol e a beleza de suas mulheres. As duas coisas se juntam quando se trata de cheerleaders, as animadoras de torcida dos clubes lituanos de basquete. Basta conferir neste vídeo.

(Post publicado originalmente a 3 de abril de 2014)

 

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24/04/2015

às 19:45 \ Política & Cia

IMPORTANTE: Em ordem do dia sobre o Dia da Força, general Villas-Bôas deixa claríssimo que o Exército é “democrático” e “apartidário” — e afirma que ideais de liberdade e democracia são “caros ao povo brasileiro”

O general Eduardo Dias da Costa Villas-Bôas, no ano passado, ao receber o título de cidadão de Manaus. Ele na época era o comandante militar da Amazônia (Foto: Tiago Correa/CMM)

O general Eduardo Dias da Costa Villas-Bôas, no ano passado, ao receber o título de cidadão de Manaus. Ele na época era o comandante militar da Amazônia (Foto: Tiago Correa/CMM)

Em celebração do Dia do Exército, 19 de abril, domingo, o comandante da Força, general Eduardo Dias da Costa Villas-Bôas, emitiu uma Ordem do Dia que adquire importância especial nos temos que vivemos.

O general aborda o que chama de “o novo Exército”, saúda os militares que cumprem seu dever em diferentes regiões e relaciona as missões que lhe competem. Em dois trechos, deixa claro compromissos do Exército com o país e com a democracia, sem qualquer engajamento político-partidário.

Vejam só este aqui:

“Uma nova Força Terrestre para o mesmo Exército, sempre democrático, apartidário e inteiramente dedicado ao serviço da
Nação, desenvolvendo suas atividades em ambiente respeitoso, humano, fraterno, digno, honesto, disciplinado, responsável e solidário.”

E este outro, referindo-se a uma data que se aproxima:

“No próximo dia 8 de maio, celebraremos (…) os 70 anos da vitória na memorável campanha da Força Expedicionária Brasileira
na Segunda Guerra Mundial, construída por homens e mulheres comuns, mais uma vez negros, índios, pardos e brancos, enviados para
lutar em solo estrangeiro, muito longe da Pátria e em defesa dos ideais de liberdade e democracia tão caros ao povo brasileiro.”

Para ler a íntegra da Ordem do Dia, basta clicar na continuação.

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24/04/2015

às 19:00 \ Tema Livre

FOTOS: parece incrível, mas existe — é o rio mais bonito do mundo

Este é o rio mais bonito do mundo

Este é Caño Cristales, na Colômbia, considerado o rio mais bonito do mundo

Esta maravilha geográfica se esconde no Parque Nacional Natural da Macarena, na Serra da Macarena, na Colômbia. É o fabuloso Caño Cristales, também chamado de “rio das cinco cores”, “rio que vem do paraíso” e, com boa dose de razão, “o mais belo rio do mundo”. É longo, com 100 quilômetros de extensão, e, com seus apenas 20 metros de largura, fica multicolorido durante cinco meses.

No restante do ano, o Caño Cristales é igual a um rio comum, com um leito de rochas coberta por musgos verdes e uma corrente azulada, mas entre as  estações de chuva, entre dezembro e fevereiro, e seca, que começa em julho, fica lindo como um jardim, com mil cores sob as águas.

Declarado Patrimônio Biológico da Humanidade, oferece uma gama surpreendente de cores devido à presença de uma enormidade de plantas aquáticas e algas que se desenvolvem com a luz do sol, em cores que variam entre vermelho, preto, amarelo, azul e verde.

A turbulência da água provoca redemoinhos que desgastam as rochas, criando pequenos lagos circulares. Desde 2009 está aberto a visitas guiadas, mas a maior parte do caminho só pode ser feita a pé.

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24/04/2015

às 15:00 \ Vasto Mundo

O “não” dos escoceses à separação do Reino Unido impede o enfraquecimento de uma nação de bravos que é baluarte do Ocidente em tempos de barbárie

Blindados britanicos "Warrior" aguardam, no Afeganistão, momento de entrar em ação: o Reino Unido esteve firme na derrubada do regime terrorista dos talibãs (Foto: guardian.co.uk)

Blindados britanicos “Warrior” aguardam, no Afeganistão, momento de entrar em ação: o Reino Unido esteve firme na derrubada do regime terrorista dos talibãs (Foto: guardian.co.uk)

Não faltaram interessantes artigos, aqui e no exterior, sobre a decisão dos escoceses, por boa margem de votos no referendo da quinta-feira, 18 de setembro de 2014, de manter sua nação como integrante do Reino Unido, como vem ocorrendo há três séculos.

Não faltou quem lembrasse que o caso escocês poderia dar um vigor adicional à febre de nacionalismos independentistas que se espalha pela Europa, ameaçando a integridade territorial, econômica e cultural de vários países. Da possibilidade não estaria livre nem a riquíssima e poderosa Alemanha, cujos Estados dispõem de enorme autonomia em quase todos os campos, excetuado os óbvios, como moeda, defesa nacional e outros poucos –, e muito menos os ex-domínios da extinta União Soviética na Ásia Central.

Mas seria possível incluir na lista de países aliviados com o resultado do referendo escocês a própria Rússia, um colosso de 17 milhões de quilômetros quadrados dividido em 85 Estados, distritos, territórios autônomos e outros tipos de regiões político-administrativas, que abrange duas dezenas de etnias onde se falam 27 idiomas e centenas de dialetos.

Nesse gigante, só a mão de ferro da virtual ditadura do presidente Vladimir Putin vem impedindo a eclosão de conflitos como o da Chechênia, um dos enclaves muçulmanos do território russo que aspirava a independência e cujo sufocamento demandou 12 anos de guerra em diferentes fases e a perda de dezenas de milhares de vidas.

Poderia ter incluído até a ilha de Okinawa, no Japão, de população etnicamente distinta da da maioria dos japoneses, onde existe um movimento independentista. E por aí vai.

O risco que uma série de países importantes corriam de ver estimulados conflitos internos, porém, não era tudo o que estava em questão com o referendo da Escócia — além, naturalmente, dos vários temas próprios das relações da Escócia com o governo central.

Uma Escócia independente significaria um baque brutal ao Reino Unido, começando pela perda de um terço de seu território, e o enfraquecimento daquele que ainda é um dos países mais ricos e importantes do mundo, mesmo com a perda do Império Britânico após a II Guerra Mundial: trata-se da sexta maior economia do planeta, com um Produto Nacional Bruto de 2,5 trilhões de dólares (confiram aqui dados do Banco Mundial), com Forças Armadas poderosas e profissionais, com um forte arsenal nuclear e assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Uma Escócia independente, nesses termos, enfraqueceria de maneira perigosa a sempre presente contribuição do Reino Unido à segurança global e aos interesses do Ocidente e dos países democráticos do mundo.

No passado, Reino Unido cometeu barbaridades em sua trajetória, como havia feito, antes, por si só, a Inglaterra?

CLARO!

O velho Império Britânico espalhou — entre coisas úteis e duradouras — também miséria, opressão e desigualdade em vastas áreas do mundo?

Sem dúvida!

Há, evidentemente, um outro lado da moeda, glorioso.

Meu querido amigo Caio Blinder, que vem postando ótimos comentários sobre o caso escocês, pescou, em um de seus textos, um trecho precioso de um secular jornal britânico de centro-esquerda sobre o que significou e significa o Reino Unido. O trecho foi publicado no The Guardian antes do referendo:

“De uma perspectiva, a Escócia abandonando o Reino Unido resultaria no rompimento de um dos mais prósperos, poderosos e harmoniosos Estados no planeta, de uma união política que já dura 307 anos e de um país (…) que aboliu o tráfico negreiro, derrotou Napoleão, lançou a revolução industrial, colonizou um quarto do globo e (por um tempo) ficou sozinho de pé contra Hitler”.

Não é pouca coisa — poucos países, nos milhares de anos da História da Humanidade, realizaram tanto.

Força-tarefa britânica ruma para a Líbia, contribuindo no bloqueio naval ao regime terrorista e criminoso do ditador Khadafi (Foto: Reuters)

Força-tarefa britânica ruma para a Líbia, contribuindo no bloqueio naval ao regime terrorista e criminoso do ditador Khadafi (Foto: Reuters)

Mas, fixando-nos no Reino Unido de hoje, o referendo impediu o enfraquecimento de um dos pilares dos valores ocidentais, de um país que não nega fogo quando precisa estar lá, que ajudou a terminar o genocídio do regime comuno-fascista da ex-Iugoslávia nos Bálcãs, que não faltou nem com o sangue de seus soldados quando se tratava de derrubar o regime de horror dos talibãs no Afeganistão, útero de terroristas como os que fizeram o 11 de Setembro (os erros estratégicos brutais do governo Bush de não mirar a reconstrução do país para ganhar corações e mentes dos afegãos não está em questão, agora), que não deu para trás na hora de esmagar o tirano Khadafi, da Líbia, cessando a matança do ditador contra seu próprio povo.

E que, agora, é fundamental nos esforços, inclusive bélicos, que o Ocidente e seus aliados — como Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e outras democracias — precisam fazer para deter a onda de horror e barbárie desencadeada pelos assassinos do tal Estado Islâmico, que já ocupam parte dos territórios da Síria e do Iraque.

Esses fanáticos assassinos querem destruir o Ocidente e seu modo de vida. Querem destruir valores “ocidentais” que, na verdade, são universais: o direito de livre escolha dos governantes por seus cidadãos, os limites legais à ação dos governos, a independência dos Poderes do Estado, à livre manifestação de pensamento, o direito de ir e vir, o direito à vida e à incolumidade física, a imprensa livre, o direito de livre associação dos trabalhadores, a liberdade religiosa, o primado da lei.

Esses loucos criminosos gostariam de banir tudo isso da face da Terra, se lhes fosse possível. Não conseguirão — e podemos estar certos de que o Reino Unido estará na linha de frente dos que vão impedi-los.

ATUALIZAÇÃO: BRITÂNICOS VÃO ATACAR TERRORISTAS DECAPITADORES

Em sessão de emergência realizada neste sábado, 20 de setembro, o Parlamento britânico votou por esmagadora maioria — 524 votos a 43 — em favor da autorização solicitada pelo primeiro-ministro conservador David Cameron para que o Reino Unido pudesse atacar via aérea o que ele chamou de “terroristas psicopatas que querem nos matar”.

Usando palavras cadentes, Cameron afirmou: “A brutalidade [dos terroristas] é espantosa: eles decapitam pessoas, crucifixam pessoas, arrancam seus olhos, usam o estupro como arma, massacram crianças”, tratando-se de uma organização de assassinos “como nada que a Grã-Bretanha tenha visto antes.

Jatos de combate F-16 belgas decolam da base de Fiorennes para juntar-se às forças da coalizão que combate os terroristas do "Estado Islâmico" (Foto: AFP)

Jatos de combate F-16 belgas decolam da base de Fiorennes para juntar-se às forças da coalizão que combate os terroristas do “Estado Islâmico” (Foto: AFP)

A Bélgica e a Dinamarca haviam aprovado, na véspera, sua participação nos ataques com seus aviões militares, da mesma forma como se dera, antes, com a Holanda e a Austrália. Já se juntaram as ataques da Força Aérea dos Estados Unidos há algum tempo aviões de combate da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, entre outros.

Entre ajuda humanitária, financeira ou em armas e equipamentos, 50 países estão alinhados no combate ao chamado “Estado Islâmico”.

Post publicado originalmente a 22 de setembro de 2014

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24/04/2015

às 14:00 \ Política & Cia

VÍDEO: Senador Ronaldo Caiado (DEM) acha que decisão do TCU sobre manobras fiscais do governo abre espaço para iniciar processo de impeachment contra Dilma. E chama o governo de “corrupto, criminoso e incompetente”

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem sido uma das vozes mais fortes a proclamar a necessidade de se decretar o impeachment da presidente Dilma, defendeu em discurso a tese de que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) enquadrando o governo em crime de responsabilidade abre espaço para instaurar um processo contra presidente Dilma Rousseff.

O Tribunal de Contas, como se sabe, aprovou por unanimidade o voto do ministro José Múcio Monteiro em que conclui que manobras fiscais do governo para tentar segurar o rombo nas contas públicas, ao atrasar repasses a bancos públicos, desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei Complementar 101/2000.

Caiado declarou que a decisão do TCU reflete o que setores da oposição já vêm denunciando há muito tempo, além do sentimento das ruas, que — segundo o líder do DEM no Senado — protesta contra “um governo, corrupto, criminoso e incompetente”.

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24/04/2015

às 12:00 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO: os maiores iates reais do planeta

Há registros do uso de navios suntuosos por soberanos desde a Antiguidade – com Cleópatra, 222 anos antes de Cristo, e com os incas, no Lago Titicaca, antes da chegada dos espanhois à América, em 1492. Com o passar dos tempos, os barcos foram ficando cada vez maiores e mais luxuosos, até que a I Guerra Mundial impôs limites à ostentação das famílias reais. Mesmo assim, especialmente os britânicos continuaram tratando bem, nesse quesito, sua realeza.

Na lista abaixo, você pode conferir os seis maiores iates reais ainda em uso no mundo. O ranking não inclui o famoso Britannia – onde o casal Charles e Diana passou a lua-de-mel em 1981, servidos por 22 oficiais e 254 marinheiros –, que, obsoleto, foi desativado em 1997, após 44 anos de uso.

1 – Dubai

Dubai

Com 162 metros (531 pés) de comprimento,o iate Dubai, do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante do pequeno emirado do mesmo nome, é o maior barco real em uso atualmente. E o segundo maior iate do mundo, logo após o Eclipse, de 170 metros — dimensões de um navio de cruzeiro de pequeno porte –, pertencente ao bilionário russo radicado em Londres Roman Abramovitch.

Avaliada em 300 milhões de dólares, a embarcação, pronta em 2006 depois de 10 anos de construção, se destaca por sua decoração exclusiva e luxuosa, que inclui 5 quartos vips, 6 cabines de hóspedes, um heliporto, um submarino, um salão de beleza, uma moderna academia e uma sala com capacidade para 80 pessoas. Para completar, propicia aos viajantes uma piscina no convés principal, com uma queda d’água que cai no convés do piso inferior.

2 – Al Said

Com 155 metros de comprimento e capacidade para hospedar mais de 60 convidados, o Al Said, do sultão Qabus bin Said, de Omã, é o terceiro maior iate do mundo. Encomendado pela família real em 2006, o barco dispõe até de uma luxuosa sala de concertos com capacidade para 70 visitantes.

3 – Prince Abdulaziz

O iate Prince Abdulaziz, de propriedade da família real saudita, tem 147 metros de comprimento e foi considerado o maior do mundo durante mais de vinte anos. Desde sua construção, em 1984, circulam notícias, nunca confirmadas pela fechadíssima monarquia absolutista da Arábia Saudita, de que a embarcação possui os mais variados tipos de equipamento de defesa de última geração, incluindo lançadores de mísseis. Mas sabe-se que ele possui um heliporto e um potente motor que lhe permite navegar a mais de 22 nós de velocidade, cerca de 40 quilômetros por hora.

4 – Norge

O iate real da Noruega, construído em 1937, tem 80,2 metros de comprimento e 54 tripulantes durante a temporada de verão – no inverno, a equipe é reduzida a 20 pessoas. O barco é utilizado em visitas de Estado à Grã-Bretanha e às comunidades ao longo da costa norueguesa. Nos últimos anos, o rei Harald também tem usado o Norge em uma série de regatas em águas européias.

5 – Stargate

Este megaiate de 80 metros, entregue em 2001 ao monarca do Catar, o emir Hamad bin Khalifa Al-Thani, é cópia idêntica do Constellation – também de propriedade da família real do Catar. Os dois retiros ambulantes de luxo incluem uma suíte exclusiva para o proprietário, 4 suítes vips e 6 cabines de hóspedes.

6 – Dannebrog

Encomendado em 1932, o iate real da Dinamarca, batizado com o nome da bandeira nacional do país, tem 78,43 metros de comprimento e, apesar de carregar 57 tripulantes, não é essencialmente um navio para longas distâncias. Suas viagens se restringem ao Mar do Norte, em visitas aos países vizinhos ou às diversas ilhas dinamarquesas, como a Groenlândia. Assim como o Britannia exerceu no passado, o Dannebrog tem um papel duplo de iate real em tempos de paz e navio-hospital durante a guerra.

O ex-iate real Britannia, agora aposentado e ancorado no porto de Leith, em Edimburgo, na Escócia, virou um museu a céu aberto para turistas do mundo inteiro, como você pode conferir no vídeo abaixo:

Post publicado originalmente a 1º de maio de 2011

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23/04/2015

às 19:41 \ Política & Cia

LULA, ENFÁTICO: “O povo tem legitimidade para tirar presidente do poder”. Só que ele disse isso… em 1995. E agora, mudou de opinião?

Ah… nada como um dia após o outro.

Pois não é que o Lula, o mesmo Lula que hoje faz de tudo nos bastidores para manter o lulopetismo no poder, o mesmo Lula cujo partido classifica de “golpismo” a defesa do impeachment da presidente Dilma, o mesmo Lula chefão do partido que desqualifica as gigantescas manifestações de protesto contra o governo Dilma, o mesmo Lula de sempre, enfim, já defendeu, clara e expressamente, a tese de que o povo tem legitimidade para afastar presidente da República?

Foi em 1995, no programa Altas Horas, de Serginho Groisman, na TV Globo.

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23/04/2015

às 18:45 \ Política & Cia

Mais uma vergonha do lulopetismo: Secretaria dos Direitos Humanos, que deveria ter posto de honra no governo, serve como moeda de troca — para dar emprego a “companheiros”

(Fotos: ABr :: Pedro Ladeira/Folhapress :: Marcelo Brandt/Câmara dos Deputados)

Ideli Salvatti, Luiz Sergio, Pepe Vargas: ocupando uma secretaria nobre para quebrar um galho (Fotos: ABr :: Pedro Ladeira/Folhapress :: Marcelo Brandt/Câmara dos Deputados)

Post publicado originalmente no dia 10 de abril de 2015, e que repito porque… confesso que gostei muito!

Cogitações imaginárias — na verdade, não imaginárias assim — do que passa pela cabeça da presidente Dilma e de seus conselheiros mais próximos:

A Ideli não consegue se eleger lá em Santa Catarina? Então, sabe de uma coisa? De repente ela pode ser ministra da Pesca. Ah, tá bom? Então botamos ela lá. Beleza.

Passa-se um tempo e…

Mas acho que o Luiz Sergio não está dando muito certo como ministro das Relações Institucionais. Ninguém conhece o camarada, ninguém dá bola para ele, virou “garçom” lá no Congresso, como ocorreu com antecessores — só leva pedidos de parlamentares ao Planalto e volta com respostas, ou sem elas.

Não articula nada. Acho que não dá, não.

E que tal trazer a Ideli pro lugar do Luiz Sergio? Afinal, ela já foi senadora, conhece o pessoal…  E aí mandamos o Luiz Sergio, que não pode ficar desempregado, pro lugar da Ideli.

Se ele entende de pesca? Acho que não, porque afinal ele era metalúrgico. Mas, de repente, tendo sido prefeito de Angra dos Reis, que fica à beira-mar… E depois, será que tem mesmo que entender? O bispo Crivella, da Igreja Universal, já não foi ministro da Pesca também? — e, pra dizer a verdade, nunca perguntei a ele se já viu antes, na vida, um anzol.

Mais algum tempo e…

O diabo é que a Ideli não está funcionando nessa tal coordenação política das Relações Institucionais. A gente achou que daria certo, só que…

Então não é melhor a gente trazer o Ricardo Berzoini? Ele é durão, tentou criar na marra o Conselho Federal de Jornalismo, lembra?

O tempo passa mais um pouco, e então…

Agora, porém, temos um mandato novo. Foi por pouco, né? Bem, estamos aqui e vamos precisar do Berzoini nas Comunicações, ministério grande, cheio de dinheiro.

Só que… santo Deus, e a Ideli? O que é que a gente vai fazer com ela? Deixar na chuva é que não dá.

Ah, tem os Direitos Humanos. Vamos colocá-la ali. A Maria do Rosário não precisa mais, foi reeleita deputada lá no Rio Grande do Sul. Mais do que nomear a Ideli, vamos fazer mais ainda: confirmar que ela continuará nos Direitos Humanos durante todo o segundo mandato.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, só que tem uma coisa: essa ideia de colocar o Pepe Vargas nas Relações Institucionais não tá funcionando, gente. Ele também virou garçom.

Precisamos de alguém melhor pro lugar dele. Quebramos a cabeça e achamos que, diante do tamanho da encrenca em que estamos metidos, a solução realmente é trazer o Temer — afinal, o cara é vice-presidente da República e presidente do PMDB. Se ele não resolver a coordenação política com os cupinchas Eduardo Cunha e o Renan, quem haverá de?

E o Pepe Vargas, minha gente? Sujeito bom, companheiro antigo lá do Rio Grande, foi prefeito de Caxias. Jogá-l0 na rua? Acho que não… Sabe de uma coisa? Tira a Ideli lá daqueles Direitos Humanos e bota o Pepe Vargas.

Chii… E agora, a Ideli, minha Nossa Senhora? Ela não tem voto em Santa Catarina, não se candidatou a nada no ano passado, confiou nos cumpanhêro. Temos que dar um jeito na situação.

Sabe de uma coisa: vamos mandá-la comandar os Correios. Ela é física de formação, foi professora, militou muitos anos como sindicalista. Não sabe nada de administrar um negócio enorme como os Correios, mas pelo menos não fica sem emprego.

E os Correios? Sei lá… A Ideli acaba dando um jeito.

 

José Gregori: um que honrou o cargo (Foto: O Globo)

José Gregori: um que honrou o cargo (Foto: O Globo)

PS — E pensar que o primeiro ocupante da Secretaria dos Direitos Humanos, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda não subordinada diretamente à Presidência, foi um homem do porte do jurista José Gregori.

Ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, trabalhou, com discrição mas firmeza e coragem, durante a ditadura militar, ao lado do cardeal-arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns.

Ele foi secretário dos Direitos Humanos de 1997 a 2000, sob FHC, e honrou o posto que ocupou. Entre outras coisas, foi o autor do projeto de lei que FHC enviou ao Congresso, sendo aprovado, que reconhecia a responsabilidade do Estado brasileiro pelos mortos e desaparecidos durante a ditadura. (Leiam mais aqui.)

Deixou a secretaria para ser ministro da Justiça.

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