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05/03/2015

às 16:00 \ Política & Cia

Janot pediu arquivamento de investigação contra Dilma

(Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Janot: apesar de Dilma ter sido citada por Alberto Youssef, a recomendação foi de arquivar a investigação (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Segundo a ‘Folha de S. Paulo’, o procurador-geral da República recomendou ao Supremo Tribunal Federal que não abra apuração sobre as citações à presidente no petrolão

De VEJA.com

O procurador-geral da República Rodrigo Janot recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não abra investigações sobre um possível envolvimento da presidente Dilma Rousseff no petrolão, informa a edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo. A presidente foi citada no depoimento do delator Alberto Youssef à Polícia Federal.

Segundo a Folha, o nome de Dilma estaria entre os pedidos de arquivamento feitos por Janot. Na decisão, o procurador-geral teria levado em conta o artigo da Constituição que define que um presidente, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos que não sejam relacionados ao exercício de suas funções.

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O procurador-geral também pediu o arquivamento da investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na avaliação de Janot, o tucano foi citado de forma genérica e sem a apresentação de indícios mínimos. Segundo a Folha, o procurador-geral sugeriu ainda o arquivamento do caso contra o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). As solicitações de Janot serão analisadas pelo ministro Teori Zavascki, relator do processo da Lava Jato no Supremo.

Conforme revelou VEJA em outubro, Dilma e seu antecessor Lula foram citados pelo doleiro Alberto Youssef em seu processo de delação premiada. Perguntado pelos investigadores da Lava Jato sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção, o doleiro foi taxativo: “O Planalto sabia de tudo!”. “Mas quem no Planalto?”, perguntou o delegado. “Lula e Dilma”, respondeu Youssef.

Lista - Na noite de terça, Janot encaminhou ao Supremo 28 pedidos de investigação contra 54 pessoas, incluindo parlamentares suspeitos de terem recebido propina no escândalo do petrolão e autoridades sem direito a foro privilegiado. Houve sete pedidos de arquivamento. Os nomes dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estão entre as autoridades alvos de pedidos de abertura inquérito pelo chefe do Ministério Público.

Apesar dos pedidos, a identidade da maior parte dos deputados e senadores apontados como beneficiários do petrolão ainda é mantida em sigilo. O relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, pretende nos próximos dias dar ampla publicidade aos nomes das autoridades investigadas, determinando que fiquem em segredo apenas situações que possam atrapalhar o andamento das apurações – como quebras de sigilo, grampos telefônicos e buscas e apreensões.

05/03/2015

às 14:21 \ Política & Cia

O que os petistas fazem com Temer para afastar a ideia de impeachment

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O vice Michel Temer, do PMDB, com Dilma em sua segunda posse: petistas esgrimem como argumento contra a ideia de um impeachment o fato de que ele seria o presidente (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O QUE OS PETISTAS FAZEM COM TEMER PARA EVITAR O IMPEACHMENT

Artigo de Paulo Moura*

O debate sobre o impeachment de Dilma chegou para ficar nas páginas da imprensa e nas redes sociais e no meio.

Inicialmente tratado com reservas quando emergiu nas manifestações de rua posteriores à vitória de Dilma, hoje o debate é visto com naturalidade. Juristas, analistas políticos, jornalistas e lideranças políticas opinam a favor ou contra, construindo o ambiente necessário para a consumação do impedimento da presidente no momento em que as condições políticas estiverem maduras para isso.

A primeira reação dos petistas e de seus porta-vozes na mídia foi primária: “é golpe!”, bradavam eles, esquecendo muito rapidamente que defenderam o impeachment do ex-presidente FHC, logo após sua reeleição e a desvalorização do Real em janeiro de 1999. Mas os defensores do impeachment nas redes sociais não perdoam.

As declarações de Lula, Tarso Genro e demais próceres do PT a favor do impedimento de FHC circulam implacavelmente pelas mídias sociais, deixando os MAV (Militância em Ambientes Virtuais) do PT sem argumentos.

No entanto, petistas nunca dão o braço a torcer. Rapidamente sofisticaram seus argumentos para dissuadir os defensores do impeachment nas mídias sociais, repercutidos na grande imprensa por ninguém menos que Luis Fernando Verissimo em artigo recente no Estadão e em O Globo.

Se os líderes do PMDB quiserem conferir a pérola do principal argumento petista contra o impeachment de Dilma, basta confirmarem presença nas centenas de páginas do Facebook que convocam pessoas para as manifestações de 15 de março.

O argumento central que o PT vem plantando na internet há cerca de duas semanas é o de que “se Dilma for impedida, Temer será presidente”. Isso mesmo, senhores peemedebistas, os petistas estão tentando convencer o povo brasileiro de que é melhor deixar Dilma no cargo, pois se ela for cassada, algo pior pode acontecer: Temer será presidente e o PMDB comandará o Brasil.

Já constatei em conversas nos meus círculos de relacionamento que o argumento tem certo apelo junto a expectadores leigos da política, que também compraram o argumento de Lula, de que a corrupção sempre existiu na política brasileira, que os petistas apenas agem como outros e que, portanto, o PT é igual aos outros. Não é verdade!

A corrupção sempre existiu e mesmo na Petrobras existia antes do governo do PT, é fato. No entanto, essa corrupção era, em parte, dirigida para bolsos privados, em parte, para financiamento eleitoral. Mesmo essa segunda finalidade dos desvios; presente em toda a máquina pública brasileira, não tinha duas características exclusivas da “corrupção petista”:

a) Ela tornou-se sistêmica; isto é, não é mais praticada pontualmente por indivíduos a serviço de interesses privados ou de partidos, mas sim, como estratégia de conquista e preservação no poder por um partido a partir de sua direção central; e,

b) A finalidade dessa corrupção não é apenas financiamento eleitoral ocasional ou a compra eventual e pontual de votos no parlamento, mas sim, a compra regular e permanente de uma maioria parlamentar a partir de uma estratégia gradual de perpetuação do poder, usando as instituições democráticas para destruí-las.

Antes de o PT chegar ao poder, o financiamento eleitoral funcionava de outra maneira, não menos imoral ou ilegal do que a atual, mas qualitativamente diferente. Ou seja, os partidos procuravam os fornecedores do setor público em busca de patrocínio na véspera dos pleitos e pediam contribuição sugerindo garantia de resultados em novas licitações.

Se o partido estava no governo, liberava pagamentos de serviços já licitados, recebendo percentuais em troca. O detentor de mandato executivo sempre concorria em vantagem pelas contribuições devido à vantagem competitiva de posse da caneta que assina “os cheques”. Mas, por precaução dos patrocinadores, a oposição sempre recebia sua parte. Com o tempo esse custo foi embutido nos preços das contratações do setor público na forma de um sobrepreço, convertendo-se em “normalidade”.

Depois que o PT chegou ao poder, tudo indica que se introduziu uma mudança de modelo, especialmente após a tentativa amadora e fracassada de comprar políticos com malas de dinheiro vivo (mensalão).

Assim, os fornecedores do setor público e tomadores de crédito dos bancos oficiais, notadamente grandes empreiteiras e os escolhidos como “campeões nacionais” abençoados com financiamentos a juro subsidiado pelo BNDES, teriam sido procurados para montar um esquema de institucionalização do sistema.

Ou seja, os tradicionais financiadores de campanhas, para serem abençoados com os resultados das licitações deveriam se organizar em cartéis para distribuir entre si as obras públicas de todo o país, e, somente venceriam as licitações se garantissem, por antecipação, o pagamento regular e periódico de “mesadas” para o PT e partidos alugados.

Igualmente, os grandes tomadores de crédito dos bancos públicos somente teriam seus financiamentos liberados mediante a garantia do pagamento dessas mesmas “mesadas”, em percentuais abatidos dos créditos superfaturados recebidos.

*Paulo Moura, professor universitário, é cientista social, consultor de comunicação e marketing político em campanhas eleitorais e analista político e de pesquisas de opinião e de mercado

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04/03/2015

às 20:20 \ Política & Cia

Janot recomenda arquivar investigação contra Aécio

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Lista de Janot: o procurador-geral não encontrou indícios válidos para justificar uma investigação contra Aécio Neves (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Após analisar as informações, procurador-geral da República concluiu que não há elementos para abrir inquérito contra o senador tucano

Por Laryssa Borges, de Brasília, para VEJA.com

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de arquivamento de investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB. O nome de Aécio integra a lista de autoridades que o chefe do Ministério Público Federal diz não ter encontrado indícios suficientes de participação no escândalo do petrolão.

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Reinaldo Azevedo: Janot teria desistido de incluir medalhões da oposição

Durante acordos de delação premiada, o tucano foi citado de forma genérica e sem a apresentação de indícios mínimos, segundo avaliação de Janot. Em um dos casos, o doleiro Alberto Youssef disse que uma construtora teria pressionado o tucano a conter os trabalhos da CPI da Petrobras instalada no Congresso no ano passado.

Outra menção faz referência a um possível envolvimento de uma empresa estatal mineira, na época em que Aécio era governador, com a empresa de fachada MO Consultoria, vinculada a Youssef. Em ambos os casos, Janot considerou não haver indícios sequer para pedir o prosseguimento das investigações.

Na noite desta terça-feira, Rodrigo Janot encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 28 pedidos de investigação contra 54 pessoas, incluindo parlamentares suspeitos de terem recebido propina no escândalo do petrolão e autoridades sem direito a foro privilegiado. Houve sete pedidos de arquivamento, entre eles o do senador Aécio Neves.

Os nomes dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estão entre as autoridades alvos de pedidos de abertura inquérito pelo chefe do Ministério Público.

Apesar dos pedidos, a identidade da maior parte dos deputados e senadores apontados como beneficiários do petrolão ainda é mantida em sigilo. O relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, pretende nos próximos dias dar ampla publicidade aos nomes das autoridades investigadas, determinando que fiquem em segredo apenas situações que possam atrapalhar o andamento das apurações – como quebras de sigilo, grampos telefônicos e buscas e apreensões.

04/03/2015

às 19:15 \ Política & Cia

Sob a luz dos holofotes por causa de briga com o Planalto, Renan Calheiros faz o certo — pelas razões erradas. O caso todo é uma comédia de erros

Alvo de grande atenção pelas sucessivas trombadas com a presidente Dilma, Renan fez muito bem em devolver uma medida provisória baixada pela presidente que não atendia à Constituição. Só que... (Foto: Lula Marques/Folhapress)

Alvo de grande atenção pelas sucessivas trombadas com a presidente Dilma, Renan fez muito bem em devolver uma medida provisória baixada pela presidente que não atendia à Constituição. Só que… (Foto: Lula Marques/Folhapress)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está sob a luz dos holofotes. Sua contínua tendência a trombar com o Palácio do Planalto atrai sobre si as atenções do mundo político — seja não aparecendo num jantar com a presidente em que era um dos personagens-chave, seja com o ato raríssimo de devolver, sem mais, sem submeter ao Senado e sem nem sequer discutir, uma medida provisória baixada por Dilma que o governo considera crucial para o ajuste das contas públicas.

Para facilitar a compreensão dos amigos do blog, diga-se apenas que a medida provisória, destinada a ser transformada em lei pelo Congresso — com emendas ou não –, na prática elevava impostos pagos por empresas de vários setores. Com a devolução, deverá ser encaminhada ao Congresso como projeto de lei, com tramitação muito mais lenta.

Renan teria praticado o ato como retaliação ao governo ao ver seu nome incluído na relação de 54 pessoas, na maioria políticos, supostamente envolvidas no esquema de roubalheira do petrolão e a respeito das quais o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal que autorize serem investigados. O motivo de o pedido seguir para o Supremo é que, na relação, há deputados e senadores titulares do chamado foro privilegiado, que é o direito de só poderem ser julgados pela mais alta corte do país.

Vamos analisar o caso por partes, começando por dizer que Renan, tecnicamente, sob o ponto de vista da Constituição, agiu certo — lançando mão de uma prerrogativa que tanto o presidente do Senado como o da Câmara em geral deixam na gaveta, contribuindo para esvaziar os poderes do Congresso.

Que prerrogativa é esta? No caso das medidas provisórias, é antes de mais nada analisar se elas atendem a dois requisitos da Constituição para que possam ser apreciadas pelo Congresso: precisam tratar de assunto relevante (claro que o ajuste das contas públicas atende a este critério) mas que seja também urgente. Renan julgou, acertadamente, que do ponto de vista legislativo não havia urgência que justificasse adotar mexida em impostos por medida provisória.

Isso — a devolução de uma MP de bate-pronto — quase nunca ocorreu desde que a medida provisória com força de lei foi introduzida pela Constituição de 1988. Dezenas, na verdade centenas delas foram engolidas pelo Congresso sem que fossem urgentes, sem que tratassem de assuntos realmente relevantes e, em muitos casos, sem que atendessem aos dois requisitos da Constituição. Isso por omissão de sucessivos presidentes da Câmara e do Senado e por abuso dos presidentes da República, de José Sarney (1985-1990) até Dilma Rousseff, sem exceção. Até MP sobre videogame foi considerada urgente…

O problema, no caso, é que Renan agiu certo pelas razões erradas — na verdade, erradíssimas.

Janot com um exemplar da Constituição: ela assegura que o Ministério Público, do qual é chefe, é independente do governo, do Congresso e do Judiciário (Foto: Agência Brasil)

Janot com um exemplar da Constituição: ela assegura que o Ministério Público, do qual é chefe, é independente do governo, do Congresso e do Judiciário (Foto: Agência Brasil)

O senador teria tomado essa atitude em represália ao governo pelo fato de seu nome figurar na lista do procurador-geral.

Ocorre, porém, que o procurador-geral da República goza de INDEPENDÊNCIA em relação ao governo, ao Congresso e ao Judiciário. Ele não é de forma alguma subordinado ao Poder Executivo, nem à presidente da República, e muito menos ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que é seu frequente interlocutor, mas não seu superior hierárquico.

Janot é o chefe do Ministério Público, e está lá, no parágrafo 1º do artigo 127 da Constituição: “São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional” (o negrito é de minha autoria).

Renan, então, atirou no alvo errado. Tecnicamente, o governo não tem nada a ver com o procurador-geral, e não passam de boatos — que deixam mal Janot — as versões postas a circular por aliados de Renan segundo a qual o chefe do Ministério Público Federal teria agido sob “forte influência” do governo para incluir o nome de Renan na lista, que decorre das investigações da Operação Lava-Jato.

Então, quando falo em comédia de erros lá no título, é isso – o presidente do Senado agiu como deveria ao devolver a medida provisória, mas, se foi em “retaliação” ao governo, a coisa terá sido duplamente um absurdo: 1) uma medida desse tipo deve ser tomada exclusivamente para cumprir a Constituição, e não como picuinha de aliado irritado com o governo; 2) o presidente do Senado não pode partir do pressuposto de que o procurador-geral se tornou um menino de recados do governo!

A reputação de Janot está em jogo não apenas neste episódio, mas em tudo o que se refere ao petrolão. Como disse em um de seus comentários a colega Joice Hasselmann, ele poderá escolher se entrará na história pela porta da frente ou se se tornará um pé de página, de quem se escafedeu por uma janela dos fundos.

Renan parece apostar na segunda opção. Os brasileiros de bem preferem acreditar na primeira.

04/03/2015

às 18:03 \ Política & Cia

ELIO GASPARI: Se Dilma e Levy não se acertarem, 200 milhões de brasileiros é que pagarão a conta

(Foto: AP)

Levy e Dilma: opostos, mas ambos perderão se não atingirem um equilíbrio (Foto: AP)

A DUPLA DILMA-LEVY

Artigo publicado no jornal O Globo

elio gaspariO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ri demais e fala demais. A doutora Dilma zanga-se demais e fala de menos. Levy ainda não completou 90 dias no cargo e já se viu na constrangedora situação de reverter uma afirmação depois de ser publicamente repreendido pela chefe.

O pior é que ambos tinham razão: a amplitude das desonerações tributárias foi uma “brincadeira” e sua expressão foi “infeliz”. Noutra ocasião Levy foi levado a uma acrobacia semântica, esclarecendo que a economia não sofrerá uma “recessão”, mas uma “contração”.

(Em qualquer época, o Planalto tem horror a essa palavra. Em 1974 a censura baixou uma ordem tornando “terminantemente proibidas” quaisquer referências “relativas a recessão econômica, ainda que hipotéticas”)

Até hoje se pode ouvir a gargalhada de Mário Henrique Simonsen ao saber dessa proibição.

As situações em que Levy se atrapalhou são despiciendas porque ainda não refletem grandes diferenças de fundo. Se a doutora quiser que ele cante tangos numa Unidade de Terapia Intensiva, quem pagará a conta serão os brasileiros. Nos últimos 50 anos, presidentes e ministros da Economia dançaram a mesma música em apenas quatro ocasiões, com as duplas Lula-Palocci, FH-Malan, Médici-Delfim e Castello Branco-Roberto Campos. O preço dos desarranjos e dos ministros-fantasmas foi a maior crise econômica da história do país.

Se o comissariado e o doutor Levy ficarem num jogo de gato e rato, ambos perderão. Entre as atribuições do ministro da Fazenda está a de animador de auditório. Alguns titulares, como Guido Mantega, tiveram desempenhos patéticos. Outros, como Pedro Malan, funcionaram como maestros, regendo charangas de sábios. Levy mostrou que é um mau animador. Ora exagera no economês, ora escorrega num coloquialismo de banqueiro bem-humorado.

Tudo isso não tem grande importância diante das dificuldades das contas nacionais e do esforço que será necessário para recolocá-las nos trilhos. Enquanto Lula deu mão forte a Antonio Palocci, seu governo teve rumo na economia. A situação de Levy é outra. O compromisso da doutora com sua agenda é uma dúvida. O do comissariado petista é quase uma certeza negativa.

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04/03/2015

às 16:06 \ Política & Cia

Supremo extingue a pena do mensaleiro Genoino. Ele foi beneficiado pelo indulto de Natal de Dilma

O ex-deputado José Genoino: livre, leve e solto (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

O ex-deputado José Genoino: livre, leve e solto (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Ministros consideraram que o ex-presidente do PT já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelo indulto de Natal assinado por Dilma

Por Laryssa Borges, de Brasília, para VEJA.com

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira por unanimidade extinguir a pena do ex-presidente do PT José Genoino, condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão. Os ministros consideraram que o mensaleiro petista já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelas regras previstas no decreto de indulto natalino assinado pela presidente Dilma Rousseff em 2014.

Genoino começou a cumprir em novembro de 2013 os quatro anos e oito meses a que foi condenado pelo STF e pagou multa de cerca de 670.000 reais em janeiro de 2014, após uma vaquinha organizada por correligionários.

Atualmente Genoino cumpre prisão domiciliar por ter conseguido abater parte da pena e cumprido o mínimo de um sexto da reclusão, o que garantiu a ele o direito a progressão de regime do semiaberto para o aberto. Como o Distrito Federal não tem casas de albergado, estabelecimento previsto em lei para abrigar condenados em regime aberto, o ex-presidente do PT recebeu o direito de permanecer em prisão domiciliar.

O indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, usualmente confundido com a saída temporária de Natal, é um benefício que avalia um conjunto de exigências para perdoar definitivamente as penas de parte da população carcerária. De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o indulto normalmente é concedido a detentos com bom comportamento, paraplégicos, tetraplégicos, portadores de cegueira completa, mães de filhos menores de 14 anos e àqueles que tenham cumprido parte da pena em regime fechado ou semiaberto.

Em geral, para a concessão dos indultos são examinados a gravidade do crime, se houve ou não violência cometida e o cumprimento parcial da pena.

No pedido de indulto, José Genoino informou que teve bom comportamento quando cumpria pena em regime semiaberto e também quando foi autorizado a terminar o restante da sentença em prisão domiciliar. Ele afirmou ainda que o abatimento de 34 dias da pena por trabalho e estudo permitiria a ele se enquadrar nos beneficiários do perdão judicial.

O decreto de indulto assinado pela presidente Dilma em 2014 prevê o benefício, entre outros casos, para detentos que tenham cumprido um quarto da pena e que estejam em regime aberto e para condenados que estivessem cumprindo pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltasse até oito anos para o cumprimento da pena total.

“Todos os casos associados à execução na ação penal 470 [mensalão], tenho decidido monocraticamente. Como foi um julgamento emblemático e é o primeiro caso de extinção de punibilidade, em parte pelo cumprimento da pena, pelo pagamento da multa e por força do indulto, reconhecendo a validade do indulto e a extinção da punibilidade da pena, resolvi trazer a apreciação do Plenário”, disse o relator do mensalão Luís Roberto Barroso ao justificar o fato de ter levado o caso para apreciação de todos os ministros do STF.

04/03/2015

às 14:37 \ Política & Cia

VÍDEO: Senador Aloysio Nunes diz que Dilma é “refém” do ministro da Fazenda, Joaquim Levy

Em discurso no plenário, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) chamou a atenção para o fato esdrúxulo de o governo ter um ministro da Fazenda “sem o respaldo explícito da presidente da República”. Ao mesmo tempo, lembrou que, paradoxalmente, o ministro Joaquim Levy é a “última esperança” de manter a imagem do Brasil frente aos credores.

Sendo assim, o ministro mantém, ao mesmo tempo, a condição de alguém que não recebe o apoio que deveria da presidente, mas que a presidente, mesmo se quisesse, não poderia demitir:

– Se [Dilma] tira o ministro Levy, imediatamente vem o rebaixamento dos títulos da dívida pública — afirmou o senador.

03/03/2015

às 22:00 \ Política & Cia

Aécio Neves e Cunha Lima confirmam que PSDB apoia e estará na CPI do HSBC

Randolfe com o senador Aécio Neves. Ao centro, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e, à direita, o senador José Agripino (DEM-RN): oposição estará na CPI (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Randolfe com o senador Aécio Neves. Ao centro, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e, à direita, o senador José Agripino (DEM-RN): oposição estará na CPI (Foto: Pedro França/Agência Senado)

De Imprensa – PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e o líder da bancada tucana no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), confirmaram hoje no plenário o apoio e a participação dos senadores tucanos à CPI do HSBC. Proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a comissão pretende investigar as suspeitas dos crimes de sonegação e evasão fiscal em contas abertas por brasileiros em agências do HSBC na Suíça.

O Brasil aparece em quarto lugar em número de pessoas com contas no HSBC na Suíça, com 8.667 clientes que teriam movimentado R$ 20 bilhões por meio do banco.

“O PSDB não apenas apoia a iniciativa do senador Randolfe, como participará, com quadros qualificados que tem, de mais essa CPI”, afirmou Aécio Neves em discurso no plenário.

O presidente do partido usou a palavra para rebater mensagens postadas nas redes sociais acusando o PSDB de não apoiar a investigação.

“Ao longo dos últimos dias houve uma cobrança muito grande, em especial nas redes, uma exploração desse tema, agora plenamente esclarecido”, afirmou o presidente nacional do PSDB.

Randolfe: “Não encontrei resistência do PSDB em relação a essa matéria”

O apoio à investigação do caso HSBC foi reforçado pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima. Ele explicou o desencontro ocorrido que impossibilitou os senadores tucanos de assinarem o pedido de instalação da CPI.

“Na última quinta-feira, conversei por telefone com o senador Randolfe e, por telefone, comuniquei que o PSDB manifestava apoio à instalação da CPI. Ocorre que, num intervalo de tempo mais curto do que se imaginava, o senador Randolfe Rodrigues, de forma diligente, conseguiu o número mínimo necessário e apresentou o requerimento”, afirmou Cássio Cunha Lima.

O senador Randolfe Rodrigues, autor do requerimento de criação da CPI, também usou a palavra para desmentir os boatos de que o PSDB não apoiaria a criação da comissão parlamentar de inquérito.

“Não houve deliberadamente nenhuma ação para que não houvesse assinatura do PSDB, como, também, eu não encontrei resistência do PSDB em relação a essa matéria. Faço questão aqui de testemunhar isso”, destacou Randolfe.

Clique  aqui para ouvir um trecho da declaração de Aécio Neves.

03/03/2015

às 19:00 \ Política & Cia

FHC: Na foto abaixo, algo que é, sim, culpa dele. Sem dúvida!

O ex-presidente Fernando Henrique com uma cédula de 2 reais -- a moeda criada em sua gestão como ministro da Fazenda do presidente Itamar e consolidada em seus oito anos no Palácio do Planalto

O ex-presidente Fernando Henrique com uma cédula de 2 reais — a moeda criada em sua gestão como ministro da Fazenda do presidente Itamar, em 1994, e consolidada em seus oito anos no Palácio do Planalto (1995-2003) (Foto: Cássio Cunha Lima)

A ideia foi do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). O cartaz, redigido ali com o que tinha à mão pelo presidente do partido, o ex-presidenciável Aécio Neves (MG). A primeira cédula, de 2 reais, fornecida pelo senador José Serra (PSDB-SP), estava amarfanhada demais e foi substituída por outra, nova em folha, que saiu da carteira do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Cunha Lima fez a foto, para a qual posou, com o bom humor de sempre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — culpado, culpadíssimo pela estabilidade da moeda brasileira, esta mesma que o desgoverno do lulopetismo está colocando em risco.

03/03/2015

às 18:20 \ Política & Cia

O “Jornal da Besta Fubana”, o site mais desbocado do país, analisa a possível defesa de explosões aos caixas eletrônicos por parte do Apologista do Cramulhão

Se vocês ainda não conhecem o Jornal da Besta Fubana, tocado com valentia, humor ácido e linguagem especialíssima, que inclui o uso farto de palavrões cabeludos de curso nacional e outros proveniente do farto vocabulário a respeito existente em Pernambuco — pois é de lá que o agitador cultural Luiz Berto lança seus dardos, inclusive pela TV da Besta –, não sabe o que está perdendo.

A vitriólica Besta não poupa ninguém, nem a si própria — a começar pelo fato de que sua carta ao leitor, intitulada “A Palavra do Editor”, é ilustrada pela cara de um simpático e inequívoco quadrúpede da espécie asinina, como se pode constatar abaixo.

No texto da “Palavra” que reproduzo abaixo — excepcionalmente, sem palavrões –, a Besta responde a um leitor que se identifica como “arrombador de cofres eletrônicos” e quer saber das possibilidades de a categoria ser defendida por determinado personagem com o mesmo empenho com que o são “os fora-da-lei e malfeitores” do MST.

 

Muar

A PALAVRA DO EDITOR

ADIVOGADO EXPLOSIVO
Recebi de um leitor fubânico, que usa o curioso nome de “Banana de Dinamite” uma mensagem contendo uma consulta.

Banana se identifica como “arrombador de caixas eletrônicos” e diz que trabalha com mais “quatro comparsas” (foi este mesmo o termo que ele usou).

Ele quer saber se o adivogado fubânico Apologista do Cramulhão, ardoroso militante petista, atualmente empenhado em defender, com muita convicção e ardor, os foras-da-lei e malfeitores do MST, inclusive o chefe da quadrilha, João Pedro Stédile, não poderia também fazer a defesa dos ladrões que explodem caixas eletrônicos e expropriam o dinheiro dos banqueiros capitalistas. Atividade que, segundo Banana, são bem mais nobres que a dos sem-terras quando se leva em conta a luta popular contra a ganância das zelites zisploradoras do proletariado.

Quero informar ao nobre consulente Banana de Dinamite que, com certeza, Apologista do Cramulhão tomará a defesa dos explodidores de caixas eletrônicos com muito prazer e alegria, assim que complete a defesa de Stédile e seu bando.

É possível até que Apologista do Cramulhão adie seus planos de defender os latrocidas, os que matam ricos pra roubar, e dê prioridade pros explodidores de caixas eletrônicos, já que estes estão cumprindo uma atividade militativa de grande relevência nas lutas populares, eis que estão hostilizando e dando prejuízos à extrema direita golpista e capitalista.

Aguarde, estimado Banana, que Apologista do Cramulhão vai atender você com toda certeza.

caixa bradesco

Quem explode um caixa eletrônico (…) está prestando um grande serviço à revolução popular e democrática dos excluídos sociais contra os capitalistas espoliadores, tão maléficos quanto os latifundiários que exploram os miseráveis sem terra

(JÁ OFERECI O LINK DA “BESTA” LÁ EM CIMA, MAS, PARA QUEM NÃO VIU E QUER CONHECÊ-LA, BASTA CLICAR AQUI)

 

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