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27/01/2015

às 20:23 \ Política & Cia

ENQUETE PARA NÃO PERDER: Decidam o significado do punho erguido de Dilma na posse do “bolivariano” Evo Morales

Dilma toda feliz, erguendo o punho na velha saudação comunista, cercada de gente como o venezuelano Maduro (sobretudo escuro e bigodão), o vice boliviano García Linera (medalhão no peito), o presidente da Bolívia pela terceira vez, Evo Morales (com a faixa presidencial) e o idem equatoriano Rafael Correa (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Epa! Já esta no ar nossa nova enquete, que vocês não podem perder.

O que cada um de vocês acha que significou, entre cinco alternativas que fornecemos, o famoso gesto do punho erguido pela presidente Dilma durante a terceira cerimônia de posse consecutiva do presidente “bolivariano” da Bolívia, Evo Morales?

As alternativas, em uma das quais você pode clicar no local tradicional das enquetes, à direita desta coluna, são:

* o problema principal foi constrangimento: ela não sabia na hora o que fazer com a mão quando todo mundo a ergueu;

* de repente deu a louca na presidente, e ela ela teve saudades súbitas de seus tempos de “revolucionária”;

* foi de desafio: “​escolhi​ mesmo o ministério mais mequetrefe da República, e daí?”

* foi um gesto espontâneo de crua sinceridade: “quem mandou votar em mim?”

* ela deu uma de Zagalo e tascou: “vocês vão ter que me engolir”.

Vamos lá, pessoal! Vamos votar, ali ao lado.

Obrigado.

27/01/2015

às 18:45 \ Política & Cia

RESULTADO DA ENQUETE: Para os leitores do blog, Marta não está realmente rompendo com o PT, apesar dos ataques ao partido

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Estaria Marta realmente determinada a romper com o PT mesmo mantendo sua relação com Lula — a quem se referiu certa vez como “Deus”? (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na última enquete, os leitores do blog responderam à seguinte pergunta: você acredita que Marta Suplicy está rompendo com o PT — mesmo sem romper com Lula?

Em 12 dias, 3.848 pessoas votaram, e 74% delas — 2.866 amigas e amigos do blog — disseram que não. Os que deram um voto de confiança à senadora foram 708 (18%). O resto dividiu-se entre as respostas “talvez” (178 ou 5% dos votos) e “não sei” (96 ou 2%).

Nossa nova enquete, já aberta, questiona os amigos do blog a respeito do gesto de punho erguido feito pela presidente Dilma Rousseff durante a posse de Evo Morales. A votação está disponível no lugar de sempre, à direita desta coluna.

Que tal votar? Há cinco alternativas de resposta à sua disposição.

 

27/01/2015

às 18:06 \ Política & Cia

NOBLAT: “Dilma impõe ao PT uma dura dieta de pouca grana”

Pouco dinheiro para o PT gastar significa menos poder (Foto: O Globo)

Pouco dinheiro para o PT gastar significa menos poder (Foto: O Globo)

Post do jornalista Ricardo Noblat, publicado em seu excelente blog em O Globo

O PT tem razões de sobra para não gostar da presidente Dilma Rousseff. Ela não é petista de berço, por exemplo. Filiou-se ao partido relativamente há pouco tempo.

Não prestigia os líderes do partido. Os queridinhos recentes dela são Cid Gomes, do PROS, ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, e Gilberto Kassab, do PSD, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro de Cidades.

Mas o que tira o PT do sério em se tratando de Dilma é a distribuição de verbas para cada partido administrar. Explico.

Fora os ministérios técnicos, os demais contam com grana sobre cuja aplicação os ministros têm o poder de decidir, com compras e investimentos.

Pois bem: um estudo da Fundação Getúlio Vargas, ao qual teve acesso o jornal O Estado de S. Paulo, mostra que os ministros do PT nunca tiveram tão pouco dinheiro sob seu controle.

Em 2004, antes do escândalo do mensalão, no segundo ano do primeiro governo de Lula, o PT administrava 53% desse tipo de dinheiro contra 25% administrados pelos demais partidos aliados.

Com o mensalão, desesperado pela ajuda dos demais partidos para não cair, Lula inverteu o placar.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLICAR AQUI)

27/01/2015

às 16:15 \ Vasto Mundo

Novo governo de extrema esquerda na Grécia descarta pagamento de toda a dívida

O líder do partido esquerdista Syriza, Alexis Tsipras (Foto: John Kolesidis/Reuters)

O líder do partido esquerdista Syriza, Alexis Tsipras: prioridade do governo é a renegociação da dívida grega (Foto: John Kolesidis/Reuters)

Segundo porta-voz do partido vencedor das eleições no domingo, a Syriza, credores devem estar dispostos a negociar. A dívida do país soma 240 bilhões de euros

De VEJA.com

O principal porta-voz da equipe econômica da Syriza, o partido vencedor das eleições na Grécia neste domingo, disse nesta terça-feira à rede de notícias BBC que “é pouco realista” esperar que a Grécia pague toda a sua dívida.

Segundo Euclid Tsakalotos, os credores da União Europeia (UE) devem estar dispostos a negociar os débitos com o país. “Ninguém acredita que a dívida da Grécia seja sustentável”, declarou o representante da coalizão de esquerda.

Uma das prioridades do novo governo, cujo primeiro-ministro agora é Alexis Tsipras, é renegociar com a UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) uma reestruturação da dívida do Estado grego, que chega a 240 bilhões de euros. “Não conheci nenhum economista que honestamente diga que a Grécia pagará toda essa dívida. Não é possível”, afirmou Tsakalotos em entrevista à emissora britânica.

Após as eleições de domingo, os líderes da Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) estão tentando um acordo com o partido de direita nacionalista Gregos Independentes para a formação de um novo governo. Para Tsakalotos, assim como seus pares do país, os líderes europeus também devem estar dispostos a trabalhar com a Syriza.

Leiam mais: Tsipras confirma aliança com nacionalistas para governar
Líder antiausteridade vence na Grécia e preocupa Europa

“Vai ser uma Europa muito peculiar e perigosa se (os líderes) indicarem que, após um voto democrático, não estão interessados em conversar com um novo governo”, advertiu. Ele disse ainda que se a Grécia for retirada da zona do euro, o bloco econômico será derrubado, episódio que classificou de “seu pior pesadelo”.

“Dissemos desde o princípio que a zona do euro está em perigo, mas não pela Syriza, e sim pelas políticas de austeridade”, ponderou. Apesar disso, ele assegurou que o novo governo está disposto a cooperar e a renegociar “uma solução justa, viável e de benefício mútuo”.

O partido de extrema esquerda Syriza venceu as eleições legislativas da Grécia no domingo com uma plataforma contrária ao plano de austeridade assumido pelo país anos atrás em troca de auxílio financeiro para pagar as suas dívidas. A vitória do grupo que rejeita as exigências da troika de credores — UE, BCE e FMI — coloca em risco a permanência da Grécia na zona do euro e traz ainda mais instabilidade para o bloco.

No Twitter, o premiê britânico David Cameron escreveu que o resultado “vai aumentar a incerteza econômica na Europa”.

Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que a Grécia tem que respeitar as regras da zona do euro e não pode exigir tratamento especial para sua dívida.

Na mesma linha, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Eurogrupo, o ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, reforçaram o compromisso que a Grécia deve manter junto aos credores internacionais. A dívida da Grécia alcançou 117% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014, o que significa, em dados concretos, que cada grego tem uma dívida externa de 29.700 euros a pagar.

27/01/2015

às 15:30 \ Política & Cia

Marta volta a criticar Dilma: ‘Faz a vaca engasgar de tanto tossir’

Marta Suplicy e a presidente Dilma: agora, caminhos opostos (Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE)

Marta Suplicy e a presidente Dilma: agora, caminhos opostos (Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE)

Senadora fez duros ataques à presidente e ao PT em artigo. Afirma que Dilma age sem transparência e que partido está atarantado sob ‘sérias denúncias’

De VEJA.com

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) deu sequência nesta terça-feira às duras críticas que tem feito à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, Marta ataca a condução da política econômica por Dilma – e afirma: não houve transparência do governo federal diante do cenário econômico.

“Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade”, escreve a senadora.

“Se tivesse havido transparência da condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro”, continua. Marta trata na sequência do aumento das tarifas promovido no primeiro mês do novo mandato da presidente, além do cenário de inflação alta e elevação dos juros. Ainda critica o que chamou de “diminuição dos direitos trabalhistas”.

Para a senadora, Dilma faz “a vaca engasgar de tanto tossir”.

Marta critica a nomeação de um nome que “agrada ao mercado e à oposição” para a Fazenda, em referência a Joaquim Levy, sem que a presidente tenha dito uma palavra a respeito. “Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha? Nenhuma explicação”.

E prossegue: “O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção”.

Na sequência, a senadora critica o silêncio da presidente Dilma Rousseff, que não fala em público desde sua posse, em 1º de janeiro. “A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu”, finaliza.

27/01/2015

às 14:15 \ Vasto Mundo

O que teria esse quadro para valer mais de 6 milhões de reais? O autor — pintor amador –, um dos líderes gigantes do século XX: Winston Churchill

"The goldfish pool at Chartwell" (o poço de peixinhos dourados de Chartwell, a mansão dos Churchill em Kent, na Inglaterra, hoje propriedade do Estado): 6,7 milhões de reais pelo quadro de um gênio em várias áreas (Foto: telegraph.co.uk)

“The goldfish pool at Chartwell” (o poço de peixinhos dourados de Chartwell, a mansão dos Churchill em Kent, na Inglaterra, hoje propriedade do Estado): 6,7 milhões de reais pelo quadro de um gênio em várias áreas (Foto: telegraph.co.uk)

Já faz algumas semanas que a famosa casa de leilões Sotheby’s de Londres, realizou um leilão extraordinário pela qualidade e valor histórico das peças, pelos recordes que bateu e pela figura central cuja sombra se estendeu sobre o acontecimento — Sir Winston Churchill, o leão inglês que manteve por mais de dois anos resistência solitária contra a Alemanha de Hitler na II Guerra Mundial, o genial militar, político, diplomata, historiador, escritor (Nobel de Literatura em 1953), um dos mestres do idioma inglês em todos os tempos e, para muita gente, o maior estadista do século XX.

Mesmo tendo passado essas semanas do leilão, não posso deixar de comentar.

Além dos qualificativos acima, Churchill foi também um pintor amador de grande qualidade — tanto é que, entre os 250 lotes de peças colocados em leilão, herança da mais nova de seus cinco filhos, a baronesa Mary Soames, falecida em 2014 aos 91 anos de idade, esteve o quadro a óleo The goldfish pool at Chartwell (em tradução livre, o poço dos peixinhos dourados em Chartwell, a mansão em que Churchill viveu em Kent), merecedor de um lance vencedor de 2,21 milhões de euros (6,66 milhões de reais), nível de obra de artista de primeiríssima.

Retrato de Churchill por Oswald Birley (1880-1952): 1,8 milhão de euros (Foto: telegraph.co.uk)

Retrato de Churchill por Oswald Birley (1880-1952): 1,8 milhão de euros (Foto: telegraph.co.uk)

Trata-se do maior preço obtido até hoje por um quadro de Sir Winston, ultrapassando em mais de 1 milhão de euros (mais de 3 milhões de reais) Chartwell landscape with sheep (paisagem de Chartwell com carneiros), outro óleo arrematado em 1997.

Outras duas pinturas do ex-primeiro-ministro britânico foram vendidas por perto de 1 milhão de euros cada uma, além de um retrato seu a óleo feito pelo retratista das elites e da nobreza britânica Oswald Birkey (1880-1952), que alcançou 1,8 milhão de euros (5,4 milhões de reais).

A pasta de couro de Churchill quando ministro das Colônias:

A pasta de couro de Churchill quando ministro das Colônias: só esta peça, perto de 600 mil reais (Foto: Sotheby’s)

Chegou a quase 200 mil euros (600 mil reais) o lance vencedor pela pasta de couro vermelha que Churchill utilizou durante seus anos como Secretário de Estado de Sua Majestade para as Colônias Britânicas.

Por 47.750 euros (mais de 140 mil reais) foi-se uma foto original, não autografada, de Churchill cumprimentando o general Dwight D. Eisenhower, comandante supremo das forças dos Aliados durante a II Guerra — e, posteriormente, presidente dos Estados Unidos (1953-1961). Até uma simples caixa para conservar os famosos charutos do líder superou as expectativas, sendo arrematadas por perto de 80 mil reais, vinte vezes seu preço estimado.

São fragmentos da trajetória movimentada e riquíssima de um homem que viveu intensamente cada um de seus 91 anos até a morte, em 1965, e que marcou fundo seu tempo.

26/01/2015

às 19:39 \ Política & Cia

Queda do avião de Eduardo Campos: pilotos não tinham formação adequada, diz FAB

Local do acidente envolvendo Eduardo Campos (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Tragédia: local do acidente envolvendo Eduardo Campos, em Santos (SP) (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Investigação encontra indício de que tripulação precisava de treinamento complementar para garantir segurança

Por Marcela Mattos, de Brasília, para VEJA.com

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), apontou que os pilotos que guiavam o jato do então candidato à Presidência da República Eduardo Campos não tinham a habilitação adequada para guiar a aeronave, de prefixo PR-AFA.

No dia 13 de agosto do ano passado, o avião deixou o Rio de Janeiro em direção a Santos (SP) quando caiu sobre uma área residencial do litoral paulista, após arremeter. Conforme o laudo, o avião colidiu a uma velocidade de 600 km/h.

Os investigadores apontam que embora estivessem habilitados, os pilotos não tinham a formação adequada para conduzir aquele modelo de aeronave, conforme está previsto em regras de transição estabelecidas pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

O piloto Marcos Martins tinha experiência no modelo CE560XLS e transitou para um mais moderno, o CE560XLS+, o que implicaria em treinamento, experiência e verificação de proficiência. Já ao copiloto seria exigida não apenas os requisitos de transição, e sim a formação completa nesse tipo de aeronave.

O tenente-coronel aviador Raul de Souza, chefe da investigação, ponderou que cabe à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fiscalizar se os pilotos estavam formalmente habilitados para conduzir a aeronave.

“Para a investigação, o que mais importa é saber se os dois pilotos estavam em condição de treinamento e qualificação compatíveis com aquela aeronave. A questão de estar habilitado formalmente é mais administrativa. Para a gente é importante saber se eles estavam com qualificação e treinamento adequados para enfrentar aquela situação”, disse.

O investigador encarregado da Força Aérea Brasileira, tenente-coronel aviador Raul de Souza, apresenta dados sobre a investigação do acidente com o jatinho que vitimou o ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas)

O investigador encarregado da Força Aérea Brasileira, tenente-coronel aviador Raul de Souza, apresenta dados sobre a investigação do acidente com o jatinho que vitimou o ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas)

O Cenipa segue analisando os dados e ainda não há previsão para a conclusão das investigações. “Um acidente complexo como esse demanda bastante tempo e temos de tomar todo o cuidado para que a gente identifique os fatores contribuintes para se eliminar os fatores de risco”, disse o brigadeiro do ar Dilton José Shuck, chefe do Cenipa.

Os investigadores descartaram cinco possibilidades que poderiam justificar o acidente: colisão com animais, colisão com veículo aéreo não tripulado (Vant) – popularmente conhecido como drone -, aeronave no dorso (de cabeça para baixo), incêndio durante o voo e colisão com algum obstáculo. Com base nos destroços, também foram descartadas as hipóteses de problemas técnicos nos sistemas hidráulico e pneumático, de pressurização e combustível e no piloto automático.

Sem culpados – Além de descartar falhas técnicas e apontar para a falta de uma formação adequada dos pilotos, a investigação em torno do acidente que envolveu Eduardo Campos também mostra que os condutores da aeronave descumpriram a rota prevista pela carta aeronáutica que instrui as operações no litoral paulista.

Eles criaram uma espécie de atalho antes do pouso. Em vez de se aproximar e fazer duas voltas próximo à pista (pontos de bloqueio e rebloqueio, no jargão aeronáutico) para então tentar o pouso, o piloto optou por vir do oceano direto para a pista da Base Aérea de Santos. “Eles fizeram um procedimento diferente do que estava previsto. O comum é seguir essa rota. É isso que está previsto em regulamento”, explicou o tenente-coronel aviador Raul de Souza.

Ainda assim, os investigadores ainda estão cuidadosos em apontar responsáveis pelo acidente – o que pode, inclusive, não acontecer. “Podemos descartar que houve falha técnica com base no que investigamos até o momento. Mas não podemos afirmar que houve falha humana. Esse é o próximo passo da análise. Isso tudo faz parte desse mosaico”, diz Souza.

“Queremos deixar claro que a única finalidade do Cenipa é a prevenção de acidentes aéreos, identificar fatores que podem ter contribuído para o acidente e emitir recomendações de segurança. O nosso objetivo não é identificar culpados ou responsáveis”, completou o brigadeiro do ar Dilton José Schuck.

26/01/2015

às 19:20 \ Música no Blog

Não perca este vídeo: Bill Clinton toca um instrumento musical, Lula outro. Compare as execuções

Campeões-de-audiênciaPost publicado originalmente a 19 de novembro de 2010

Amigos do blog, vejam o que é possível encontrar no YouTube: dois presidentes em ação em instrumentos de sopro. Trata-se de Bill Clinton (1993-2001) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003 até o próximo dia 1º de janeiro de 2011).

Dêem aqui sua opinião sobre os respectivos desempenhos.

26/01/2015

às 17:30 \ Vasto Mundo

RELAÇÕES EUA-CUBA: Os republicanos não querem dar dinheiro para Obama manter embaixada em Havana — mas ele talvez nem precise. Vejam por quê

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Desde que o presidente democrata Barack Obama anunciou o reatamento de relações entre os Estados Unidos e Cuba, no dia 17 de dezembro passado, a pergunta que mais se faz a respeito do tema nos meios políticos dos EUA é qual será a reação do Congresso, dominado por republicanos tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, após as eleições de novembro.

Os republicanos ameaçam chutar Obama abaixo da linha da cintura, com uma medida prática de efeitos complicados: não aprovar nenhuma dotação econômica para a reabertura da embaixada norte-americana em Cuba.

De todo modo, facilidades de remessa de material e de pessoal para a futura embaixada foram um dos pontos discutidos na primeira reunião oficial e pública entre as duas partes em mais de meio século, na quarta e na quinta-feira passadas, 21 e 22.

Obama perdeu a maioria no Senado nas eleições de novembro, já não tinha na Câmara de Representantes e espera-se que os republicanos tornem sua vida um inferno. Na questão da representação em Havana, na verdade, talvez os republicanos não consigam muita coisa: o enorme edifício da embaixada continua existindo, apesar da ruptura das relações diplomáticas e consulares entre os dois países decretada a 3 de janeiro de 1961 pelo presidente John F. Kennedy.

O edifício se situa na grande avenida conhecida como Malecón, não distante do local onde naufragou em 1898 o encouraçado USS Maine, da Marinha dos EUA, abatido enquanto ancorado por uma explosão até hoje não esclarecida e que foi a gota d’água para a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. O conflito resultou na derrota da Espanha em quatro semanas, na semi-independência de Cuba e na perda das então colônias espanholas de Guam, Porto Rico e Filipinas para o domínio norte-americano.

O edifício onde funciona a "seção de interesses norte-americanos" da embaixada suíça em Havana fica exatamente onde estava a representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

O edifício onde funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada suíça em Havana fica exatamente no edifício da representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

Tecnicamente, o edifício é uma extensão da embaixada da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos em Cuba. Lá funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada, toda ela constituída por diplomatas dos Estados Unidos.

Esse recurso de que a diplomacia lança mão quando ocorre quebra de relações entre Estados passou a ser utilizado, no caso EUA-Cuba — depois de 16 anos de absoluto gelo e de várias crises entre as partes, inclusive a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, e a crise dos mísseis soviéticos, em 1962 –, depois de negociações em 1977 entre o presidente americano Jimmy Carter e o ditador Fidel Castro.

Enquanto a embaixada suíça propriamente dita está instalada em um pequeno chalé, com duas dezenas de gatos pingados, a “seção de interesses norte-americanos”  da embaixada constitui um portento com 360 funcionários, sento 51 americanos — inclusive os fuzileiros navais que fazem a segurança –, e o restante cidadãos cubanos contratados para diferentes tarefas.

Curiosamente, os suíços representam, em Washington, os interesses cubanos, desde que a Checoslováquia, que fazia esse papel, deixou de existir em 1992, com a independência da Eslováquia e a criação da República Checa.

A extensa pauta de temas entre os EUA e Cuba, começando por temas como segurança nacional e imigração, provavelmente requeira mais diplomatas e mais recursos. Ainda que os republicanos boicotem as verbas no Congresso, contudo, está claro que as coisas funcionarão mais ou menos como quer o presidente Barack Obama.

26/01/2015

às 16:30 \ Política & Cia

Augusto Nunes: a mentirosa compulsiva fustigada por Aécio não é a única face escura de Dilma

No vídeo divulgado nas redes sociais, Aécio Neves foi direto ao ponto: “Dilma mentiu”, constatou. Em 73 segundos enfileirou algumas das incontáveis provas de que a Doutora em Nada caçou a reeleição disparando vigarices, fantasias fraudulentas, tapeações estatísticas e invencionices de grosso calibre. Fora o resto.

Ao qualificar a adversária de “leviana” num debate na TV, o candidato tucano provocou na seita lulopetista um cômico surto de cavalheirismo. Caprichando na pose de última virgem do bordel, marafonas profissionais fingiram indignar-se com a gravíssima ofensa a uma senhora tão ética, tão frágil, tão doce. Pois leviana é quase um elogio para uma figura com insanáveis defeitos de fabricação.

Dilma começou a tratar a verdade a pontapés quando ainda engatinhava ─ e nunca mais parou de mentir. No convívio com Lula, perdeu a vergonha de vez. Fez o diabo para manter o emprego. Para não perdê-lo antes da hora, fará coisas de que até Deus duvida. Mas estará condenada a um final infeliz se a oposição intensificar a ofensiva, aprender a opor-se o tempo todo e, sobretudo, escancarar aos olhos do país, e fustigá-las incessantemente, todas as faces escuras da presidente.

A que exibe a mentirosa compulsiva é só uma delas. Outras mostram (ou camuflam)  fustigar a supergerente de araque, a carrancuda insegura, a desastrada política aprendiz, a usina de frases sem pé nem cabeça, a campeã da inépcia, a arrogante  Doutora em Nada, a protetora de quadrilheiros e a madrinha dos corruptos de estimação, fora o resto. Há dinamite para todas. Com os desdobramentos do Petrolão, que vai sobrar munição.

Dilma e seu governo são um caso sem cura, e como tal deve ser tratado. Sem clemência.

 

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