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Arquivo da categoria Partidos

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

19:28 \ Partidos

A alegria do PMDB

Um pool de caciques peemedebistas foi ao gabinete de Michel Temer, ontem à noite, jogar conversa fora. Quem conhece essas noitadas, atesta:

- Eles devem ter falado mal da República inteira.

De fato, pelas quase três horas de conversa com Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá, Eunício Oliveira e Valdir Raupp (entre outros) tiveram tempo para falar muita coisa. Mas um assunto em especial animou a noite peemedebista: o surto de Marco Maia na Câmara (leia mais em Sessão abandonada). Diz um peemedebista:

– Foi bom isso acontecer. Depois dizem que é o PMDB que briga por cargos.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

19:06 \ Partidos

Lula intervém

Jilmar Tatto: o novo líder

A reunião da bancada do PT marcada para amanhã para escolher o novo líder do partido na Câmara não será mais um campo de batalha, como estava se armando.

Lula entrou em campo hoje e, em diversos telefonemas disparados a partir de São Paulo, baixou o seu centralismo democrático, decidiu e a bancada acatou.

Saiu, portanto, um “acordo” entre os dois candidatos. Assim, neste ano o líder será  o paulista Jilmar Tatto. Em 2013, o cearense José Guimarães o substitui.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

19:38 \ Partidos

Motivado e trabalhando

Geddel esclarece: "estou motivado"

Alcançado pelo tiroteio no ninho peemedebista, Geddel Vieira Lima nega ter planos de deixar a Caixa Econômica Federal, garante “estar motivado e trabalhando”, e avisa que sabe quem está alimentado os rumores de sua eventual saída (leia mais em Carta de demissão). Diz Geddel:

- Não sou escritor para escrever carta de demissão. Estou motivado, trabalhando e fazendo o que tenho de fazer.

Além de dizer que está satisfeito com a vida de executivo da Caixa, Geddel aproveita para expor a insatisfação com Henrique Eduardo Alves. Para ele, transformar Alves em presidente da Câmara não pode ser uma prioridade do partido. Diz Geddel:

- Não vejo o porquê de tanto estresse só para eleger o presidente da Câmara. Acho que é um erro do Henrique. Não é prioritário eleger presidente da Câmara agora. Isso não pode ser prioridade para o partido.

Por Lauro Jardim
19:36 \ Partidos

Calmante no PMDB

Preocupado em acalmar os ânimos dos colegas peemedebistas, Henrique Eduardo Alves vai passar as próximas horas ao telefone, tentando desfazer o mal-estar com Moreira Franco (leia mais em Fechou o tempo no PMDB). Alves nega que tenha creditado a Moreira a movimentação peemedebista para tirar a pasta das Cidades do PP:

– Vou ligar para o Moreira para desfazer isso. Em nenhum momento ele ou o PMDB reivindicaram as Cidades.

Alves aproveita para desfazer qualquer mal entendido com Geddel Vieira Lima no caso da suposta carta de demissão. Diz Alves:

– Não sei de carta de demissão. Se ele pensasse em pedir demissão, eu seria o primeiro a tentar convencê-lo a não pedir. O Geddel é uma das pessoas mais importantes do PMDB, é um craque da política e do PMDB.

Por Lauro Jardim
17:03 \ Partidos

Fechou o tempo

Crise interna

Moreira Franco não gostou nem um pouco de saber que Henrique Eduardo Alves está dizendo que ele, Moreira, fez de tudo para ser nomeado ministro das Cidades. Há pouco, no twitter, Moreira saiu atirando assim em Alves:

– O líder Henrique Alves entrega a si mesmo: trabalha contra o seu partido para viabilizar projeto pessoal. Quer ganhar sem gloria!

Por Lauro Jardim

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

17:28 \ Partidos

Prévias para 2014

De olho em 2014

Defensor da tese de que as prévias mobilizam muito mais do que desagregam o partido, Sérgio Guerra vai tentar levar o modelo de seleção interna para a escolha do candidato tucano na disputa presidencial de 2014. Isso, claro, em uma eventual disputa entre Aécio Neves e José Serra. Diz Guerra:

- Se o modelo der certo, poderemos repetir a experiência em 2014, se houver mais de um candidato, claro.

Para evitar surpresas no processo, como as registradas em São Paulo, o PSDB já começou a revisar seu arquivo de filiados em todo o país. Pelos dados da Justiça Eleitoral, o partido tem cerca de 1,3 milhão de filiados no Brasil. A ideia é terminar o ano com o quadro de militantes atualizado.

Por Lauro Jardim
11:44 \ Partidos

Luta pelo poder

Briga pela liderança

Os pedetistas da Câmara estão reunidos neste momento para escolher o novo líder da bancada. Com o partido dividido entre os grupos de Paulinho da Força e Carlos Lupi, a tese do consenso foi para o espaço e o sucessor de Giovanni Queiroz sairá de uma votação.

Há pouco, André Figueiredo, Paulo Ruben Santiago e Ângelo Agnolin tiveram dez minutos cada um para pedir o apoio dos colegas. O PDT tem 27 deputados. O favorito do trio é Figueiredo, que tem o apoio de Lupi.

(Atualização, às 14h48: Figueiredo é o novo líder da bancada do PDT na Câmara.)

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

17:02 \ Partidos

PMDB mordido

PMDB com ciúme

A ausência de Dilma Rousseff vai deixar os peemedebistas mais tranquilos para discutirem a recente crise nas relações do partido com o governo. Hoje, a leitura é de que está faltando bombeiro no ninho peemedebista. Tudo virou motivo para reclamação, até a nomeação de José Eduardo Dutra para a Petrobras (leia mais em A volta de Dutra). Um peemedebista resume o momento.

- Está todo mundo descontente, mas hoje a crise viajou. A crise é ela.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

13:37 \ Partidos

Mal no PMDB

Surpreendido

A demissão de Elias Fernandes no Dnocs, já consumada no gabinete de Fernando Bezerra, não significa o fim da crise no ninho peemedebista. Ao contrário. Para os lados de Henrique Eduardo Alves ela só está começando.

Ao afrontar Dilma Rousseff para manter seu afilhado, Alves acabou comprando briga com os próprios caciques do PMDB. Alves, no afã de defender um interesse pessoal, colocou o partido inteiro em rota de colisão com o governo.

Até mesmo Michel Temer, que vinha auxiliando nas negociações, foi surpreendido com as doses cavalares de fígado impressas hoje nos jornais. Peemedebistas argumentam que Alves teve vários motivos justificáveis para trombar com o governo (ministérios inexpressivos, contingenciamento de emendas e cargos) em nome do PMDB, mas foi escolher justamente uma questão menor, envolvendo um cargo sem destaque, para desafiar Dilma. Diz um peemedebista:

– O que a gente estava esperando era uma ação estratégica, não isso. Ele levou o partido todo para uma causa pessoal e expôs o vice-presidente.

Por Lauro Jardim

Presidência em risco

No Planalto, a leitura é simples: quem compra briga com Dilma Rousseff, compra briga com a base governista. Em outras palavras, além de ficar mal com o PMDB, Henrique Eduardo Alves tornou nebuloso o seu próprio projeto de presidir a Câmara, em 2013.

Tudo por conta de declarações desafiadoras a Dilma que levaram o palácio a dar o golpe de misericórdia em Elias Fernandes no Dnocs (leia mais em Elias fora). Um peemedebista traduz a situação de Alves:

– Se agora que mexeram num indicado insignificante já acontece isso, imagina como será na presidência da Câmara? Ele vai mandar a mulher levantar da cadeira.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Temer na festa de Haddad

A presença de Michel Temer na cerimônia de lançamento informal da candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo deixou alguns peemedebistas que defendem a candidatura de Gabriel Chalita descontentes. Um peemedebista questiona:

- Se até a Marta Suplicy, que é do PT, boicotou o Haddad, porque o Temer teve que participar?

Por Lauro Jardim
19:43 \ Partidos

“Alves está molhando o partido todo”

Teve gente no PMDB que não gostou de ver Henrique Eduardo Alves dando conselhos sobre a suposta briga antecipada pela liderança da bancada peemedebista na Câmara.

Como a eleição só ocorrerá em fevereiro de 2013, Alves recomendou calma aos colegas ao afirmar que “quem sai na chuva muito cedo pode acabar se molhando muito” (leia mais em Disputa começou). Um peemedebista responde a Alves assim:

- É uma pena que ele só descobriu isso agora, porque colocou a candidatura dele há dois anos e, em vez de se molhar sozinho, está molhando o partido todo.

Por Lauro Jardim
19:41 \ Partidos

Tratamento desigual

A propósito de Henrique Eduardo Alves, um grupo dentro do PMDB da Câmara está esperando a primeira reunião de bancada chegar para reclamar da forma como Alves trata seus assuntos e os assuntos da bancada.

Os peemedebistas avaliam que Alves move montanhas para salvar Elias Fernandes no Dnocs, mas não mostra o mesmo empenho para evitar que Alexandre Padilha continue cortando cabeças peemedebistas na Funasa, por exemplo:

– A gente só queria que, quando o governo quebrasse um compromisso, ele fosse com a mesma vontade que está indo agora.

Por Lauro Jardim

Disputa começou

"Quem sai na chuva muito cedo pode acabar se molhando muito"

Se tudo sair como o PMDB sonha, dentro de pouco mais de um ano, Henrique Eduardo Alves deixará a liderança peemedebista da Câmara para assumir o comando da Casa.

A operação ainda precisa do aval da maioria dos 513 deputados e da disposição do PT de Marco Maia em cumprir o acordo de revezamento. Mas… Dentro da bancada de 78 deputados, a disputa pela cargo de líder já começou. Diz Alves:

– Já tem uns cinco ou seis de olho, mas estou tentando esfriar isso porque não é hora de discutir ainda. Quem sai na chuva muito cedo pode acabar se molhando muito.

Por Lauro Jardim
12:26 \ Governo, Partidos

Elias resiste

Direito ao contraditório

Mesmo com os dias de Elias Fernandes contados na Diretoria-Geral do Dnocs, virou questão de honra para Henrique Eduardo Alves e Michel Temer mantê-lo no cargo pelo menos até o Tribunal de Contas da União se pronunciar sobre as irregularidades apontadas pela CGU no órgão.

Os peemedebistas passaram a noite de ontem em reuniões para definir a estratégia. Evitando críticas a Fernando Bezerra, eles devem bater em outras áreas do governo, como o Planejamento de Miriam Belchior.

A reclamação dos peemedebistas é que Fernandes não pode ser responsabilizado, por exemplo, pelo pagamento indevido de 119 milhões de reais a título de complemento salarial aos servidores  do Dnocs. Diz um peemedebista:

– Esse pagamento foi autorizado pelo Planejamento. O Dnocs só cumpriu ordens. Então, vão demitir a Miriam Belchior também?

Por Lauro Jardim

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

18:12 \ Governo, Partidos

Degola certa

Depois de mais um dia de reuniões e conversas no gabinete de Michel Temer, até os próprios peemedebistas já estão convencidos: Elias Fernandes vai rodar da Diretoria-Geral do Dnocs. É questão de tempo.

Resta ao PMDB agora arrumar uma saída menos constrangedora para Henrique Eduardo Alves, padrinho de Fernandes, que lutou com insistência para livrá-lo da guilhotina. Um peemedebista resume o clima no partido:

- Existem dois peemedebistas que acreditam na demissão do Elias: um se chama Deus e o outro, Mundo.

Por Lauro Jardim
13:33 \ Governo, Partidos

Guerra no PMDB

Pivô da crise

Quando Fernando Bezerra precisou enfrentar a Comissão Representativa do Congresso, no dia 12, para falar sobre o favorecimento de Pernambuco no rateio das verbas da Integração, Henrique Eduardo Alves apareceu como um de seus destacados defensores.

Bezerra não havia nem pisado no tapete azul do Senado e Alves já o aguardava para dar o primeiro abraço. Agora, a fatura do excesso de zelo chegou. Com o apoio de Michel Temer, Alves tenta evitar a demissão do enrolado diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes.

O problema é que, para satisfazer Alves, Bezerra comprou briga com a bancada do PMDB do Ceará. Os cearenses ainda não abriram a rebelião no partido, mas, em privado, têm falado cobras e lagartos sobre o favorecimento de Alves por Bezerra. A situação só piora.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

18:31 \ Governo, Partidos

Parceria em debate

"Há muito descontentamento com o governo"

Quem acompanha o desenrolar dessa aparente crise no Dnocs, entre Fernando Bezerra e o grupo do PMDB cearense de Danilo Forte avalia que Bezerra está tranquilo porque sabe que ainda conta com apoio de Eunício Oliveira.

É de Eunício a indicação do diretor de Infraestrutura do órgão e enquanto ninguém mexer no cargo as coisas vão continuar como estão: tranquilas.

Há ainda o fato de que a relação entre Forte e Eunício não é das melhores há muito tempo. Por via das dúvidas, na conversa que teve com Forte, Bezerra prometeu chamar Henrique Eduardo Alves para acertar futuros ajustes nos cargos de peemedebistas da Integração. Forte, no entanto, ameaça fazer barulho na bancada peemedebista da Câmara:

– Temos de fazer uma reunião para avaliar a nossa parceria com o governo. Há muito descontentamento e precisamos ver até onde vamos com isso.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

17:25 \ Partidos

Luíza e o PMDB

Luíza: o PMDB está de olho na vaga dela?

De um integrante da cúpula peemedebista irritado com a fama de fisiológico do partido:

- Daqui a pouco vão dizer que, agora que a Luíza voltou do Canadá, o PMDB quer indicar alguém para a vaga dela…

Por Lauro Jardim

Barulho no PSDB

PSDB aceitou o papel medíocre da divisão

Exilado há pouco mais de um ano em Portugal, como gosta de dizer, Arthur Virgílio faz planos para retornar ao cenário político no começo de março, quando pretende procurar Sérgio Guerra, Aécio Neves e José Serra para dizer ao trio o que pensa sobre o momento atual do PSDB.

E o que Virgílio pensa é algo que boa parte do tucanato gostaria de debater em voz alta. Para Virgílio, a disputa por espaço e o foco em projetos pessoais de poder colocaram o PSDB em uma posição medíocre. Ele diz:

– De uma união forte entre Minas e São Paulo, o partido aceitou o papel medíocre da divisão.

Sem citar nomes, Virgílio critica o foco exagerado na disputa presidencial de 2014, entre Aécio e Serra, e argumenta que uma derrota eleitoral neste ano causaria estragos incalculáveis ao PSDB:

– Todo cidadão que acha que tem de ser presidente porque está na vez ou porque é seu destino deve tomar um calmante neste momento e pensar no fortalecimento do partido.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Alves e a estratégia do PMDB

Foco em outubro

Henrique Eduardo Alves levou a Michel Temer proposta para mobilizar caciques regionais do PMDB em torno das eleições municipais de outubro.

A ideia é solicitar relatório detalhado da situação política do partido (possibilidade de alianças ou lançamento de candidaturas) nas diferentes regiões do país para só então traçar uma estratégia nacional. A meta do PMDB é lançar 3 000 candidatos a prefeito nas eleições deste ano.

Por Lauro Jardim
10:22 \ Governo, Partidos

Versão PR

A vez do PR mostrar seu relatório

Assistindo em silêncio a novela da reforma ministerial, a cúpula do PR planeja um reencontro inesquecível com Dilma Rousseff. Em fevereiro, quando o Congresso retomar os trabalhos, Alfredo Nascimento e seus comandados irão jogar sobre a mesa de Dilma um calhamaço com uma espécie de releitura da investigação do governo nos Transportes.

Contrariado com o relatório da CGU, que apontou “prejuízo potencial” de 682 milhões de reais em contratos da pasta, o PR tratou de realizar a sua própria investigação, concluída no final do ano passado. Segundo Lincoln Portela, os dados do PR jogarão por terra o levantamento da CGU:

– A conclusão do nosso relatório é bem distante da conclusão da CGU. Agora vamos contestar e mostrar que a CGU não pode dar a palavra final.

Surpresa seria se um relatório do PR apresentasse mais falcatruas do que as identificadas pela CGU. Mas…

Por Lauro Jardim

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

17:29 \ Governo, Partidos

Sem mudança

Quase nada muda no Trabalho

Veja como a declaração de amor de Carlos Lupi acabou dando frutos. Na conversa que teve com Michel Temer (leia mais em Ajustes no governo), Dilma Rousseff fez questão de deixar claro que irá respeitar os espaços partidários na Esplanada.

Para os pedetistas, significa dizer que o feudo do Trabalho continuará sobre a teia de relações estabelecida por Lupi. Paulo Pinto vai dançar para dar lugar a um novo ministro “osso duro de roer” pedetista.

Dilma, aliás, já nem se lembra dos problemas que enfrentou no ano passado. Em sua avaliação, 2011 foi um ano muito bom para o governo.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PDT e as eleições

Mais prefeitos

Carlos Lupi vai retomar o comando do PDT nesta semana com a missão de conduzir as alianças do partido para a eleição municipal de outubro. Embora tenha como prioridade as parcerias com partidos do governo, a cúpula pedetista não terá restrições na composição das coligações. Do DEM ao PTB, do PSDB ao PT, tudo será permitido.

Um cacique pedetista afirma que a meta do partido é sair das urnas de outubro com 400 prefeitos. Hoje, os pedetistas governam em 320 cidades e duas capitais: Macapá e Porto Alegre. Apesar do escândalo de Lupi no Trabalho, o PDT acha que pode crescer.

Por Lauro Jardim
9:21 \ Governo, Partidos

Recrutador do governo

Olheiro da Esplanada

Veja como política e coerência andam em campos opostos nos últimos tempos em Brasília. Carlos Lupi foi degolado no Trabalho há um mês por não ter condições morais e éticas de continuar ministro de Dilma Rousseff.

Agora, o próprio Lupi vai retomar o comando do PDT para negociar a indicação de um novo ministro pedetista à Dilma. Ou seja: em trinta dias, Lupi passou de péssimo exemplo a recrutador de novos talentos na Esplanada.

Por Lauro Jardim
6:03 \ Partidos

A mais ausente

Deputada conquistou o titulo de mais ausente novamente

Nice Lobão manteve o título de deputada mais ausente de 2010 no ano passado. A deputada do PSD faltou a 172 sessões no plenário – ou seja, esteve presente em apenas 14,9% das votações na Câmara. Eduardo Gomes e Henrique Eduardo Alves ficaram em segundo lugar com 27,2% e 44% de presença no plenário respectivamente.

Treze deputados compareceram a todas as 202 sessões, sendo que apenas um também esteve em todas as reuniões de comissões: o pedetista José Antônio Reguffe participou de 89 encontros em 2011.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

19:39 \ Governo, Partidos

O desconforto do PDT

O PDT já avisou

A cúpula pedetista procurou Ideli Salvatti no fim do ano para dar um recado claro ao Planalto: o ministro colocado por Dilma Rousseff no Trabalho, embora filiado ao PDT, não é considerado uma indicação do partido. André Figueiredo resume:

– O ministro que está aí é um técnico competente, mas não é uma indicação nossa. O PDT é hoje um partido que está na base, mas não está representado na Esplanada e a Ideli sabe do nosso desconforto.

Figueiredo também admite o desconforto dos pedetistas com a demora do governo em chamar o partido para uma conversa:

– A presidenta ainda não nos chamou para nenhuma conversa, nem formal nem informal.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Trinta segundos

Foco nas eleições de outubro

Esperança peemedebista para surpreender petistas e tucanos em São Paulo, Gabriel Chalita terá trinta segundos para brilhar no programa nacional do PMDB, que irá ao ar no dia 19 (leia mais em Peemedebistas na TV).

A cúpula peemedebista planeja exibir na TV pelo menos quatorze pré-candidatos de capitais. Como não pode dizer na telinha que é pré-candidato, Chalita vai falar sobre os projetos apresentados na Câmara para tornar São Paulo uma cidade melhor.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Discurso afinado

Foco nas eleições de outubro

Sérgio Guerra pretende organizar, no final de janeiro, um encontro com os líderes dos partidos de oposição com o objetivo de discutir estratégias de atuação para os meses que antecedem a disputa eleitoral.

Guerra quer reunir a cúpula de partidos como o DEM e o PPS para afinar o discurso e mostrar ao eleitorado que a oposição não está perdida e tem projetos nacionais para o país, projetos esses que poderão ser materializados a partir dos candidatos nos municípios.

Por Lauro Jardim

Chances reais

Agripino: DEM vai crescer em eleitores e prefeitos

Enquanto o PSDB faz planos de eleger até mil prefeitos em outubro, o DEM adota discurso menos ousado. Longe dos números de quatro dígitos, José Agripino Maia avalia que o DEM tem chances reais de eleger prefeitos em oito capitais. Superada a desidratação causada pelo PSD, Agripino acredita que o momento de crescer chegou:

– Temos absoluta certeza de que vamos crescer em número de eleitores e de prefeitos, mantendo o discurso de coerência com nossos dogmas.

Agripino diz que o DEM vai continuar seguindo o roteiro crítico sobre o inchaço da máquina pública, a carga tributária e na defesa do direito de propriedade. Sobre as negociações de apoio país afora, Agripino garante:

– Não há restrição para alianças.

Por Lauro Jardim

 

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