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Xiaomi, a “Apple da China”, dá os primeiros passos no Brasil

Empresa abriu escritório na capital paulista e contratou primeiros executivos para cuidar da operação na América Latina

Por Claudia Tozetto 6 ago 2014, 11h23

A Xiaomi, fabricante chinesa de smartphones e tablets, começou a estruturar sua operação no Brasil. A empresa já possui endereço fixo em um prédio de escritórios localizado no bairro de Vila Olímpia, Zona Sul da cidade de São Paulo. Registrada em maio no país com a razão social Xiaomi do Brasil Tecnologia Ltda., a fabricante é liderada por Leo Marroig, contratado em junho como gerente geral da Xiaomi Global para a América Latina. Chen K. Lung e Guilherme Matias também vieram para completar a equipe.

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No início de 2013, a empresa ocupava o 14º lugar no ranking global em venda de smartphones. Em apenas um ano, a situação mudou e ela alcançou a sétima posição no ranking global, à frente de gigantes como Motorola, Nokia e Sony Mobile. Isso foi possível graças ao desempenho na China, o maior mercado de smartphones no mundo. Por lá, segundo a consultoria Canalys, a Xiaomi assumiu a liderança de mercado no último trimestre, deixando para trás Samsung e Lenovo.

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Apesar do início da operação, não há previsão de lançamento dos produtos da Xiaomi no Brasil. De acordo com o registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, a empresa deve atuar no comércio de equipamentos, desenvolvimento de software e suporte técnico. O registro sinaliza que a empresa, em um primeiro momento, não deve investir na fabricação local de smartphones e tablets. Os produtos poderão ser importados e vendidos em lojas próprias da marca, como já ocorre na China, mas também por meio de operadoras.

No ano passado, a Xiaomi contratou o brasileiro Hugo Barra, então vice-presidente para Android do Google, como seu vice-presidente global. O executivo lidera a expansão do negócio para outros dez países, entre eles o Brasil. No final de julho, o primeiro produto lançado na Índia esgotou rapidamente. A Xiaomi é conhecida por oferecer smartphones com recursos equivalentes a modelos avançados da Apple e Samsung, mas a preço de custo. O lucro da Xiaomi vem da venda de aplicativos, games e serviços, como backup em nuvem.

“É um momento difícil para a entrada de novos fabricantes de smartphones no Brasil, em especial desconhecidas, pois o brasileiro é muito sensível à marca”, disse um analista de mercado ao site de VEJA. Além disso, a Xiaomi pode ter dificuldade em ajustar seu modelo de negócio para o Brasil. “Não é fácil entender as regras para conseguir incentivos fiscais do governo para fabricação local”, diz outra fonte próxima a fabricantes do setor.

Linha de produtos – O smartphone mais avançado da Xiaomi é o Mi4, lançado no final de julho. O aparelho é equipado tela de 5 polegadas com resolução HD, processador Snapdragon 801 de 2,5 GHz com quatro núcleos, 3 GB de memória RAM, além de uma câmera traseira de 13 megapixels e outra frontal, de 8 megapixels – esta última superior aos modelos da Apple e Samsung. A versão básica do produto está à venda na China por 1.999 yuan, o equivalente a 700 reais.

Em maio deste ano, a Xiaomi também lançou uma espécie de cópia do iPad Mini, o Mi Pad. O produto possui tela de 7,9 polegadas, processador Tegra K1 de 2,2 GHz e acabamento em plástico. Ele é vendido por 240 dólares e é produzido em seis cores. O portfólio ainda conta com uma TV conectada de 47 polegadas e uma central multimídia similar à Apple TV que permite conectar a TV à internet.

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