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Site permite que escritores ofereçam suas obras a produtores de cinema

TaleFlick conecta autores a membros da indústria da TV e do cinema e faz curadoria dos textos a uma taxa anual

O que os filmes Me Chame Pelo Seu Nome (2017), O Quarto de Jack (2015) e 12 Anos de Escravidão (2013) têm em comum? Além de terem sido indicados ao Oscar, todos foram baseados em livros. No entanto, o processo até uma obra literária chamar a atenção de Hollywood pode ser muito demorado e reservado apenas para quem tem os contatos certos.

Foi pensando nisso que o produtor norte-americano de cinema Uri Singer e o ex-executivo de empresas como Netflix e Apple George Berry criaram a plataforma TaleFlick.

No dia 10 de outubro foi lançada a versão em português do site, que é uma espécie de catálogo de obras literárias que podem servir como base para as indústrias de cinema e televisão.

O site (www.taleflick.com) oferece o serviço de curadoria a uma taxa anual de 350 reais para cobrir os custos e incluir a obra no catálogo. Depois de enviado à plataforma, o conteúdo será analisado tanto por um algoritmo quanto por uma equipe especializada. Se aprovada, a obra pode ser disponibilizada e inspirar novas produções audiovisuais.

Em entrevista ao site de VEJA, Uri Singer comentou: “Nossa plataforma está democratizando o processo. Existem milhares de livros que não estão nas listas de best-sellers mas possuem histórias incríveis e com enorme potencial. Antes, esses autores não teriam conexão alguma com a indústria. Com a TaleFlick, a história deles vai ser lida e vai ser avaliada por profissionais do meio”.

O produtor Uri Singer possui fortes conexões com o Brasil; é, inclusive, casado com uma brasileira.

O produtor Uri Singer possui fortes conexões com o Brasil; é, inclusive, casado com uma brasileira. (Jordan Strauss/Invision/AP/REX/S/Divulgação)

Singer apontou, ainda, aquele que acredita ser o maior impacto da sua invenção: “Agora o produtor pode acessar nossa biblioteca e buscar com um critério específico. Por exemplo, se ele procura um drama, nos anos 20, com uma protagonista mulher, na Alemanha, ele vai encontrar títulos que se adequam a essa busca”, afirma. “No Brasil, o mercado do entretenimento tem crescido muito, então é promissor”, acrescenta o produtor.