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Pinterest ganhará versão para iPad, diz cofundador do site

Serviço também chegará ao Android e permitirá organizar coleção de vídeos. Internacionalização da plataforma está nos planos da companhia

Por Renata Honorato, de Austin 13 mar 2012, 16h01

O Pinterest é a nova “rede social do momento”. Para explicar o funcionamento dessa plataforma, que tem sido usada sobretudo por quem deseja criar listas de imagens relativas a um certo interesse, como a culinária ou o turismo, a organização do South by Southwest (SXSW), evento de tecnologia realizado nesta semana em Austin, no Texas, convidou Ben Silbermann, confundador do site, para uma sessão de perguntas e respostas. Durante a conversa de uma hora, ele falou sobre a surpreendente repercussão do serviço, bastidores de sua criação e direitos autorais.

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A grande novidade do Pinterest, afirmou o executivo, é o desenvolvimento de um aplicativo para iPad. “Ele será muito mais bonito do que o site”, contou. O serviço também ganhará uma versão para o Android e um recurso que permitirá organizar a coleção de vídeos. Silbermann não divulgou, contudo, a data em que as novidades serão disponibilizadas para o público.

Antes de criar o Pinterest, Silbermann trabalhou na área de desenvolvimento de produtos do Google. Lá, aprendeu a lidar com padrões de qualidade. “Quando você lança um serviço a expectativa do público é muito alta, por isso é importante entregar um produto perfeito”, disse.

A ideia de criar a plataforma surgiu por causa de uma paixão de infância. “Sempre gostei de colecionar coisas, principalmente moedas. Decidi, então, criar uma interface bonita para que as pessoas pudessem se interessar em compartilhar suas coleções”, contou. “Elas dizem muito sobre sobre cada individuo.”

O Twitter serviu como modelo para o Pinterest, embora seus posts não sejam datados como ocorre no microblog. “É curioso perceber a aceitação de um produto que distribui conteúdo frio, em um momento em que todo mundo busca por conteúdo em tempo real”, disse. Outra característica que o distingue das redes sociais mais conhecidas é que, segundo o próprio confundador, seu principal objetivo é fazer com que o tráfego saia da plataforma e não permaneça no site, como pretendem os demais serviços sociais.

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Para oferecer um produto que atenda às expectativas do público, Silbermann mantém contato próximo com os 5.000 primeiros usuários da rede. “Eles têm meu celular, o que lhes permite dar um retorno sobre a ferramenta”, contou. Ainda de acordo com o executivo, os primeiros cadastrados a entrar no site não são aficionados em tecnologia. “Eles começaram a usar a ferramenta como suporte para suas atividades off-line.”

O sucesso do Pinterest é notável não só nos Estados Unidos, mas também em países como o Brasil. “Está nos nossos planos internacionalizar a ferramenta”, adiantou o cofundador.

As questões mais sensíveis para o serviço no momento dizem respeito ao Digital Millennium Copyright Act (DMCA), lei americana que defende os direitos autorais. “Estamos comprometidos com a lei e por isso estamos implementado os recursos que permitem identificar violações a conteúdo protegido”, disse Silbermann.

Nos últimos meses, enquanto testemunhava a popularização do serviço, o executivo identificou formas diferentes de utilizar a rede. Os museus, por exemplo, estão usando a plataforma para divulgar suas obras, enquanto os viajantes aproveitam o espaço para mostrar lugares já visitados. “Não temos apenas coleções de cupcakes”, brincou.

A comunidade do Pinterest é formada por usuários do Facebook e Twitter. Para não desapontar o público, vinte pessoas trabalham na empresa pensando e desenvolvendo novos recursos. Desse total, dez foram contratadas nos últimos quatro meses.

Para Silbermann, o Kickstarter e o Instagram são os melhores modelos de produtos on-line da atualidade. Questionado sobre as estratégias para criar um serviço popular, o executivo foi bem claro: “O segredo do sucesso está em não escutar muito os conselhos alheios.”

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