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O que está por trás do possível atraso do iPhone 12

A Apple costuma lançar seus novos smartphones em setembro, mas o próximo modelo não deve seguir a tradição

Por André Lopes Atualizado em 31 jul 2020, 11h56 - Publicado em 31 jul 2020, 11h25

O momento atual da Apple é positivo: ela vale 1,5 trilhões dólares, teve receita acima da expectativas no último semestre e chegou à marca de 550 milhões de assinantes em suas plataformas. Contudo, próximo do fim do ano, as coisas podem mudar, ainda que levemente. Acostumada a lançar seus novos smartphones em setembro, garantindo o fechamento positivo com as vendas do último semestre e agitando o mercado para o ano seguinte, em 2020 a tradição será quebrada: o iPhone 12 vai atrasar.

O diretor financeiro da companhia, Luca Maestri, confirmou que o novíssimo carro-chefe está atrasado devido às condições atuais do mundo, que passa por uma pandemia. Sem atualizar a data de lançamento, o atraso ficou justificado em “algumas semanas”. Sendo assim, os novos iPhones podem aparecer só em outubro.

Soma-se a isso a dependência da linha de produção com as fábricas chinesas, que estão com toda a cadeia de fornecimento comprometida por causa dos efeitos do novo coronavírus. Em março, o Wall Street Journal informou que a empresa falhou ao transferir a produção da linha iPhone 11 para a Índia. De acordo o jornal americano, executivos da gigante de Cupertino também sugeriram a mudança da produção de algum produto para o Vietnã. No entanto, a “gerência sênior” acabou recusando a ideia e abortando todo o planejamento inicial.

O cronograma deste ano previa o lançamento dos iPhone 12, iPhone 12 Max, iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max, com alguns deles embarcados com  5G, fruto de uma parceria com a fabricante de processadores Qualcomm.

Com esse cenário, quem deve se sair melhor é a concorrência, como o Galaxy Note 20, previsto para o mês que vem. A expectativa é que os novos modelos cheguem mais próximos do Android puro, após rumores indicarem que a Samsung deve desistir de incluir de fábrica sua loja própria de apps e a assistente virtual Bixby, substituindo ambos pelos produtos equivalentes da Google.

No entanto, não é a primeira vez que o iPhone é adiado. No ano de 2017, o aguardado iPhone X, que atualizou o design da linha, só deu as caras em novembro, e segurou as vendas do aparelho.

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