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Nasa cria concurso para fazer comidas mais saborosas para astronautas

A agência espacial busca tecnologias capazes de produzir alimentos nutritivos em ambientes limitados a gravidade zero e com quase nenhum recurso natural

Por Marília Monitchele Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 Maio 2023, 17h08

Uma empresa americana especializada em combustível de aviação com carbono negativo está querendo expandir seus negócios. O objetivo agora é revolucionar a gastronomia interplanetária, apesar do setor não ser necessariamente famoso por sua qualidade culinária. Para mudar um pouco essa realidade e incentivar o desenvolvimento de tecnologias capazes de levar um pouco mais de sabor para o cardápio dos astronautas, a Nasa criou um concurso, no qual a Companhia Aérea do Brooklyn se destacou. 

A empresa criou um método inovador de reciclagem do dióxido de carbono exalado pela tripulação espacial, transformando-o em nutrientes capazes de alimentar leveduras que podem ser transformadas em um shake protéico. Embora a ideia não pareça muito apetitosa, já é um grande incremento ao cardápio consumido por John Glenn, o primeiro americano a orbitar a Terra, em 1962, baseado em suco Tang

A bebida tem a consistência de um shake de proteína de soro de leite e um sabor parecido com o de seitan, alimento de origem asiática feito de glúten de trigo e adotado por veganos como substituto da carne. De acordo com os criadores da tecnologia, é um sabor doce e levemente maltado. Além do shake, o mesmo processo pode ser aplicado na criação de substitutos de carboidratos para pães, massas e tortilhas. 

A empresa foi uma das oito escolhidas pela Nasa para disputar a segunda fase do Deep Space Food Challenge. Entre os vencedores estavam: um sistema biorregenerativo para cultivar vegetais frescos, cogumelos e até larvas de insetos; um processo de fotossíntese artificial capaz de criar ingredientes à base de plantas e fungos e uma tecnologia de fermentação à gás que produz proteínas unicelulares. Os vencedores dividirão o prêmio de até 1,5 milhão de dólares ao final do concurso. 

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Embora essas criações possam não garantir uma estrela Michelin, elas podem significar uma grande melhora na alimentação dos viajantes espaciais. Mantê-los bem nutridos em um ambiente limitado a gravidade zero e com praticamente nenhum recurso natural tem sido um desafio e uma preocupação para a agência espacial americana. Nos últimos 20 anos, as tripulações que se aventuraram pela Estação Espacial Internacional tiveram uma dieta composta basicamente por refeições embaladas e alguns produtos frescos ocasionais entregues em missões de reabastecimento. 

Essas tecnologias também podem ser úteis na Terra. Com uma população cada vez maior e os desafios impostos pelas mudanças climáticas a produção de alimentos tem sido uma questão recorrente. Criar meios de desenvolver a agricultura com recursos limitados e um ambiente controlado pode ser um artifício indispensável para alimentar as futuras gerações.

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