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Radiação solar danifica a pele até no escuro, diz estudo

Pesquisa da Universidade Yale constatou que a radiação ultravioleta continua afetando a pele horas depois da exposição solar

Por Da Redação - 19 fev 2015, 16h49

A luz solar danifica a pele mesmo no escuro, horas depois de uma pessoa ter sido exposta à radiação ultravioleta. A revelação é de uma pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science e feita por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

A radiação ultravioleta é a principal causa do câncer de pele. Ela danifica o DNA dos melanócitos, células que escurecem a pele com um pigmento chamado melanina.

Em uma primeira etapa do estudo, os pesquisadores expuseram células melanócitas a uma lâmpada que emitia raios UV. A radiação causou um dano no DNA conhecido como dímero ciclobutano (CPD), responsável pela formação de células cancerígenas. A surpresa dos cientistas foi constatar que a mudança ocorreu não apenas durante a exposição aos raios UV, mas também horas depois do experimento: metade dos dímeros criados nos melanócitos surgiu no escuro.

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A radiação UV estimulou duas enzimas que, combinadas, aumentam a atividade de um elétron da melanina. A energia criada pelo elétron é transferida para o DNA horas depois e o danifica da mesma forma que a radiação.

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode servir de incentivo para a criação de protetores solares que bloqueiam a formação do CPD no escuro.

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(Da redação de VEJA.com)

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