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Pesquisa identifica concentração mínima de vitamina D no sangue capaz de proteger a saúde de idosos

Cientistas conheciam os benefícios da vitamina D, mas não o nível ideal do composto para reduzir o risco de câncer, fratura e ataque cardíaco

Por Da Redação - 2 Maio 2012, 20h31

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, estabeleceram qual o nível mínimo de vitamina D que deve haver no sangue de uma pessoa idosa para que o composto ajude a reduzir os riscos de problemas como ataque cardíaco, fratura e câncer. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Annals of Internal Medicine.

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VITAMINA D

Também chamada calciferol, a vitamina D promove a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. A deficiência da vitamina pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. A vitamina D está relacionada ainda ao bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas. A presença significativa da substância é vista em poucos alimentos, como fígado e óleos de peixes gordurosos. A suplementação ou enriquecimento alimentar são necessários para seu consumo em níveis adequados.

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A pesquisa acompanhou, durante onze anos, 1.621 adultos inscritos no Estudo de Saúde Cardiovascular (trabalho realizado nos Estados Unidos para analisar a progressão de doenças cardíacas em indivíduos com mais de 65 anos). Para determinar os níveis de vitamina D no sangue dos participantes, os pesquisadores aplicaram o exame de sangue conhecido como 25-hydroxy-vitamin D, que mede de maneira precisa a quantidade do composto no corpo.

Ao longo do período estudado, a equipe observou a associação entre os resultados dos testes sanguíneos e os problemas de saúde dos participantes. Após onze anos, 137 deles haviam sofrido fratura no quadril; 186 haviam tido ataque cardíaco; 335 haviam sido diagnosticados com câncer; e 360 morreram.

Os pesquisadores concluíram que o risco de ocorrência de problemas do tipo aumentou quando a concentração de vitamina D indicada pelo exame de sangue foi menor do que 20 nanogramas de vitamina por mililitro de sangue (ng/ml) – um nanograma equivale a um bilionésimo de grama.

O índice é semelhante ao considerado ideal para pessoas adultas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM): de 20 a 32 ng/ml.

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Segundo os pesquisadores da Universidade de Washington que realizaram o estudo, as próximas pesquisas sobre o assunto deverão abordar, por exemplo, os efeitos do aumento da vitamina D em pacientes que costumam apresentar baixos níveis do composto no sangue. A elevação da vitamina no sangue pode ser obtida, por exemplo, com suplementos, mudanças na dieta e prática de atividades ao ar livre.

De acordo com a endocrinologia Gláucia Carneiro, da SBEM, 90% da vitamina D em seres humanos vem da exposição ao sol. “Para alcançarmos os níveis ideais da vitamina no sangue, o correto é tomar banho de sol pela manhã e no final da tarde, por 15 minutos em cada período, todos os dias, sem o uso de protetor”, diz a médica. Uma porção de 400 gramas de atum também pode fornecer a quantidade necessária da vitamina em um dia.

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