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Doses iniciais da vacina de Oxford chegarão ao Brasil em janeiro

De acordo com o ministro Eduardo Pazuello, 100 milhões de doses do fármaco estão garantidas para o primeiro semestre

Por Mariana Rosário Atualizado em 2 dez 2020, 12h56 - Publicado em 2 dez 2020, 12h46

Nos próximo meses de janeiro e fevereiro, o Brasil receberá 15 milhões de doses da vacina para Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, afirmou o ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Outras entregas previstas elevam o total a 100 milhões de doses até o fim do primeiro semestre de 2021.

Pazuello afirmou que a partir do segundo semestre a produção se dará nos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e poderá chegar à marca de 160 milhões de doses, totalizando 260 milhões de unidades até o fim do ano. É importante lembrar que a vacina deverá ser ministrada mais de uma vez em cada paciente. Ainda não está claro, no entanto, se a posologia será de uma dose e meia ou duas doses, o que altera o cálculo de quantas pessoas poderão ser atendidas com os medicamentos disponibilizados ao longo do ano.

A dúvida surgiu após as análises preliminares dos estudos de Fase 3, onde detectou-se que a eficiência do medicamento é maior quando ministrado no protocolo de meia dose seguida de uma dose completa (90% de eficácia) e não duas doses completas (62% de eficácia), conforme previamente divulgado.

De acordo com Pazuello, cada dose da vacina custará 3,75 dólares por unidade, o que seria seu grande diferencial. A título de comparação, a CoronaVac tem custo estimado em 10,30 dólares.

A distribuição, reforçou o ministro, só será possível mediante a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até agora, a farmacêutica AstraZeneca não protocolou o pedido de liberação do medicamento junto à agência, mas já entregou documentos iniciais, o que deve acelerar o processo tão logo seja iniciado.

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