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Estável, Sudeste caminha para deixar de ser o epicentro da pandemia

Região chegou a concentrar há três meses aproximadamente metade dos casos e mortes

Por Alexandre Senechal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 15 jul 2020, 19h15 - Publicado em 15 jul 2020, 18h34

O Sudeste foi a porta de entrada do novo coronavírus no Brasil. O primeiro caso confirmado pelo Ministério da Saúde aconteceu em São Paulo, no já distante dia 26 de fevereiro. No dia 17 do mês seguinte, o Estado registrou também a primeira morte. Durante as primeiras semanas da pandemia, a região puxou a alta dos números de casos e mortes do país e já contabilizava mais de 2.000 casos ao final de março. A situação vem mudando gradativamente.

A região liderou os números da pandemia com folga até o final de abril, quando a soma dos números de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo representava 47,4% do total de casos do país e 55,4% das mortes. Em comparação com os dados desta quarta-feira, 15, o Sudeste registra 33,8% dos infectados e 43,5% dos óbitos. Confira no gráfico abaixo:

Os números foram calculados a partir do levantamento produzido por VEJA com as médias móveis semanais, que compara a evolução da epidemia em blocos de sete dias, o que permite uma melhor avaliação ao anular variações diárias no registro e envio de dados pelos órgãos públicos de saúde, problema que ocorre principalmente aos finais de semana.

A perda de protagonismo se dá por dois fatores. O primeiro é a estabilização dos números do Sudeste. Há pelo menos três semanas, a média móvel da região está entre 11.000 e 13.000 casos por dia. Os números absolutos ainda são maiores do que os das outras regiões, mas não apresentam mais uma tendência de crescimento. A média móvel de mortes está em melhor situação e já registra queda. As estatísticas do Rio de Janeiro, Estado que vê seus índices caírem drasticamente nas últimas semanas, ajudam na conta.

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O outro ponto é o descontrole de outras zonas. O Nordeste também apresenta números estáveis recentemente, mas viveu um boom da pandemia nos últimos dois meses e já registra mais de 30% dos casos e das mortes do Brasil. O Centro-Oeste e o Sul, que mal apareciam no gráfico em abril, já ultrapassaram a marca de 10% dos infectados do país e estão perto disso nos óbitos. Apenas o Norte, com uma queda brusca nas últimas semanas, acompanha o Sudeste na diminuição em relação às estatísticas de três meses atrás.

Nesta quarta-feira, 15, o Brasil registrou uma média móvel de casos de 36.226,9, um número estável em relação aos dados das últimas duas semanas. A média móvel de óbitos preocupa. O novo índice foi de 1057,4, o segundo maior de toda a pandemia, o que indica que as mortes estão crescendo no país. O recorde foi no dia 23 de junho: 1057,7. A data também marcou o período com mais óbitos em 24 horas até aqui, com 1.374 mortes.

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