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Covid-19: letalidade é seis vezes maior aos 80 anos do que aos 20

Cálculo feito com dados do governo federal leva em conta pacientes acometidos pelo estado grave da doença, dependendo de aparelhos para respirar

Por Mariana Rosário - Atualizado em 17 set 2020, 15h41 - Publicado em 16 set 2020, 18h07

Quase sete meses após a chegada do novo coronavírus no Brasil e com médias móveis diárias na casa dos 31.599,1 casos e 795,3 mortes (veja o gráfico abaixo), já há informações suficientes para entender o comportamento da Covid-19 no país. Cálculos realizados com dados semanais publicados pelo Ministério da Saúde apontam que o risco de uma pessoa de 80 anos vir a óbito após um desenvolvimento grave da doença é quase seis vezes maior do que uma pessoa de 20 anos que também passou por hospitalização. Entenda-se por quadro grave os pacientes na fase mais avançada da infecção, que dependiam já de aparelhos para respirar, internados na UTI.

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As informações refletem dados do início da pandemia até setembro. O cálculo de letalidade aponta que a faixa etária com maior risco de morte ao ser internado com Covid-19 é de 90 anos ou mais, com risco de 69,4%, em segundo lugar está a faixa de 80 a 89 anos, com letalidade estimada em 60,7%.

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Com idades antes 70 a 79 anos, a letalidade é de 51%, Entre 60 e 69 anos de 39,9%, 50 a 59 anos, de 26,8%, 40 a 49 anos, 18,3%, 30 a 39 anos, chega a 12,7% de 20 a 29 anos é de 10,5%, aos 6 a 19 anos, 10,3%, de 1 a 5 anos 6,3% e menores de um ano, 12,4%.

 

A explicação para o aumento da letalidade conforme o avanço da faixa etária está na imunodepressão natural ao envelhecimento humano. “Com a idade, o organismo tem menos defesas para reagir a infecções. Além disso, o envelhecimento também está ligado ao aparecimento de doenças crônicas, como as cardiopatias, grandes complicadoras no caso da Covid-19”, diz o médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann.

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