Clique e assine a partir de 9,90/mês

Covid-19: 4 mil voluntários brasileiros já receberam a vacina chinesa

Medicamento é desenvolvido pela farmacêutica Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, que coordena os testes no Brasil

Por Da Redação - Atualizado em 14 set 2020, 17h53 - Publicado em 14 set 2020, 14h10

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 14, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que mais de de 4.000 voluntários já receberam, ao menos, a primeira dose dos testes da vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, batizada de CoronaVac. Alguns destes já passaram pela aplicação da segunda dose.

Em entrevista a VEJA, Covas havia citado que nenhum paciente teve efeitos adversos graves, apenas incômodos de menor potencia, como dor no local da aplicação. Segundo ele, na entrevista de hoje, os estudos estão evoluindo dentro do esperado.

LEIA TAMBÉM
Coronavac: primeiros dados sobre eficácia da vacina devem sair em outubro

Ao todo 9.000 brasileiros participam dos ensaios clínicos em cinco estados e mais o Distrito Federal. As primeiras doses do fármaco devem começar a ser entregues a partir de outubro, dentro de seringas. Haverá também entrega de um composto do medicamento a ser envasado no Butantan a partir deste mesmo mês.

Hoje também foi anunciado que as obras da fábrica que produzirá a chamada CoronaVac no Brasil, serão iniciadas em 1º de novembro. O complexo será o sétimo prédio de produção de vacinas do Butantan, com cerca de 7.000 metros quadrados. O projeto será uma réplica dos laboratórios da Sinovac, na China.

Casos e mortes

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, São Paulo teve a quinta semana consecutiva com queda de mortes e a oitava semana consecutiva na queda de internações em decorrência da Covid-19. As novas internações totalizam 1.303 registros diários e 179 mortes diárias. Em relação aos casos, a média móvel ficou na casa dos 5.372 diagnósticos positivos, um número 27% menor do que o aferido na semana anterior. O ocupação de leitos no estado é de 51%.

ASSINE VEJA

Covid-19 no Brasil: o pior já passou Leia nesta edição: Queda na curva de mortes mostra sinais de alívio na pandemia. E mais: por que o futuro político de Lula está nas mãos de Bolsonaro
Clique e Assine
Continua após a publicidade
Publicidade