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Coronavírus: o plano do mercado de camisinhas para driblar a crise

Sem baladas, festivais e com motéis vazios, a indústria de preservativos precisou mudar sua estratégia

Por Mariana Rosário Atualizado em 9 jul 2020, 19h41 - Publicado em 9 jul 2020, 12h55

Com os solteiros praticamente fora do mercado da conquista por mais de três meses, principalmente pela suspensão dos grandes eventos sociais, o setor de preservativos precisou adaptar a estratégia para suprir a ausência desse público em seu faturamento anual (os relacionamentos casuais correspondem a aproximadamente 60% da fatia total de consumidores de preservativos e, sem eles, as vendas caíram 20%).

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A ideia das marcas é focar em quem não teve problemas em manter contato íntimo durante o período, justamente as pessoas em relacionamentos estáveis. “Temos pesquisas apontando que 25% dos casados no Brasil aumentaram a frequência de relações sexuais durante o período. Já entre os solteiros, a diminuição na frequência chegou a quase metade do público”, diz Fabio Caprio, dirtetor de marketing da Reckitt Benckiser, detentora de marcas de preservativos como a Jontex.

Para aumentar o consumo entre casais, a empresa lançou mão de campanhas dedicadas a uma camisinha capaz de promover o clímax simultâneo entre homem e mulher. A ideia seria dar um tom mais recreativo aos momentos de intimidade dos que vivem sob o mesmo teto. A ação gerou aumento de vendas em 35% para esse produto em especial. Ou seja, há interesse no setor. Diz Ehr Ray da agência BETC/Havas, responsável pela publicidade das principais marcas de camisinha do país, em reportagem de VEJA desta semana: “Existe a crise, mas com a reabertura haverá muita vontade de retomar o cotidiano”.

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