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Fim da quarentena em SP vai levar em conta ‘situações locais’, diz Doria

Flexibilização no estado ocorrerá a partir do dia 11 de maio; governador afirmou que medidas são tomadas com base em 'saúde, medicina e ciência'

Por Da Redação Atualizado em 27 abr 2020, 18h06 - Publicado em 22 abr 2020, 14h17

O governador João Doria anunciou nesta quarta-feira, 22, o chamado plano São Paulo no qual estão descritas as medidas para abrir a economia do estado de forma gradual, a partir do dia 11 de maio. Detalhes da flexibilização só serão anunciados dia 8.

“Numa pandemia como essa quem determina os nossos passos são a saúde, a medicina e a ciência”, afirmou Doria no pronunciamento. “Vamos levar em conta [para a reabertura] situações locais, regionais e setores que possam retornar à economia com as devidas medidas de proteção.”

A coluna Radar antecipou na terça-feira que a flexibilização deve começar por municípios do interior. O plano de Doria tem com base um estudo da Unesp.

O governador afirmou que a pandemia atinge de forma diferente diversas regiões do estado, portanto, esse entendimento ordenará as mudanças futuras a serem feitas nas diretrizes do de isolamento. Para tanto, houve um estudo das curvas de casos e óbitos, além de análises sobre o status de ocupação do sistema de saúde. Ao todo, o estado passou por 47 dias de quarentena e o período foi suficiente para “achatar a curva” de casos, segundo o infectologista David Uip, coordenador do comitê de contingência do coronavírus.

Até 11 de maio tudo deve se manter na mesma ordem, disse o governador. Ele ainda contou que mantém diálogo com prefeitos do interior de São Paulo que desejam sair da quarentena antes deste prazo. Doria desaconselhou a abertura precoce e afirmou que, caso as conversas não surtam efeito, poderá “adotar medidas de ordem legal” para que o isolamento social se mantenha.

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Zonas de risco

Para abertura haverá a definição de regiões por níveis de risco: são eles, zona vermelha, zona amarela e verde. Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, afirmou que atualmente nenhuma região paulista conta com “zona verde”, pois o painel leva em consideração ocupação de leitos de UTI, volumes de testes, entre outras diretrizes. O cenário, no entanto, pode mudar ao longo dos dias.

Para o trabalho de mudança na quarentena, foi montado um comitê econômico para orientar as mudanças a serem tomadas. Farão parte do time economistas voluntários.

Haverá também a publicação de protocolos sanitários para os setores que retomam as atividades. Entre eles, haverá orientação de distância pessoal, higienização de ambientes, comunicação, entre outros. As decisões a serem tomadas, dizem os especialistas, foram baseadas em regiões internacionais também afetadas pela pandemia.

  • Setores em funcionamento

    Doria lembrou que as áreas de energia, abastecimento, transporte, indústria, entre outras, não foram paralisadas durante a quarentena. E que estabelecimentos de alimentação caso de padarias, restaurantes, foram direcionados a fazer o esquema de drive thru e delivery. De acordo com dados do poder público, 74% da economia paulista não parou.

    Testes

    O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a fila de exames atrasados que chegou a 17.000 amostras, foi zerada ontem. Desde o dia 9, outros 24.000 foram realizados. “Temos o compromisso de realizar esses exames rapidamente. Desde a semana passada, não leva mais que 48 horas para sair o diagnóstico”, disse.

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