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Witzel deve flexibilizar quarentena para comércio, transportes e igrejas

Novas medidas do governador poderão valer a partir de 1º de maio. Relaxamento do isolamento social no estado, no entanto, terá regras

Por Cássio Bruno - 21 abr 2020, 19h23

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), deverá flexibilizar a quarentena no estado contra o coronavírus a partir de 1º de maio. Apesar de ainda estar em fase de análise juntamente com a Secretaria de Saúde e outras pastas, a nova medida de Witzel será focada, principalmente, no comércio, incluindo o da capital, segundo VEJA apurou. A circulação de ônibus intermunicipais e a realização de cultos em igrejas, por exemplo, hoje proibidos, também estarão incluídos no pacote. De acordo com o último decreto publicado pelo governador, o isolamento social irá até o próximo dia 30.

Witzel e a equipe levarão em consideração diversos fatores como a disseminação da pandemia. Além disso, algumas regras serão adotadas. Em caso de lojas, mesmo abertas, serão proibidas as aglomerações. Funcionários e clientes terão de usar máscaras e álcool em gel. A maior preocupação do governo para a contaminação do Covid-19 são os municípios do Rio, Niterói e Volta Redonda. Por isso, é possível que, mesmo com a flexibilização, ainda haja restrições nestas cidades.

No estado do Rio, são 5.306 casos confirmados, sendo 3.587 na capital, e 461 mortes por coronavírus, segundo o boletim divulgado pelo governo nesta terça-feira, 21. Há ainda 204 óbitos em investigação. “O retorno às atividades será gradativo. Estamos analisando. Precisamos evitar, agora, o colapso social. As pessoas precisam de dinheiro para comer”, afirmou um integrante da cúpula do governo a VEJA.  Está em estudo também a possibilidade de o transporte intermunicipal funcionar com a capacidade reduzida de passageiros. Em relação aos templos religiosos, a intenção é autorizar pelo menos um ou dois cultos por semana.

Witzel testou positivo para coronavírus e está em recuperação no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador. As reuniões desta quinta e sexta-feira para debater o fim da quarentena serão realizadas por videoconferência, com a participação, entre outros, do secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, que também contraiu a doença. Witzel poderá voltar ao trabalho normal já na próxima semana.

Em São Paulo, o governador João Doria deve anunciar nesta quarta-feira, 22, medidas de reabertura gradual da atividade econômica, que está paralisada desde o decreto que restringiu a circulação no estado até 10 de maio. Autorizações de funcionamento vão depender da situação de cada município no combate ao coronavírus. Witzel já havia flexibilizado a quarentena em municípios sem casos registrados do Covid-19.

Witzel e Doria integram a frente formada por governadores, a maioria contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em defesa das medidas de isolamento social. A quarentena é recomendada por médicos, cientistas e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

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