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Coronavírus: como funcionarão os hospitais de campanha em SP

Estruturas com 2.000 novos leitos passarão a ser usados nas próximas semanas para casos de baixa complexidade

Por Mariana Rosário - Atualizado em 24 mar 2020, 13h16 - Publicado em 24 mar 2020, 13h03

Nas próximas semanas, a rede de saúde da cidade de São Paulo terá o reforço de 2.000 leitos para o atendimento de casos diagnosticados do novo coronavírus. Montados no Pacaembu (200 leitos) e no Anhembi (1.800 leitos), os hospitais de campanha montados pela prefeitura têm previsão de começar a funcionar gradativamente a partir da próxima quarta-feira, 1º

As estruturas custaram R$ 35 milhões na montagem e terão o trabalho de aproximadamente 2.550 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Cerca de 2.000 deles serão direcionados ao Anhembi e outros 550 ao Pacaembu.

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O uso dessas dependências hospitalares será dedicado aos pacientes de baixa complexidade, para liberar os Hospitais e UTIs municipais aos pacientes graves. Os espaços temporários, no entanto, não farão triagem de casos e só receberão pacientes encaminhados por hospitais ou unidades básicas de saúde da prefeitura.

Cada um dos internados ficará cerca de 14 dias no local, ou seja, só serão liberados ao fim do tratamento. A ideia é que o funcionamento dos dois hospitais se estenda até meados de julho.

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A operação de emergência tem recebido apoio da iniciativa privada. “Estamos recebendo doações de alimentação e do abastecimento de gás”, disse o secretário de Saúde do município, Edson Aparecido. De acordo com ele, outro reforço ocorrerá por parte do hotel Holiday Inn Anhembi que cederá 300 quartos para profissionais de saúde envolvidos na operação e outras 400 acomodações para pacientes da rede pública que passaram por cirurgias e estão em recuperação, por exemplo.

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