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Atividades do cotidiano fazem tão bem quanto ir à academia

Pesquisa concluiu que exercícios físicos proporcionam benefícios à saúde independentemente do tipo de atividade. Ir à academia pode ser tão saudável quanto subir escadas ou limpar a casa

Ser fisicamente ativo não quer dizer necessariamente frequentar uma academia vários dias na semana. Pode também significar realizar uma série de exercícios curtos do cotidiano, como subir escada ou varrer a casa, ao longo do dia. E, ao menos de acordo com os resultados de um novo estudo da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, esses dois tipos de atividade física são igualmente benéficos à saúde – capazes de prevenir a pressão e o colesterol altos. Essa pesquisa está presente na edição deste mês do periódico American Journal of Health Promotion.

Conheça a pesquisa

TÍTULO ORIGINAL: Association Between Biologic Outcomes and Objectively Measured Physical Activity Accumulated in ≥10-Minute Bouts and <10-Minute Bouts

ONDE FOI DIVULGADA: periódico American Journal of Health Promotion

QUEM FEZ: Paul Loprinzi e Bradley Cardinal

INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Oregon, Estados Unidos

RESULTADO: Cumprir os 150 minutos semanais de atividade física reudz o risco de síndrome metabólica, independentemente se cumpridos com exercícios regulares feitos na academia, por exemplo, ou se com atividades do cotidiano, como subir escadas e limpar a casa

Paul Loprinzi, coordenador da pesquisa, e sua equipe avaliaram os dados de 6.321 pessoas entre 18 e 85 anos que haviam participado do Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição (NHANES, na sigla em inglês) entre 2003 e 2006. Os pesquisadores avaliaram fatores de saúde dos participantes como níveis de colesterol, triglicérides e açúcar no sangue, e também mediram os níveis de atividade física praticados pelos indivíduos com a ajuda de um acelerômetro (aparelho que mede a intensidade de exercícios feitos ao longo do dia).

De acordo com os resultados, 43% das pessoas que não frequentavam a academia em dias predeterminados cumpriam, mesmo assim, as recomendações mínimas de exercícios (150 minutos por semana). Após levarem em consideração fatores como idade e índice de massa corporal (IMC), os autores do estudo concluíram que cumprir esse tempo mínimo de atividade física por semana – se com exercícios de academia ou com a realização de atividades do cotidiano – reduz o risco de síndrome metabólica da mesma forma.

A síndrome metabólica é caracterizada por um grupo de fatores que predispõem às doenças cardiovasculares, ao diabetes e, quando as doenças ocorrem associadamente, à morte prematura. Para ser diagnosticado com síndrome metabólica, o paciente deve se enquadrar em três ou mais das seguintes características: hipertensão, açúcar elevado no sangue, excesso de gordura abdominal, baixo nível de bom colesterol e índices elevados de ácidos graxos.

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“Nossa pesquisa sugere que um estilo de vida ativo pode ser tão benéfico quanto uma abordagem estruturada de prática de exercícios para a melhora de uma série de fatores de saúde”, diz Loprinzi. Segundo o pesquisador, os resultados devem incentivar que as pessoas busquem se exercitar o máximo possível no dia a dia, como “andar pela casa enquanto falam ao telefone em vez de permanecerem sentadas ou então optar por andar de escada, e não de elevador, sempre que possível. Nosso estudo dá opções realistas para que as pessoas atinjam as recomendações diárias de atividade física de uma forma natural”, diz.