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Vitorioso, Doria ataca José Aníbal: ‘alma amarga e revanchista’

Diante do isolamento do PT no estado, prefeito também fez primeiro movimento para antagonizar com Márcio França, vice de Alckmin e rival na eleição

Por Guilherme Venaglia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 18 mar 2018, 23h23 - Publicado em 18 mar 2018, 22h32

Vitorioso nas prévias do PSDB, o prefeito de São Paulo, João Doria, fez duras críticas a um dos adversários na disputa, o ex-senador José Aníbal, quadro histórico do tucanato e presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formação ideológica da legenda. Doria rebateu a fala de Aníbal, segundo quem as prévias tucanas foram uma “fraude”, e sugeriu que o político, aliado próximo e suplente do senador José Serra, deixe o partido se não mudar de ideia.

“Não houve fraude alguma, José Aníbal. A fraude está no seu coração. Tenha a alma do Mário Covas, tenha a alma do Franco Montoro. Tenha a alma do Geraldo Alckmin ou peça para sair e encontre um partido para abrigar sua alma amarga, revanchista e odiosa”, disparou.

Doria venceu as prévias tucanas em primeiro turno, com 11.993 votos (80,02%). Os outros dois pré-candidatos derrotados, o secretário de Desenvolvimento Social Floriano Pesaro (1.101 votos – 7,35%) e o cientista político Felipe D’Avila (993 votos – 6,63%) manifestaram a adesão à candidatura do prefeito na eleição de outubro. Na quinta-feira, Aníbal entrou com um pedido para adiar as prévias, mas não foi atendido pela Justiça antes da realização do pleito.

Procurado por VEJA, José Aníbal não se manifestou até a publicação desta nota.

Essa não é a primeira vez que o prefeito se desentende com um quadro histórico do partido. Criticado no ano passado pelo ex-governador Alberto Goldman, chegou a ironizar a senilidade do político e dizer que ele estava “de pijama” enquanto ele, Doria, trabalhava.

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O tom exaltado contra Aníbal ganhou aplausos de seu círculo próximo, mas não empolgou tanto quanto os momentos em que ele jogou para a plateia, se apresentando como um defensor ferrenho da candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência da República e exaltando a chegada do vice-prefeito Bruno Covas à sua sucessão. Covas, por sinal, foi um dos grandes apoiadores da pré-candidatura de Doria e colocou seus aliados na rua para garantir a vitória do prefeito – e, consequentemente, sua oportunidade de herdar a Prefeitura.

Márcio França

Diante do isolamento do PT no estado, que vê seus aliados próximos, o PCdoB e o PDT, migrarem para a órbita do vice-governador Márcio França (PSB), Doria virou suas armas contra o socialista. Mais cedo, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o tucano disse que o partido do vice-governador, o PSB, é alinhado com a “extrema-esquerda”.

Questionado após a vitória se esta era sua tática para afastar França – vice de Geraldo Alckmin – do eleitorado tucano, o prefeito desconversou. “Não é a tática, é uma realidade. Um partido que se coliga com PT, PDT e PCdoB é de esquerda. Eu estou em outro campo”, afirmou.

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‘Acelera’

O prefeito reforçou sua decisão de combater o que considera uma “censura” da Justiça paulista, que o proibiu de utilizar o slogan “Acelera, SP”, em eventos e nas suas redes sociais. Repetindo o uso da música da vitória do piloto Ayrton Senna, como nas eleições de 2016, João Doria gritou o “acelera” com a militância.

“Nós vamos contestar na Justiça a censura de juízes, procuradores e promotores. Há os bons e os maus em todas as profissões Há os bons juízes e maus juízes, os bons promotores e os maus promotores. Não vão conseguir me censurar. Não vão”, disse.

Na decisão liminar, a juíza Cynthia Thomé, da 6ª Vara da Fazenda Pública, determinou que Doria seja obrigado a pagar 50.000 reais cada vez que utilizar o slogan, que, na visão do Ministério Público, é uma ação indevida do prefeito para se promover pessoalmente com projetos da Prefeitura.

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