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Quem quebrou placa de Marielle que responda por destruição, diz Witzel

Candidato do PSC ao governo do Rio estava presente quando placa foi quebrada por um de seus apoiadores; Paes chamou adversário de mau-caráter por episódio

Por Fernando Molica e Luisa Bustamante - Atualizado em 26 out 2018, 00h44 - Publicado em 26 out 2018, 00h40

O candidato do PSC ao governo do Rio, Wilson Witzel, voltou a dar explicações na noite de quinta-feira (25), após participar do debate promovido pela Globo, sobre sua presença no comício em que foi quebrada uma placa em homenagem a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março deste ano.

Um dos responsáveis por destruir a placa, Rodrigo Amorim, eleito deputado com votação numerosa no Rio, estava na plateia como convidado do ex-juiz e chegou a vibrar e rir quando o assunto foi abordado por Eduardo Paes (DEM) no programa.

“Aquele era um ato pró-Bolsonaro, não um ato contrário a quem quer que seja. Improvisamos um palanque para falar das propostas para o Rio, eu não estava ali para fazer protestos contra quem quer que seja. Jamais compactuei com qualquer episódio de violência. Quem praticou o ato que responda por ele”, afirmou aos jornalistas.

Witzel também atribuiu às fake news contra ele o fato de ter aparecido em queda nas últimas pesquisas no Rio e se disse perseguido por veículos de comunicação. “Não comento pesquisa de Datafolha nem Ibope, porque não tem transparência”, disse, alegando que ganhou na Justiça o direito de auditar os levantamentos.

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Figura indigna

Na entrevista coletiva após o debate, Paes chamou o adversário de “mau-caráter” por conta do episódio. Segundo ele, Witzel demonstrou não ter respeito à vida humana. “Não é admissível o que ele fez com essa moça, a Marielle. Muito difícil, num processo eleitoral, você enfrentar uma figura tão indigna”, disse.

Paes frisou que o ex-juiz deveria ter pedido desculpas por ter, segundo ele, comemorado a destruição da placa.

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