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PT fecha acordo com PSB e Ciro Gomes sofre mais um revés

Em troca da neutralidade de socialistas, petistas vão retirar candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco e apoiarão o PSB em 4 estados

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 1 ago 2018, 19h06 - Publicado em 1 ago 2018, 18h37

Em mais uma derrota para o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, o PSB vai anunciar a neutralidade no 1º turno da disputa pelo Palácio do Planalto. O partido fechou um acordo com o PT nesta quarta-feira, 1º, e se comprometeu a não apoiar nenhum presidenciável na primeira parte da corrida eleitoral. Sem aliança com outros partidos, Ciro terá apenas 5% do horário eleitoral – cerca de 36 segundos em cada bloco de 25 minutos.

A Executiva Nacional do PT confirmou que anunciará hoje os termos do acordo com os socialistas. A candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes ao governo de Pernambuco já foi retirada, por 17 votos a 8, em reunião da cúpula petista.

O gesto era visto como fundamental à neutralidade do PSB, que tem como um dos principais objetivos no pleito de outubro a reeleição do governador Paulo Câmara. Com a força do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste, a presença de Marília na disputa era vista como um obstáculo considerável a Câmara.

O vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que a neutralidade do PSB “não é suficiente, mas é um passo para unificar a esquerda do país”. De acordo com Guimarães, o PT decidiu apoiar candidatos pessebistas aos governos de quatro estados: Paraíba, Amapá, Pernambuco e Amazonas.

Em troca, além da neutralidade, o PSB vai retirar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda ao governo de Minas Gerais, o que beneficia o governador mineiro, Fernando Pimentel (PT), que tentará a reeleição. A sigla também vai liberar seus diretórios a se aliarem a candidatos do PT. A estimativa é que em catorze estados pessebistas estejam no mesmo palanque que petistas.

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“Com esse gesto do PT, não vai ter nenhuma disputa no domingo. Posso garantir que vamos optar pela neutralidade”, disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG). O PSB marcou sua convenção nacional para domingo, 5.

A movimentação política também beneficia o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que desde o início do processo eleitoral rejeitava a aliança do partido com outra legenda de esquerda. Com a neutralidade, França poderá apoiar livremente a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), seu antecessor no cargo.

Já Ciro Gomes, que tinha como prioridade um acerto com o PSB, agora deve contar com o apoio de poucos diretórios do partido, como Distrito Federal e Espírito Santo.

‘Ataque especulativo’, diz Marília Arraes

A vereadora recifense Marília Arraes classificou como “ataque especulativo” a divulgação do acordo entre as direções nacionais do PT e do PSB.

Em vídeo divulgado na tarde desta quarta-feira, momentos antes da votação que decidiu pela retirada de sua candidatura, Marília afirmou que mantém seu nome na disputa ao governo e convoca os delegados do partido a comparecerem nesta quinta-feira ao encontro do PT pernambucano, que vai decidir sobre a candidatura própria ou apoio à reeleição do governador Paulo Câmara.

Embora avaliações internas mostrem que a vereadora tem maioria entre os delegados, ela não tem poder diante de uma resolução nacional do partido. “Este é mais um grande ataque especulativo para desmobilizar a nossa militância, a base de delegados que amanhã vai decidir se o PT vai ter candidatura própria ou vai à aliança”, diz ela.

Resolução do diretório nacional do PT diz que as candidaturas estaduais estão subordinadas à política de alianças nacional mas a direção petista busca uma saída negociada para evitar sequelas. Marília promete resistir. “Estamos firmes. Não vamos deixar que a esperança do povo de Pernambuco seja usada como moeda de troca”, diz ela. “É importante que você delegado venha votar amanhã e aprove a candidatura própria”, completa a vereadora, neta do ex-governador Miguel Arraes.

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