Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Pré-candidatos à Presidência comentam pesquisa Datafolha

Marina teme 'polarização extrema' e Alckmin vê momento de 'completa indefinição'. Presidente do PSB vê Joaquim Barbosa abaixo do esperado

Depois da divulgação dos resultados da nova pesquisa Datafolha com cenários para a corrida presidencial de outubro deste ano, neste domingo (15), os pré-candidatos à Presidência da República comentaram seus desempenhos junto ao eleitorado.

Empatada com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na liderança dos cenários eleitorais sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ex-ministra Marina Silva (Rede) diz estar preocupada com o “risco de extrema polarização”. Por meio de nota, Marina destaca que possui interesse pelo debate e não com embate, numa referência a Bolsonaro. Considerando os cenários em que Lula, preso em Curitiba, não aparece entre os candidatos, a pré-candidata da Rede varia entre 15% e 16% das intenções de voto; Jair Bolsonaro tem 17%.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que varia entre 7% e 8% na pesquisa, declarou por meio de um comunicado que está otimista com o início de sua pré-campanha, mas considera os cenários ainda incipientes. Na sua opinião, o eleitor começará a definir seu voto apenas a partir de agosto. “Pesquisas são retratos do momento e o momento é de completa indefinição”, ponderou. 

Presidente do PSDB, Alckmin também questiona a distinção entre a pesquisa mais recente do Datafolha e o levantamento anterior do instituto de pesquisas, realizado no final de janeiro. O tucano acredita que os números apurados na nova pesquisa “não permitem inferir qualquer tipo de evolução”. 

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse estar satisfeito com o desempenho do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato da legenda. No cenário em que Lula não participaria da disputa, Ciro conta com 9% das intenções de voto, empatado com Geraldo Alckmin e com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB). “O resultado está bom. Está dentro do que a gente havia previsto. Agora é avançar”, resumiu.

Lupi, no entanto, não esconde sua preocupação com a persistência da intenção de votos de Jair Bolsonaro. Ele afirma que, num primeiro momento, acreditava que o maior adversário de Ciro Gomes seria o tucano. “Imaginávamos que haveria uma queda de Bolsonaro”, disse. “Mas hoje eu não sei. Ele está conseguindo se manter. Seu eleitorado acredita que a solução da violência é a pena de morte. É algo muito preocupante”, diz Carlos Lupi.

Para o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, Joaquim Barbosa teve um desempenho abaixo do potencial esperado pelo partido. Recém-filiado ao PSB, Barbosa oscilou entre 9% e 10% das intenções de voto nos cenários sem Lula. “Acho que o resultado foi aquém do que o potencial que de fato ele (Barbosa) tem. O que acontece com o ministro Joaquim é que muitas pessoas não lembram o nome. Quando você mostra a fotografia, a pessoa lembra”, afirma Siqueira. 

O dirigente ponderou, contudo, que o resultado foi “excelente”, quando se leva em conta que Joaquim Barbosa sequer anunciou oficialmente a pré-candidatura ao Palácio do Planalto. 

Pré-candidato à Presidência pelo DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), afirmou que a pesquisa não traz nenhuma surpresa. Para ele, o levantamento só comprova o que o meio político já esperava: que a indefinição sobre a disputa presidencial aumenta com a ausência do ex-presidente Lula no pleito. “Nenhuma surpresa. Sem Lula, a indefinição aumenta”, afirmou Maia, que marcou 1% das intenções de voto em todos os cenários testados pelo instituto de pesquisas. ,

O presidente da Câmara também comentou os números atingidos por Joaquim Barbosa na pesquisa e declarou que não esperava um desempenho melhor do ex-ministro do Supremo. “A expectativa de muitos era Joaquim Barbosa com 15%, 20%. Eu não esperava. Achava que ele viria entre 8% e 10% mesmo”, disse o parlamentar. 

Assim como Rodrigo Maia, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, virtual candidato do MDB, afirmou que a pesquisa Datafolha veio “dentro do esperado”. Na avaliação dele, que também continuou com 1% das intenções de votos no melhor dos cenários, somente pré-candidatos que enfrentam acusações e outros problemas tendem a oscilar nas pesquisas durante a pré-campanha.

“No meu caso, o mais importante agora são as pesquisas qualitativas que mostram que eleitores que têm acesso ao meu histórico reagem positivamente em sua grande maioria”, acrescentou o ex-ministro.

A pré-candidata pelo PCdoB e deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, usou sua conta no Facebook para comemorar o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada deste domingo, e reforçou o pedido de ajuda aos internautas que militam em prol da sua candidatura para avançar na campanha através das redes sociais. 

“Chegar em abril com 3% de intenção de voto, com uma pré campanha sem estrutura, com a comunicação via internet no estilo Glauber Rocha (um celular na mão e um monte de ideias para o Brasil na cabeça) é um motivo de muita alegria”, afirmou há pouco na publicação.

Também pré-candidato à sucessão de Michel Temer, o empresário Flávio Rocha (PRB) acredita que o alto patamar de eleitores que declararam o voto em branco ou nulo na pesquisa Datafolha abre uma lacuna para a expansão de seu projeto de campanha. Para Rocha, a conquista deste eleitorado ainda indeciso o levará até o segundo turno. “Isso nos deixa muito confiantes. Este grande porcentual de eleitores que não sabem onde votar significa que eles estão a procura de um projeto que, para eles, ainda não existe. Mas nós temos esse projeto e faremos com que ele seja conhecido através de um vasto esforço de comunicação”. 

A nova pesquisa Datafolha, foi realizada entre quarta 11, e sexta-feira 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. gastando dinheiro à toa com pesquisa, telefonema e emails pra candidatos paraguaios. @geraldoalckmin já é o presidente do brasil. e zé finí!

    Curtir

  2. Samuel Jesus da Silva

    essa turminha da Veja, Estão querendo Boicotar o BOLSONARO, mais vamos ganhar em primeiro turno com 80% dos votos

    Curtir

  3. Marco Antonio

    Se disseram que Marisa zumbi 4×4 “A morta viva que só aparece de 4 em 4 anos” esta com 16 significa que ela esta com no máximo 8% Se disseram que Bolsonaro esta com 17 significa que ele esta no mínimo com 27% O resto é apenas resto. Candidato bom que deve crescer é Flavio Rocha e João Amoedo. O resto é a mesma turminha de sempre ou são capachos ou mancomunados com o CONDENADO, ladrão, encarcerado e pré-presidiário Lula.

    Curtir

  4. news da hora

    O resultado mais interessante foi do ministro Joaquim Barbosa , que sem ser candidato teve 10 % acima de Geraldo Alckmin , Ciro e outros . Agora o cavalgadura do presidente do PSB achar aquém , dever ser por causa de suas relações com Lula e os petralhas .

    Curtir

  5. Ataíde Jorge de Oliveira

    -:-
    RÏ,
    RÏNDO;
    $ÇöRRÏNDO!
    ATÉ:2.019:R$.rs.rs…rs…rs,pT.rs…rs…rs! -:-

    Curtir

  6. news da hora

    Joaquim Barbosa representa o novo , e a diferença é que tem as mão limpas .

    Curtir

  7. news da hora

    Prendeu Dirceu , Genoíno e todos os mensaleiros do PT e cias .

    Curtir

  8. mauricio tesserolli

    algumas coisas da revista veja, da mídia brasileira em geral, me deixam muito descrentes. isso acaba sendo reproduzido pelo comportamento dos leitores brasileiros, que acabam sequer percebendo que Alvaro dias esta sendo suprimido em toda reportagem. Lamentável.

    Curtir