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Pré-candidato do PRB, Flávio Rocha defende união do centro no 1º turno

Formação de um bloco único para disputa do primeiro turno das eleições visa evitar polarização entre Bolsonaro e candidato da esquerda

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 4 jun 2018, 22h19 - Publicado em 4 jun 2018, 19h42

O pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, disse nesta segunda-feira, 4, acreditar ser possível unificar o centro político ainda no primeiro turno das eleições deste ano. Para o empresário, fundador da rede Riachuelo, seu nome é o mais competitivo do grupo, por ter sido o último a ser apresentado e também ter a maior taxa de desconhecimento entre o eleitorado.

“Eu sou um grande estimulador (da união no primeiro turno), até por acreditar que temos a maior chance de crescer no centro”, disse o empresário após evento promovido pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) e pelo PRB Mulher.

Rocha deve ser um dos nomes procurados por políticos signatários do “Manifesto por um polo democrático e reformista”, documento que prega a formação de um bloco único do “centro” no primeiro turno das eleições presidenciais para evitar uma polarização entre a esquerda e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

O lançamento do manifesto, organizado pelo deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) e pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF), está marcado para esta terça-feira, 5, em Brasília. Pestana é secretário-geral do PSDB, que tem como pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin. Buarque é o idealizador da plataforma de educação do plano de governo do tucano.

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O PRB, assim como DEMPPSolidariedade, ainda aguarda a aproximação das convenções nacionais para fechar alianças na eleição presidencial deste ano. Na última quinta-feira, 31, durante a Marcha para Jesus, em São Paulo, o ex-prefeito paulistano João Doria (PSDB) sugeriu que Rocha e Alckmin estarão juntos este ano. Flávio Rocha, no entanto rechaça a possibilidade de ocupar a vaga de vice na chapa do tucano.

Reformas para depois

O presidente do PRB, Marcos Pereira, partido de Flávio Rocha, defendeu que as reformas política e tributária entrem em vigor apenas a partir de 2026. Segundo ele, caso a vigência dessas reformas não seja postergada, “os políticos não vão votar”.

Segundo o ex-ministro do governo Temer, que tem aproximado seu partido das candidaturas tucanas, as reformas só serão aprovadas se o próximo presidente sentar para negociar com os 27 novos governadores e os prefeitos das 100 maiores cidades do país.

“Políticos se preocupam só com a próxima eleição” declarou Pereira. “É isso que separa o político profissional do político vocacionado”, complementou, referindo-se a Rocha.

Questionado sobre a declaração de Marcos Pereira, o empresário disse que apenas a reforma política poderia ficar para depois. “A tributária pode entrar antes. Inclusive tem pontos da nossa proposta de reforma tributária que podem surtir efeito desde já”, explicou Rocha. “Acho que ele estava se referindo à reforma política, ela pode ser discutida ponto a ponto. (Pereira) está antevendo uma dificuldade que pode existir em maior ou menor grau”.

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