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Por eleição a deputado, ministro da Saúde deixará cargo em abril

Além de Ricardo Barros, que disputará reeleição pelo Paraná, doze ministros têm mandatos na Câmara. Governo teve três baixas no último mês

Por Da redação Atualizado em 4 jan 2018, 14h48 - Publicado em 4 jan 2018, 14h40

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirmou nesta quinta-feira que será um dos ministros que deixarão o governo do presidente Michel Temer (PMDB) para disputar as eleições deste ano. Em coletiva de imprensa para anunciar a execução orçamentária da pasta em 2017, Barros disse que ficará no cargo até o dia 7 de abril, prazo para desincompatibilização de candidatos que ocupem cargos públicos. Ele deve disputar a reeleição a deputado federal pelo Paraná.

Além do ministro da Saúde, outros integrantes do primeiro escalão do governo Temer deixarão os cargos para disputar o pleito. Treze ministros, incluindo Ricardo Barros, têm mandatos de deputado federal e, caso não disputem as eleições ou não sejam reeleitos, perderão o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O mandato do chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) como senador por São Paulo termina neste ano e ele já declarou ser candidato à reeleição. Outro que pode deixar o cargo até abril para concorrer é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). Em novembro, ele declarou a VEJA que é presidenciável”.

No último mês, três ministros que devem disputar o pleito de 2018 pediram demissão de seus cargos a Michel Temer. O primeiro deles foi o ex-ministro da Secretaria de Governo Antonio Imbassahy (PSDB), que deixou o cargo no início de dezembro, seguido por Ronaldo Nogueira (PTB), ex-ministro do Trabalho, exonerado na semana passada, e Marcos Pereira (PRB), que nesta quarta-feira entregou sua carta de demissão do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços ao presidente.

Imbassahy foi substituído pelo deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) e Nogueira deu lugar à também deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), cuja nomeação à pasta foi oficializada nesta quinta-feira. Ainda não há definição sobre o sucessor de Pereira.

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