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Orlando Silva: PCdoB pode abrir mão de candidatura para unir esquerda

Eventual apoio a Ciro Gomes pode ocorrer, caso não haja nenhum presidenciável do mesmo campo ideológico com chances de ir ao segundo turno

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 1 jun 2018, 18h09 - Publicado em 1 jun 2018, 17h09

O PCdoB já dá sinais de que pode abrir mão da pré-candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência da República. A legenda avalia apoiar outro nome, como o do presidenciável Ciro Gomes (PDT), e lançar Manuela ao governo do Rio Grande do Sul.

O líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP), afirmou que o partido conversa e se identifica com Ciro, apesar de manter a pré-candidatura de Manuela, e que aceita reavaliar o quadro em plena campanha eleitoral se houver o risco de nenhum presidenciável de esquerda chegar ao segundo turno da eleição presidencial.

“Se, durante o curso da campanha eleitoral, ficar claro o risco de duas candidaturas conservadoras no segundo turno, inevitavelmente a esquerda vai ser obrigada a avaliar a revisão da tática e eventualmente se concentrar em torno de um nome”, disse Orlando Silva. “Se houver o risco, seria insano se a esquerda não examinasse a hipótese de construção de uma unidade.”

  • Há duas semanas, Ciro e Manuela se encontraram e conversaram sobre o cenário eleitoral. O presidenciável do PDT, disse o parlamentar, tem uma avaliação correta das situações econômica e política do Brasil. “Não temos nenhum motivo para retirar a candidatura da Manuela, mas vamos conversar bastante com o Ciro”, declarou.

    O deputado avalia que, com base no cenário atual, a campanha no primeiro turno ficará pulverizada em candidaturas próprias de PT, PDT, PCdoB e PSOL. Silva foi um dos deputados que visitaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, na última terça-feira (29).

    “Senti o presidente Lula embalado e o PT está muito embalado com a ideia de ter uma candidatura do PT”, disse. A estratégia atual do PCdoB, disse Silva, é lançar Manuela para garantir uma boa quantidade de votos à Câmara e ao Senado, superando a cláusula de barreira. No segundo turno, garante, os partido de esquerda “vão se encontrar”.

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