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O investimento Greenfield, que inspirou a PF

O nome da operação deflagrada pela PF nesta segunda-feira faz alusão a investimentos que envolvem projetos primários, ainda no papel

Por Da redação Atualizado em 5 set 2016, 14h41 - Publicado em 5 set 2016, 13h17

A Operação Greenfield, que investiga fraudes em quatro fundos de pensão: Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Postalis (Correios), deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Federal, tem como inspiração para o nome uma referência a investimentos que envolvem projetos primários, ainda no papel, conforme jargão do mercado. O oposto do investimento Greenfield é o Brownfield, em que aportes são feitos em empreendimentos ou empresas que já estão em atividade. O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto são alguns dos alvos da operação.

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O nome da operação se dá, portanto, em alusão aos negócios realizados entre os fundos de pensão e as empresas investigadas. Isso porque os investimentos em projetos iniciais dos fundos, os chamados Greenfield, aplicados nas empresas alvo da ação resultavam em prejuízos. “Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizados de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações)”, diz a PF em nota. A PF cumpre 127 mandados judiciais — 7 mandados de prisão temporária, 34 de condução coercitiva e 106 de busca e apreensão em oito Estados e no Distrito Federal.

 

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