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‘Meu papel é nacional’, disse Haddad ao negar apelos para concorrer em SP

Em reunião com Lula, pré-candidatos à prefeitura se dispuseram a abrir mão da disputa interna no PT caso o ex-prefeito aceitasse assumir a cabeça de chapa

Por Edoardo Ghirotto - Atualizado em 29 Jan 2020, 10h35 - Publicado em 29 Jan 2020, 09h07

O assédio para que Fernando Haddad dispute a prefeitura de São Paulo na eleição deste ano ainda é grande no Partido dos Trabalhadores (PT). Haddad mais uma vez ouviu o apelo para assumir a cabeça de chapa da sigla ao se reunir na terça-feira, 28, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os sete pré-candidatos ao pleito municipal. Todos se dispuseram a abrir mão de suas candidaturas caso o ex-prefeito aceitasse assumir a empreitada.

“Meu papel é nacional”, afirmou Haddad ao escutar a sugestão dos pré-candidatos, sem demonstrar a contrariedade que lhe é característica quando é indagado sobre o assunto. O relato foi feito pelo deputado federal José Guimarães (CE), que estava presente no encontro e que coordena o grupo de trabalho eleitoral do PT.

Também participou da reunião a presidente nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR). Ao término do encontro, ela declarou que Haddad não seria candidato em função de “questões pessoais, mas também políticas”.

Haddad foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2018. Ele assumiu a candidatura do PT depois de Lula ser impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. Haddad obteve 47 milhões de votos (44%), mas perdeu para Jair Bolsonaro (sem partido), que conquistou quase 58 milhões de votos (55%).

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Segundo Gleisi Hoffmann, Haddad é uma “referência nacional” e viajará o país com Lula para endossar as candidaturas petistas às prefeituras de todo o Brasil. Gleisi também afirmou que o ex-candidato é o nome “que agrega mais condições” de assumir a cabeça de chapa do PT no pleito presidencial de 2022. “O que não impede outros membros do partido de postularem a vaga”, ponderou. A deputada já havia dito em entrevista ao jornal Valor Econômico, no início da semana, que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), poderia ser uma alternativa para assumir a candidatura do PT na eleição nacional.

Para a prefeitura de São Paulo, a diretoria nacional do PT estipulou um calendário de debates que antecederão as prévias do partido, embora Lula seja contrário à manutenção da disputa interna. Postulam a candidatura os ex-secretários municipais Jilmar Tatto e Nabil Bonduki, os deputados federais Alexandre Padilha, Paulo Teixeira e Carlos Zarattini, o vereador Eduardo Suplicy e a militante Kika da Silva. 

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