Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Haddad nega que tenha tratado de apoio em telefonema a FHC

Candidato do PT disse ter conversado apenas sobre questões institucionais com ex-presidente, que manifestou preocupação com declarações de Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 23 out 2018, 14h53 - Publicado em 23 out 2018, 08h40

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, negou na noite desta segunda-feira que tenha tratado de manifestação de apoio em ligação feita mais cedo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Tratamos apenas da questão institucional”, afirmou, na saída da TV Cultura, onde participou do programa Roda Viva.

“Ele [FHC] tem manifestado na rede social muita preocupação em relação às declarações do meu adversário, que são realmente muito preocupantes, são muito ameaçadoras contra as instituições e, ontem [domingo], contra a integridade física dos seus opositores, em caso da sua vitória. Então, o presidente Fernando Henrique, que é um democrata, tem manifestado muita preocupação com esta escalada de violência promovida pelo Bolsonaro”, afirmou o candidato.

Durante o programa, Haddad disse que também ligou mais cedo para o senador Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, que, segundo ele, é uma pessoa de quem gosta muito. “Esperavam de mim que fizesse um aceno ao PSDB, hoje eu fiz”, afirmou.

  • Haddad também fez um novo aceno ao candidato derrotado Ciro Gomes (PDT), que teve 13,3 milhões de votos no primeiro turno e declarou a ele “apoio crítico”. “Sempre tenho a expectativa que Ciro vai dar uma declaração boa”, afirmou. Na transmissão da entrevista, ele disse que “aguardava ansiosamente” uma declaração de voto mais efetiva do pedetista.

    O petista também buscou, mais uma vez, durante a transmissão da entrevista, fazer acenos ao eleitorado de centro e se colocar como capaz de manter a democracia no país. Ao afirmar que a campanha dele voltou atrás em posições referentes à Constituição, o petista disse que o “autoritarismo não nos interessa”. “Só pela democracia que nós vamos construir uma sociedade mais justa”, disse.

    Continua após a publicidade
    Publicidade