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Governo libera R$ 482 milhões para prevenir desastres

Decisão acontece tarde, no momento em que o Sudeste já soma treze mortos e mais de 33 mil desalojados. No Sul, seca atinge 650 mil pessoas

Por Da Redação 5 jan 2012, 08h56

O governo federal decretou a reabertura de crédito extraordinário em favor dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e da Integração Nacional, no valor de 482,8 milhões de reais. O dinheiro é destinado à implantação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, à cooperação em ações de Defesa Civil e a obras de prevenção e preparação para desastres. O decreto foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. Leia trambém: Por que Bezerra tanto se preocupa com Pernambuco A liberação acontece no momento em que o Brasil já amarga as consequências da temporada de chuvas: mais de 33.000 pessoas estão desalojadas, 1.300, desabrigadas e treze morreram por causa de enxurradas e deslizamentos de terra no Sudeste. O Centro de Monitoramento e Alerta, prometido no ano passado após a tragédia da Região Serrana no Rio, foi criado, no papel, só em julho do ano passado. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de pessoas afetadas pelas chuvas. As cheias dos rios que nascem em Minas Gerais e adentram na parte noroeste do estado já deixaram mais de 22.800 desalojados, de acordo com o último boletim, divulgado no fim da tarde desta quarta-feira. Há cidades inteiras embaixo d’água. Os municípios Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Laje do Muriaé, Aperibé, Italva, Cardoso Moreira, Cambuci e Campos decretaram estado de emergência. Em Minas Gerais, já sao oito mortos e 71 cidades em situação de emergência. Ainda assim, no Congresso, até o momento, nada despertou a atenção dos senadores e deputados que integram a chamada Comissão Representativa, informa a coluna Radar on-line. O grupo de oito senadores e dezessete deputados teoricamente fica de plantão durante o recesso de janeiro. No ano passado, diante da catástrofe na Região Serrana do Rio, o presidente do Senado, José Sarney, convocou a comissão para discutir medidas de socorro às vítimas. Previsão de chuva – O mau tempo deve continuar no Sudeste. A Zona de Convergência do Atlântico Sul está enfraquecendo, mas ainda causa chuvas em parte do Brasil nesta quinta-feira, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Uma faixa de nebulosidade continua entre o Amazonas e o Sudeste. Persiste, portanto, a chance de chuva forte nestas áreas, principalmente no centro-sul do Pará, Tocantins, centro-oeste e sul da Bahia, norte e nordeste do Mato Grosso, sul do Tocantins e do Piauí, centro-sul e leste do Amazonas, Goiás, Minas e Espírito Santo e áreas isoladas da serra do Rio. O tempo continua seco no Sul do Brasil. O sol aparece entre nuvens entre o interior de São Paulo e a faixa oeste de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. Leia também: Um país sem defesa Seca no Sul – Enquanto o Sudeste sofre com o excesso de chuvas, o Sul sente a falta delas. Mais de 650 mil pessoas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina já foram afetados pela estiagem que atinge a região desde dezembro, segundo dados da Defesa Civil dos estados. No Rio Grande do Sul, 47 municípios decretarem estado de emergência e o número de vítimas da estiagem chega a 282.861. Outros 28 municípios foram atingidos, mas ainda não entraram em situação de emergência. Em Santa Catarina, mais de 130 municípios estão em estiagem e entre eles 44 cidades decretaram situação de emergência e 375.246 pessoas foram afetadas pela falta de chuvas. No Paraná, sete municípios já mandaram a notificações à Defesa Civil, mas por enquanto nenhuma decretou o estado de emergência. Segundo a Defesa Civil, a seca prejudica principalmente a agricultura da região.

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